31 dezembro 2006




30 dezembro 2006

Apesar de nem tudo ser simples como escrevo,

nem fácil de resolver ou sustentar, eu não me sinto com coragem de pedir nada para 2007.
Deus tem sido bom connosco, a nossa família é abençoada.
Limito-me a agradecer pelo 2006. Do fundo do coração.

29 dezembro 2006

Aos 29 anos

descubro o efeito aquecedor que um capuccino pode ter numa manhã fria.

5h30m

o peixinho come e depois fica na cama, a olhar em redor.


:) sem vergonha.

A nossa amiga Ana visita-nos. Preparo-a à saída da Escola, para o caso de ter vergonha. Como em tudo, a miuda surpreende-me e trata-a como se cá viesse todos os dias, mesmo já nem se lembrando dela.

Obriga-a a deitar-se no chão do quarto, vê-lhe a febre, ausculta-a, ameaça pô-la de castigo caso não coma a sopa toda, ralha com ela por se ter levantado antes da brincadeira terminar e no fim, mesmo no fim, sem ninguém a convidar, ainda promete que um dia vai a casa dela.

28 dezembro 2006

*

Entre estar no quarto quentinho e sossegadinho, a minha filha pequenina prefere a sala, com calor humano e correrias constantes da irmã.

Na minha casa actual

e na minha casa ideal, as coisas não são a condizer, todas.
Gosto da irregularidade dos contrastes, de coisas velhas e coisas novas.
E uma aparente desarrumação, pensada.

Ao fim de uma semana

de tosses, ranhos e rouquidão, regressa à Escola.
Arrumo-lhe os brinquedos, organizo caixas. Descubro-lhe brincadeiras (uma boneca com roupas da outra, a chucha da Jaggett no Nenuco) e invade-me uma imensa nostalgia. Tenho uma menina cá em casa, crescida.

Quem resiste?









Hoje de manhã

A explicar-lhe que dentro do saco iam duas lembranças para a educadora e auxiliar e que quando lá chegasse, para lhes dar.
Ela: "Sim, a Maria dá!"
(pausa)
Ela: "A Maria não tem de dizer obrigado?"

(lol)

Ela, para o pai, braço levantado e com ar muito teatral:

- "Seu miudo feio!"




27 dezembro 2006

Stop!

A minha filha é viciada nestes iogurtes. E não admite rasteiras com outros sabores da mesma colecção.


No momento de abrir as prendas

a pequenina quis mamar e eu não tirei nenhuma fotografia.
A Maria queria as prendas da prima e a prima queria as prendas da Maria.

Instantâneas (III)

(cai uma coisa ao chão)

- "Bolas!"

Instantâneas (II)

- "Mamã, não posso acreditar!"

Das prendas novas.

Brincamos às comidas e aos médicos. Divirto-me quase tanto quanto ela.

No Natal

honra-se a ausência de uns com a chegada de outros.

O Natal (III)



(extraído do livro "Histórias da Bíblia para crianças"- da Sociedade Bíblica)


22 dezembro 2006

O Natal (II)


(extraído do livro "Histórias da Bíblia para crianças"- da Sociedade Bíblica)



21 dezembro 2006

1 mês




O espelho do passado

Fui, toda a infância, tímida. Acompanhada de uma irmã e um irmão com idades muito aproximadas que não eram nada disso. Cresci com as comparações e por isso era conhecida como "bicho do mato". Entrar num sítio cheio de gente, dar beijinhos, responder a perguntas e, simplesmente, estar, eram grandes desafios para mim.

Recordo-me de antecipar os acontecimentos e preferir que não acontecessem só por ter de agir neles. (Exemplo: a ter de agradecer por uma prenda, muitas das vezes preferia não a receber). Parece exagero. Mas era. Sofri sempre por ser assim. Uma criança tímida não é entendida pelos outros. Soa a antipática, a enjoadinha. Pequenos passos eram barreiras intransponíveis para mim.

