30 janeiro 2015

4 anos e meio de um rapazinho

Depois de chegar em estado de calamidade mundial à sala por não conseguir colocar o capacete do playmobil na respectiva cabeça e de o irmão o ter feito pacientemente, suspira e sorri:

"Obrigado, Joaquim. És um bom amigo."

Não ter problemas em ser diferente

O desafio não é de agora. Jesus falou nisso, Paulo falou nisso. Vivemos temporariamente aqui. Quando Paulo fala que não nos devemos conformar com este mundo, fala necessariamente sobre ser diferente. Sobre não ser aceite por toda a gente, sobre fazer escolhas que engrandeçam o Deus para o qual nós fomos criados. Existimos com um propósito apenas: adorar a Deus. Logo, tudo o que fazemos deve ir ao encontro disto.

É muito frequente dizermos que não podemos viver alheados, que estamos inseridos numa cultura, temos de saber estar. Pois, devemos ser sal e luz no mundo. Mas ser sal significa fazer diferença. Não é ser igual ou mais ou menos ou assim assim.

Também quando penso em educação de filhos, tão difícil que é não ceder a tudo o que nos é imposto ao nosso redor, penso que talvez o grande desafio seja conseguir educar para ser diferente. Crescer a ser diferente e não ter problemas com isso. Muitas vezes escolher não ir quando a maioria vai. Falar quando todos se calam. Ficar calado quando todos falam. Amar quando todos odeiam. Ser diferente. Mesmo que isso pareça loucura. Se for para sermos mais como Jesus, enlouqueçamos todos rapidamente.

27 janeiro 2015

Holocausto

Em miúda, enquanto lia e relia o Diário de Anne Frank, a par com O Refúgio Secreto, ambos sobre o período do Holocausto, imaginava como teria sido se eu própria tivesse nascido judia naquele tempo. Era comum pensar, até por se dizer que os apelidos com nomes de árvores poderiam ter essa origem.

Hoje, relembrando os 70 anos sobre a libertação de Auschwitz, as pessoas escrevem e perguntam-se como pôde o Holocausto ter acontecido, como pôde o homem fazer tanto mal a um seu semelhante. Foi horrível! Enquanto cristã, claro que ainda fico chocada com o que se fez em Auschwitz.  Mas ainda na semana passada via um documentário sobre o terror que o Boko Haram espalha pela Nigéria. Ou pela forma como mulheres cristãs são violadas, torturadas e mortas pela Argélia. Na Coreia do Norte, ter-se uma Bíblia implica ir para um campo de trabalhos forçados e ser missionário é sinónimo de escolher tortura e execução pública. 

O ser humano pôde fazer o que fez em Auschwitz, pela mesma razão que meninas que hoje desejam estudar são mortas na Nigéria, ou que cristãos que se assumam na Síria são executados: porque o homem sem Deus, entregue à sua ganância, sede de poder e ódio, é capaz de fazer o pior que poderemos imaginar. Por isso hoje, adulta, já não penso muito se terei origens judias. Penso antes que sem Deus não seria nada.

26 janeiro 2015

Musicbox, 6ªf passada.







Faltam fotos do Manuel Fúria, não tirei a máquina da mochila a tempo.

22 janeiro 2015

Vá, chega de tristeza.




Mais despedidas

Chegar a casa e já não encontrar a nossa palmeira, que nos fez companhia nestes 8 anos, e que tantas vezes as folhas ao vento embalaram os nossos bebés. Ao que parece, a nossa zona também não escapou à praga dos escaravelhos, que tem levado a uma razia por todo o país.

Há que ver as coisas pelo lado positivo: temos mais luz dentro de casa.

20 janeiro 2015

Tiagos da minha vida.

Não me faltam Tiagos. Casei com um. O outro, que por acaso nasceu pouco depois de mim, rouba-me por estes dias a quota de lágrimas equivalentes a uns anos (que eu para chorar é preciso mais do que o Andy a despedir-se do Woody no Toy Story 3). Por isso, estou um bocadinho irritada, porque depois com este Tiago vem outra miniatura de Tiago e logo antes, ou depois, ou ao mesmo tempo a minha cunhada Marta (sister in law, é mais isso) e o já não tão pequeno Ruben e o traquina David.
Despedidas são aquela coisa chata que ninguém gosta mas que tem de acontecer.

(Digam lá que os dois primeiros não estavam todos catitas no domingo passado? Ah, pois estavam.)








Afinal há coisas que não mudam:

o sobrinho David continua a ser o mais dorminhoco.

Aproveitando os últimos cartuchos.





14 janeiro 2015

Uma casa que é um lar.


São quase 10 anos nesta casa e vários seres rastejantes depois. As paredes gritam por uma nova pintura (já estamos naquela fase em que não há esponja mágica que faça desaparecer as manchas, há pedaços de parede a faltar e vestígios de uma invenção que no início parecia maravilhosa mas que depressa virou pesadelo chamada bostik), as cadeiras acusam gatas passadas, as camas das miúdas começam a encurtar. 

