31 janeiro 2006

Reunião de Administração

O meu Director é o único que desenha florzinhas nos documentos da Qualidade.

No emprego

Eu: "Que giro, este mês andei 666 kms em serviço. Fiz o número da besta!"
Resposta: "Credo! Que imaginação!"

Vestígios do passado


























Escola EB1 Mestre Arnaldo Louro
(antiga 44 de Lisboa)

30 janeiro 2006

Margarida-4 anos



A mãe da Margarida arrumava a bonecada, a Maria tentava cortar um croissant de plástico e eu e a Margarida arrumávamos uma infindável panóplia de chávenas, pratos, frigideiras, tachos nesta cozinha de brincar. Na parte final, já cansada e a ver chegar cada vez mais utensílios que não cabiam nos armários, desato a enfiar o que resta no forno.

A Margarida debruça-se e diz-me:

"Na tua casa também pões as coisas aí?"

(the end)



(Na cozinha, a tentar mexer em tudo o que não deve)

Mãe: "Eu posso fazer o almoço descansada?"
Filha: "Não!"

(e o pai, na sala, ri-se)

Miuda da idade da minha

Um blogue de uma criança de 20/21 meses era ideia que me deprimia. Estilo: "A minha mamã levou-me hoje à praia mas estava ventito e eu chorei um bocadito."

Escrito e inventado pelo Pedro Jaime, tem a sua graça. Aqui.

Tão giras que até chateia

(e por esta ordem)

Monica Belucci


Nastassja Kinski

Scarlett Johansson

Valeria Mazza



58 min 36 seg

Foi o tempo que me levaram a atender a chamada nas Declarações Electrónicas.

Match point

Foi filme de sexta-feira à noite. A Scarlett Johansson está numa fase mais roliça, mas não menos gira. O Jonathan Rhys-Meyers é um bocadinho amaricado para o meu gosto, mas está bem. O filme é do Woody Allen e é muito bom.

29 janeiro 2006

Há dias, dizia a minha amiga Guida que tinha esta minha mania crónica de me explicar a quem não preciso que me entenda e apercebo-me da quantidade de vezes que dou justificações a quem não tenho de dar. A vida é minha e dos meus e ninguém tem nada com ela. Talvez para 2006 eu deseje importar-me menos com que os outros pensam e calar-me mais a conversas escusadas.

Em Moscavide também nevou.



27 janeiro 2006

Sabem aquelas pessoas

que conhecemos num dia mas desde o primeiro minuto parece que já as conhecemos há uma vida? É assim com a Xana.

(e além do mais, nunca tinha conhecido ninguém que em termos práticos descrevesse com tanta precisão as angústias e alegrias que eu também tenho no meu dia-a-dia. Obrigada!)

Confesso

isto dá-me muito gozo. (Andava de olho nele há 3 semanas.)

26 janeiro 2006

Hoje

levei uma bolada na cabeça, fingi que era da Polícia Segura e o medo instalou-se cinco minutos antes do recreio acabar.

No fim da avaliação disse-me para continuar a ser feliz. Eu, cheia de fome, respondi-lhe que "na parte que me toca, pode ficar descansado."

Passo os dias a correr para sítios que desconheço, perdendo-me.Tenho mau sentido de orientação mas se estudo um mapa e decoro um caminho, raramente me engano numa próxima. Mas antes disso, tenho sempre de penar e encontrar sentidos proibidos, localidades que desconhecia.

E quando finalmente chego, cansada, tenho de esperar. Como impaciente que sou, não consigo esperar sem fazer nada. Quem sabe foi forma de retomar antigas leituras, começar umas novas.

Hoje é dia da nossa amiga Margarida

passar a ouvir melhor.



(beijinhos)

25 janeiro 2006

A minha gata Nuvem começou com o cio há quase duas semanas. Miar irrita-me, mas pouco. Mijar por todo o lado enerva-me e enoja-me. Nem é fazer chichi, é mijar onde passa. Calha-me a dose de desinfectar os cantos e levantar-me mais cedo para tomar o pequeno-almoço com a certeza que as bancadas da cozinha não estão sujas.
O cúmulo foi atingido quando o dono, ser preferido dela, foi brindado com um jacto nas canelas.
Estamos em estudo de mercado. O veterinário mais barato faz-nos a esterilização por 100€. Alguém conhece mais barato? Não aguentamos mais!

24 janeiro 2006

O primeiro grande disparate foi ontem

Chegávamos a casa com o saco da mercearia com pão e ovos. Abri a porta e ela pediu o DVD. Acedi, precisava de ir à casa-de-banho. Nem cinco minutos e regresso à sala. Com ar comprometido, em pé, sacode as mãos. Olho em volta e os seis ovos que estavam na caixa tinham sido abertos um a um e esmigalhados contra o sofá, tapete e brinquedos. Uma gemadinha espalhada na minha sala.