A minha filha revela-se, cada vez mais, uma criança tímida. É uma bem disposta, tem um feitio fácil de convencer, aprende as coisas com facilidade, é meiga. Mas no que toca a socializar, a coisa complica-se. Nos últimos dias tivemos provas disso. Em casa de amigos, ontem na festa da Escola. Trepa por nós acima, chora quando lhe é pedido que colabore e demora tempo a desbloquear. Ontem não desbloqueou e veio para casa desgostosa.

Em mim instala-se um grande dilema: por um lado não lhe quero dar cobertura, por outro sei o que sofre.

20 dezembro 2006

O caminho para a Escola

é o mesmo que para casa dos avós.
Aponta para as árvores.
-"Mamã, tás a ver? São limõezinhos! Aqui não há pinhas! Foi a avó que ensinou!"
-"Sim..."
-"Mamã! Foi a minha avó que ensinou!"

Depois de adormecer com dor de cabeça

acordar à 1.30 com dor de cabeça e às 5.30 com o coração a sair-me dos neurónios, são horas de levar a miuda à Escola.
O caminho todo sem se calar.

19 dezembro 2006

O pai fora de casa duas noites (cont.)

(ao telefone)

"Papá! Anda para casa, Papá!"
(...)
"Papá, acorda para a vida!"

Na Marginal




perdoa-se que o Céu nem sempre tenha nuvens.
É tudo tão bonito, sempre.


Na Escola

ou A minha filha também é dada a pormenores.

Uma fotografia com 3 meias penduradas, com coisas lá dentro.
Cada miudo diz o que vê. Dois deles dizem que são botas. A minha filha diz que vê um ursinho.

(Minúsculo, a sair de uma delas.)

O pai fora de casa duas noites (cont.)

E a criança pergunta-me se ele foi dar um passeio com a gata Nuvem.
(Chiça!)

O pai fora de casa duas noites

e sair de casa com as duas e chegar à Escola da Maria antes das 9.30.
Não sei como conseguimos.

18 dezembro 2006

Pai e filha

Pergunta:"Queres ser a namorada do papá?"
Resposta: "Hoje não!"

Querido Pai Natal,

quero uma mulher a dias, uma vez por semana, o ano de 2007.

Eu, com um pijama que já não vestia há algum tempo

e ela a olhar para mim.
30 segundos depois, abraça-me as pernas:
"Ai mamã, estás tão linda!"

No carro, com o nosso amigo Sami

aponta para cada um e diz o nome. "Mamã, Papá, Maria, Sami, Marta."
Depois, um gesto circular a abranger todos e: "Meninos!"

Ceia de Natal com amigos

A Maria tem um ataque de vergonha à chegada, o primo Rúben uma crise existencial porque a mãe foi ao supermercado, o João aos tiros pela sala a matar o pessoal.

Solução: Dvd do Ruca, 73 minutos.

O Natal



(extraído do livro "Histórias da Bíblia para crianças"- da Sociedade Bíblica)

15 dezembro 2006

!

Eu: "Sabes que vem cá dormir hoje? Adivinha!"
Ela: "A Maria não conhece o adivinha..."

Sorriso

Que ela se ri muito depois de mamar, é um facto. De olhos fechados, sempre.
Mas como reacção a mim, tinha ameaçado anteontem. Hoje, riu-se sem margem para dúvidas. A olhar para a minha cara, ao som da minha voz. E ainda repetiu três vezes.

(Cá em casa ninguém é tolo, para que se confirme o ditado.)

:)

Sling

Graças à Rosa, também eu tenho um sling. E uma bebé deliciada em lá estar.

Ontem à noite

pega numa almofada, encosta-se a ela direitinha, levanta a camisola, encosta um dos nenucos ao peito e fica a olhar para o infinito.

Gesto a gesto, imita na perfeição o que eu faço.

You Are a Bright Christmas Tree
For you, the holidays are all about fun and seasonal favorites.You are into all things Christmas, even if they're a little tacky.