Há pouca coisa (se calhar nenhuma) na lida da casa que me dê prazer. Se tivéssemos de colocar as coisas nestes termos: não nasci para isto. Espanto-me sempre que alguém me diz: "o que eu mais gosto de fazer é passar a ferro" (Oi? Engomar? Isso pode ser bom?). Não, não há absolutamente nada que me encante e a única motivação que encontro é mesmo a do tem que ser. As coisas têm que ser feitas e não temos quem as faça por nós. 

A outra face da motivação é não suportar mais do que um determinado grau de caos. Somos 6 num T3. Os miúdos desarrumam. Sujam. Brincam. Arrumam - mais ou menos - aquilo que lhes exigimos. Aguento brinquedos espalhados. Não aguento cabelos pela casa-de-banho. Aguento uma mesa com vestígios do pequeno-almoço, detesto um chão peganhento.

E depois, talvez o que reste disto tudo e ajude a disfarçar as tais paredes que um destes dias vamos mesmo ter de pintar, é o conforto de ter um lar. Eu gosto de tornar a casa num lar. Um quadro ali, um boneco acolá. Que seja confortável, que receba bem e que quem chega não tenha receio de estragar tudo. Porque as suas fragilidades estão à vista. Nada é perfeito nem tudo está no sítio. Mas é a nossa casa. E há sempre lugar para mais um.





13 janeiro 2015

A Marta e o arco-íris

Não sei precisar quantos arco-íris já apanhei desenhados pela Marta. São alguns. Em dias em que reflectíamos sobre a Aliança que Deus fez com o seu povo, relembro a beleza de tudo quanto vem das Suas mãos. Há alguém, crente em Deus ou não, indiferente à forma como este arco surpeende, sempre que aparece no céu?

12 janeiro 2015

As fotografias servem para isto.


Um tio a preparar uma refeição e uma sobrinha a assistir.



09 janeiro 2015

Amor é


chegar a casa, puxar a manta no sofá e saber que a gata Sombra vai ronronar de felicidade.

Teleférico

Ao início da primeira volta de teleférico, no zoo, oiço a voz da minha companheira de viagem sussurrar: "Marta, concentra-te. Tem calma, Marta." - Marta Cavaco, 8 anos.

À segunda viagem, final do dia, e com alguns solavancos, segredo: "Ai, não gosto disto..." e o meu companheiro de viagem grita alto e bom som: "Eu adoro isto!" - sobrinho Tiago, 5 anos.



07 janeiro 2015

Uma foto onde me falha a legenda.

Todas as mulheres nesta foto são reincidentes nas nossas reuniões. À excepção de uma: a minha cunhada Marta, de quem tenho estado afastada nos últimos dois anos e meio, e da qual me vou voltar a afastar dentro de duas semanas (esta doeu!).

Dá para perceber uma das mil razões pelas quais ela veio cá agora: dar-nos uma perspectiva diferente de como se vive além fronteiras. Ou de poder ver a forma criativa como Deus trabalha em todos os pequenos detalhes das nossas vidas e a nossa responsabilidade em agir. Acção é talvez o que mais sonho para 2015. Fazer coisas acontecer, servir os outros com amor, combater desculpas e ganhar forças na alegria de o fazer. Siga!

06 janeiro 2015

Um dia no Zoo

Tanto eu como o Tiago não íamos ao Jardim Zoológico desde 2003. Nessa altura ainda não tínhamos filhos e levámos connosco o grupo de crianças e adolescentes da Igreja em Moscavide. Os nossos miúdos mais velhos já lá tinham ido nos tempos de infantário e com amigos, mas há muito que desejávamos poder ir todos. Estava um dia lindo e cheio de sol, e andar o dia todo combate o frio e cansa muito menos do que em dias de calor. Foi mais que bom, foi perfeito!



Quem cresceu nos anos 80 e foi várias vezes ao Jardim Zoológico (eu morava umas ruas acima, nem sei referir quantas vezes ao certo lá fui aquando miúda, mas foram muitas) consegue hoje perceber a gigante diferença neste espaço. As jaulas praticamente já não existem, há um melhoramento das condições para os visitantes e uma intencionalidade clara em passar a mensagem da responsabilização do homem na extinção das espécies. Sempre que pensávamos ir com os miúdos, desistiamos pelos preços, mas ainda nem o dia ia a meio e dávamos por bem empregue o dinheiro. (Um atenção a quem tem filhos: crianças sócias do clube Olá ou Rik e Rok não pagam bilhete quando acompanhadas de um adulto pagante. Ser sócio destes clubes é gratuito. Só neste grupo poupámos 54€ nas entradas).