29 dezembro 2007

Baby Swaddle

É como se chama este acessório que tanto tenho usado com o Joaquim. Parece que a cada filho que nasce, se descobre sempre algo novo. Com a Maria, nunca usei uma espreguiçadeira ou um sling (não se viam, estes acessórios). Com o Joaquim, herdo roupas da minha amiga Ana e com elas, este pequeno acessório que envolve o bebé, o aconchega e o aquece. Fiquei fã mal o vi e já somos dependentes dele, por aqui.

Desde o primeiro instante em que enrolámos o pequenino de menos de 3 quilos em semelhante mantinha, ele se acalmou e gostou.

Recomendo vivamente.


Do Natal,

ao terceiro embrulho, a prenda tão desejada. Depois, mais embrulhos para abrir, mas a resposta:
"Não quero, já tenho a Dora!"


24 dezembro 2007

Das minhas músicas preferidas de Natal

que nunca me canso de ouvir.



Breath of Heaven (Amy Grant)

I have traveled many moonless nights,
Cold and weary with a babe inside,
And I wonder what I’ve done.
Holy father you have come,
And chosen me now to carry your son.

I am waiting in a silent prayer.
I am frightened by the load I bear.
In a world as cold as stone,
Must I walk this path alone?
Be with me now.
Be with me now.

Breath of heaven,
Hold me together,
Be forever near me,
Breath of heaven.
Breath of heaven,
Lighten my darkness,
Pour over me your holiness,
For you are holy.
Breath of heaven.

Do you wonder as you watch my face,
If a wiser one should have had my place,
But I offer all I am
For the mercy of your plan.
Help me be strong.
Help me be.
Help me.

Breath of heaven,
Hold me together,
Be forever near me,
Breath of heaven.
Breath of heaven,
Lighten my darkness,
Pour over me your holiness,
For you are holy.

Breath of heaven,
Hold me together,
Be forever near me,
Breath of heaven.
Breath of heaven,
Lighten my darkness,
Pour over me your holiness,
For you are holy.
Breath of heaven.
Breath of heaven.
Breath of heaven.


23 dezembro 2007

Em nome de toda a família:


video

(clicar na seta.)



22 dezembro 2007

Joaquim, 1 mês

Pode ser confundido com um dos bonecos. Mas é o boneco de cá de casa.


Atchim, Cof-cof.

Parece que este mês de Dezembro não me quis poupar. Eu que nunca fico doente, ganhei uma tosse irritante e um nariz a pingar. A compra de uma máscara que me protegesse chegou tardia, o gafanhoto já pingava ligeiramente do nariz.

Entram em cena muitas seringadas de soro fisiológico, que eu cá sou daquelas mães insensíveis que não se importam que eles chorem a plenos pulmões, se isso evitar que tenhamos de ir ao Hospital.

Desde a bronquiolite com 14 dias da nossa Marta que nunca mais me esqueci o que fisiatras e enfermeiros me disseram: "Uma boa higiene nasal evita que a maior parte das constipações evoluam para infecções respiratórias. Mas a maioria dos pais prefere não o fazer, por ver os filhos a chorar."

Pois que chorem e é até se habituarem. A Marta surpreende tudo e todos quando vê o soro fisiológico e até se põe a jeito, de tão habituada que está a estes jactos de limpeza. O pequenino chora, pois. Ainda não sabe bem o que lhe está a acontecer.
A minha alergia a urgências e hospitais já é tão grande, que não arriscamos.

Felizmente este ano o Natal é na nossa casa e assim nos resguardamos de ganhar mais uns espirros.

21 dezembro 2007

Marta, 13 meses

Difícil de descrever, esta filha do meio que me calhou.

Se por um lado é uma bebé sempre bem disposta e pacata, por outro revela-se autónoma e despachada. Demonstra aos poucos alguma determinação no que quer e no que não quer e comunica, ainda que em sons imperceptíveis, constantemente. Diz "papá" muito mais vezes que "mamã" e faz o som da abelha na perfeição.

Persegue as nossas gatas, percorre a casa toda, impõe-se em tudo o que fazemos.

Na Escola, dizem-me que se entretém muito tempo a brincar sozinha, que há uma grande empatia entre ela e outro miúdo ( e é verdade, apanhei-os num abraço) e fala muito quando acorda da sesta, ainda no escuro da sala.

Desliza facilmente agarrada a tudo e quando não há onde agarrar, gatinha. Gosta muito de música, dança e bate palmas satisfeita.

É uma riqueza.


Actualizações

no nosso cantinho das prendas.

20 dezembro 2007

Duas noites sem o meu marido


com a minha mãe a substituir as vezes em que as coisas não são impossíveis de gerir mas são muito difíceis (uma criança a querer atenção, um bebé a chorar e outro a querer mamar) e a fazer-me favores que eu executaria mal e levaria muito tempo. Bom, tudo isto para dizer que tenho o meu sling quentinho, como imaginei.

(tecido a metro do ikea a 1,99€, cobertor do Ikea e as mãos habilidosas da minha mãe, na máquina de costura.)

Cortei-lhe o cabelo


pela primeira vez, aos três anos e meio.


"Não, por favor, eu não quero cortar o cabelo! Não quero ter o cabelo liso, quero ter para sempre caracóis!"

A Maria convenceu-se

que como quem faz anos no Natal é Jesus, vamos ter um bolo com velas para lhe podermos cantar os parabéns.

E porque não?

Vai com atraso.