Permaneci quieta, a olhar em volta. Lembro-me de pensar que não me podia exaltar e preguei-lhe um sermão que culminou com um castigo que era estar sentada sem se levantar.
Sentou-se com ar comprometido, sem choraminguices nem protestos. Fui buscar o balde e comecei as limpezas, enquanto me lamentava que estava muito triste com ela. Nos intervalos fazia um beicinho mas nada de se levantar.

O pai chega. Conto-lhe o que se passa. Prega-lhe outro sermão.
No fim pergunta-me: "Ao menos estava com ar de quem se tinha divertido?"

Olho para ele. Cada um foge para o seu canto para se rir.

(Conclusão: Desde ontem que a nossa casa cheira muito mal. Desde ontem que não consigo parar de rir quando me lembro desta cena.)

(Eu no escritório, ela e o meu irmão Rúben na cozinha)

Rúben - "Rute, anda comer!"
Ela: "Mamãããã!"

João Baptista Pereira

O meu tio João nasceu vítima da união de dois primos direitos, filhos de duas irmãs. Digo que nasceu vítima porque nasceu diferente: a capacidade mental diminuída com o crescimento no monte Papão, na Pampilhosa da Serra, geraram um rapaz muito pouco conversador, dependente de horários ( à risca, mesmo sem saber ver as horas) e dos outros. A família desmembrou-se quando a minha mãe tinha quatro anos. O meu avô ficou com o meu tio Zé, a minha avó ficou com a minha mãe e o meu tio foi pastor de ovelhas até aos 24 anos, idade em que uma Instituição do Estado o acolheu, em Alcobaça.

Cresci a ver o meu tio nas férias de Natal, da Páscoa e outros períodos em que a minha avó o podia receber, limitada na sua precoce velhice. Nunca o consegui chamar de tio, porque em criança a sua presença sempre me fascinou e incomodou. É complicado descrever uma pessoa como ele, porque era realmente diferente.

Se alguém o mandava sentar num sítio, ele obedecia e só se tornava a levantar quando alguém se lembrasse. O nosso passatempo em miúdos era dar-lhe doces às escondidas. Ele ria-se e comia-os sem medida, até acabar. Aquele adulto tinha um comportamento de criança. Nunca respondeu mal a ninguém, nunca teve uma atitude agressiva, nunca nos olhava nos olhos, nunca se incomodava com nada. Coçava a careca com que sempre o conheci quando falava do Benfica, da Pampilhosa e pouco mais. Nasceu sem instinto sexual, o que o distinguia das outras personagens que viviam com ele. Não era o tradicional desiquilibrado viciado em tabaco e café e mantinha o seu ar saloio que também herdei: rosetas.

Lembro-me que apreciava a companhia dos sobrinhos - nós. E lembro-me de sentir por ele uma ternura imensa que nunca soube demonstrar. O contacto físico deixava-o nervoso e sempre foi mais fácil ficar ao seu lado a ver televisão.

Não escolhemos nascer como somos mas podemos escolher o destino que temos. O meu tio não pôde porque era diferente. E o que eu gostava de saber agora é que ele está no mesmo sítio onde eu creio que um dia estarei. Mas infelizmente não sei. E tenho pena.



23 janeiro 2006

(Esclarecimento)

O post abaixo fala de despedida. Não do blogue, mas de alguém.
A vida, por aqui, continuará.

*

Há dias em que somos lembrados.
E em que já não podemos mudar nada.
Até um dia. Acredito nisso.
Ou até breve.

21 janeiro 2006

E eu...

(quer dizer, não é bem um pontapé no cu, mas vontade de sugerir um Times New Roman, um Palatino, um Arial, um Arial Narrow...)

20 janeiro 2006

Na H&M

embicou com o boné mais piroso que lá havia. Enfiou-o na cabeça e desisti de lho tirar ao fim de largos minutos. A ajudar, demasiadas camisolas com Minnies de todas as cores estampadas. Arrastei-a pelo braço enquanto gritava: Niniiiiiii e a loja inteira parava para olhar para nós.

A discrição era uma das minhas características antes de ser mãe.

Só passei a tratá-lo pelo nome próprio quando começámos a namorar. A abundância de Tiagos na nossa Igreja era tanta, que todos foram reduzidos aos apelidos. Ainda hoje é conhecido assim e por isso, em conversa com uma amiga disse: O Cavaco foi ao comício do Cavaco.


