27 abril 2006

Uma grávida mesmo, mesmo gira?

Monica Bellucci

Thursday night

À quinta-feira ao final do dia estamos sempre só as duas. Nunca vamos logo para casa e fazemo-nos passear, entre conversas que às vezes nem eu compreendo. Ela faz questão de carregar um dos sacos das compras, eu não olho para o relógio. Há muito que o nosso carrinho está emprestado ao primo e há muito que não peço um emprestado no Oeiras Parque. Vamos as duas, pela mão. Raras vezes, foge. Temos ponto marcado em alguns sítios, nossos. Hoje regressávamos e foi ela que me lembrou que me esquecia da lancheira no carro. Somos grandes companheiras.

Gosto deste:



Joan Miró
Dancer II, 1925

26 abril 2006

Preparei um pão com manteiga. Sentei-me a comê-lo na sala. Pediu. Gostou. No fim, desata a correr na direcção do sítio onde tinha sido confeccionado, a gritar:

-"Ó pão! Ó queijo!"

(convencida que a manteiga só podia ser queijo.)

Estreámo-nos, este ano, nos caracóis. Ainda antes de provar, ela, a espreitar para o prato de queixo levantado:
- "Mamã, é bom?"

(achou que sim.)

Post curto

Estar grávida é ter de ouvir opiniões sem as pedirmos. Estar grávida pela segunda vez é rirmo-nos delas ou já não as ouvirmos. Tem sido divertido. Por enquanto.

23 abril 2006

Para os mais distraídos

passámos a ter uma nova barra ali em cima.
Em Novembro, se Deus quiser, nasce a Marta ou o Joaquim. Vamos ser quatro.

(Faz hoje um mês que o soubémos. Os registos foram feitos aqui.)

21 abril 2006

$%&# !

Desde ontem que, no meio de frases praticamente imperceptíveis, diz aquela asneira de quatro letras utilizada para descrever as senhoras de vida fácil. Como cá em casa não usamos linguagem nesses termos e por onde ela anda muito menos, resta-nos tentar descobrir ao que ela se refere. Durante o dia, consegui associar a palavra à Barbie com que ela brinca. Agora o resto...

Faz hoje cinco anos que se foi embora a minha avó, a inspiradora do nome da minha filha.

- avó Maria dos Anjos - 

Manias

continua a querer ouvir sempre a mesma cassette do pai quando vamos no carro. Canta tudo exactamente na melodia e muitas palavras percebem-se (a que mais me surpreendeu no momento: agulhas).

Prato preferido:

batata, ervilhas, cenouras, ovo, tudo cozido com atum e tomate por cima.
Come tudo sozinha.

20 abril 2006

Acima de qualquer outra característica

vê-se que é feliz. Que mais poderíamos querer?

É costume, quando andamos pelo edifício geral, darmos um saltinho ao berçário, a ver os recém-nascidos. Como estava lá a nossa médica, despejou-lhe uma bata em cima e levou-a a vê-los, mesmo ao lado dos berços. Nem se mexia, deliciada. Uma enfermeira entrou a falar e ela, muito timidamente fez o "Schhhh" com o indicador na boca. O bebé dormia, acabadinho de nascer de uma cesariana.
Por lá se passeou mais uns minutos e já no corredor pulava e dizia sem parar : "Bebé, bebé, bebé!" e a Dr.ª, orgulhosa, dizia para outra: "Olha para esta pirralha que a gente fez nascer!"

19 abril 2006

17 abril 2006

!

Quando vou à casa-de-banho no emprego, cruzo-me com colegas de outros departamentos, de quem sei pouco mais para além do nome. É frequente perguntarem-me pela minha bebé. "Já anda?", "Já corre?". Respondo que já anda, já corre, já come muito sozinha, já fala muitas coisas e está a fazer dois anos.
E quase sempre ouço: "Já? O tempo passa mesmo rápido!"

As teorias aqui no gabinete sobre a reportagem de ontem da TVI acerca do porquê de as mulheres engordarem depois do casamento, são de chorar a rir. Tenho de me aguentar com a seriedade do ambiente. Resta-me ser o único dia no escritório no prazo de um mês.

16 abril 2006

Nuvens



15 abril 2006

A Páscoa

é lembrarmo-nos que não há ninguém no Mundo, seja ele pai, mãe, irmão ou amigo que nos ame tanto como Jesus. Recusar o seu amor é virar as costas ao momento que carregou na cruz todas as nossas imperfeições e nos deu a possibilidade de termos uma vida para sempre com Ele. E sermos melhores, com a Sua ajuda.

12 abril 2006

3ª feira

inicio o período de trabalho mais puxado do ano inteiro. Até 15 de Junho, sem parar. Os dias que antecedem, como o de hoje, preciso que passem rápido. Para começar e fazer depressa o que tem de ser feito. O compasso de espera deixa-me nervosa.

Da minha infância



Jantar de trabalho

os meus colegas que fumam tiveram a gentileza de se levantar e e sair à rua de cada vez que queriam fumar. Assim, sim, vou a mais.

10 abril 2006

No meio de uma conversa imperceptível (eu já pedi a uma romena da nossa Igreja que nos ajudasse a traduzi-la, mas ela demitiu-se de tanto trabalho), vira as palmas das mãos para cima e diz:
"Pois!"

Pára muitas vezes


para observar os outros.

06 abril 2006

Da minha infância

(também com sabor a laranja)

Da minha infância, ou pleno 7º ano de escolaridade, no intervalo grande.




dos bollycaos. (mas em português)

Da minha infância



(Sara Kay:coleccionava os cromos!)

Na A5

passa por nós um Fiat Punto cinzento.
Ela: "Papá, ó papá, tchau, bye bye!"

A acenar, muito excitada. Assim, sem tirar nem pôr.

A quem acusa estes meus silêncios

Às vezes não tenho mesmo nada para dizer.

03 abril 2006

23 meses



Há mais ou menos 3 anos

criava o meu primeiro blogue. Pelo meio tive outro e há um ano criei este. Gostei de criar cada um, porque revejo a pessoa que fui em cada momento que releio. Nisto a blogosfera é mágica, porque numa página gratuita com um template que desejamos, escrevemos o que nos apetecer e guardamos de alguma forma, pedaços nossos. Nunca um caderno foi tão apelativo.
A blogosfera trouxe-me dissabores, mas acima de tudo, muitas agradáveis surpresas. E são estas últimas que se cravam na memória e me fazem continuar. Faz sentido ter este blogue porque, dos três, é o que gosto mais. É o que me traz mais conforto e onde penso menos no que escrevo e no impacto que terá.