24 maio 2016

23 maio 2016

Ouvir histórias.




Tem sido habitual, na Igreja da Lapa, ouvirmos testemunhos. Quando lá chegámos, há pouco mais de três anos, dedicámos largos meses a ouvir cada história singular de quem já lá estava, e de quem estava a chegar.

Quando ouvimos histórias de pessoas, não as passamos apenas a conhecer e compreender melhor,  mas conhecemos cada vez mais Deus. A forma como cada detalhe de cada vida esteve e está sempre nas suas mãos, mesmo quando não desejamos. Graças a Deus que não nos entrega a todas as nossas vontades, mesmo quando achamos que sim, que controlamos o nosso destino.

Nos nossos encontros de mulheres, temos continuado esta tradição. Queremos ouvir do que Deus tem feito e está a fazer nas vidas de mulheres de diferentes idades, culturas e lugares. No sábado passado ouvimos a Mirela, outro testemunho comovente de como Deus cuida, protege, abençoa e corrige.

19 maio 2016

Fracos meus.

Boinas, suspensórios, sacos de pano. Acessórios que nunca, mas nunca deviam ser substituídos por bonés, cintos e mochilas. Digo eu, pois.

17 maio 2016

Por amor.

Há coisas que se fazem não porque temos tempo (mas há alguém a quem sobre tempo?), nem porque nos abunda a paciência (falta-me tanta), nem por termos um particular talento.

Há coisas que se fazem - e são tantas - por um motivo apenas: por amor.

Era uma vez...

... uma menina que queria muito usar óculos. Durante mais ou menos 2 anos insistiu, mas em vão, a vista estava operacional. Até que essa menina desistiu. Foi pouco depois disso quando precisou de começar a usar óculos.

13 maio 2016

Quase Verão, será?

Não me canso das ilustrações da Sofia Bonati.

Meia dúzia são 6.


O Caleb fez 6 anos. A idade que a Maria  tinha quando se tornou a filha mais velha de 4. Mesmo não tendo tido bebés depois dele, tenho de confessar que ele tem crescido tão velozmente quanto os outros. Basta pensar nos interesses e gostos que tem, tão pouco enquadrados em muitos miúdos da mesma idade. Porque ter irmãos mais velhos é, na maior parte das vezes, seguir o comboio.

Todos os dias me alerta para os atacadores que não estão milimetricamente alinhados (socorro!) mas também todos os dias me lembra de coisas que me esqueço. No dia de aniversário dizíamos ao Caleb qualidades que gostamos nele. Duas delas são a alegria que tem em ajudar (e ver que alguém fica feliz) e a tranquilidade no meio da multidão.

Somos uma família de 6 há 6 anos, graças a Deus.


(foto de Hannah Bustrum, na manhã feliz de Páscoa)

09 maio 2016

12 são uma dúzia

Quando a Maria nasceu, pregou-nos um grande susto. Eu, que até já tinha assistido antes a um parto, apercebi-me que aquele novelo roxo e que foi levado sem hesitação para uma sala ao lado, sem proferir qualquer som, não estava bem. Não me ocorreu dizer nada, fiquei numa espécie de apatia que durou quase até ao dia seguinte, quando vi a minha primeira bebé numa incubadora. Nem lhe conseguia tocar. Uns dias depois viemos para casa. Em poucos meses perceberíamos que esta miúda era pouco silenciosa. Começou a falar um dialecto muito próprio desde cedo, e foi também desde cedo que desenvolvemos uma teoria acerca deste episódio de reanimação, que talvez lhe tivesse despoletado uma incapacidade de fazer silêncio.

São 12 os anos connosco. Continua a ter dificuldade em estar calada. Desde que se levanta até que se deita. Há duas semanas, ao acordar para um dia de escola como qualquer outro, apanhámos um enorme susto semelhante ao do nascimento, mas desta vez não estávamos no hospital nem com ninguém que nos socorresse. Tínhamos irmãos aflitos a presenciar, e uma ambulância a chegar. Foi mesmo e apenas só um susto, mas que não nos livrou de uns momentos de aflição, em que as nossas orações foram  pouco mais do que: "Senhor, ajuda-nos, Senhor!". Deus foi bom. Ele é sempre bom. Por isso este aniversário, uma dúzia de anos, teve um sabor ainda mais especial.




