31 outubro 2006

Ctg




Bebé reactivo. Contracções com alguma intensidade e regularidade.
Nada de toques, não vá ajudar à saída nos próximos dias.
"Aguente até à próxima semana." - diz a médica.
"Eu por mim aguento até à próxima, à outra e à outra."- digo eu.


Do post anterior (cont.).

Nunca tinha pensado em como seria o momento em que a Maria conheceria a irmã. Consigo adivinhá-lo um bocadinho confuso. Ela conhece de cor as paredes do Hospital e creio que se chocará um pouco com a minha aparência, numa cama de lá. Preocupa-me esta parte e adivinho a cena um bocadinho chata.
Daí que as sugestões da Guida e da Pal nos comentários abaixo não só são úteis como urgentes para reflectir. Obrigada.

Diferenças na segunda gravidez

A maior é já ter uma filha. Recordo-me de na primeira, eu ter pressa que nascesse, pressa de a conhecer, ansiedade pelo momento. O quarto dela sobrava espaço, as malas foram feitas com antecedência e os dias finais eram contados, com expectativa. Mais nada. No final estava um bocadinho farta, mas por estes factores e os pequenos incómodos normais.

Desta vez, não. Eu não tenho pressa de lhe ver a cara, de saber como é ser mãe. Desta vez eu sinto-me muito, muito cansada. Ir buscar a Maria à Escola é uma tarefa que exige de mim todas as calorias que consigo armazenar, vesti-la ou simplesmente fazer o aerossol sentada no chão, deixa-me quase sem fôlego e estacionar o carro demora mais tempo que o normal.

E eu não sou uma pessoa mole, de estar parada. Continuo a contrariar todas estas coisas, continuo a pegar-lhe ao colo, a dar-lhe banho e tantas vezes sozinha.

Desta vez, estou exausta e sei que os tempos que me esperam mais exigentes serão. Faço pequenas listas do que gostaria de não me esquecer mas deixo-as quase todas a meio.

Eu preciso, eu ordeno, eu exijo.

A Segurança Social tem de me pagar, já.

A registar

na sexta-feira foi o primeiro dia que chegou a casa e contou o que tinha feito na Escola sem ninguém lhe perguntar.

(uma coleguinha tinha feito anos e o dia parecia ter sido muito alegre!).

30 outubro 2006

Esclarecimento

Cerca de 80% de pessoas que lê este blogue conhecem-me pessoalmente, assim bem como à Maria (sim, dei-me ao trabalho de fazer a estatística). Logo, nunca me preocupei muito em fazer este esclarecimento, mas dada a insistência do pai de cá de casa, aqui vai: a Maria não fala exactamente como eu a escrevo. Quando ela diz: "Mamã, vamos às compras!", fá-lo do seguinte modo: "Mamã, vamos às compas!". Tal como nem sempre utiliza os artigos.

Se já o fiz anteriormente, escrever as palavras exactamente como ela as dizia, hoje parece-me que fazê-lo com frases torna-se complicado e imperceptível para quem lê.
Creio que todos sabem que uma criança com dois anos e meio fala à bebé, umas vezes em tom mimado, outras de criança. Mas nunca como um adulto, por mais evoluida que ela seja (que não é o caso, a Maria é uma criança perfeitamente normal, com as espanholadas que esta idade lhe imprime).

Claro que tem muita graça assistir ao vivo aos gestos que ela faz com as atitudes que tento aqui reproduzir. Mas mais do que a forma como diz, o que me fascina em escrever os comportamentos dela é já a sua capacidade de raciocínio, de menina. Que é maravilhoso de assistir. E porque este blogue tem como motivação principal ela mesma, para lhe oferecer mais tarde. A seguir, virá a Marta e o método será o mesmo.

(Para a memória não nos trair, fazemos mini-vídeos diários, que poderão ver aqui).

29 outubro 2006

Pede-me para cantar uma música. Gozo, arrastando o tom de voz e a melodia. Ela, chateada:
"Mamã, fala como deve ser!".

Sábado, manhã cedo

o canal Panda dá programação diferente do habitual, mais propriamente um video clip com uns adolescentes esquisitos a saltar em cima da cama. Ela, a fazer o aerossol e a chuchar no dedo, ainda meio a dormir:

"Mamã, os meninos passou-se!".

27 outubro 2006

Por estes dias

devoro os arquivos de Outubro do ano passado da Xana e da Pal que há um ano estavam grávidas do mesmo tempo que eu.

