31 maio 2006

Marta ou Joaquim?


A dúvida permanece. Não foi para isso que hoje te vi, inesperadamente, no meio de uma alta médica. Foi para a ecografista ter a certeza que estás bem. E isso é o que interessa. Ainda que gostasse de poder tratar-te já pelo nome, cresces saudável. O coração bate, aumentas a um ritmo impressionante. Se há duas semanas medias 5,8 cm, hoje medes 10,4 cm e assim é fácil perceber o porquê de uma barriga crescer, sem o conseguir controlar muito bem.

E nisto, uma segunda gravidez não é diferente: a surpresa constante pelo milagre da vida.

Dez!

Ontem, por um acaso, descubro que sabe contar até dez. Nada que não costumemos fazer, a subir e a descer escadas, mas não deixei de me surpreender quando começo a ouvir: "Chinco, Cheis, Chete, Ôto, Nove..."
Escrito assim não tem graça, mas ao vivo tem e muita.


P.s. - Estou aqui e estou a dizer que a minha filha é precoce!

Para se ir preparando



se é que alguma vez uma criança está preparada para a chegada de um irmão.

Cá em casa, usamos cabides em ventosas, para não furar as portas. Uma deve ter caído e dei com a criança cá de casa a auscultar uma boneca com a ventosa lilás. Compenetrada.

"Pão quente!"


Quando pede pão quente, significa que tenho de preparar uma bela torradinha, aos pedaços.

Um carro estacionado no passeio

e pouco espaço para nós passarmos.

- "Xencha, carro!"

ou seja, pede licença, encostada ao prédio.

29 maio 2006

Talvez uma das minhas fotografias preferidas, com a minha Maria. Foi tirada pelo Tó, que é um amigo que parte sem lugar a despedidas. Deixa muitas, muitas saudades.

Estamos cá

Dizemos até sempre. Resignados, perplexos, inconformados.
Estamos com quem fica, de quem gostamos tanto.
Fica o silêncio. Os abraços. A nossa impotência.
Da amizade. Que é tanta e parece que nunca chega.
Choramos também.


Guardamos numa gaveta, bem acondicionado, o Verão de 2005.

25 maio 2006

Gosto muito!



24 maio 2006

Ups.

Ontem, nas urgências, chegou um pai com a filha, com uns 4 anos. De barba, magro e giro, mas muito convencido. Olhava em redor, a ver se alguém reparava nele (e reparavam, as outras mães!).

A minha filha, a pintar, vê-o chegar, a uns metros e grita: "Ai, papá!".
Os olhares rodam todos na minha direcção e eu desmacho-me a rir.
A criança justifica-se: "Bába!" (barba).

Post típico de quem está em casa, sem nada para fazer:


Lavar a Minnie requer regras muito específicas e uma grande dose de paciência. Programa mínimo de 54m e durante a manhã, período do dia em que não dorme e se entretém com outras coisas. Acaba por dar sempre por falta dela e a gritaria começa.

Secá-la é a parte impossível, mas ainda tento. Valha-nos o sistema de centrifugação da máquina que faz com que saia já quase sem humidade. Ainda assim, com manobras de diversão de outros brinquedos, ainda se consegue uma meia hora no estendal.

Desde há um mês que temos uma Minnie grande, igual à outra e que veio do mesmo sítio (a única diferença é que esta tem os dedos cosidos). A esperança era que a dependência de uma fôsse transferida também para a outra e ajudasse a consolá-la em casa dos avós.

Dorme com as duas mas a Minnie continua a ser a Minnie e a outra é a "Minnie andi" (Minnie grande).

Hoje, o desespero foi visível e eu tomei um Benuron a seguir, para as dores de cabeça.



Ontem a minha filha conseguiu rebentar com uma agulha, mesmo tendo quatro pessoas a segurá-la.
Sim, quatro.

E no fim, ainda me faz passar vergonha, com ar mal educado, para o pessoal: "Tchau, mau!"

23 maio 2006

À noite, já de luzes apagadas.