Primeiro conheci a Karla, mas só depois a Carla. Há umas semanas, perante o ar boquiaberto e apreensivo dela, dizia-lhe que ela era muito diferente do que eu imaginava. E isto era um elogio, assegurei-lhe.

As amizades não nascem todas da mesma forma. Umas aparecem e são logo óbvias, outras crescem e surpreendem-nos. Não são menores, antes pelo contrário, tornam-se ainda mais saborosas de desfrutar.

A Carla (sem o K) revelou-se assim. Não conheço ninguém que, a cada conversa sobre os temas mais variados, tenha sempre algo a acrescentar, útil, oportuno, certeiro. Também não conheço ninguém com uma memória tão precisa, que nos consegue recordar como dissemos uma frase, palavra por palavra, ou como a escrevemos, pontuação incluída. Também é difícil encontrar uma pessoa com uma boa cultura geral. E isso dá sempre jeito, é rara a semana em que não aprendo qualquer coisa. Por último, é conveniente ter alguém que nos leia o blogue e nos corrija as falhas gramaticais.

Até agora são pormenores, mas a Carla é dotada de uma grande lealdade, amizade, simplicidade e humildade. E isto é muito difícil de encontrar numa só pessoa.

Por isso, quando semanalmente o meu marido me pergunta se eu vou almoçar com as minhas amigas dos blogues, eu penso para comigo que vou almoçar com as minhas amigas, que um dia conheci nos blogues.

Felizes 32 anos, (K) Carla.

17 dezembro 2007

Logo à chegada da Escola

que esta miúda mais velha tem a base de dados em constante processamento:

"Sabes, os meus dentes vão-me cair. (pausa) Mas não te preocupes, depois eu vou pôr uma placa e vou ter de ter muito cuidado a mastigar a comida. Assim, olha. (e exemplifica com o maxilar saído)"

Ainda das brincadeiras com a prima,

a Maria quer ser a mãe e trata-a por filha. Acontece que a prima, mesmo sendo mais nova, não quer ser mandada e quer ser a mãe também. Como a Maria não aceita que assim seja, a Joana corre para a mãe, agarra-se a ela e diz: "Vês, tu não és minha mãe, a minha mãe está aqui!"

A Maria, inconformada: "Ó filha, mas vamos brincar, eu sou a tua mãe!"

Com a prima Joana (14 meses mais nova),

no hall de casa dos avós, apanho-lhes a conversa a meio. A Maria muito séria, a Joana a gesticular:

Joana: "Ó Maria, mas tens medo porquê?"
Maria: "Eu não gosto dos Reis Magos. Não gosto!"
Joana: "Não tenhas medo, Jesus é amigo! Não é, tia Rute? Jesus é nosso amigo!"
(eu aceno que sim)
Maria: "Mas o que eu tenho medo é dos Reis Magos!"

É um facto

tenho sempre um aspecto muito fresco quando me visitam na maternidade e um ar cansado e outras coisas acabado em "ado", como inchado umas semanas depois.

Ao terceiro filho, evito olhar-me no espelho do quarto quando me levanto às cinco da manhã.

(Não sou eu. Não posso ser eu.)

De manhã, resigno-me ao aspecto que sei que melhorará dentro de largos meses (dar especial ênfase à palavra L-A-R-G-O-S), olho para a confusão que se instalou durante a noite (o roupão que escorregou da cama, a fralda ao lado do caixote por falta de pontaria e a caixa dos ganchos que caíu da mesa de cabeceira) e sei,

porque sei, que nunca fomos tão felizes.

Da festa de Natal da Escola

as minhas filhas fizeram de ingredientes do bolo Rei.


A mais velha, esteve largos minutos em pânico a chorar ao meu colo perante o auditório cheio de gente, mas na altura de entrar, alapou-se à Minnie, enfiou o dedo na boca e dançou ao som da coreografia, vestida de figo.


A mais nova, vestida de ovo, esperou vários minutos no chão da sala, feliz e sorridente para quem passava (eu via-a mas ela não me via a mim) e na hora de se sentar no palco, observou tudo muito compenetrada.


13 dezembro 2007

3 semanas de gente

e temos um bebé ainda calmo. A querer estar mais tempo acordado, a manter o mesmo ritmo de alimentação, a chorar pouco. Não sei se a barulheira que as irmãs fazem o embala, se ser o terceiro filho ajuda muito, mas este bebé não dá trabalho nenhum.



confirma-se

é muito mais simples mudar as fraldas a um rapaz.

A frase que mais oiço nos últimos tempos:

"Até foi bom ter já este, assim já estão despachadinhos."

Começo agora a perceber a sensação que as famílias numerosas têm sempre que decidem ter mais filhos. Uma vez assisti a uma conversa de um casal com um único filho, ao saber da quinta gravidez de outra família, sussurrando que eram irresponsáveis e que a vida não estava para isso.

Como se as pessoas andassem com um mealheiro na mão a viver à conta dos outros e como se as famílias que querem ter filhos se tivessem de justificar perante as que escolhem não ter.

Vivam e deixem viver.

"Ai, o seu marido é tão engraçado"

dizia a educadora da minha filha mais nova e eu, não sei porquê, percebi logo que devia ter dito disparate.

Desculpou-se com a não participação na festa de Natal por causa do nascimento do Joaquim e terminou com a promessa de participar para o ano "se não tiver mais nenhum filho para nascer."

"É realmente muito engraçado, o meu marido."

Ahah.