(E que sempre foram pessoas que eu gostei muito de ler. E continuo a gostar!)

À procura de gorros para este Inverno

que a minha filha estabilizou no crescimento da cabeça, mas ainda continua fora do perímetro cefálico.

Na loja: "Tem o S?"
Empregada: "Que idade tem a criança?"
Eu: "Dois anos e meio"
Empregada: "Mas o S é para 6/7 anos!"
Eu: "Sim, eu sei, mas o de 5 anos já ela usou no Inverno passado e fica-lhe justo!".

Do referendo do aborto

Para reflectir:

Este post.

Acho que já está

(desta vez vamos as duas numa só mala, apetece-me).


26 outubro 2006

O Areeiro fica a quantos quilómetros mesmo?


A Segurança Social acaba de me enviar uma carta a pedir os documentos que já foram entregues pessoalmente há 1 mês pela minha entidade patronal.

Funcionam bem, ao que parece.
(Entretanto quem não recebe, sou eu).




Quando alguém nos diz:

"Estás mesmo com cara de mamã!"

Significa que estamos com ar de gordinhas mas felizes!

(Tão bom!)

De manhã

acordo com o som dela a sugar o leite do biberão, quase sempre. Demoro uns segundos a situar-me no dia da semana, na hora e em quem eu sou (esta última parte é gira).

Hoje, acordo com a palma de uma mão a deslizar pela minha cara e a segredar-me:
"Hoje a Maria não vai à Escola, hoje a Maria fica na cama com a mamã..."
em jeito de mentalização.

(Passa-lhe depressa, é o que vale).

Já nem sei bem o peso dela

mas os saltos na cama de manhã para a tirarem de lá não podiam dar bom resultado: o estrado rachou.

Para os nossos pais, somos sempre um bocadinho crianças

No fim-de-semana passado, estávamos sozinhas. Para tranquilizar os espíritos que me cercavam (que eu estava bem tranquila) aterrei para dormir em casa dos meus pais, duas noites.

Pequeno-almoço de sábado, como o habitual e o meu pai observa:
-"Mas tu não vais comer mais nada?"
-"De manhã como isto, com café. Chega-me!"

(Vira-se o meu pai para a minha mãe, a apontar para mim)
-"Ó Tina, ela não vai comer mais nada?"

(Assim, como se eu não estivesse ali).

25 outubro 2006

Uma estrelinha.



A minha colega Patrícia foi a primeira pessoa com quem acompanhei uma gravidez praticamente em tempo real com a minha. Foi giro, porque no dia em que ela me contou que estava grávida de 9 semanas e que ainda só os pais sabiam, foi o dia em que eu soube que estava grávida também. Partilhámos segredos no trabalho (enquanto não contámos ao nosso Director), repartimos ansiedades, alegrias, ecografias, quilogramas.

Hoje nasceu o Salvador, um dia depois do que estava previsto.

A alegria dela é também a minha.

24 outubro 2006

Os finais de dia

têm sido desesperantes. As contracções mantêm alguma periodicidade misturadas com dores intensas nos rins e na coluna. Passam com a noite e regressam da parte da tarde do dia seguinte. Incomodam-me.

Com a história de ter vindo de repouso para casa no final de Setembro e achar que ainda ia regressar ao trabalho, abandonei a ideia de me meter em ginásticas respiratórias e pressoterapias (tinha ido a uma consulta de fisiatria que me aconselhava a fazer isso e pareceu-me bem).

Ainda não foi desta que me meti em aulas de preparação para o parto (a socialização destes acontecimentos deixa-me quase em pânico) mas já estive mais longe de cravar um SPA. Uma massagem completa era o que eu precisava. Há para grávidas?

Mala da maternidade - continuação

De dia para dia vai faltando alguma coisa que eu teimo em adiar comprar e fechar de vez a mala. Acho sempre que ainda falta muito.

Gosta da Princesa e da ervilha


e os olhos brilham sempre que no Canal Panda vê o anúncio da Barbie bailarina.

23 outubro 2006

Análises de rotina - ponto de situação:

já dá pontapés nos técnicos. Vai tudo à frente.

22 outubro 2006

21 outubro 2006

Mala da maternidade.

Foi ontem. Está quase pronta.

Blogues demasiado bons para serem esquecidos.

