10 fevereiro 2016

Caminhada para a Páscoa


Voltamos sempre ao mesmo. De como nos perdemos há tanto tempo naquela árvore no meio do jardim. E de como não podíamos, sozinhos, regressar a casa. Relembramos e voltamos a espantar-nos com o plano maravilhoso, cumprido no nosso lugar. O plano que nos conta que não foram os pregos que prenderam o filho de Deus lá na cruz. Foi o seu amor.

Silêncio.




09 fevereiro 2016

O longe, perto.


Em dias em que sentimos mais a ausência dos nossos que vivem longe, nada como relembrar com outros queridos - que em breve também partirão- o sonho que foi revelado a João: um dia Jesus voltará, fará tudo novo. Nunca mais teremos doenças, morte, tristeza. As lágrimas serão passado, só haverá espaço para alegria nos nossos rostos. Queremos ansiar esse dia, cada vez mais!



04 fevereiro 2016

Convite!

Amigos do Porto: 6f pelas 20h30;

Amigos de Coimbra: Sábado pelas 10h30.

 Apareçam!


01 fevereiro 2016

Primeira casa.


Não sei como é crescer de outra forma, embora saiba o que é ter muitas dúvidas como se permanece, como se é. O meu percurso nisto da fé não foi linear, e foram muitas as vezes em que desejei não ser a minoria que era de uma seita qualquer, mas que não era bem dos "jeovás" ou dos "mórmones".

Lisboa é a capital de Portugal mas nem por isso teve - durante a minha infância - a maior das tolerâncias à diferença. A memória mais antiga é a de ir para uma sala ao lado quando a minha turma na primária tinha educação moral católica. "Ela é daqueles que só se baptizam quando querem!" - que ousadia, esses protestantes.

Oscilar, na adolescência, entre o descaramento de afirmar o que era a fé, ou a de a ocultar mesmo. Duvidar se este seria sempre o caminho, ou se estaria à altura de lá ficar.

Quis que o hábito - essa coisa tantas vezes relativizada se não for feita de coração - me tivesse feito permanecer, para ao fim de 20 anos no mesmo lugar, mudar. Para fora daí perceber melhor a incapacidade de crescer sem o alimento.

Mais quase 20 anos depois destes, voltar é como visitar a casa dos nossos pais:

já não é nossa, mas é parte de nós.

 - O futuro no passado. Filhos e sobrinhos -


28 janeiro 2016

Stop.

Poderia dizer que não me custa rigorosamente nada acordar pelas 6h50, mesmo quando me deito pelas 22h. Mentiria. Também poderia dizer que gosto de conduzir e que por isso levar e trazer miúdos, ir ali, voltar acolá não me cansa. Mas cansa bastante. Também ficaria muito bem dizer que a serenidade é uma característica que me acompanha de manhã à noite a que poucas vezes perco a paciência. Errado.

Mas ainda assim, parando e pensando, sei que cada dia que coloco os pés fora da cama e é mais um dia destes, cheio de tanta coisa, é um dia que Deus nos dá. E no caminho que me cansa, nos momentos em que perco a paciência, quase sempre é só olhar em frente para ser constantemente relembrada disso.






Fotos tiradas com o telemóvel.

25 janeiro 2016

Melhorzinha.


Tenho uma doença crónica - ler isto com ironia - que consiste em dar muitas justificações, até demais, acerca de tudo e mais alguma coisa. É uma doença porque, em primeiro lugar, não precisamos dar justificações a quem não precisamos que nos entenda (quem precisamos que nos entenda raramente precisa de muitas explicações) e em segundo, porque a base das justificações é querermos que os outros nos percebam, concordem até connosco e não nos avaliem mal. Isso nunca vai acontecer na totalidade e nunca teremos os nossos índices de aceitação intactos.

Mas isto para dizer que Deus me anda a ajudar, neste exercício de não me desdobrar em argumentos e aceitar com maior tranquilidade a possibilidade de nem sempre ficar bem nos retratos.

"Então não dá para...?" Resposta: "Não, lamento."

Fim.





21 janeiro 2016

18 janeiro 2016

criação, criatura e Criador divertido.