12 dezembro 2007

Dramas da minha filha mais velha

Descobriu que não consegue piscar um só olho, de cada vez.

No carro, o rádio ligado,

a música a tocar, mas a minha a cabeça a pensar noutras coisas.
A voz dela: "Muda essa música, não gosto desses miúdos!"

(João Pedro Pais e Mafalda Veiga)

Eu: "Realmente, nem dei por eles. Também não gosto destes miúdos, filha. São uma seca."

Resposta: "Uma seca, pois é."

O meu marido traz o recado da Escola:

"A Marta amanhã tem de levar bodie e collants brancos para a festa de Natal."

(pausa)

"Vai fazer de ovo!"

(lol!)

É triste perceber

quando alguém, simplesmente, não nos faz falta.

11 dezembro 2007

Como em tanta coisa neste meio,

(Marta, Dez 06)

foi através da Rosa que soube da existência dos slings, há um ano.
Entretanto, meses depois, já não é difícil cruzar-me com alguém na rua, com semelhante acessório. Na altura, ainda nem ela os comercializava e o único site que o fazia a preços acessíveis e a curto prazo era este. (de onde mandei vir o meu e recomendo)

Pouco tempo depois, a Rosa passava a fazer slings com grande sucesso, descobriamos mais uns sites ( este e este são os que gosto mais e cujas referências são boas) e sinto-me tentada, eu, a fazer um sling um pouco mais quente para estes dias gelados, forrado a malha polar.

Resta-me seduzir a minha mãe, mestre da máquina de costura, a acompanhar-me nesta tarefa. Gosto tanto de slingar e os meus bebés gostam de ser slingados.



(Joaquim, Dez 07)



Com Nuvens.

Ofereceram-me um blogue. E como agradecer?

Primos



Eu não tive primos da minha idade, por isso encanta-me que os meus filhos tenham.

(fotografias da Selma)

10 dezembro 2007

Este fim-de-semana


estreámo-nos em saídas a cinco. Tentar encaixar as minhas ancas entre as duas cadeiras do banco de trás é uma tarefa que merece ser filmada. Isto e o ar da condutora do carro ao lado, em pára-arranca nos semáforos, a contar o número de cadeiras do nosso carro. Neste país, não somos poucos. Um dia destes, quando o Banco aceitar que precisamos mesmo de um crédito extra para um monovolume usado, colamos o nosso novo autocolante das Famílias Numerosas e desejamos, que entre outros descontos, a Brisa nos cobre a taxa de ligeiros, já que no nosso caso somos mesmo forçados a comprar um veículo diferente.

Por último, estou expert em condicionar os apetrechos que ter dois bebés implica, numa só mochila. Isso e compreendo tão bem agora o porquê de o Natal da minha infância ser sempre comemorado na casa dos meus pais: sair com várias crianças de casa dá mesmo trabalho.


O parto do Joaquim

Costumava dizer que depois do parto da Marta, quase sem levar pontos e a chegar ao Hospital muito em cima do tempo, que desta vez é que ia ser, ia chegar na mesma altura ou mais tarde e ia evitar ser cosida.

Com o tempo, com a possibilidade de indução por causa da colestase, todos os meus sonhos se desvaneciam e preparava-me para ser remetida a uma cama ainda quando nem sentisse qualquer dor. E esperar, debaixo de todas as monitorizações e protocolos estabelecidos para as induções.

É caso para dizer que Deus escreve direito por linhas tortas e precisamente no dia em que soubémos que tinhamos mais uns tempos com o Joaquim na barriga, ele decide nascer. No jantar de anos da irmã (o que me custou este serão, com tantas dores). Deitei-me nesse dia convencida que algo se passava, mas ainda não muito claro. Às duas da manhã tive a certeza. O intervalo entre contracções diminuía, as dores eram as mesmas que já conhecia tão bem e a lógica foi aguentar ao máximo. Eram 6.30 quando decidi que era prudente ir para o Hospital. As contracções espaçavam em 5 minutos, 3 minutos e a hora que se aproximava era de trânsito.

Chegámos ao Hospital eram 7.30, fui vista pela médica já perto das 8.00. Confirmou-me que no máximo, o bebé nasceria em 2 horas. E tinha razão. Fui para um quarto e avisei a enfermeira que só me deitava na cama quando levasse a epidural (que já podia ter levado a meio da noite). A passagem de turno deu-me cabo das costas e da paciência. A enfermeira que voltaria com o (mau) testemunho passado, não sabia que era para chamar a anestesista. Conclusão: eram 9.00 quando me deitei na cama e senti os tão desejados choques eléctricos pelas pernas e o paraíso no meu horizonte, uns 20 minutos depois.

O tempo passou sem darmos por isso, a minha médica apareceu para me avisar que voltava em breve e voltou. Eram 10.00 e iamos para o bloco. Fui sentada, como sempre quis e quando lá cheguei na mesma posição me coloquei, também como desejava.

O parto foi tão simples que não há como o complicar. A minha médica afasta a mesa dos instrumentos, pergunta-me se ainda me lembro de tudo e diz: "Desta é que vai ser, não vais levar ponto nenhum, já na Marta merecias isso." Era o que eu precisava ouvir.

Não me perguntem como se faz aquela força repetida sem respirar durante muitos segundos seguidos, que eu não sei. Sei apenas que na minha cabeça interiorizei que se respirasse me podia rasgar, e isso eu não queria. Fiz força uma vez, parei para descansar, à segunda ia nascer mas é descoberto o cordão enrolado à volta do pescoço. A médica pede para parar, pergunta ao pai se o quer cortar neste momento (mas a visão de um bebé metade nascido não parecia ser muito agradável) e à terceira nasce.