Ele: "Não posso sorver o molho dos caracóis, passadas umas horas começa a sair-me tudo pelo nariz!"
Eu: "Hã?!"
Ele: "A sério! Sai tudo pelo nariz!"
Eu: (sempre a rir) "Essa tenho de escrever no blogue!"
Ele: "Acabei de escrever no meu..."

(As mães mais sofredoras com os sonos que me desculpem...)

A primeira vez que dormiu a noite toda tinha 1 mês e meio. Não estava à espera. Com dois meses começou por dormir 9h e foi-se alongado, com os meses até fazer 12 horas. Até hoje. Para dormir, é na cama sozinha, agarrada à Minnie e sempre com a mesma caixa de música. Damos-lhe um beijo e desejamos boa noite. Fica sempre.

Com a sesta é igual, mas nem sempre se cala logo e fica num monólogo que às vezes descamba em bonecos contra as paredes. Faz parte. Acaba sempre por adormecer, mesmo que pouco nalguns dias.

Daí que eu tenho muitas saudades de quando adormecia facilmente ao meu lado. Há umas semanas dormimos uma curta sesta juntas, por insistência minha. Deu-me cabeçadas, senta-se na cama para se virar e o momento bonito durou pouco mais de 40 minutos.

Hoje de manhã foi diferente. Tinha tosse, acordámo-la para o xarope, seguido de banho por causa de um vomitado. Depois de muito cirandar pelas imediações da nossa cama, deitou-se encaixada em mim, na posição fetal. Adormecemos as duas, com festas na minha cara. Acordámos umas duas horas depois. Parecia mentira.

Momentos destes têm um significado muito especial, mesmo gostando muito da independência dela neste capítulo.

22 maio 2006

Uma das mais fiéis leitoras deste meu blogue e dos outros que o antecederam está grávida de menos uma semana que eu. Não é só uma leitora, é uma amiga que vejo poucas vezes mas de quem gosto muito. Fiquei feliz!

(Beijinhos! Partilhar barrigas com pessoas amigas é bonito!)

Eu nem me considero uma pessoa distraída,

mas só ontem reparei que o Zé Diogo Quintela é estrábico.


Não sei o que lhe passa pela cabeça acerca desta nossa rotina de há três semanas que é estarmos em casa. Ou não estarmos afastadas muitas horas. O que sei é que hoje saiu da cama eram quase 10h e por volta do meio-dia já pouco dizia mais que "Rua, jardim, rua, jardim."
Fomos à rua. Ao largo da Igreja. Comprámos tremoços no mercado, sentámo-nos no banco à sombra de uma árvore. Vimos pombos. Conversámos. Chegou ao prédio e já nem no almoço pensava, só queria dormir, de tanto andar. Estar em casa não é para mim e muito menos para ela.

Grávida

(e pergunto-me: será que a minha mãe teve 5 boletins destes? E a cada um que passava tinha sempre mais informação a acrescentar?)



A eterna questão: Marta ou Joaquim?

Segundo este quadro, vamos ter uma menina.
(mas como nesta matéria, continuo a não ter preferências e não acredito nada nisto, nem no teste da agulha, esperamos mais uns dias...)

20 maio 2006

À segunda gravidez

cruzo-me com uma grávida que já tinha estado grávida ao mesmo tempo que eu há dois anos.

Na sala de espera para a consulta

um casal discutia quanto peso é que a mulher podia engordar na gravidez. O caso ficou tão sério que se levantaram e foram confirmar a informação com a enfermeira.

À segunda gravidez

as enfermeiras que nos pesam antes das consultas saltam a parte das liçõezinhas sobre cuidados alimentares, prisões de ventre e afins. Poupa-se tempo.

No Centro de Saúde

espero dez minutos pelo meu médico, estou mais dez no gabinete e depois tiro uma senha rosa e espero 1h50m que carimbem a baixa médica.

Dos encontros da blogosfera

alguns já são feitos de poucas conversas de blogues. E muitos, são sem os filhos e sem se ter de falar deles. O que é muito bom sinal, na minha opinião. Somos pessoas e começamos uma coisa que se chama de amizade. Nem mais.

18 maio 2006

Ecografia das 12 semanas

bebé a dormir, de pernas traçadas. Quieto. Médica a mexer na barriga. Pergunta: "Posso bater?"