Olhei para o funcho, ainda a pensar no que ia fazer dele, e tive de o trazer. Mesmo no meio de todas as outras coisas que o mercado biológico tinha e que a minha carteira pensa muito bem se as deve trazer. Ficámo-nos pelos tomates cereja, os mirtilos e os cajus. O funcho mergulha hoje na panela da sopa, mas não sem antes o contemplar mais uma vez. Deus criou isto tudo, e continua a fazer nascer todos os dias coisas simples como esta, que nos sussurram: "Eu existo, estou aqui, tenho prazer no que invento. Tudo me pertence e sou eu que faço tudo girar. Não me ignores".

E esta?
Foto da Sara Amado, que me relembrou dela enquanto escrevia este texto.

12 janeiro 2016

Clássicos.

Cá em casa há apenas duas opções para os bolos, em termos de coberturas: chantilly ou chocolate. Tudo o resto, a maioria não liga ou não come mesmo. Os clássicos serão sempre clássicos.

08 janeiro 2016

Home is where your heart is.


Gosto muito do sítio. Gosto que esta casa seja já um bocadinho velha, gosto da tranquilidade, da varanda. Da entrada das traseiras para um passeio sem trânsito, da entrada da frente. Do comércio todo à distância de alguns passos. Dos vizinhos, que em 9 anos de aqui estarmos nunca se queixaram de nada, nem nunca nos causaram transtorno.

Mudava-lhe as portas, ou pintava-as de mais claro. E o chão também precisava de ser arranjado, mas ficava tal como ele é (madeira). As janelas também já precisavam vedar melhor. E uma divisão extra para hóspedes também era algo útil.

Dizem que casa é onde o nosso coração está. Se for aconchegante, perfeito.

05 janeiro 2016

Até aqui nos ajudou o Senhor... e sempre ajudará!

A história de ontem era sobre aquele episódio em que Jesus acalma a tempestade. Os amigos de Jesus já o tinham visto fazer coisas fantásticas: curar pessoas, multiplicar comida. Mas na hora em que o barco começou a querer virar - com Jesus a dormir lá dentro - entraram em pânico. Deixaram que os seus medos fossem maiores do que a fé que tinham nele.

Provando-nos que a fé é algo constantemente a ser colocado à prova e que a nossa natureza é de fuga, de dúvida, e de medo -  esse grande paralisador em conseguir ver mais além. Em 2016 sei que irão existir tempestades (embora não as deseje). Mas quero confiar em quem está mesmo ali, a sustentar tudo. Nunca achando que Deus dorme. Ele tem o seu tempo.




30 dezembro 2015

Fazer com amor.


Tenho, entre estes, os meus preferidos. Mas aqui o conceito não foi a perfeição (senão nem me atrevia a começar isto) nem o conceito do meu próprio gosto. Cada um foi feito a pensar nas preferências de quem recebia. Deu algum trabalho, mas valeu a pena.

(faltam aqui algumas canecas que me esqueci de fotografar)


 - As letras perfeitinhas do canto superior direito são da minha filha Maria. -

29 dezembro 2015

Ilusões.


Geralmente por estes dias tenho sentimentos contraditórios. As férias escolares parecem-me sempre demasiado curtas e anseio que os dias estiquem. Por outro lado, quem trabalha em casa sabe da pressão implícita que há quando temos trabalho à espera. Avisamos que estamos a meio gás, mas sabemos que Janeiro está mesmo ali ao virar da esquina, implacável a exigir-nos que arranquemos logo em quinta, quando ainda nos sentimos em ponto morto. Na verdade, acabámos agora mesmo de parar, depois de tanto que se fez antes e durante o natal.

Tenho, também, sentimentos ambíguos com os frutos secos e a árvore. A árvore já não tem bebés que a desmanchem, nem gatos a atacá-la (a velhice é muito visível na nossa pequena felina). Mas tem ramos tortos que já não me dou ao trabalho de endireitar (secretamente conto os dias que faltam para ter de a enrolar novamente em película).

Mas também é nesta desarmonia final que ela fica mais rica, com os postais que nos chegaram entretanto, nas fotos dos nossos queridos. Tranquilamente aceito esta imperfeição, que as fotos não demonstram, pois claro.

