25 outubro 2004

Amanhã

...voltamos lá. O que vamos ouvir? Não sei. Mas vai tudo correr bem.



24 outubro 2004

Maria,

 



Mais tarde não te lembrarás destes dias no Hospital. Sei que, da minha parte, fiz todo o esforço para isso. Levei as tuas coisas, os teus brinquedos, fiquei sempre lá. Para não estranhares e sofreres. Mas estranhaste. Sabias bem que aquela não era a tua casa, aquela não era a tua cama e que aquelas picadas não eram habituais.

E isso foi o que mais me custou: saber que poderias estar a sofrer. A cada picada que te davam, a cada dor que sentias, eu só queria poder tomar o teu lugar. E sentir tudo por ti; és demasiado pequena para ter de perceber que isto por aqui não é perfeito.

Apesar de termos sido sempre muito bem tratadas, o teu sítio é em casa, com a tua família. Gostava de te prometer que tão depressa não vais ver batas brancas, mas posso garantir-te apenas que eu vou estar sempre contigo, seja onde fôr.



23 outubro 2004

-Nos poucos momentos que a Maria dormia, eu lia este Salmo e tudo ficava bem-



Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem para o seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.
Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela, jamais será abalada;Deus a ajudará desde antemanhã. Bramam nações, reinos se abalam; Ele faz ouvir a Sua voz,e a terra se dissolve.
O Senhor dos Exércitos está connosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Vinde, contemplai as obras do Senhor, que assolações efectuou na terra.
Ele põe termo à guerra até aos confins do Mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo.
Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
O Senhor dos Exércitos está connosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.


Salmos 46

09 outubro 2004

-27 anos depois-


Não sei de quem herdei a paixão por coisas antigas.

Desde cedo gostava do soalho de madeira da casa da minha avó materna em Santos-o-Velho. Já na altura tinha mais de 100 anos aquele prédio e dava comigo a imaginar outras vidas naquelas divisões.

A maior parte dos meus amigos tem casas novas com mobílias modernas. Eu tenho uma casa velha com mobílias herdadas da minha avó.

Não gosto de todas as coisas antigas. Algumas são bem pirosas e rebuscadas. As linhas simples, a arte pobre aprisiona-me e quando imagino a casa dos meus sonhos é pequena e antiga. Acolhedora.

Sabe-me bem usar,quando o Outono chega, um casaco que era da minha avó paterna. É cinzento de malha e não o dispenso nos serões frios.

Tal como este casaco que a Maria traz vestido. É velho e marca uma época há 27 anos atrás, do seu papá.

30 setembro 2004

-Que lindo está o céu-



Está um anoitecer particularmente bonito. Vê-se o mar e o céu vermelho, laranja esbatido. Observamos. Estás atenta. Vamos até à varanda, que hoje é o dia da semana que temos de esperar até tarde para deixarmos de estar sozinhas. Nunca mais são 23h00 para recebermos beijinhos com barbas.

29 setembro 2004

-Não nasceste para estarmos já separadas-


Meio-dia. Hora de fugir do Cacém, direcção Queijas, casa dos avós. Só quero rever-te, não importa o que vai ser o almoço nem que temperatura vai estar durante a tarde. Só quero estar contigo.



25 setembro 2004

No jardim da vila,

uns bancos são para as pessoas, outros para os gatos.





20 setembro 2004

-Retrato encomendado-


"Tira-nos umas fotografias para toda a gente ver no teu blogue o nosso lado carinhoso".






-Dos bisavós, a ternura-





15 setembro 2004

-Hoje acordei assim-

-Hoje acordei assim-

Muito cansada. Com vontade de me atirar para cima da cama, adormecer e dormir as horas que o corpo pedisse. Doze, catorze, sei lá. Dormir aos bocados de horas não é a mesma coisa do que tudo de seguida. Tenho muitas saudades disso. Do prazer de dormir e do prazer de acordar com as forças renovadas.



13 setembro 2004

-Maridos aparentemente ao largo, aqui nos baby blogs-


Anseio pelos relatos da Guida lá para o mês de Março e quero que o Zé Mário descanse. O marido está aparentemente ao largo mas é apenas na blogosfera e por questões de exposição. A maior parte das vezes do lado de lá da objectiva da máquina ou na parte desconhecida das recortadas fotografias. As questões da religião na Internet, as mudas das fraldas e outros afazeres semelhantes aqui por Oeiras.



11 setembro 2004

-O encantamento dos avós-




De repente, são avós. Sem se terem apercebido que os anos realmente passaram, tal era a correria que viviam para que não nos faltasse nada. Agora que o ritmo de vida abrandou repentinamente e que podem passar fins de semana sem preocupações e ir para onde lhes apetece.

A Maria é a primeira neta de ambos os lados. ( "Não vai ter regras!" -dizia a minha obstetra) No meu caso, sou a filha mais velha de cinco irmãos.

Ou seja, dedução óbvia: os meus pais tiveram cinco filhos. Mais: nascemos todos no espaço de sete anos e meio. Funcionavam bem os dois em termos de logística: a minha mãe tratava da comida ( e dos mimos ), a empregada limpava a casa e o meu pai dava os banhos e lia histórias ao deitar.

Mas como dizia, de repente crescemos. E de repente voltam a ter um bebé em casa. E de repente esqueceram-se de tudo! E é vê-los cheios de cuidados e pormenores que nem eu lhes conhecia.

Ser avô ou avó é explorar o lado irracional de cada um. Digo eu, que nunca tinha visto os meus pais maravilhados com coisas tão simples como a Maria olhar para eles e sorrir.

Depois disto, dou comigo a ver de fora a cena. E perceber que os pais são pais e os avós... tinham mesmo de existir!

07 setembro 2004

01 setembro 2004

18 agosto 2004

-Uma das partes das férias-










 

Com a Raquel e Sami.


10 agosto 2004

23 julho 2004