Tenho uma certa tendência para me desligar de blogues que não mantêm regularidade na sua escrita. Mantenho-os no Bloglines, mas quando há novidades é como se já não me desse prazer lê-los, quase os esqueço. Só há um que na sua irregularidade, me mantém sempre presa e a devorar cada frase, mais do que uma vez: Educação Sentimental.

20 outubro 2006

O que eu gosto destas galochas


Em promoção, aqui.

(Só há a partir do 24 e a miúda cá de casa ainda vai no 23 folgado...)

DPP

Segundo os médicos, é no máximo de hoje a um mês.
No máximo?

(como um afago)

A sinceridade, misturada com sensibilidade e bom senso é das coisas que mais aprecio na amizade. Tenho experimentado disso, é bom.

Há duas noites

tive frio e gostei da sensação.

Foi há dois anos

que percebemos que a maternidade e paternidade têm as suas angústias e as suas imprevisibilidades. Desde então, tudo é visto de outra maneira.

Colecção de Inverno

gorros e gorrinhos da Ana Madragoa. Aqui.
Uma delícia.

19 outubro 2006

Odilon Redon. (French, 1840-1916). Despair. 1882.
Oil with incising on paper mounted on wood cradle, 28 x 20 3/4" (71.1 x 52.7 cm).
Gift of The Ian Woodner Family Collection.

Em casa dos meus pais

não gosta de se sentar nas cadeiras da cozinha com almofada. Tira-a sempre.
Hoje, deu-a à avó. Eu gozo: "Isso, dá a almofada à avó que está a ficar velhota!"
Indignada, a resposta: "Mamã, não chama velhota à vovó. A vovó chama-se Tina."

(ok, ok...)

Já cá faltava:

A tirarmos as compras do carro, eu e a minha mãe.
Ela, ainda na cadeira, ouve o reboliço. Grita:
"Vovó, não mexe nas coisas da mamã!"

Ai que chatice.

Alguém passe uma multa a esta mulher.

18 outubro 2006

Há 26 anos, nascia a minha única irmã.




Uma das razões (egoístas) porque desta vez não tenho pressa

é porque sei que em breve as minhas noites vão ser repartidas em muitos e muitos fragmentos. E eu não me canso de dizer: gosto de dormir. E como sei que nesta matéria a Maria tem sido a excepção, estou preparada para uma filha mais agitada.

Mas depois ponho-me a pensar na sorte que a minha mãe teve: cinco filhos a dormir sempre noites inteiras e a comer bem. Repito: cinco criancinhas que abriam facilmente a boca para comer de qualquer coisa e que dormiam noites de 8, 10 e 12 horas. Sempre.

AI!

Estou indignada

já nem como mãe mereço respeito. Tento dormir a sesta e a miúda que me arranha as paredes uterinas faz aeróbica.
Eu acordo com os pulos dela.
(A Maria não era assim!)

Ela, crescida.



Gabinete de CTG

Enfermeira Susana: "Não nos vamos preocupar com o peso."
Eu: "É o melhor, a enfermeira está em forma, para quê maçar-se?"

Consulta

Médica: "Daqui a duas semanas já é gravidez de termo, porte-se bem até lá."

(isto porque contam mais uma semana de gravidez do que a barrinha aqui do blogue)

Eu: "Ai, duas semanas?"

(Arrepio!)

17 outubro 2006

Ele, aos 29 anos, visto por ela.



Parabéns!

16 outubro 2006

Ai, ui. Ai, ui.

Reproduz diálogos com a Panca (a boneca que é filha dela) que dão para imaginar como é a vida e o comportamento na Escola. Alguns deles deixam-me ligeiramente embaraçada! (lol)

Ela: "Ó Panca, vamos dormir! Ó Panca, ouve: os meninos estão a dormir. Não tens vergonha, Panca? São horas de dormir! Mau, mau!"

(De seguida dá muitos beijinhos na boneca, festinhas na cabeça).

Continua: "A Maria vai chorar. Tens de dormir, Panca, para depois brincar!"

Depois, ri-se às gargalhadas e suspira: "Ai, ai...Panca..."

À chegada a casa, à noite

muitos relâmpagos, nós na rua, deserta.
Ela: "Olha, há luzes no céu!"

Domingo à noite, à vinda da casa dos avós.

No carro, a chuchar no dedo.

Ela: "Mamã! A vovó Tina é querida!"
Eu: "Sim, e gosta muito da Maria."
Ela: "Mamã! O vovô João é querido!"
Eu: "Sim, e também gosta muito da Maria."
Ela: "Sim."