Chora, muito roxo e branco como é suposto. Fica um minuto connosco, é levado para ser vestido e desta vez não há separações. Fica em cima de mim enquanto oiço: "Eram 10h22m, 2680g, sexo masculino, períneo intacto." (E eu só penso: não vou levar pontos, não vou levar pontos!)

Vamos para o recobro, foi tudo tão rápido, foi tudo maravilhoso.

06 dezembro 2007

Momentos que não se fotografam

o ar da Marta a pressentir brincadeira;
a chegada de mansinho à nossa cama pela manhã, da Maria;
a respiração do Joaquim.

Entretanto

recebo sms, e-mails de pessoas de todas as idades e feitios, com e sem intimidade, a perguntar-me como estou dos "peitos", das "mamas", das "maminhas" e os mais discretos, da "mastite".

É sempre bom imaginar que todos desejam a boa recuperação das nossas mamas.

Sabia interiormente

que aqueles febrões esquisitos que tive e me deixaram quase a delirar não podiam ser mastite. Já tinha tido um princípio de uma, há 3 anos, e isto não tinha nada a ver. Dei o desconto à médica que cá veio a casa porque um dia antes tinha levado um monumental pontapé da Marta, no muda-fraldas e, isso sim, tinha-me deixado dores.

Entretanto, voltei a ter urticária (tão bom, estar sempre a coçar-me outra vez) por reacção ao medicamento e lá fui eu, percorrer os mesmos corredores de sempre e ser atendida nos intervalos dos partos, pela minha médica.

A colestase já zarpou para parte incerta, a urticária vai desaparecer e o meu problema afinal está no útero. E desaparece nos próximos dias, nem tem outra hipótese.

05 dezembro 2007

Antes do Joaquim nascer

as pessoas todas diziam que seria óptimo que a Marta já andasse, que era menos um trabalho.
O Joaquim nasceu, a Marta não anda e eu dou graças a Deus porque prefiro tê-la na sala a gatinhar e brincar pelo chão do que imaginar-me sozinha com os três (acontece pelo menos os serões de quinta-feira), ter de dar de mamar no sofá e vê-la a chocar com móveis ou a cair.
Leva o tempo que quiseres, filha, dá-me tanto jeito.

Este filho que me nasceu há uns dias


é minúsculo. Pequenino, delgadinho, mini-mini-mini. Todo ele nada nas roupas (benditos tamanhos zero que eu tinha por aqui), as perninhas são magrinhas, todo ele inspira mantinhas e ninhos aconchegantes. E vejo a vantagem de se ter um tamanho assim tão mais pequeno (que diferença que faz da Marta com este tempo), é que a probabilidade de o gozar assim mini prolonga-se umas semanas.

É aproveitar agora, é aproveitar agora, enquanto o povão não me pergunta:

"Então e o que a pediatra diz de ele ser assim tão gordo?".


04 dezembro 2007

A miúda é um bocado obsessiva, é verdade.

No outro dia chateou-se com o pai porque lhe deu uma clementina e tinha separado o primeiro gomo. Embirra com bolachas partidas, com a comida misturada (quer escolher a ordem porque come os alimentos), para tomar o medicamento tem de ser com a colher mais pequena que há na gaveta, e podia continuar com as paranóias. Vale-me a paciência que se esgota e renova todos os dias, que isto de ter filhos e descobrir neles manias que não lhes pomos, é do caneco.

O último dos dramas na brincadeira com as bonecas, é repetido até à exaustão e reflecte uma pobre criança que deve com ela conviver no recreio da Escola. E todos os dias grita assim para as bonecas:

"Descansa que a tua tia Paula deve-te vir buscar que a Aurora foi dormir a casa do pai." Todos os dias, ela repete esta gritaria em tom de impaciência, alto drama e sem se cansar. Há semanas.

Eu juro que não tenho nada a ver com isto. Quando eu era miúda as minhas brincadeiras eram um bocadinho mais tranquilas.

A Marta em cima da nossa cama

e o Joaquim no muda fraldas. De repente, ele começa a chorar a sério, a cabeça dela vira-se, franze o sobrolho e fica muito apreensiva a olhar para onde vem o som. Com uma expressão de: "Mas essa coisa que anda por aí a circular também emite sons?"

Indescritível, o momento.

Isto representa muita coisa

As listas de compras que a minha filha rabisca nas suas brincadeiras são sempre para idas à Farmácia.

Vinha feliz da rua,

as pessoas com quem me cruzei perguntaram-me se o bebé estava bem, como tinha corrido. Pessoas que eu não sei o nome nem exactamente onde moram, mas que compram a mesma fruta que eu, vão ao mesmo supermercado, pisam a mesma calçada. Pessoas de quem pouco ou nada sei (excepto que aquele senhor tem um neto de dois anos, o outro velhote tem um cão salsicha).

Vinha das compras, feliz e pouco cansada (ai que bom carregar com as compras no saco de alças e arrastá-las no carrinho e não chegar ofegante), abro a porta de casa, a minha filha cumprimenta-me, levanta-me a camisola e:

"Mamã, tens aí outro mano? Como se vai chamar este mano?"

E pronto, toda a poesia deste pequeno passeio matinal resvalou pela ribanceira abaixo.