Ainda não temos casa nova. Verdade seja dita, também não temos feito muito por isso. Umas vezes quero muito ter mais espaço e organizar as coisas de uma maneira diferente, para planear o futuro. Outras, penso na trabalheira que é e o quanto gosto da nossa casa, que não quero sair.
E apesar de ainda não haver divisões novas com que sonhar pormenores estéticos, dois já cá cantam:

O arco-íris e as nuvens. Tinha de ser.



Gosto da Rita pela franqueza que tantas vezes revela, como neste post.
(Obrigada!)

19 janeiro 2006

18 janeiro 2006

Gorros giros

é aqui.
(com bons preços)

Escola das Escadinhas



Voltei à minha Escola Primária, a 110 de Lisboa, das escadinhas. Agora chama-se EB1 António Nobre mas mantém-se na mesma. O jardim está bem tratado e o recreio com piso especial. Sempre fui miúda quieta, mas isso não impediu que caísse umas vezes naquele páteo e espetasse com os joelhos no chão.

Não está lá ninguém do meu tempo. A professora mais antiga lecciona há seis anos e, curiosamente, também foi lá aluna. As salas de aula são iguais e mantêm os crucifixos. Uma das auxiliares, cara conhecida para mim, foi minha colega de 5º ano e morava no mesmo prédio que eu.

Tudo está diferente mas tão igual. (Talvez uma das diferenças seja o facto de um aluno responder: "Não vou!" a uma professora. )

Monsanto-Rua que desce do Estabelecimento Prisional para os Pupilos do Exército

Infância. Apesar de fazermos este trajecto quase numa base diária, sempre tive muito medo de descer esta estrada à noite. E pensava na possibilidade de o nosso carro avariar. (Nunca disse a ninguém).



15 janeiro 2006

Mãe -anos 70 (das minhas preferidas)

(nas reuniões de pais na Escola, era sempre a mais gira e com o maior número de filhos)

Febre - s. f., estado mórbido caracterizado pela elevação de temperatura e acompanhado, em geral, pela aceleração do pulso e mal-estar geral.

Cá em casa somos uns traumatizados com a palavra febre. Durante o primeiro ano da Maria, este sintoma esteve sempre ligado ao problema que carrega com ela, detectado aos cinco meses. O que é uma saudável reacção do organismo a uma qualquer infecção, trouxe-nos algumas angústias. Daí que quando detectamos que a temperatura está mais elevada, é-nos difícil reagir com muita calma.

O termómetro entra em acção com demasiada frequência e procuramos sintomas que justifiquem os 38,7º. Isto porque das outras vezes, não havia sintomas. E as análises quase sempre confirmavam o que temíamos. Desta vez, felizmente, houve muito ranho, muita tosse e muitos outros quês para evitar a ida ao Hospital. Angustia-me o impasse do vamos, não vamos, a chegada à triagem, as caras conhecidas, as análises de seringa e com sondas, a espera.

Nestas alturas, dormimos os três na mesma cama. A bebé estranha a diferença, senta-se demasiadas vezes em cima de nós e queixa-se da ausência de rotina. Revezamo-nos em casa com ela, que apesar de tudo mantém a boa disposição e a tendência para os disparates.

Episódios como este são bons porque são normais. E nós precisamos de muita normalidade para crescermos enquanto pais.

14 janeiro 2006

Ajudante de cozinha


(quem não conseguir visualizar directamente clicando no play, deve clicar aqui. Pode não aparecer logo, mas dá ao fim de uns instantes)

Sesta (II)

A dormir profundamente, uma vozinha no quarto ao lado a gritar:

Caguuuu, Cááááguuu...


Sesta (I)

Tocaram à campaínha quando todos dormiamos a sesta.
(-Quem é?
-Publicidade, por favor...)

12 janeiro 2006

Quando se vê no filme abaixo

põe as mãos nas bochechas e ri-se. Tenho de aprender umas coisinhas com a minha filha. Sobre auto-estima, por exemplo.

Vê o DVD da Carochinha e fala ao telefone com a avó Tina ao mesmo tempo




(quem não conseguir visualizar directamente clicando no play, deve clicar aqui. Pode não aparecer logo, mas dá ao fim de uns instantes)


Uma das razões porque as mães trabalhadoras não conseguem fazer valer os seus direitos

é porque há mães trabalhadoras que fazem questão de não os gozar. Há as que voltam antes de a licença de maternidade acabar, as que colocam os filhos doentes no infantário, as que enviam as avós às consultas com os filhos.
E quem se lixa são as outras mães que não fazem nada disso. Como eu.