Resposta da minha filha, aflita: "Não!"

Do meu chefe, resposta ao meu mail de ausência:

As melhoras e volte logo que possível pois faz muita falta.

(Não sei se ria, não sei se chore!)

17 maio 2006

Não sei se sou eu, se é ela

a mais farta de estar em casa. Decidi ir aos CTT, na hora em que havia uma visita da imobiliária cá a casa. No elevador, dizia em jeito de mentalização: "Rua, mamã, maía, iobutes?" (que era mais ou menos: "A Maria e a mamã vão à rua comprar iogurtes?")
e no regresso, a vislumbrar a chegada, desata a correr no sentido oposto ao do prédio a gritar: "Caija não!" (esta é mais fácil: "Para casa, não!").

Já cá faltava



Merecia ter sido filmado.

Tinha de ser e coloquei as calças de ganga na máquina. Na incerteza do quanto encolheriam e na impossibilidade de as vestir tão depressa. Sequei-as ao Sol e passei-as a ferro, calmamente. Observei-as e pareceram-me mais estreitas, o normal neste tecido. Guardei-as no roupeiro e esperei um dia. Hoje tomei banho e peguei nelas. Enfiei-as nas pernas vagarosamentee puxei-as com muita calma. Ainda me servem e ainda me sento com elas. Até à próxima lavagem.

Muitas, muitas.

Ontem deve ter sido o dia em que bateu o record de palavras novas, ditas assim com a maior das naturalidades. E como se sempre as tivesse dito.
(Vantagens de estar em casa estes dias).



16 maio 2006

Uma amiga

é uma pessoa que me envia uma sms a dizer : Call sem mais nada acrescentado e que quando eu ligo me diz: "Não tinha dinheiro no telefone e não estava com paciência para escrever mais!"

mas que depois, quando eu pergunto se tem paciência para falar, me diz: "Claro, por isso é que te pedi que ligasses."

(Gosto).

Uma amiga

é uma pessoa que me envia uma sms a dizer : Call sem mais nada acrescentado e que quando eu ligo me diz: "Não tinha dinheiro no telefone e não estava com paciência para escrever mais!"

mas que depois, quando eu pergunto se tem paciência para falar, me diz: "Claro, por isso é que te pedi que ligasses."

(Gosto).

Para a minha amiga Xana,


uma vida sempre cheia de pormenores bonitos.
Porque sei que os sabes apreciar.

15 maio 2006

Fui à mercearia

e cometi a imprudência de dizer que ia fazer feijão verde na sopa. Nos três quartos de hora que se seguiram não largou a zona da comida e passeava-se pela casa, impaciente, a gesticular e soletrar: "Feijão bêde! Feijão Bêde!"

(Foram 3 conchas de sopa)

14 maio 2006

12 maio 2006

Passeios



11 maio 2006

Gato Fedorento - possível sketch

É frequente, pela empresa que represento, alguns clientes virem ter comigo e dizerem que "estou muito chateado porque eu não recebi aquele produto assim e assado" (que muitas das vezes nem têm direito, mas adiante).

Na maior parte dos casos eu não tenho nada a ver com área, mas numa de vestir a camisola pergunto quem contactaram.

Resposta: "Ninguém!"
Eu: "Mas ligou para a linha de apoio?"
Resposta: "Não!"
Eu: "Mas falou com alguém?"
Resposta: "Não!"
Eu: "Então e como queria receber?"
Resposta: "Ah!"

(Haja pachorra...)

A minha filha tem pancadas

e a última é querer batata cozida, com ou sem acompanhamento, às horas mais estranhas.
(Hoje, ao lanche...)

À segunda gravidez:

- com praticamente doze semanas ainda não tenho o boletim da grávida;

- ainda não tive uma consulta marcada. Têm sido todas em dias em que a minha médica está de banco;

- esquecemo-nos de gravar a eco das 6 semanas;

- não nos preocupamos com hardware para comprar (carrinho, banheira, cama, etc.);

- é tudo muito, muito mais descontraído (não menos feliz, mas sem muitas histerias).