14 dezembro 2006

De manhã

acorda sempre a falar.
Ontem:
"Papá, não abras a porta. A Maria fica em casa com a mamã!"

13 dezembro 2006

Desconto

Simulo que a filha mais nova entra pelo seu próprio pé na sala (segurando-a pelas axilas, aos pulinhos), trauteando uma música parva.
Reacção da mais velha:
"Ai, Martinha, não ligues. A mamã está a brincar contigo!"

Tardes









Tenho uma amiga,

a Filipa, que está em Nova Iorque. Praticamente todos os dias, recebemos vídeos da cidade, dos passeios, dela, das casas. Eu tenho inveja, muita. É que se me dessem a escolher entre vários destinos que não conheço (quase todos do Mundo, importante referir), eu continuava a escolher Nova Iorque. O Natal lá, que maravilha. Meter as duas filhas em carrinhos com sacos-cama, protegê-las com o guarda-vento e andar por Manhattan.
Filipa, espera por nós!

Pai Natal,

quero uma balança nova.
A minha pifou. Só pode.

Esta noite, chegou o Miguel,

eram 3h50m.

E com ele, se encerra o ciclo de grávidas que acompanharam esta minha gravidez.

12 dezembro 2006

"Ó minha mãe querida!"

Trata-nos por "mamã" e "papá". Não acho pieguice, até porque tem os seus dias contados. Breve chegará a idade em que terá vergonha e seremos apenas "mãe" e "pai" e as primeiras designações passem apenas a ser usadas na terceira pessoa. (Exemplo: chamo a minha mãe por "mãe" mas quando falo dela aos meus irmãos é a "mamã").

Na Escola devem achar este tratamento meloso. Por isso, quando lá chego, ela trata-me por "minha mãe"!

(Ahahahahahahahahahahahah!)

Da ignorância.

A educadora da minha filha, ao saber que aos domingos vamos à Igreja, pergunta-me se somos católicos. Respondo que não. Que somos evangélicos (e acrescento um "protestantes" dado que a cara dela me soa a dúvida).

-"Mas comemoram o Natal e essas coisas todas, não?"

O Natal a chegar,

eu com uma filha pequenina nos braços e só me ocorre perguntar:
"Estaria muito frio na noite em que Jesus nasceu?"

O nome da filha mais nova

não tem relação directa com nenhum familiar, ao contrário do da Maria. Sempre gostei do nome. Nunca fui fã de diminutivos, talvez porque ache que desprestigiam o nome. Seja ele qual for, há que assumi-lo. Sem disfarces. Contudo, no nome desta filha, é comum tratarem-na por Martinha. Um enfermeiro do Hospital, chamado Henrique, e muito atencioso, tratou-a o tempo todo por Martita. Ambos me soam a ternura: Martinha, Martita. E de repente a minha teoria vai pela ravina abaixo.

A quatro

a higiene de cada uma está repartida. Eu trato da Marta, ele da Maria. No espaço de três semanas, a linha de montagem está bem afinada e cada um sabe das suas competências. Ontem ficámos os quatro em casa, porque sim.
Fui eu que tirei a Maria da cama, depois de uma sesta de quatro horas. Passado um bocado, ele alerta-me para o facto de que não lhe mudei a fralda.
Tinha-me esquecido.
(ups.)

Ao terceiro dia

a Maria visitou-nos. O cabelo não estava como eu a costumo pentear, as unhas estavam por cortar e não tinha o cheiro habitual. Apertou-me o coração como nunca.
Queria colo, ver os desenhos animados do Panda, como sempre. Sentámo-nos no cadeirão e chuchou no dedo, encostada a mim. Interrompeu o momento para se pronunciar:
"Martinha, a mamã não é tua. A mamã é da Maria."

