25 junho 2006

Somos três mulheres e um homem

e vamos de mini-férias. Até sexta.

23 junho 2006

Hoje ao almoço


descobrimos que és a Marta.

E eu fui a correr comprar-te este fatinho:



À segunda gravidez, à data de hoje

nem eu nem ninguém comprou nada para o bebé.


É minha amiga. E ser minha amiga implica muita coisa. Ter paciência para os meus humores e ter os mesmos interesses em comum. Esta minha amiga tem. Há coisas que só me rio com ela. É a única pessoa com quem passo muito tempo a falar ao telefone.

Desde que somos amigas, já partilhámos muitas coisas. Dissabores, cumplicidades. Há umas semanas tive medo de não ser suficientemente amiga. De não saber ajudar. Descobri que quando somos mesmo amigos, não precisamos fazer muita coisa. Porque eles sabem que nós estamos lá.
Eu que nem gosto muito de falar ao telefone, descobri o meu bem memorizado no dela. E nunca me agradou tanto poder receber telefonemas.

O maior conforto nestas coisas é saber que se a minha hora de dor chegar, eu também vou ter a quem telefonar. À Sandra.

22 junho 2006

Dr.ª MCS

As consultas com a minha médica já são tudo menos formais. Ultimamente vou sozinha, há outra criança em casa a cuidar. Fala-me do neto, da vida dela, dos partos que faz. Queixa-se das mulheres gordas e dos anos de vida que lhe tiram, por causa das tensões altas, colesterol e afins.

Agradece-me por eu ter a tensão baixa e falta de açúcar no sangue. Diz que me dá autorização para comer bolachas com doce a meio da manhã. Expliquei-lhe que nem aprecio muito doce, mas não interessa. A balança do gabinete dela é minha amiguinha e eu saí de lá feliz.

21 junho 2006

Afinal os relatos radiofónicos podem ser divertidos

e acabei de ouvir: "E chega-se à frente o pequenino Simão. Vais ter de ser grande. E foi, que é golo!"

Sintonizaram o rádio na altura do primeiro golo.
Instalou-se o caos.

Jogo?

São 14h57m e as minhas colegas estão desesperadas a tentar sintonizar o rádio para o jogo. Iam-me batendo quando perguntei com quem Portugal jogava.
O gabinete não tem janelas e por causa disso há interferências no som.

Estou em pânico. A que horas acaba o jogo?

Caroline Gosselin

Klimt’s Kiss

Red Garden



Partilhar barrigas

com amigas, é muito giro.

(na gravidez da Maria, conhecia muitas grávidas mas ninguém mesmo próximo).

20 junho 2006

Quero uns destes, já!





ou estes:
(querido...)

Às 10h06m

a Segurança Social Directa dispara a seguinte informação:

Subsídio de Maternidade por Risco Clínico
02-05-2006 a 01-06-2006
DEFERIDO


Vão-me pagar, vão-me pagar!

Compras, em português de Maria,

diz-se:

"Poncas!"

(é das minhas favoritas até ao momento).

David Mourão Ferreira

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.


18 junho 2006

Dos nascimentos.

Nunca falei aqui da Ana.

Conhecemo-nos ao contrário do habitual, nisto dos blogues. Primeiro, encontrei a Ana, só depois o blogue, num almoço de Janeiro de outros blogues que já lia.
As conversas, vieram depois. A Ana é daquelas pessoas que inspira tranquilidade ao primeiro contacto. Já lhe disse uma vez: o blogue não reflecte um décimo da pessoa fantástica que ela revela ser. É pena.

A I. devia nascer daqui a uns dias com umas gramas a mais. Nasceu na sexta-feira, mais pequenina que o habitual.

A elas as duas e a toda a família, um desejo rápido de regresso a casa, a quatro.

O Mundial nunca mais acaba. (continuação das outras)

E o meu vizinho do 3º andar pendurou a nossa bandeira no estendal da roupa. Com molinhas vermelhas. Ao lado dos chinelos e da roupa interior.

O Mundial nunca mais acaba. (cont. da continuação)

O adversário de ontem era o Irão?
Acho que me lembrei.

O Mundial nunca mais acaba.(cont.)

O Cristiano Ronaldo é feio. Mas homens feios há muitos. O Cristiano Ronaldo abre a boca e geralmente eu fujo ou tapo a cara com receio do que dali vai sair.
A Merche parece que gosta dele. Eu acho mal. Ela é gira, embora também não diga muitas coisas acertadas, sempre preza pela simpatia.
O que me faz confusão é ela ter ido ontem para o programa "Dança comigo" com um CR desenhado a dourado no braço esquerdo.
Se eu gostasse do Cristiano Ronaldo, acho que o escondia de toda a gente.

O Mundial nunca mais acaba.

Ontem deitei-me para dormir a sesta. Acordei três vezes com a rua inteira a gritar "Golo!" mas parece (que não tenho a certeza) que foram só dois que entraram na baliza do adversário (que eu por acaso nem sei quem era).

Então por que é que me acordaram três vezes? Três?

15 junho 2006

Sempre as nuvens

Há muitas coisas das quais gostei em determinada altura e que agora já não gosto. Calças afuniladas e stretch, por exemplo. Idas ao cinema à meia-noite. Dormir de porta fechada. Usar o perfume Lou lou. Andar de metro. Falar ao telefone.