Minha rica filha Maria.

ou: até choro com um anúncio destes, ou ainda: a culpa é das hormonas, e eu sou também irmã mais velha.




Via Sophie.

A última vez que me lembro de ter 39º

de febre e de ter ficado na cama a alucinar, devia ter 10 anos e estava num acampamento de Verão, no Carrascal. Os meus pais foram chamados para me ir buscar, fui ao médico e estava com amigdalite.

Desta vez, e só com Benurons a valer-me, demorei três longos dias a conseguir levantar-me da cama. Quem diz que as mães não ficam doentes?

30 novembro 2007

Vai ser um bocadinho Natal

quando elas chegarem hoje da Escola. E vão adorar!







Da minha estadia no Hospital

vamos saltar a parte em que esperei no quarto 40 minutos pela epidural que já podia ter levado há horas, mas que como decidi esperar em casa, quase me habilitei a não ter tempo de a tomar.

A parte gira foi a das rondas do pessoal de enfermagem. Os procedimentos da praxe. Medicação para as dores, medir a tensão, analisar os pontos. Passei o tempo a dizer que não tinha pontos e a ouvir: "Ah, você é que é a senhora do períneo intacto!", sempre seguido da pergunta: "Diga-me que não é o seu primeiro filho!", e ainda "Mesmo assim, é tão raro!" e o meu orgulho inchado de me levantar da cama como se nada me tivesse acontecido.

Calhou-me durante um dia inteiro um enfermeiro estagiário, com a idade do meu irmão mais novo, mais ou menos, muito sorridente e com um ar meio pateta, sempre disponível para ajudar e que à falta de pontos para ver me perguntou se estava a dar de mamar e me ordenou: "Agora vamos lá ver as suas maminhas!" e desatou a proceder a todo o tipo de estratégias de certificação se "Vamos lá ver se ainda é colostro, ou se já tem leite!".

Para rematar, mais hilariante ainda, foi o relatar deste episódio às minhas visitas e o ar de ofendido do meu sogro: "Então mas ele vem assim ao quarto sem mais ninguém a acompanhar?", como se por ser homem não o pudesse fazer como uma senhora enfermeira, como se eu não tivesse passado estas gravidezes em exames piores com rapazes da minha idade, sem ares patetas e giros, ainda por cima.

Pouco tempo depois de nascer

o bebé pequenino já tinha sido baptizado de velhote, velhinho e gafanhoto. Parece um passarinho, também, quando abre os braços perdido na imensidão do muda-fraldas. Tudo é um Universo enorme quando sai da alcofa que o acolhe.

O que não é intencional é que eu passe a vida a esquecer-me que a minha descendência já não existe só no feminino e o trate tantas vezes por filhota.

29 novembro 2007

Porque diziamos sempre que o Joaquim chegava pouco tempo antes do Natal,

a Maria pergunta:
"Se o mano já nasceu, porque é que ainda não temos a árvore de Natal?"

Os homens não se medem aos palmos



Irmãos






A barra lá em cima

diria que eu teria 36 semanas e 6 dias e afinal, o nosso Joaquim já conta com uma semana nos nossos braços. Saudável, por enquanto calmo e com vontade de se alimentar em intervalos de 3 horas, mas aos 15 minutos de cada vez.

Até agora, e exceptuando as clássicas dores da amamentação (já percebi que tenha quantos filhos tiver, a minha primeira semana tem de ser sempre assim), temos um bebé tranquilo. Se dissesse que me sentia extremamente cansada, mentia. Mas também sei que aquele cansaço grande de dormir aos pedaços vem ao fim de três semanas, um mês.

Os finais de dia, e com a Marta permanentemente a ir e não ir à Escola, são o mais difícil de gerir. O número ímpar de filhos, deixa sempre um de fora da atenção dos pais. A Marta ainda não percebeu bem o que vai acontecendo no meu quarto, a Maria quer ver tudo e participar. É uma irmã mais velha muito diferente de há um ano. Está crescida, pede explicações. Percebo que não posso deixar escapar esta enorme qualidade que ela tem que é a de se expressar sem vergonhas nos seus medos.

A Marta ainda é bebé mas sempre que pego nela me parece ainda mais gigantesca. Continua uma boa disposição que encanta qualquer um. No meio deste cenário todo, é quem menos se apercebe que algo mudou.

Somos cinco.

28 novembro 2007

Esta fotografia tem cinco anos


e foi tirada na semana em que recebemos as nossas gatas em casa. Esta era a Nuvem. Chegaram num tempo em que éramos só dois (tenho dificuldade em me lembrar como eram os mesmos dias de 24 horas) e em que me sentava no sofá e tudo era tão demorado. A Nuvem preferia o dono, mas não recusava qualquer demonstração de afecto. Com a chegada das filhas, nunca mais me demorei tanto no sofá, nunca mais entraram para dentro da minha cama, nunca mais tive tanta paciência para elas. (Culpo as hormonas, é claro.)

Há um ano, escrevia o post sobre o parto da Marta e a gata caía da janela do nosso quinto andar. A frincha era sempre aberta, todos os dias, logo após a saída da Maria para a Escola. Naquele dia, caiu. Perdemo-la, e embora tenhamos fracassado numa tentativa de a substituir, no fundo já deviamos saber que os gatos são como as pessoas: insubstituíveis.


26 novembro 2007

Agora que tudo passou,

posso falar destas últimas semanas de gravidez, aliviada com o seu desfecho.

