28 fevereiro 2006

Imprescindível (III)



The key to a good foundation is a combination of great coverage and superior finish. The Body Shop make-up offers an assortment of foundations and concealers to achieve a multitude of finishes from dewy or matte to radiant.

Imprescindível (II)



pela manhã, com iogurte natural.

Imprescindível


Bic Cristal Orange Ball Pen. Lightweight, Orange, hexagonal barrel provides comfortable and controlled writing and the durable tungsten carbide ball ensures consistent skip and blob free writing. Fine Point - line width 0.2mm. Ink Colour - Black.


26 fevereiro 2006

Corte

Não cortava o cabelo desde o dia 02 de Março de 2005. Nunca gostei de cabelos compridos, daqueles que ultrapassam as axilas. Olhei-me numa montra e pensei que chegava. Entrei no primeiro sítio que calhou e pedi ao cabeleireiro homem que cortasse como estava. Cortou. Pelo meio, com gestos efeminados, sugeriu-me umas ampolas para a queda e esboçou muitas caretas ao me desembaraçar a cabeleira. Falou sozinho e repetiu demasiadas vezes que era só ir à farmácia, comprar as cápsulas e confiar que não engordavam. Acenei, pelo espelho. Dispensei secadores e saí com o cabelo molhado, mais leve. Duas semanas depois reparo que o cortou e a sério. Está curto como já não o tinha há bastante tempo. Não me importo. Pouco há a fazer com caracóis desobedientes.

25 fevereiro 2006

Meu


Dela


Já nevava...



Não está mal...

rainbowbrite
You're Rainbow Brite!

What 80's Cartoon Are You?
brought to you by


24 fevereiro 2006



A mudar a fralda:

-"Mão não, mamã!" (a chorar)

(Tradução: não ponhas supositório, por favor!)

Sei que está doente quando (IV)

fica no colo mais de meia hora, em horas de brincar.

Sei que está doente quando (III)

Dorme sestas demasiado compridas.

Sei que está doente quando (II)

anda atrás de mim pela casa a choramingar a pedir colo.

Sei que está doente quando

não quer comer.

Escola EB1 Mestre Querubim Lapa - Campolide

(antiga Escola Feminina)

"Costumo dizer que..."

Acho graça às pessoas que passam a vida a citar-se.

Mascarei-me de médica para tratar da doente cá da casa.

Anoitecer




23 fevereiro 2006

O tom de ordem

que se ouve quando entramos no carro é, a apontar para o rádio: Papá!, que na prática quer dizer que vamos ter de ouvir a K7 do papá pela milésima nona vez.
A música é esta (fazer o download, é a primeira) e marca o ritmo de mão no joelho e na parte final canta o ú-ú-ú-ú!ú-ú-ú-ú! exactamente no mesmo tom com que se ouve. No fim suspira e passamos à música seguinte.

Portuguese.

Prato de eleição: cozido à portuguesa.
Sopa preferida: caldo verde.
Bebida: água.
Sobremesa: Fruta (qualquer uma).

Estou fartinha da Netcabo

até à ponta dos cabelos.

22 fevereiro 2006

Círculo

Uma senhora a querer comprar a nossa casa mas sem ter a dela vendida. Andamos todos ao mesmo.

Sou de 1977 e na minha infância houve:

Dartacão, Heidi, Marco, Tom Sawyer, Ursinho Misha, Pipi das Meias Altas.

Também me lembro bem:

Uma árvore, um amigo.

E alguém ainda se lembra do que era uma Bom-boka?

(Obrigada ao meu amigo Jorge por estas pérolas. Seguem mais dentro de instantes.)

Sabia que...




(é que eu não sabia do corvo, do touro, da serpente, do tigre e da cigarra!)

21 fevereiro 2006

Porque

a máquina pifou de vez e eu faço contas à vida, com duas máquinas na mira:



(estes choradinhos são lindos!)

Infertilidade

Assinar a petição.

Pela oportunidade de ter um filho.

(via Costinhas)

20 fevereiro 2006

Depois do meu café,

toca de assumir o posto, quentinho.
(Lata, muita lata...)

Tentativas

Com grande à vontade, chama por esta ordem, quando não respondemos logo:

Papá!
Pai!
Cáguuu! (Tiago)

ou

Mamã!
Mãe!


Correu-lhe bem a primeira vez que tentou dizer o nome do tio. Hoje andava pela casa a cantarolar: Nuno...Nuno...

(Podes considerar-te com sorte. Sabe o nome dos outros tios, mas não os diz com esta convicção!)

Ai!

A minha máquina digital deu o berro.
(cheia de fotografias lindas...)

Publicado há uns anos na Revista Xis



19 fevereiro 2006

Do 21 para o 22.