De qualquer das formas ninguém acredita que a vida é como no Pinterest, pois não?





28 dezembro 2015

I love Lapa.

São muitas e antigas as razões para gostar deste pedaço de Lisboa. Agarrar-me ao argumento de ter uma vista privilegiada sobre o Tejo seria o mais fácil, mas não. A Lapa tem um encanto muito além do rio. Ou então sou eu que tenho uma queda para sítios que me remetem para um tempo antes deste.













27 dezembro 2015

Escola Bíblica de férias de Natal

30 crianças + 12 adultos = 5ª edição da Escola bíblica de férias. Check!











24 dezembro 2015

Graça!

"Porque é pela graça que estão salvos, mediante a fé. 
E isto não é mérito vosso, é dom de Deus." 
Efésios 2:8 


O Natal é apenas e só acerca de graça. O bebé a dormir debaixo das estrelas que ele próprio tinha criado vinha cumprir a lei que mais ninguém tinha conseguido cumprir e acabar de vez com a nossa condenação à morte. Nada podemos fazer senão rendermo-nos a esta chamada à fé. O Natal é acerca do presente que veio transformar tudo, de uma vez só. Este presente que veio para nos resgatar não custou barato, mas caro. A própria vida do filho de Deus lá na cruz foi precisa para que acabassem as dores, as tristezas, o ódio, as lágrimas, e até a própria morte. O maior presente que podíamos receber chegou há 2000 anos.

Vamos estar disponíveis para o receber e celebrar, ou vamos estar distraídos com o bacalhau, perú e frutos secos?



- Dia de Natal, 25 de Dezembro, pelas 11h da manhã 
temos culto de celebração. 
Rua do Pau de Bandeira, 22 - 1200 Lisboa 
Todos, todos convidados! -


18 dezembro 2015

Consoada

Sabotage, 17. Dez. 2015

17 dezembro 2015

A necessidade de um salvador, a começar pela família de Jesus.


A genealogia de Jesus inclui coisas escandalosas como adultério, homicídio, incesto e prostituição.

Começando, por exemplo, por Tamar, a rapariga que dormiu com o sogro. Com ela vemos que até as melhores famílias são, ainda assim, famílias pecadoras que necessitam de um Salvador.

Também inclui Rute - filha de um incesto - provando que nunca é tarde demais: podemos ter um novo começo e uma nova família, com Jesus.

Também inclui Raabe, uma prostituta também conhecida por ser uma boa mentirosa. Uma mulher que confiou, teve fé e foi transformada.

E David, o famoso rei e compositor David! Cometeu adultério e ainda mandou matar o marido da amante. Com David vemos que um coração cheio de amor não é sinónimo de não cometer grandes erros.

Terminando em Maria, a jovem grávida sem marido. Maria demonstra-nos que a obediência a Deus é mais importante que a aceitação social.

Estudando a genealogia de Jesus, comprovamos  que todos, mas todos precisamos de um salvador e que não há pecado que Deus não possa perdoar. Com o arrependimento, qualquer um é bem-vindo na família de Deus.

[ E isto faz-me lembrar de como a adopção é - ou deve ser - algo muito caro na vida de um cristão. Mas isso fica para outra altura. ]

!



15 dezembro 2015

Esperar pacientemente


Adiamos constantemente planos ou ideias por falta de tempo. Os mais cépticos dizem que é tudo uma questão de organização. Mas de facto o tempo não se inventa, e todos os dias dou comigo a pensar em como voaram mais 24 horas.

Pensando no Advento, e numa época de espera, cada vez mais me parece incompatível uma espera em paz no meio de correrias, de filas de lojas, de caos. Em dias que para comprarmos o pacote de farinha que nos está a faltar, é preciso gastar mais do que o habitual na caixa do supermercado, talvez seja bom pensar no que vale realmente a pena fazer e em como abrandar.

Passear de noite com muita gente e luzes na rua pode ser uma confusão bonita e alegre, já os encontrões à saída da loja só me recordam como nos perdemos há tantos anos, nas nossas ideias. Importa pensar quem visitamos na noite da consoada. Não vá lembrarmo-nos de bater à porta da hospedaria, ignorando o estábulo.