Chegámos às 33 semanas quase sem darmos conta, e por essa altura, incomodada com um prurido que se alastrava pelo corpo há duas semanas, é-me detectada uma colestase gravídica, doença que eu pouco conhecia e que vim a perceber aos poucos os seus contornos e eventuais consequências.

Não foi bonito de ouvir que poderiamos ter um prematuro, que as complicações para mãe e filho poderiam ser algumas, que a medicação também tinha os seus riscos e que, mesmo aguentando mais uns tempos, nunca poderiamos passar das 37 semanas. Estava decidido que o parto seria induzido até essa data, se os valores se mantivessem dentro do razoável para esta situação.

Os valores foram subindo progressivamente, a medicação dava-me um desconforto crescente e a cada visita ao Hospital preparava um adeus às minhas filhas, a mala na bagageira e uma indução de parto. Depois de ter tido uma indução com a Maria (por perda de líquido) e um parto natural com a Marta, eu sabia que este não era o parto que eu escolheria ter.

Conformei-me aos poucos, ansiosa e preocupada. Precisamente no dia em que nos foi adiada a indução porque os valores finalmente tinham baixado, voltámos para casa felizes para comemorar o aniversário da Marta e o Joaquim decide dar sinais de querer nascer.

Madrugada adentro, em casa com contracções, adiei a ida para o Hospital até ao início da manhã, altura em que decidimos ir para lá. Mais ou menos 1 hora depois de me ter deitado na cama a receber a epidural, o Joaquim decidia nascer. Saudável como tanto pedimos a Deus. Minúsculo, tal como era suposto ser com este tempo.

Depois posso falar de como desejei escapar a uma episiotomia e consegui, e de como ter o meu nome associado à expressão "períneo intacto" desencadeia as mais diversas reacções em mães e enfermeiras.

O que eu sei, é que apesar de ser bom poder-me sentar sem qualquer tipo de dores, pegar nas minhas filhas como se nada fosse, não há coisa melhor no Mundo que assistir à misericórdia de Deus.

Há quem diga que foi tudo uma grande sorte, para mim foi a graça de Deus.
A imerecida graça.

Ele mesmo

o terceiro milagre.


22 novembro 2007

Comunicado

Minhas doces senhoras,
um ano e um dia depois estou de volta para dar conta do mesmo. A única diferença é que agora há entre as pernas deste bebé algo que retira o protagonismo aos mamilos da mãe.
Vão e aprendam. Ter filhos é uma rotina. Quero ver quem bate o meu recorde de 366 dias.
Cumprimentos do pai eficiente,
Tiago Cavaco.

Joaquim, o próprio.

21 novembro 2007

Foi há um ano




que passávamos a ser quatro.


20 novembro 2007

Na véspera do primeiro aniversário,

fiquei o dia com a Marta em casa.

Os brônquios continuam a ser muito sensíveis e uma porta aberta por poucos minutos no domingo na Igreja pode ter sido a causadora desta chiadeira, a que já nos habituámos, mas ainda nos incomoda.

Descubro-lhe, com as limpezas de nariz pela manhã, os caninos de fora. Vamos em seis dentes a a miúda a rir é irresistível. Repete os nossos sons mas vê-la excitada ou a dar às pernas e guinchos, é com a irmã. Cobra-nos a nossa comida e começa a saborear novos alimentos.

Gosta de clementinas, é ver a mão papuda a estender-se para receber os gomos e faz sons de satisfação com a gema do ovo. Encosta-se a mim quando tem sono ou quer mimos como não o faz com mais ninguém e eu acho muito bem. Avisa-me em gritos provocatórios quando se lembra que tirar as meias dos pés é divertido e aguarda sempre com excitação o momento do ralhete.

Chateia-se com alguns tons de voz e abana freneticamente a cara quando não quer algo. Afasta com a mão um colo não desejado e vira a cara, que por enquanto não é considerado falta de educação mas determinação. Sabe o que quer, ah pois é.

Abre as narinas em tom de gozo quando sabe que vem lá palhaçada e detesta gorros.

Um ano, 12 meses e pouco mais de 3 centenas de dias connosco.

Parece que sempre estiveste cá, filha.

Às vezes

os abraços apertados chegam-nos de quem menos esperamos.
Posso até nem ser apreciadora de surpresas, mas as deste tipo deixam-me reconfortada.

Nunca sei quando é a última



Há precisamente um ano

as contracções já eram muitas, a Marta dava sinais de querer sair e eu sabia que a iria conhecer num espaço de 48h. Foi uma espera boa, em casa, tranquila, a contrariar as dores. Começava, tal como agora, a ficar frio e a chover.
Valeu bem a pena este tempo em casa, a contar contracções, a beber chá, a descansar nos intervalos. E conseguir chegar ao Hospital só na fase final.

19 novembro 2007

As minhas filhas deram-me baile.

É o único título possível para este post.

Domingo à tarde, pai na Igreja, eu estoiradíssima a lançar-me para uma bela sesta ao mesmo tempo das miúdas e o barulho ao fundo no meu quarto não parava. Gargalhadas, conversas, gargalhadas, sons de coisas a serem atiradas.
Levanto-me, faço cara de má e:

"São horas de dormir, não quero barulho nesta casa, nem quero ter de me chatear."

(Ainda gostava de saber como é que elas se vêem nesta escuridão, a mais pequena até brinquedos acha ao fundo da cama e atira com eles.)