Amizades

Estar em casa, à força, é uma seca. Receber a senhora da imobiliária é uma seca, abrir a porta de hora a hora por causa de publicidade é outra seca, a televisão é uma seca, a lida da casa outra seca.
Mas receber amigos, quando queremos e com todo o tempo, não é seca nenhuma.
É do melhor.

10 maio 2006

A loja dos chineses fica em frente à minha casa. Na esperança de encontrar cuecas provisórias para começar o treino do bacio, voltámos lá hoje. Entra, desata a correr e grita:
"Inês, ó Inês!"

(E quem é que lhe vai explicar que a loja não é da Inês, mas dos chineses, aqueles senhores? Para ajudar à festa, as empregadas são brasileiras!)

Grávida, roupa de.

Não gosto muito de roupa de grávida, mas já tenho por experiência anterior que tem mesmo de ser. Por isso, esta colecção parece-me bem. Especialmente os vestidos, que são giros. Um de cada, 38/40, por favor.

Em casa, as duas,

almoçamos com muito tempo.

Cenas

(No carro, a falarmos da vinda de uma grande amiga minha)

Ele: "Essa tua amiga é fixe."
Eu: "Não percebo. As minhas amigas são todas fixes."
Ele: "Mas essa é gira. E tem piada."

09 maio 2006

O dinheiro dos anos serve para várias coisas:

(Daqui. Com português de Portugal.)

!

Para ela, ir à loja dos chineses é ir à loja da Inês.

Palhacinha

Distribui "boa tarde" sem qualquer tipo de critério a qualquer pessoa que encontra na rua.

Desta altura do ano:

a variedade de frutas e os caracóis, aqui tão perto.
(Bons na minha rua, de perder a cabeça em Algés).

Dois anos

Peso: 14,200g (percentil 100)
Altura: 89 cm (percentil 95)
Perímetro cefálico: (não mediram.É o melhor!)

Percebemos que já não são bebés quando depois da consulta dos dois anos, se segue a dos três.

08 maio 2006

Artista


(o lenço na primeira fotografia é uma questão de estilo).

06 maio 2006

Marta ou Joaquim,

não queria chegar ao fim das 10 semanas sem registar este momento. Os especialistas desenharam um bebé com o tempo que terás, e eu tenho-o comigo, desde a gravidez da Maria. Coincidência ou não, a ecografia de terça-feira confirmou-te nesse mesmo dia com este tamanho. E cheguei a casa e contemplei-te, mais ou menos assim.
Aguardamos-te, a crescer, pacientemente.

05 maio 2006

M & M


A diferença entre o ano passado e este é que em 2006, mais de 90% das felicitações recebidas, de muitas formas, incluiram a Minnie, em muitos formatos e feitios. Há um ano, esta boneca já existia, no meio de tantos outros bonecos. Fico com pena de não conseguir precisar a partir de quando a presença da Minnie se tornou um consolo evidente em casos de sono, cansaço, birra, diversão. Talvez o consiga desvendar com o registo fotográfico dos últimos meses. Lembro-me que começou por dormir com ela, depois a andar com ela pela casa e, por fim o que evitámos durante muito tempo, a sair para todo lado com ela. Uma coisa é certa: a Minnie é a sua maior companheira e é impossivel não reparar nisso.




(alguns dos postais recebidos)

04 maio 2006

Dois anos





Sesta

Acorda da sesta. Começa a conversar. Minutos depois:

-"Mamã, aqui!"

(silêncio na casa)

-"Mamã, anda cá já!"

A minha médica pôs-me de castigo em casa.
O meu director ia tendo um enfarte quando lhe liguei.
A minha filha resolveu riscar a cara toda com esferográfica.
Está um Sol maravilhoso lá fora.
Não tenho paciência para ver televisão.
Faço pipocas e a minha filha assiste maravilhada ao milagre no tacho.
Sal ou açúcar? Açúcar.

03 maio 2006

Sempre ao mesmo sítio



Há dois anos, aqui fui mãe.

Há um ano, nasci tia.

Ontem, espreitei o elemento que se segue.

Pelo menos em Novembro, lá voltaremos.



Foi há dois anos


que começava a nossa outra vida.


01 maio 2006

Pai: "O que vimos na praia?"
Ela: "Tudo!"