Volta a colocar o dedo na boca e prosseguimos viagem, em silêncio.

Domingo à tarde

mentalizo a minha filha para a ida à Igreja dos avós maternos.

"Não podemos fazer barulho, nenhum, ouviste? Tens de te portar bem!"

Ela: "A Maria não pode cantar a música da Floribella na Igreja?"

15 outubro 2006

Provocações

No carro. De manhã, a caminho da Igreja. Lembrou-se que tinha deixado a Panca, uma das bonecas preferidas, em casa. O pai provoca-a, chama-a de bebé.

Ela: "A Maria não é bebé!"
Ele: "Ai, eu acho que és um bocadinho infantil, filha!
Ela: "A Maria não é infantil. A Maria cresceu, é crescida!"
Ele: "Olha que eu acho que tu és infantil, o que é que tu achas?"
Ela: "Eu acho!"

(lol).

14 outubro 2006

No sono

sai a mim. Sempre tive necessidade de dormir muitas horas. E quando digo muitas horas é um mínimo de 8 e um ideal de 9 a 10 por noite. Não são raros os fins-de-semana em que durmo a sesta. Últimamente, então, ando numa média de descanso à tarde de 2 horas.

Ela, sempre dormiu bem. À tarde, variou sempre entre a 1h30m e as 3. Desde que entrou na Escola, consta que é a última a adormecer (não está habituada à luz nem a ter companhia a dormir) e por isso dorme quase sempre 1 hora, no máximo 1h30m.

O que tem acontecido ao fim-de-semana, é que tem necessidade de recuperar. No sábado passado dormiu directo das 14.00 às 18.00 e hoje foi das 13.30 às 18.30. E tive de a acordar.

(À noite mantém os mesmos horários.)

Da Reunião





























a descrição da nossa filha pela Educadora.

(à excepção da parte de chamar namorado ao Afonso, da autoria de uma delas, é ela.)


Primeira reunião de pais na Escolinha

e nas apresentações dos pais e suas respectivas crias, a mim não me sai nada da boca para além do meu nome e o meu marido limita-se a dizer que temos uma criança feliz no Lar.
Não temos jeito para estes encontros.

13 outubro 2006

Tudo às compras

A Mãe Galinha, o meu ideal de super-mulher pela forma como se desdobra em 1001 coisas com três filhas, ainda arranja tempo para ter uma loja.

Na rua,

é frequente ouvir elogios aos caracóis dela.
Curioso, quando eu era miúda, era precisamente o contrário.
(Ou não estava na moda, ou não era considerado bonito, eu sei lá. Ninguém elogiava caracóis.)

A razão principal porque tenho de estar em casa.


Frequentes, às vezes dolorosas.



Novas (2)

A descer as escadas, ao invés do habitual 1,2,3,4...

Ela: "Falta um. Já está!"

Novas

Eu: "Vamos tomar as gotas!"
Ela: "Primeiro, a Maria quer..."

(Primeiro???)

Estamos assim




12 outubro 2006

Por duas vezes, ao ver um polícia municipal de Oeiras, a minha filha lhe chamou uma coisa qualquer que eu não conseguia decifrar. Até serem 20.00 e ter por um acaso a televisão ligada no Canal Panda.

Com um gesto explicativo e muito feliz, aponta para o senhor fardado de azul e diz a tal coisa que vim a identificar como Sr. Lei.

Mas qual Sr. Lei, qual carapuça, é um polícia! O Noddy é parvo ou quê?


Acabada a série da Heidi

(e já tenho tantas saudades)
começámos o primeiro de três dvds do Conan - O Rapaz do Futuro.

Os episódios têm mais uns minutos do que estávamos habituados, mas a principal missão cá em casa é que a filha soletre o nome do herói correctamente.
Para evitar futuros embaraços.


Parte gira e estranha de se privatizar um blogue

Descobrimos quem nos lia e nunca se acusou.

11 outubro 2006

A diferença de 14 meses da prima Joana


vai-se esbatendo com o passar do tempo.




Depois de já ter riscado mais do que uma vez uma parede ou a manta do sofá e ter sido repreendida, depara-se com um graffiti no prédio ao lado do nosso.

Primeiro, bloqueia.
Depois, observa.
A seguir, garante-me com ar sério e convicto, que não foi ela.

Ai!

Ela, o dia todo, tosse.
Eu, o dia todo, dói-me a cabeça.

Para chamar a nossa gata Nuvem

diz:
"Nudovinha!"