Deito-me novamente e recomeça a guincharia:

Maria: (em tom de parvoeira)"Ai, socorro, tenho monstros debaixo da minha cama. Esconde-te maninha, eles vêm aí",

e só oiço guinchos e gargalhadas das duas, uma barulheira infernal e eu a querer dormir.

Uma hora e meia depois, um ultimato à Maria para se calar e não ligar à irmã e finalmente elas dormiram.

A mim, já me tinha passado o sono. Estou feita.

18 novembro 2007

Acerca dos testes lá em baixo,

é só trocar as fotografias e as miúdas são 4% mais parecidas com o pai.
Ahahahahahahah.

Porque o jeito também se aprende

e uma das minhas meninas já tem idade e gosto em participar, temos feito prendinhas com mãos desajeitadas mas com o coração. Resolvi registá-las aqui, à medida que as formos fazendo e oferecendo.

Ahahahahahah







17 novembro 2007

Correrias e concursos

a ver quem chega primeiro à avó.

16 novembro 2007

Quase a fazer um ano,

dizem-me na Escola que a Marta passa o dia a conversar. Brinca muito tempo seguido sozinha e só se queixa quando os mais crescidos a empurram, insegura que ainda anda pela sala, agarrada a tudo. É a segunda mais nova, mas todos frequentemente se esquecem disso. A miúda é enorme. Adormece sozinha por lá, agarrada a uma boneca que trouxe de casa e não há comida que recuse. Sempre que chego está entretida a brincar e quando me vê repete sempre o mesmo choro crescente, a fazer queixinhas. "Mas ela estava tão bem, só quando a mãe chega é que faz estas fitas." Acho bem que este cerimonial seja só meu, sempre a carreguei 39 semanas comigo.

Em casa, não pára. Gosta de ver tudo o que se passa e interfere em tudo o que fazemos. É despachada e desafia-nos no que não pode fazer. Delira com a irmã e olha-a com admiração. Acha-lhe graça, mesmo até quando a mais crescida vive os seus dramas e se atira para o chão a chorar.

É uma bem disposta. Não sei a que velocidade passou este ano, sei que tivémos as duas um pós-parto tão diferente da Maria. Com a mais velha era Verão, tinha tempo para tanta coisa e passeávamos mais do que uma vez por dia. A Marta nasceu no Inverno, recolheu efeitos colaterais de uma bronquiolite com 14 dias e até Junho não houve semana que não fizéssemos ginástica respiratória. Isto com uma mudança de casa pelo meio.

O tempo passou, a filha pequena cresceu e a boa disposição só aumentou. Um orgulho desmedido, é o que tenho com esta gordinha.

35 semanas

Tranquilidade.
É a palavra de ordem para a próxima semana.

15 novembro 2007

Há um ano


faltavam seis dias para conhecermos a que viria a ser a bebé mais cool que conheço. Sempre bem disposta, um encanto. A nossa Martinha estava para chegar. Desconheciamos-lhe os traços, hoje a nossa vida só faz sentido com ela.


3 dias sozinha com a Maria,

com umas febres muito isoladas, é fácil perceber como é ter uma só filha com esta idade: é simples. Ela entretém-se nas suas brincadeiras, inclui-me quando lhe apetece e aceita de bom grado o que lhe peço. Dá para entender o quanto uma irmã interfere na sua individualidade e o quanto aprecia estar só comigo. Ainda é tão pequenina e já tão crescida, não me canso de o pensar.

Depois de ver a meia-hora de televisão habitual antes de ir para a Escola, peço-lhe que a desligue porque já chega. Não lhe apetece pintar e por isso acompanha-me nas tarefas domésticas. Fazemos as camas, arrumamos a roupa, lavamos a loiça, tudo a um ritmo relativamente rápido. Já no fim, enquanto ela me fazia o favor de arrumar os sapatos dela direitinhos na gaveta respectiva, cruza os braços:

"Já acabei! E agora, o que é que eu faço?"

14 novembro 2007

Por enquanto,


parece que as filhas herdam da mãe o gosto compulsivo por fruta. Nham!

Esta semana andamos numa de clementinas.




Eu ligo a pormenores

e por isso para mim não é irrelevante fazer tudo o que nos diz respeito no mesmo Hospital. Desde análises, exames, consultas. Acabo por ir lá às urgências, não só por já conhecer toda a gente, mas também porque sei que todo o historial de cada um de nós reside em rede nos computadores. Quando imprimem as minhas análises, vejo nas tabelas os valores comparativos desde 2003 e isso ajuda muito, em casos como o que vivo agora.

Saber que vou ter a minha médica comigo, como já tive uma série de vezes e a nossa pediatra a chefiar a neonatologia e a receber o meu filho, não é mais um pormenor. Faz muita diferença. E não é só na minha cabeça.

13 novembro 2007

Isto revela muito sobre a minha pessoa.

No domingo pintei os olhos.
A minha filha crescida entrou em pânico quando achou que eu estava a enfiar um lápis pela vista adentro. Engoliu em seco e quis saber que fenómeno era aquele chamado rímel.
Expliquei-lhe que era suposto ficar mais bonita, como as pessoas que põem baton, mas a resposta,

"Ó mamã, tu não pões baton!"

Fantástico.

Basicamente


o único sítio onde não tenho urticária é na cara.

O bom aspecto mantém-se, o mau estar agrava-se.


Na sala de espera do laboratório

a minha filha dá beijos no penso que tenho no braço, depois das análises e exibe orgulhosa um frasco com chichi que acabou de encher.

Dos cânticos que me fazem falta cantar

recordei-me dele hoje.

