12 abril 2016

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Sofia Bonati


Jeremias


No sábado - baseados na data prevista de nascimento para 20 de Abril - escrevíamos num papel qual o nosso palpite para o momento do nascimento. Coloquei dia 19, de tão bem instalado que este sobrinho parecia. Foi uma semana antes disso. De seguida, escrevíamos desejos para a vida do Jeremias. É o meu 15° sobrinho, e o meu desejo é igual para todos: que ele seja um filho de Deus. Que cresça em estatura, sabedoria e graça, diante dos que o amam como nós, mas especialmente diante do Pai do céu.

Diálogos com um desconhecido


"So, you're Tiago's wife?"
"Yes."
"Is he as funny in portuguese as he is in english?"
"..."
"I was thinking that if he is funny in english, he must be real funny in portuguese."
"Yes..."
"So you are laughing all the time!"
"No!"


11 abril 2016

Domingos, o melhor e mais desafiante dia da semana

Bom, os domingos são aquele dia especial. Temos o privilégio de conduzir em direcção à Igreja e de ninguém nos impedir. Podemos carregar as nossas Bíblias pela mão e ninguém nos prende por isso. Ainda há demasiados locais pelo mundo em que ser cristão é ter a vida em risco, e por isso é bom lembrar que a certeza de entrarmos na nossa Igreja e estarmos em expressão de louvor como nos apetece é um luxo a ser usufruído. E quero usufruir esse luxo com a exuberância saudável que me é permitida.

Mas - como me dizia há muito tempo uma amiga, sempre que me queixava dos desafios que surgem ao domingo e que não surgem em qualquer  outro dia - não fazemos nada para Deus sem termos oposição. O diabo odeia louvor a Deus, odeia amor entre cristãos, odeia união. E sim, os domingos são dias igualmente desafiantes e é preciso manter o foco. Para servir, amar, estar, ouvir. Permanecer.













08 abril 2016

Quase 12.

Conta os dias para o 12º aniversário (a que velocidade chegámos a esta data?). Na lista de prendas desejadas contam-se os habituais livros, cds, MP4 e filmes. Acredita que tem largas hipóteses de ganhar este concurso e assim podermos ir ao Mississipi visitar a família, e depois a Praga. O restante valor diz que entrega para as obras da nossa Igreja.

Continua a falar pelos cotovelos e a fazer mil perguntas, mas também fica largas horas no quarto a ler, a escrever à máquina e a ouvir música. Do violino, acha que neste momento não lhe serve para grande coisa, além do trabalho. Escolhe a roupa - é uma negociação recente - mas não sem perguntar que tempo irá estar. Chama-se Maria e é a minha primeira filha. Vai fazer 12 anos. Doze.

Hippo! Hippo! Urra!

Era um desejo antigo, desde o primeiro instante em que nos cruzámos em plena Avenida Marginal com este anfíbio. Investigámos, e depressa percebemos que era demasiado caro para a nossa carteira. Mas a vantagem de verbalizarmos aquilo que gostávamos de fazer em família é alguém se lembrar de nós quando sabe de oportunidades. E foi isso que aconteceu, uma mega promoção em plena feira de turismo de Lisboa. E lá fomos os seis!

Valeu cada cêntimo, em especial pelo guia Vasco, que além de nos contar inúmeros pormenores históricos da nossa cidade e que desconhecíamos, manteve o grupo divertido. Estava um dia muito bonito e Lisboa estava invadida de turistas. Lá de cima, víamos as pessoas na rua com o mesmo ar que nós fizemos um dia (que transporte é aquele?) e gritávamos: "Hippo! Hippo! Urra!".























 

- Todas as fotos e vídeo da minha autoria, à excepção da primeira, retirada daqui -

06 abril 2016

Falemos de morte.


Bem no começo do meu dia de aniversário sabia que a Joey tinha partido para o céu. Tinha 40 anos. Há cerca de um ano partia a Kara. Tinha 38 anos. No início de 2010 partiu a Lhasa. Tinha 37 anos. E mais de uma década antes de eu nascer morria a Flannery. Tinha 38 anos.

Quatro mulheres que admiro. Eu acabei de fazer 39 anos. Penso, especialmente quando mulheres destas desaparecem, quantos dias deste lado escreveu Deus para mim no livro da vida.

Não é coisa mórbida pensar e escrever assim sobre a morte, pelo contrário: imaginar que Deus me deve o direito de me deixar chegar à velhice é de uma arrogância enorme. Deus não me deve nada e todos os dias faz nascer e morrer pessoas, como bem lhe apetece. Não sei quantos dias Deus decidiu que tem para mim aqui deste lado, mas o exercício de me recordar disto mais constantemente pode ser o segredo para me ser aumentada a paciência, o amor, a misericórdia, a paz, o perdão.

Tudo pode ganhar um novo sentido quando pensamos na nossa insignificância. Juntamente com isto, um coração que deseje mais e mais conhecer Jesus, talvez seja mesmo a fórmula para o equilíbrio entre este mundo aqui e o mundo que está para chegar.

05 abril 2016

Missão cumprida!


Queremos que as crianças se divirtam e gostem de vir até à Escola Bíblica de férias, seja no Natal, seja na Páscoa. Mas uma das coisas que também temos percebido na vida de Igreja é que é importante cultivar um espírito de serviço desde novo. Com actividades sempre programadas ao redor de cada faixa etária, vamos prolongando o entretenimento durante décadas, o que faz com que muitas vezes tenhamos jovens que ainda não encontram alegria no serviço, porque sempre foram servidos.

