30 setembro 2004

-Que lindo está o céu-



Está um anoitecer particularmente bonito. Vê-se o mar e o céu vermelho, laranja esbatido. Observamos. Estás atenta. Vamos até à varanda, que hoje é o dia da semana que temos de esperar até tarde para deixarmos de estar sozinhas. Nunca mais são 23h00 para recebermos beijinhos com barbas.

29 setembro 2004

-Não nasceste para estarmos já separadas-


Meio-dia. Hora de fugir do Cacém, direcção Queijas, casa dos avós. Só quero rever-te, não importa o que vai ser o almoço nem que temperatura vai estar durante a tarde. Só quero estar contigo.



25 setembro 2004

No jardim da vila,

uns bancos são para as pessoas, outros para os gatos.





20 setembro 2004

-Retrato encomendado-


"Tira-nos umas fotografias para toda a gente ver no teu blogue o nosso lado carinhoso".






-Dos bisavós, a ternura-





15 setembro 2004

-Hoje acordei assim-

-Hoje acordei assim-

Muito cansada. Com vontade de me atirar para cima da cama, adormecer e dormir as horas que o corpo pedisse. Doze, catorze, sei lá. Dormir aos bocados de horas não é a mesma coisa do que tudo de seguida. Tenho muitas saudades disso. Do prazer de dormir e do prazer de acordar com as forças renovadas.



13 setembro 2004

-Maridos aparentemente ao largo, aqui nos baby blogs-


Anseio pelos relatos da Guida lá para o mês de Março e quero que o Zé Mário descanse. O marido está aparentemente ao largo mas é apenas na blogosfera e por questões de exposição. A maior parte das vezes do lado de lá da objectiva da máquina ou na parte desconhecida das recortadas fotografias. As questões da religião na Internet, as mudas das fraldas e outros afazeres semelhantes aqui por Oeiras.



11 setembro 2004

-O encantamento dos avós-




De repente, são avós. Sem se terem apercebido que os anos realmente passaram, tal era a correria que viviam para que não nos faltasse nada. Agora que o ritmo de vida abrandou repentinamente e que podem passar fins de semana sem preocupações e ir para onde lhes apetece.

A Maria é a primeira neta de ambos os lados. ( "Não vai ter regras!" -dizia a minha obstetra) No meu caso, sou a filha mais velha de cinco irmãos.

Ou seja, dedução óbvia: os meus pais tiveram cinco filhos. Mais: nascemos todos no espaço de sete anos e meio. Funcionavam bem os dois em termos de logística: a minha mãe tratava da comida ( e dos mimos ), a empregada limpava a casa e o meu pai dava os banhos e lia histórias ao deitar.

Mas como dizia, de repente crescemos. E de repente voltam a ter um bebé em casa. E de repente esqueceram-se de tudo! E é vê-los cheios de cuidados e pormenores que nem eu lhes conhecia.

Ser avô ou avó é explorar o lado irracional de cada um. Digo eu, que nunca tinha visto os meus pais maravilhados com coisas tão simples como a Maria olhar para eles e sorrir.

Depois disto, dou comigo a ver de fora a cena. E perceber que os pais são pais e os avós... tinham mesmo de existir!

07 setembro 2004

01 setembro 2004