Mas nada me ocorre suficientemente válido para deixar de gostar de nuvens. Gosto delas. É permanente. Não se trata de um gosto faseado. Vejo-as todos os dias. E a admiração só me parece que aumenta. Não diminuirá. Impossivel.

14 junho 2006

Já disse que atingi e ultrapassei os objectivos?

(acho que já...)

Post exclusivamente vaidoso

Apesar de ter faltado na altura de pior trabalho, acabei de atingir os meus objectivos.
Estou insuportável.

Bem-vindo sejas, Miguel!


Ocorre-me sempre este desenho a cada nascimento.


13 junho 2006

Cresci em Lisboa,

mais propriamente, S. Domingos de Benfica.

Semanas antes da noite de Santo António, na nossa rua (e paralelas) andávamos com caixas de sapatos e pedíamos "um tostão para o Santo António" e conseguíamos. O mais bem sucedido era o meu irmão. Era suposto o dinheiro ser todo para a comida, à excepção das sardinhas, que eram oferecidas pelo Sr. augusto da mercearia. O meu irmão gastava parte em doces, até ser descoberto.

Fazíamos uma banca, vendiamos rifas (de coisas das nossas casas que já não queriamos), decorávamos a rua com fitas, de um lado ao outro dos prédios, saltávamos a fogueira. Ouviamos música e chegávamos a casa a cheirar a peixe.

Que saudades.

Gosto muito



12 junho 2006

No meu gabinete de trabalho

não penduraram bandeira, mas logo pela manhã trataram-me por compatriota.

11 junho 2006

10 junho 2006

Para o meu irmão Tiago,

que foi hoje consagrado como Pastor.

Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.

(I Timóteo 4:12)

09 junho 2006

Do Marco para a Heidi


Acabámos a série de cinco DVD's do Marco, à média de um episódio por dia e passámos à Heidi. Com o pequeno Marco, tivémos episódios de ir às lágrimas seguidos de outros com esperança. Ele acabou por encontrar a mãezinha e a família voltou a viver feliz em Génova. O Marco foi um mártir.

A Heidi é orfã desde que fez um ano e foi entregue aos cuidados do avô algures no meio das montanhas. Vamos no quarto episódio e nada de choradeiras. Éuma menina doce que está a adorar viver no meio das cabras e da natureza. Esperam-nos muito episódios mas não sabemos do quê. A Heidi não sai das montanhas e não convive com mais ninguém para além do avô e do Pedro. A ver vamos o que nos espera.

08 junho 2006

(arrepio...)

As minhas colegas querem pendurar uma bandeira de Portugal no nosso gabinete.
Ai!



Illusion, 1989
Gao Xingjian

07 junho 2006

Humpf!

O post anterior está muito foleiro mas eu não vou tirá-lo. Servirá para os dias menos bons.

(E eu estou contente de voltar a sentir-me útil. Um mês em casa não equivale a um mês de férias.)



06 junho 2006

Uma coisa boa: a Segurança Social Directa e vermos o ponto de situação dos descontos e das baixas.Sem ter de telefonar para lado nenhum.

Uma coisa má: regressar ao trabalho um mês depois e ver que o meu pedido ainda nem sequer deu entrada no sistema. Pagamento, nem vê-lo.

Efeitos da gravidez

subitamente, toda a gente me parece mais magra.
Excepto eu, claro.

Ana Madragoa

Se os gorros de Inverno já eram um sonho, os chapéus de Verão com t-shirts e calções são um mimo.
Ver aqui.

De regresso ao trabalho

entre ausência do escritório por visita a Escolas e baixa médica, há quem não me veja há quase 2 meses. Entre o espanto de uns e a ansiedade de outros por me verem, no espaço de uma hora oiço que tenho uma barriga pequenina e uma barriga enorme.

Apreendo só o que me interessa.

05 junho 2006

Obrigada

à prima Ana.
Infelizmente não sei retribuir com desenhos!

Consta

que o Mundial ainda nem começou e eu já estou farta.
Ufa.

Foi no sábado,

às 14 semanas e seis dias que a criancinha que mora aqui dentro deu um pontapé na mão do pai.

04 junho 2006

Reminder!

Carreguem o peso uns dos outros e assim cumprireis a Lei de Cristo.
em Gálatas 6:2 - Bíblia

Sou uma pessoa fraca em palavras. Mas espero que aos meus amigos e a quem eu quero bem, nunca falte a minha presença, uma lágrima, um abraço. Não quero falhar.

É fácil alegrarmo-nos com quem se alegra, mas é díficil entristecermo-nos com quem chora.

02 junho 2006

Fui fazer análises e quis que ela assistisse, para perceber que nós também vamos ao médico e somos picados. Sentou-se ao meu colo e ficou calada enquanto me espetavam a seringa no braço.

Ao mesmo tempo, explicava-lhe que aquilo era igual ao que lhe acontecia por vezes na mão. Suspirou e disse: "Já está!" quando a analista me colocou o penso rápido.

No fim, deu-me um abraço e disse: "Não dói, mamã!" e depois acrescentou-me um beijo e umas palmadinhas nas costas.

01 junho 2006

Se eu escrevesse assim, podia explicar porque é que as buganvílias são, sem sombra de dúvida, a minha flor preferida.
Mas eu não escrevo como o João.