Os primeiros duraram três meses.

18 fevereiro 2006

Músicas que cantamos todos juntos

Esta luz que eu tenho sempre há-de brilhar,
Esta luz que eu tenho sempre há-de brilhar,
Esta luz que eu tenho sempre há-de brilhar,
Brilhará!Brilhará!Brilhará!

E na minha Escola sempre há-de brilhar,
E na minha Escola sempre há-de brilhar,
E na minha Escola sempre há-de brilhar,
Brilhará!Brilhará!Brilhará!

E no meu Emprego sempre há-de brilhar,
E no meu Emprego sempre há-de brilhar,
E no meu Emprego sempre há-de brilhar,
Brilhará!Brilhará!Brilhará!

Aqui em Moscavide sempre há-de brilhar,
Aqui em Moscavide sempre há-de brilhar,
Aqui em Moscavide sempre há-de brilhar,
Brilhará!Brilhará!Brilhará!

E na minha casa sempre há-de brilhar,
E na minha casa sempre há-de brilhar,
E na minha casa sempre há-de brilhar,
Brilhará!Brilhará!Brilhará!



Os nossos passeios são nossos. Sabem sempre muito bem e têm poucas regras. Podemos ir à praia, passear no paredão ou ir simplesmente ao Jardim. Hoje ficámos-nos pela Vila, na loja dos brinquedos antigos. Comprámos um Story Board (flanelógrafo, para mim) e sentámo-nos nos bancos de madeira a colocar os animais no quadro. Intercalámos com pão sem mais nada, que estes dias têm quase sempre disso. Passaram-se duas horas e voltámos a casa. São manhãs de nós. E nossas.

17 fevereiro 2006

Cinco manias, só? Aqui vai, querida Ana:

- Mania de sofrer por antecipação (e o pior é que o que antecipo acontece, muitas das vezes!);

- Mania de aspirar e limpar as bancadas da cozinha antes de comer o pequeno-almoço;

- Mania de fotografar tudo. (desde que tenho a máquina digital, Novembro de 2003, já ultrapassei as 10500 fotografias!);

- Mania de me rir nas situações constrangedoras;

- Mania de comer fruta a toda a hora.

Arranjavam-se muitas mais, mas parece que são só cinco. Não passo a ninguém, senão isto nunca mais acaba!

16 fevereiro 2006

Gosto tanto

quando tenho de ficar uma tarde com ela, a tratar de assuntos ou ir a uma consulta. Passeamos, conversamos, rimo-nos. Tenho uma filha que é uma companheira.

Cú-cú!



Há um sítio quase igual a Água de Madeiros:














o Magoito.

Pergunta que mais ouço quando chego a uma Escola Primária

"Olhe, desculpe, vai ser a professora de Inglês?"
(pergunta sempre feita por miudas)

À porta de uma Escola,

um miúdo de 6, 7 anos pergunta à mãe:

-"Qual foi a primeira palavra que eu disse quando era bebé?"
-"Bágua, que era água"-explica a mãe.
(De mão na cabeça, com ar envergonhado)
-"A sério?"

Cá-un-cá

Não é só bolacha. É Short Cake de chocolate.

15 fevereiro 2006

Reflexão

Quem tem um blogue pensa, inevitavelmente nos efeitos que a exposição do que escreve terá. Ninguém pode alegar para si maior protecção porque todos nos expomos um bocadinho. Uns mais, outros menos, mas todos falamos algo de nós. Mesmo que não contemos nada da nossa vida nem façamos dele um diário, contamos de nós. Nem que seja pela forma como escrevemos ou defendemos as ideias em que acreditamos.

Quem não se quer expôr, não tem um blogue. Escreve num caderno, por exemplo. Eu tenho um. Mas não resisto ao efeito imediato que esta página cor-de-laranja tem a nível visual e das pessoas com quem eu gosto de contar a ler.

Este é outro ponto: ninguém tem um blogue só para si. Todos escrevemos a saber que nos lêem. E gostamos, ou não.

Este é o meu terceiro blogue. Iniciei-me na blogosfera quando éramos umas míseras quatro centenas (em Portugal) e grande parte dos outros discutiam a guerra no Iraque. O segundo foi descoberto por quem eu não queria e este terceiro foi criado por mim e durante meses só 6 pessoas souberam dele. Não tenho a pretensão de reclamar para mim privacidade se aqui escrevo. Quando o passei a algumas pessoas pedi-lhes segredo. Inevitavelmente, entre amigos e conhecidos, vou descobrindo que me lêem. Umas vezes gosto de saber, outras nem por isso. Mas estou aqui e não me posso queixar. O que eu quero escrever, registar e só eu ler, fica no meu caderno de notas. Tudo o resto, está aqui. E sou eu.