Por isso, o desafio começava com uma caminhada de quase 2 quilómetros ao encontro da irmã Manuela para estar com ela, oferecer-lhe uma reunião sem sair da sua própria casa e ouvir de como era ser criança há oito décadas.

E não é que os 2 quilómetros de regresso foram cheios de conversas e entusiasmo pelo tempo que lá tivemos?

29 março 2016

O dia mais importante de uma vida

 Domingo foi um dia para lá de feliz. Assistimos a 9 (nove!) baptismos. Nove vidas que decidiram dar testemunho público da fé em Jesus. Nove vidas que acreditam que foram compradas pelo sangue derramado na cruz, e que - cada uma a seu tempo - manifestaram esse desejo.

Duas destas vidas são as das nossas filhas mais velhas. Cada uma delas decidiu em momentos diferentes que era chegada a hora. Cada uma com a sua história, cada uma com a sua sensibilidade. Quis Deus que acontecesse no mesmo dia, e que felicidade!

Para nós, cristãos evangélicos, o momento do baptismo é resultado de uma decisão única do indivíduo. Apesar de educarmos os nossos filhos na fé cristã, em momento algum os forçamos a assumir esta fé, até porque sabemos que não somos nós que convencemos os seus corações, é o Espírito Santo.

A Maria e a Marta, ao decidirem que queriam descer às águas do baptismo, não tiveram o caminho facilitado. Pelo contrário, tiveram de nos explicar o porquê de o quererem fazer. Claro que com 11 e com 9 anos, as palavras não são repletas de teologia nem têm as respostas todas completas, mas ambas encerravam o assunto com uma clara afirmação: Jesus morreu um dia por elas, elas tiveram a consciência que são pecadoras e que precisavam arrepender-se disso e tê-lo nas suas vidas. O baptismo vinha como desejo de obediência a uma ordenança de Jesus (quem crê, seja baptizado). Foram acompanhadas pelo Pastor (neste caso, o pai), a Igreja ouviu esta decisão e apoiou.

Desde o momento em que nasceram pedia a Deus que transformasse as minhas filhas em minhas irmãs. Esse dia chegou, e somos muito gratos a Deus. Que Ele nos ajude a fazer esta caminhada com as meninas e com todas as irmãs que se baptizaram este domingo, é o nosso desejo.

Deus é bom!









28 março 2016

Amanhecer

Acordar pelas 5h30 da manhã (na realidade eram 4h30, a hora adiantou nessa noite) não é propriamente fácil, mas confesso que passados os primeiros dez minutos de choque com a realidade de ter de sair da cama, é com alegria que o fazemos. Deve ser o único dia no ano em que os miúdos acordam cedo sem queixumes, e chegar junto ao rio ainda de noite e lembrar aquele maravilhoso dia em que as mulheres chegaram ao sepulcro e não encontraram o corpo de Jesus, é emocionante.

Ele vive, e o melhor desta mensagem é que é uma certeza todos os dias do ano!








26 março 2016

Amor


Aquele que veio e demonstrou que o amor não é um sentimento, mas um acto de obediência. Escolhendo não descer da cruz porque assim tinha sido acertado desde o início, com o seu pai. Aquele que carregou sobre si todos os nossos pecados, ficando só e abandonado, amou-nos desde o princípio e foi fiel até ao fim. 

O meu salvador. Obrigado, Jesus.




25 março 2016

22 março 2016

A caminhada serve para lembrar de que não somos mais escravos.


Há uma história do tempo da Guerra Civil americana que conta de um homem que comprou uma escrava num leilão. Assim que deixaram esse leilão, o homem virou-se para a mulher e disse-lhe: "És livre!"

Ela virou-se para ele espantada: "Queres dizer que sou livre para fazer o que me apetecer?"

"Sim", disse o homem.

 "E de dizer o que quiser?"

"Sim, qualquer coisa."

"E de ser como desejar?"

 "Sim!"

"E até ir aonde me apetecer ir?"

"Sim!" riu-se o homem. "És livre de ires onde te apetecer!"

 Ela olhou o homem atentamente e respondeu: "Então eu irei contigo."


[Thoughts to make your heart sing, Sally Lloyd-Jones]

16 março 2016

Não há nada tão tóxico como a comparação


Não há nada que nos derrube mais do que a comparação.

Não a queremos fazer, mas fazemos. E quando nascem os filhos é que são elas. Começamos pelas parecenças físicas e depois encaminhamo-nos para encontrar explicações de todos os tipos de defeitos e qualidades. Se não é ao pai que sai naquele defeito, será certamente à mãe, ou ao avô, à avó, ao tio e à tia.

Damos connosco a querer encontrar tantas vezes explicações, maravilhados que ficamos com talentos deles: "Mas de onde vem isto?" e a suavizar aquilo com que não sabemos lidar com um: "Mas o pai quando era novo também era assim". Crescemos a tentar encontrar um legado genético que nos explique enquanto pessoas, e a estar destinados a ser igual a este ou aquele; ou até pode ser que não, que as oportunidades hoje são outras.

As comparações, justificações e outras coisas acabadas em "ões" só servem para teorizar e esquecer que Deus tem um plano para cada um. Um plano que vai muito além da carga genética, da educação, das circunstâncias sociais, dos traumas. E não há nada mais libertador do que isto. Não sermos escravos dos genes ou do ambiente.

A comparação de nada serve. Na verdade, só destrói.

Ah, o mar!




15 março 2016

Matar saudades



A cunhada Marta esteve por cá uns dias. Foi bom!

14 março 2016

O Manel e a Mariana casaram!

Entusiasmo. Responsabilidade. Alegria. Obediência.

Quatro ingredientes bem misturados e tão raros de encontrar.






08 março 2016

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