(Nuvenzinha...)

Biopental

a minha filha é viciada nestas gotas e faz uma festa em plena Farmácia quando compro mais uma embalagem.

Não, não é normal.

10 outubro 2006

Eu detesto este aparelho

Contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que se constipou. E já foram quase tantas as vezes que foi a arranjar.

(Consta que muitos têm defeito de fabrico. Pouca sorte, a nossa).

09 outubro 2006

Big big.

Eu precisava ser daquelas grávidas que se auto-elogiam, tiram fotografias em todos os planos e que mesmo que ninguém diga, auto premeiam-se com distintivos de "estou tão elegante que nem pareço uma grávida!".

Assim, sempre que ouvisse que não estou bonita e que estou forte ( tão lindo,este adjectivo), agarrava-me a essas sessões narcisistas.

(Ainda vou ter de estar muitas mais semanas a ouvir opiniões sem as pedir?)

Sozinhas, no sábado


um passeio ao Jardim (com a roupa que ela escolheu, que é para ninguém achar que eu a aperaltei para ir brincar) e fast food mesmo ao lado. Permito-me a pequenos luxos, ou pequenos prazeres, nestas últimas semanas. Mais por ela, que por mim.


Prendas de Natal

Costumo comprá-las em Outubro e Novembro. Este ano comecei mais cedo, por saber da indisponibilidade que vou ter. Só me chateia a falta de dinheiro e a obrigação de ter de achar tudo nesta contagem decrescente.
33 semanas? Mas o tempo está a voar!

Conforto

O blogger beta trouxe aquilo que fui sonhando num blogue, gosto tanto assim.

07 outubro 2006

Faltavam dez minutos para as treze


quando a Leonor chegou.

E muito bem-vinda!




A última.

Andar a cantar uma música pela casa que eu não reconheço, pedir-lhe que me ensine e obter como resposta, de uma miniatura com uns bons centímetros a menos que eu:

"Ó mulher, não sabes essa."

No Minipreço

a frequência do pessoal é de tão elevado nível, que aceitar a prioridade que nos estão a dar, dá direito a bocas como: "Tenho de ver se arranjo uma barriga."

Do melhorzinho.

06 outubro 2006

Filha(s)


O grande dia, aquele em que a nossa família muda toda novamente, aproxima-se a passos largos. E se por um lado, me assaltam todas as dúvidas que tantas vezes me parecem irrazoáveis mas que ao mesmo tempo me apercebo que assaltam qualquer grávida nas mesmas circunstâncias, por outro chego a duvidar das minhas capacidades.

A Maria, ainda sem ter muita noção do que vai implicar o mês de Novembro na vida dela, parece ter um dispositivo que a atrela a mim e não me quer largar. Os fins de dia, desde que começou a Escola, são muito mais exigentes. (Quer-se deitar na cama connosco, quer que veja os desenhos animados com ela, quer ver-me a preparar o jantar. Resumidamente: não quer estar sozinha).

Noto-a feliz, mas deixa-me sempre um aperto no coração quando alguém se sai com a tradicional frase: "Ai, agora é que vais deixar de ser o centro das atenções. Vai ser bonito, vai!" - como se de repente fosse ser castigada por ter sido a nossa filha única por 30 meses. Por ter sido a mais velha, por ser com ela que aprendemos tudo aquilo que a Marta irá beneficiar: a experiência.

A parte de "como se ama outro ser da mesma maneira que amei este" não me preocupa. Sei que tudo se processará como Deus a criou, um clique no momento do nascimento, em que passamos a ver tudo com outros olhos.

As dúvidas serão como dividir o tempo, como estar atenta às necessidades das duas sem prejudicar nenhuma, como continuar a ser boa mãe. E não cair em nenhum erro fatal que as magoe. Depois há sempre aquele momento de serenidade em que ponho de lado as dúvidas e gozo estes últimos instantes, ainda a três, e tento racionalizar tudo o que quero não esquecer no calor das primeiras semanas com a Marta. Tudo o resto será pouco importante.

05 outubro 2006



A Maria

já é tão menina e já é tão independente em tanto que faz, que dou comigo e com os outros a exigir-lhe coisas que ainda não consegue fazer. É uma menina a crescer, com algo de bebé.

Ontem

Ecografia das 32 semanas.
2.130 kg
37 cm
Virada de cabeça para baixo.
Tudo bem.