Chegar a casa - cont.

e a árvore de natal precisa ser refeita. A criancinha mais velha tratou de mudar tudo de sítio. Num só ramo, duas bolas e um coração. Não tivesse eu esta filha e acharia que a gata que nos sobra cá em casa teria atacado a dita.
Mas acontece que a depressão que a assola com a ausência da gata-irmã nem sequer lhe permite disparates pela casa.
:(

Chegar a casa

só pensar em estar com as duas e dormir muito, muito.

11 dezembro 2006

No segundo dia de internamento da Marta,



o pai aparece-me com umas fotografias manhosas que a Maria tirou na Escola. Despenteada, com uma expressão que não lhe conheço. Vê-se que obedece a uma ordem e está apreensiva.

Este ar dela no retrato de péssima qualidade, salva-me muitos momentos que se seguem. É a minha filhinha mais velha, lindinha e bem comportadinha.

De uma ternura imensa.

A minha primeira reacção

nestas alturas de surpresas, é achar sempre que não vou aguentar. Cansam-me os dias sempre no mesmo quarto, a repetição das rotinas, o choro das crianças (que quando não é a minha são as dos outros quartos), o barulho das campaínhas, as vozes no corredor, a eterna permanência ali.

Com o cansaço acumulado, adormeço à noite no espaço de 30 segundos. Aliás, acho que a minha cabeça ainda nem aterrou bem na almofada e eu já durmo. Acordo quase de hora a hora com uma voz que chama "mãe" e uma mão a abanar-me insistentemente o ombro. Ou temos aerossol para fazer, medicamento para tomar, fralda para mudar, mama para dar. Nunca as noites me custaram tanto. Mas tanto.

O 2º dia no Hospital

e descobrimos que dois quartos ao lado estavam amigos com a filha internada.
(e que afinal não nos acontece só a nós...)

O 1º dia no Hospital - cont.

só pensava quando seria possível estar outra vez tudo normal. Na nossa casa.
Com as duas filhas.
Deu-me para chorar porque a mais nova não estava bem e deu-me para chorar porque a mais velha não me tinha com ela.
O meu coração, dividido. Doeu tanto.

O 1º dia no Hospital

foi passado no S.O..
Exactamente no momento em que me vitimizava achando que estas estadias no Hospital só nos acontecem a nós, entra alguém com um bebé num estado muito mais crítico do que o nosso. Passou-me logo a parvoíce.

Nas urgências

depois da triagem, exames e espera, quando um médico fica a olhar para os papéis e me diz:
"Vamos então ali para o gabinete conversar um bocadinho."
eu já sei que não saio dali tão depressa.

Madrugada de quarta-feira

e a bebé ficou com falta de ar.
Percorrer Oeiras à espera que as urgências do Centro de Saúde estivessem a funcionar foi muito má ideia: não estavam.
Nunca a A5 e a 2ª circular me pareceram tão longas.

05 dezembro 2006

Instantâneas

A Marta na espreguiçadeira, dorme.
A Maria a brincar com as bonecas.
Eu no sofá, tudo tranquilo.

Maria:"Martinha, não chores tá bem? A Maria e a mamã estão aqui."
(beijinho na testa)
Maria:"Ai que cheiras tão bem!"

2 semanas

de filha pequenina.

04 dezembro 2006

Filha crescida

O truque infalível para lhe acabar com as birras é gozar com a situação. Se chora, choramos todos juntos, se se coloca em poses teatrais, imitamos. Acaba quase sempre a rir. Somos gozões, por cá. Ela aprende a ser e tem graça.

Muitas vezes, irrita-se com o pai. Que a chateia mesmo quando está sossegada, que a goza com as coisas mais pequeninas. Umas vezes ri, outras vem-me fazer queixinhas.

Hoje de manhã, no costume, o pai:
"O bom de se ter duas meninas é que elas se irritam muito mais facilmente."

(E está tudo dito.)

03 dezembro 2006

Sei que a filha mais velha já não é um bebé

quando é ela que ajuda a colocar as decorações natalícias cá em casa.


Maravilhas da maternidade

No Hospital deram-me umas amostras desta coisa.
E eu estou à espera do milagre.