11 janeiro 2006

Quando quer fazer um disparate

certifica-se de onde estamos, diz adeus e encosta a porta.

10 janeiro 2006

(Mãe no quarto, filha no quarto, pai na sala)

Mãe: "Ó Tiago..."
Filha: "Caguuu..."
Mãe: "Ouviste o que ela disse?"
Pai: (em dúvida)
Mãe: "Tiago..."
Filha: "Caguuu..."
Pai: "Eu não quero que esta menina se habitue a tratar-me pelo nome!"

(passado um bocado)

Mãe: "Tiago!"
Filha: "Caguuu..."


A minha irmã: "Toma conta do Tomás que eu vou à casa-de-banho."
Eu:"Ok."
A minha irmã:"Chorou?"
Eu:"Não. Riu-se para mim e tudo. Olha a foto."

Ensaios

Pai: "Como é que te chamas? Maria..."
Ela: "Não!"
Mãe: "Já sei. É Maria..."
Ela: (a gritar bem alto) "Não!"

Momentos



09 janeiro 2006

Ensaios

Eu: "Como é o teu nome completo, filha? Maria..."
Ela: "Nana..." (Ana)
Eu: "Oliveira Cavaco!"
Ela: "(mistura de C's e V's que não sei reproduzir)

Ter um blog é como ter um filho.

. Na hora de fazer é muito fácil, depois que está pronto é que dá mais trabalho.
. Exige dedicação constante.
. Escolher o nome dele é uma novela: você pensa, pensa, pensa, faz listas, e não fica satisfeita enquanto não encontra um que adora.
. Você sempre acha o seu mais bonito e inteligente que os dos outros.
. Você tem orgulho da sua criação e, se alguém puxar o assunto, é capaz de falar horas sobre sobre ele.
. Por causa dele você passa a conhecer um monte de gente legal, que você nem sabia que existia antes. (Aliás, depois que você faz o seu, descobre que o mundo se divide entre os que têm e os que não têm).
. Você pensa nele várias vezes por dia (e geralmente tem um leve sorriso nos lábios quando está fazendo isso).
. Algumas vezes você acha que, se não fosse pela grana, ia ser uma delícia poder ficar só cuidando dele, ao invés de trabalhar.
. Por essas e outras, os chefes preferem que seus funcionários não tenham um.
. Você acredita que está sempre fazendo o melhor por ele.
. Você vive na ilusão de que, no futuro, ele ainda vai ser o seu sustento.
. Você adora quando as pessoas o elogiam.
. Você tende a relativizar os defeitos dele. (Se é que consegue ver algum).
. Você cria uma enorme cumplicidade com a pessoa que te ajudou a fazê-lo – a menos que ele seja uma produção independente, que você assumiu sozinha –, mas também algumas discórdias sobre o que devem ou não fazer com ele. (Um sempre acha que o outro poderia participar mais).
. Leituras maçantes sobre o mundo deles passam a interessar você.
. Você acha que tem menos tempo para ele do que deveria, e às vezes se sente culpada por não se dedicar tanto quanto gostaria.
. Volta e meia você se assusta com o quanto ele está crescendo rápido.
. Quem o vê pouco acha que ele está crescendo mais rápido ainda.
. Quem o vê muito tem mais facilidade para entender o que ele diz.
. Você aprende muito com ele.
. Seu marido reclama quando você dá atenção demais a ele à noite.
. Você acha que ele fez a sua vida mudar para melhor.
. Se alguém que você mal conhece comenta que também tem um, logo vocês estão conversando animadamente sobre eles.
. Volta e meia você pensa em ter outro.


07 janeiro 2006

Hoje pode ser...


Jardim.

A Maria Antónia procura marido e no entretanto eu divirto-me.

06 janeiro 2006

Amanhecer



Roam-se.

O Pai Natal esteve-se a ralar para os meus pedidos, mas valeu-me uma amiga-Natal chamada Sandra que me ofereceu esta pregadeira.

Coisas que gosto de fazer quando estamos um dia em casa:

- Tomar um banho demorado (às vezes tomamos as duas juntas);
- Organizar a roupa;
- Ouvir cds antigos;
- Dormir a sesta;
- Ir à mercearia de manhã e encontrar as cestas com muita variedade;
- Passear sem destino, como fazia na licença de maternidade.

05 janeiro 2006

04 janeiro 2006

Ideal de beleza?

A minha mãe em plenos anos 70.

Ao fim de 7 anos


voltei a usar relógio.

02 janeiro 2006

Momentos felizes de 2005



Agosto-15 meses


(quem não conseguir visualizar directamente clicando no play, deve clicar aqui)


01 janeiro 2006

Do telemóvel


Feliz 2006!