04 outubro 2006

Continuação do post anterior

Por acaso comentei com a educadora a expressão "Que nojo!" e uma outra que foi: "Mamã, não ponhas a mão na boca porque andou no chão!", esta última completamente descontextualizada.

Parece que andam a dar umas histórias cujo tema principal são os hábitos de higiene e que o João Porcalhão (personagem principal) num deles, come um macaco do nariz e alguém diz: "Ui, que nojo!"

(Esperemos que as histórias sirvam só mesmo para ensinar e não para lhe dar novas ideias!)

Constipada, enconsta a cara à Minnie

e suja-a com ranho.

Olha para ela, séria, estende-me a boneca e diz:

"Mamã limpa, que nojo!"

Gosto de casas antigas

e esta em Paço d'Arcos, onde passo quase todos os dias, é azul bebé com tijolos e tem esta boneca numa parede lateral. Deve medir mais de um metro e parece-me a cada dia mais bonita, ali.

Não há nada

como ter acesso a umas fotos que nos tiraram ao acaso, de corpo inteiro, para percebermos que
afinal aquilo que andamos convictos que nos fica bem, nos pode ficar mesmo mal.

(E hoje é daqueles dias que se alguém me vem dizer que a gravidez é um pleno estado de graça...ai, ai.
Temos chatice.)

03 outubro 2006

Teimosia de quem sai aos seus.

(Já é raro acontecer)
Insiste, num português atrapalhado, que tenho de a ajudar a fazer alguma coisa.
(Impacienta-se quando não a entendemos. Disparata.)
Peço para me explicar o que é.
Não quer. Repete sempre a mesma frase. Não percebo.

Eu: "Explica lá isso em português!"
Ela: "Não quero falar português!"

TV

Descobriu há pouco tempo o Canal Panda, ao fim do dia. Gosta do Ruca, do Noddy, da Lilly.
Mas vê-la bloqueada cerca de uma hora, sem impaciências, é com o Dança Comigo.

Com filhos

as viagens tornam-se ainda mais escassas. A dependência e os euros que desaparecem sem darmos conta. Já andamos tão desesperados que o plano é:
Nova Iorque, Páscoa 2008.
Podem-se rir com a antecedência do plano. Eu vou sonhando com tudo o que quero rever. Que tenho mesmo de rever.

Esta música é linda

e reconciliou-me comigo mesma, tantas vezes.

A rose is a rose
Susan Ashton

You're at a stand still
You're at an impass
Your mountains of dreams
Seems harder to climb
By those who have made you
Feel like an outcast
Cause you dare to be different
So they're drawing a line
They say you're a fool
They feed you resistance
They tell you you'll never go very far
But they'll be the same ones
That stand in the distance
Alone in the shadow
Of your shining star

Just keep on the same road
And keep on your toes
And just keep your heart steady as she goes
And let them call you what they will
It don't matter
A rose by any name is still a rose


The kindness of strangers
It seems like a fable
But they've yet to see
What I see in you
But you can make it
If you are able
To believe in yourself
The way I do

Cause a deal is a deal
In the heart of the dream
And a spade is a spade
If you know what I mean
And a rose is a rose is a rose
To deal with the scoffers
Well, it's part of the bargain
They heckle from back rows
And they bark at the moon
Their flowers are fading
In time's bitter garden
But yours is only
Beginning to bloom
So keep on that same road
And keep on your toes
And just keep your heart steady as she goes
And let them call you what they will
Just remember
A rose by any name is still a rose

(Não sei colocar música no blogue, senão partilhava-a.)

Um serão



Desespero de estar em casa

dedico-me ao ponto cruz, depois do feltro.
A minha filha mais nova exigiu-me fraldas de pano e 80% das que temos, têm MARIA inscrito.

01 outubro 2006

Casas com nome


para a amiga Ana, que me fez passar a reparar no nome das casas por onde vou passando.

Se um dia tiver uma, também terá nome.

Sopa de entulho

Consta que na Escola estranhou as sopas sempre passadas e volta e meia ainda pergunta pelos feijões, pela massa ou pela couve.

No 1º de Outubro

a Marta faz 32 semanas. Daqui a uns dias confirmamos se tem realmente este tempo ou se tem mais uma semana como na anterior ecografia. Pouco interessa. É já no próximo mês que ela vai chegar.

Resultados imediatos da Escola (3)

uma valente constipação.

Saca do termómetro, coloca no ouvido,

prime o botão, espera o sinal de aviso e comunica-me:

"Mamã, trinta e sete dois."

Assim.