Demasiado perto

Esta foi tirada na A8, já a caminho de casa. Em Lousa é possível estar quase debaixo de uma coisa destas e em Fanhões senti-me encurralada no vale com aquelas pás a soltarem-se para cima de mim. Se vivesse num destes sítios não abria as janelas de casa e saía de casa de olhos no chão e passo apressado. Os meus piores pesadelos são estes e quando estou perto, nem precisa ser muito, sinto-me em desiquilibrio. Eu que pensava não ter fobias, descubro uma.

14 fevereiro 2006

Ana,

eu já respondo ao teu desafio.
As minhas manias são muitas e vou ter de pensar muito bem pensado.
É um minuto, por favor.

13 fevereiro 2006

Ele: "Vais-me dar alguma prenda amanhã?"
Eu: "Por acaso nós comemoramos o dia dos namorados? Não comemoramos pois não?"
Ele: (silêncio)
Eu:(silêncio)
Ele: "Mas vais-me dar uma prenda amanhã?"

Cenas surreais no Bairro Dr. Augusto Castro

Debruçada na sanita, só com tempo de dizer: "Leva a miuda daqui!", ele a segurar-me no pescoço, ela a espreitar entre a apreensão e o riso, eu aflita e ele:

"Mas que coisas são essas aí?"

Resposta, no meio:
"Maçã, comi maçã!"

Ele:
"Não, essas coisas escuras. São bolachas?"

(Blharg...BLHARG...)

Unidos

Começou na terça-feira à noite com o meu marido. Quarta chegou à Maria. Quinta foi a minha vez. No fim-de-semana foi para a minha mãe, irmãos, sobrinho Rúben, meu pai. Viral, dizem. (Caneco!-digo eu.)

12 fevereiro 2006

Cheguei! Saiam da frente, por favor!

I'm a Porsche 911!



You have a classic style, but you're up-to-date with the latest technology. You're ambitious, competitive, and you love to win. Performance, precision, and prestige - you're one of the elite,and you know it.


Take the Which Sports Car Are You? quiz.

(Obrigada pela descoberta do teste, Ana!)



11 fevereiro 2006

10 fevereiro 2006

Saber rir das tristezas


HPIM0955
Vídeo enviado por cavaquinha
Quando se vê no filme a chorar, ri-se.

Ele sentiu-me mal durante a noite de terça para quarta (escreveu um post sobre isso mas não os consigo lincar), eu só o ouvi na primeira investida sobre a sanita. Na manhã seguinte, já estacionada em Frielas (merecia umas fotos para não pensarem que ando só em sítios bonitos) volto para casa porque a Maria também estava afectada com vómitos. O dia de quarta-feira, pensava eu que já tinha sido de suficiente castigo pela minha omissão durante a noite. Com ele de cama, ela aflita de vómitos, diarreias e muita má disposição.

Ontem tudo se parecia compôr. Loures, lá fui eu. Nada de fotografias, andei a correr a tentar compensar o que não tinha feito no dia anterior. 15h, uma agonia. 17h, dores de cabeça. 19h, vómitos. 20h, diarreia. Tudo à roda, ele a regressar mais cedo da Igreja. 21h30, mais vómitos e cama.

Até hoje. São 16h30 e é a primeira vez que me levanto da cama e não vejo estrelinhas prateadas a dançar à minha volta. Já comi umas torradinhas. A filha foi para casa dos avós (e consta que também ainda está afectada dos intestinos), estou sozinha em casa.

Estou com a cabeleira despenteada, com o pijama que me acompanha desde a noite passada. Aguardo ter a certeza que estou melhor para me desinfectar na banheira.

(Querido, da próxima vez que te sentires mal, acorda-me.)

08 fevereiro 2006

Minnie no banho


HPIM0888
Vídeo enviado por cavaquinha
O desgosto ao descobrir que a Minnie estava na máquina da roupa.

Disse uma frase completa. E nós percebemos.

Eu e ela no hall, o pai na cozinha. Eu coloquei na cabeça um gorro que não era para o meu tamanho. Ela soltou um riso trocista, levantou a mão e disse:

"Cágu, oia ati mamã!"

Eu paralisei e perguntei-lhe "O que é que disseste?"

Fitou-me, calada, a rir.

Perguntei para o pai: "Ouviste o que ela disse?"

Resposta do pai: "Olha aqui a mamã."

Eu chego à cozinha e ele olha-me e conclui: "Esse gorro fica-te a matar!"



Da confiança.

Conheço muita gente. Amigos íntimos não tenho muitos. O meu marido diz que sou, tantas vezes, anti-social. E é verdade. Poucos me conhecem como eu sou. É fácil falar dos tímidos. Eu não sou uma pessoa aparentemente tímida. Disfarço bem a maior parte das vezes.