05 maio 2016

Quinta-feira de espiga

Sofia Bonati


Um fim-de-semana bonito

Depois de semanas particularmente intensas, podemos usar o verbo "descomprimir" para classificar este último fim-de-semana. Vejo tantas fotografias bonitas por aí que fico com vergonha de partilhar as minhas, até porque traduzem pouco do bom que foi ser espectadora (é a minha especialidade).

















Samuel Úria, Teatro S. Luiz  -  Tiago Guillul e amigos, Flur

12 abril 2016

...

Sofia Bonati


Jeremias


No sábado - baseados na data prevista de nascimento para 20 de Abril - escrevíamos num papel qual o nosso palpite para o momento do nascimento. Coloquei dia 19, de tão bem instalado que este sobrinho parecia. Foi uma semana antes disso. De seguida, escrevíamos desejos para a vida do Jeremias. É o meu 15° sobrinho, e o meu desejo é igual para todos: que ele seja um filho de Deus. Que cresça em estatura, sabedoria e graça, diante dos que o amam como nós, mas especialmente diante do Pai do céu.

Diálogos com um desconhecido


"So, you're Tiago's wife?"
"Yes."
"Is he as funny in portuguese as he is in english?"
"..."
"I was thinking that if he is funny in english, he must be real funny in portuguese."
"Yes..."
"So you are laughing all the time!"
"No!"


11 abril 2016

Domingos, o melhor e mais desafiante dia da semana

Bom, os domingos são aquele dia especial. Temos o privilégio de conduzir em direcção à Igreja e de ninguém nos impedir. Podemos carregar as nossas Bíblias pela mão e ninguém nos prende por isso. Ainda há demasiados locais pelo mundo em que ser cristão é ter a vida em risco, e por isso é bom lembrar que a certeza de entrarmos na nossa Igreja e estarmos em expressão de louvor como nos apetece é um luxo a ser usufruído. E quero usufruir esse luxo com a exuberância saudável que me é permitida.

Mas - como me dizia há muito tempo uma amiga, sempre que me queixava dos desafios que surgem ao domingo e que não surgem em qualquer  outro dia - não fazemos nada para Deus sem termos oposição. O diabo odeia louvor a Deus, odeia amor entre cristãos, odeia união. E sim, os domingos são dias igualmente desafiantes e é preciso manter o foco. Para servir, amar, estar, ouvir. Permanecer.













08 abril 2016

Quase 12.

Conta os dias para o 12º aniversário (a que velocidade chegámos a esta data?). Na lista de prendas desejadas contam-se os habituais livros, cds, MP4 e filmes. Acredita que tem largas hipóteses de ganhar este concurso e assim podermos ir ao Mississipi visitar a família, e depois a Praga. O restante valor diz que entrega para as obras da nossa Igreja.

Continua a falar pelos cotovelos e a fazer mil perguntas, mas também fica largas horas no quarto a ler, a escrever à máquina e a ouvir música. Do violino, acha que neste momento não lhe serve para grande coisa, além do trabalho. Escolhe a roupa - é uma negociação recente - mas não sem perguntar que tempo irá estar. Chama-se Maria e é a minha primeira filha. Vai fazer 12 anos. Doze.

Hippo! Hippo! Urra!

Era um desejo antigo, desde o primeiro instante em que nos cruzámos em plena Avenida Marginal com este anfíbio. Investigámos, e depressa percebemos que era demasiado caro para a nossa carteira. Mas a vantagem de verbalizarmos aquilo que gostávamos de fazer em família é alguém se lembrar de nós quando sabe de oportunidades. E foi isso que aconteceu, uma mega promoção em plena feira de turismo de Lisboa. E lá fomos os seis!

Valeu cada cêntimo, em especial pelo guia Vasco, que além de nos contar inúmeros pormenores históricos da nossa cidade e que desconhecíamos, manteve o grupo divertido. Estava um dia muito bonito e Lisboa estava invadida de turistas. Lá de cima, víamos as pessoas na rua com o mesmo ar que nós fizemos um dia (que transporte é aquele?) e gritávamos: "Hippo! Hippo! Urra!".























 

- Todas as fotos e vídeo da minha autoria, à excepção da primeira, retirada daqui -

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