Os meus verdadeiros amigos sabem que sou calada sobre mim. Raramente expresso os meus problemas, suporto-os tantas vezes sozinha. Acho que aprendi a toda uma vida ouvir os outros, saber dizer-lhes as palavras que querem ouvir mas poucas vezes falo de mim.

Não é que não me expresse. Eu passo a vida a falar, a queixar-me, a rir. Sou conversadora. Mas é possivel falar de muita coisa e não falar daquilo que temos no nosso interior.

São poucas as pessoas (sei o número mas não interessa) que me conhecem nos momentos de fraqueza, de dor. Destas pessoas, ouço tudo. Mesmo que conteste uma crítica de momento, penso seriamente na validade dela e reflicto.

Tenho imensa sorte, eu que não acredito nela, nos amigos que tenho. E sei que mesmo quando sou intratável (tantas vezes) gostam de mim como eu sou, porque lhes confio tanto de mim e asseguro que me confiem tanto deles. A amizade é um pequeno reflexo do amor de Deus por nós.

(a quem interessa, obrigada!)

07 fevereiro 2006

À mercê

da falta de pigmentação.

Cada um tem os seus pudores. Eu tenho os meus. Dois deles foram particularmente difíceis de lidar porque eram mais visiveis. Enquanto grávida, tirei poucas fotografias à barriga nua. Tal como corei quando me pediam para a mostrar e tive de dizer que não conseguia. E se em alguns momentos o fiz com gente menos íntima, foi mais por respeito ao outro. Senti-me quase sempre invadida na minha privacidade quando me tocavam sem avisar. A partir do momento em que se tem um bebé na barriga, deixamos de ser uma mera pessoa mas alguém que carrega mais alguém. É compreensível, mas nunca me consegui abstrair que aquela continuava a ser a minha barriga.

A amamentar a coisa ainda foi mais complicada de gerir. Nunca gostei de narizes colados à minha pele, nem da teoria que ninguém olha para a mesma maneira para uma mama que amamenta. Demorei algum tempo a gerir isto. Custava-me isolar-me numa divisão enquanto toda a gente conversava na outra e por isso a fralda foi a minha melhor amiga. Das fotografias do momento, poucas tirei. Sempre o senti tão nosso, tão pessoal.

E sei que o acto é lindo, delicia qualquer um. Mas nunca consegui ultrapassar esta linha, entre a exposição do meu corpo, a alimentação da minha filha e nós, a família. Há uma linha muito ténue nisto tudo. E o que sinto é profundamente pessoal, não me choca nada que outros o façam.

(Este post foi escrito porque esta semana vi a mais bela fotografia de sempre de uma bebé a mamar -tirada pela Pal- e logo a seguir, este post da Xana. Andava há muito tempo a querer dizer isto com as palavras sinceras mas certas.)

03 fevereiro 2006

Faz 21 meses,

vai comigo às compras de mão dada. Traz sozinha o saco do pão e as calças que no início do Inverno tinham uma dobra grande, estão-lhe à medida.
Temos uma menina a ficar crescida.

02 fevereiro 2006

Na farmácia

Funcionária simpática mas abelhuda: "Bebé, queres uma prenda?

Maria: "Não!"

Funcionária simpática mas abelhuda: "Queres, queres. Tens a pele fininha como a da mãe e precisas de um creminho!"

Maria: (aumentando o volume e a puxar-me a mão para ir embora) "Não!"

Funcionária simpática mas abelhuda: "Toma lá dois, um para cada uma!"

Maria: "Não! Mamã!" (e continua a puxar-me)

São umas Azedas do Trevo

para a minha amiga Raquel.



Na Ericeira. Um ataque de nostalgia. De parte de mim que pertence lá. Muitos anos de férias, muitos amigos, muitas lições. Da descoberta de mim crescida, de pactos de confiança, da primeira vez que soube que um rapaz gostava a sério de mim, de muitas horas de diversão.

No meio de trabalho, o reencontro de estradas cruzadas noutros sentidos. Um dia frio, ventoso, cansativo. Mas bonito. Incrivelmente bonito.

01 fevereiro 2006



Descubro

que a casa dos meus sonhos assentava na perfeição no Gradil.
(perante a beleza da Vila, só me lembrava que tinha de o levar lá com urgência. Nem uma fotografia)

Parte boa dos meus dias






Quando sei para onde vou e com o relógio a dar-me vantagem, gosto da solidão da estrada.
E do silêncio.
O silêncio da ida que contrasta com os barulhos da chegada.

Ontem o jantar foi na nossa outra casa.