Andam procurando a razão de viver,
Neste mundo mau querem paz receber.
Fazem seus caminhos pensando achar,
Algo que na vida, valor possam dar.
Mas só Jesus pode dar a razão de viver.
Gozo, paz e amor, só Jesus pode dar.
Assim tu serás bem feliz com Jesus.


Como todo o mundo eu também procurei,
E agora digo que a paz encontrei.
Cristo me salvou, e eu quero falar,
Que uma nova vida, Ele pode te dar.

Mas só Jesus pode dar a razão de viver.
Gozo, paz e amor, só Jesus pode dar.
Assim tu serás bem feliz com Jesus.

09 novembro 2007




Uma amiga e o filho

vêm comigo buscar as miúdas à Escola. No caminho de regresso, no nosso carro, a Maria:

"Eles vieram conhecer a minha Escola, foi? São nossos amigos, não é?"

Desconfiamos

que uma vizinha nossa pode ser evangélica quando, à saída do elevador, em vez do tradicional "tenha uma hora pequenina", nos tocam no braço e ouvimos "Deus a abençõe."

08 novembro 2007

Decidi

fingir que estava a fazer outra coisa, mas observei-as apenas. A Maria tem amigos imaginários, gosta de colar autocolantes nos livros, de fazer puzzles e aprender o abecedário num brinquedo falante, herdado. Como quase 80% dos brinquedos que tem, reciclados. A Marta entretém-se a tirar peças de uma caixa mas mal a brincadeira da irmã fica apelativa aos ouvidos, gatinha a alta velocidade para lá chegar. A Maria vira-se bruscamente, quase que cai e dá um grito. A pequenina assusta-se e dá gargalhadas até se engasgar. A Maria repete a graça, a Marta ri.

E ficam assim largos minutos.

Dos diminutivos, que eu também dispenso.

"O cabeleireiro chega, por fim. Conheço-o. Chama-se Quim. É um nome tão patético, tão abichanado, tão mariquinhas. Como é que alguém que tem a sorte de se chamar Joaquim admite que lhe amputem, de forma tão grotesca, o nome?"

Aqui.

07 novembro 2007

caracoluda linda

a minha filha Maria.

(foto da prima Ester.)


pestanuda linda

a minha filha Marta.

(foto da prima Ester.)


Com uma urticária há três semanas

que me tira parte da disposição e me entrega a dois banhos diários com tudo o que seja oleoso e hidratante, já só desejo que depois do miúdo nascer a minha normalidade retome. Tenho comichões na cabeça, nos braços, nas pernas e na barriga e já estou na fase em que dou comigo a arranhar-me em público. É feio, eu sei, mas estou cansada. Não me chegavam os quilos, as crianças para carregar, as noites mal dormidas, ainda tenho comichão.

Posto isto, no Serviço de Identificação do Bilhete de Identidade, a funcionária pergunta-me se as minhas machas são as culpadas e informa-me que ao contrário do que eu pensava, não meço 1,68m mas sim 1,66m.

A gravidez, só pode ser também da gravidez.

Na Segurança Social

o número de pessoas com senha para o atendimento prioritário era tão alto que me despachei mais cedo indo pela via normal, ou seja, tirando a senha não prioritária.

Quando vou ao Centro de Saúde,

agradeço-me pelo dia de 2002 em que tive o discernimento de me subscrever como segurada da Médis.

E por não depender deles para mais nada que não para uma baixa médica.

06 novembro 2007

Começada hoje



ainda inacabada.


Depois do post abaixo,

passei o dia em consulta e análises. Às vezes quando contactamos com os piores dos cenários é que nos apercebemos do que temos sido poupados. Não gosto do Hospital, da espera e das pessoas desejosas de conversar. Deixa-me impaciente, mas como os meus pais me deram alguma educação e nisto não são nada como eu, deixo-me estar entre "pois," "que chato", "sim,sim." Nos dias melhores, que não era o caso de ontem, acho que chego a conseguir parecer simpática.

Respiro de alívio sempre que venho para casa. Depois do segundo filho, imaginarmo-nos no Hospital com outras partes de nós em casa, é angustiante. Venho cheia de saudades delas, agradecida por ter voltado. Encontro-as cansadas de mais horas na Escola que o habitual, chorosas, a pedir atenção mas a fadiga leva-me a contar os minutos para as ver a dormir na cama e me poder deitar.

Mais tarde, vejo-as na penumbra a descansar e respirar profundamente.

As saudades delas, o meu cansaço.

A mãe que nunca sentiu isto que atire a primeira pedra.

05 novembro 2007

34 semanas e 3 dias

hoje. Sempre senti que as 35 semanas são o limiar. Quase, quase. E devem ser, embora nas outras gravidezes me permitisse dormir mais do que o habitual, cansar-me e queixar-me que por mim este cenário todo acabava pelas 30 semanas, desta vez tudo é diferente.

Canso-me ainda mais, carrego diariamente com o peso da gordinha mais nova e todo o tipo de tarefas que a englobam são dolorosas, mas ganhei calo. Esta gravidez cresceu com ela, bebé de colo. Anda agarrada às coisas mas ainda é um bebé pequenino (tão grande mas tão pequenina).

A minha médica não acredita, por diversas razões, que eu vislumbre as 40 semanas desta vez. A Maria nasceu às 38, a Marta nasceu (segundo a médica) às 40s e 1 dia, mas para mim nasceu às 39s, que das duas filhas eu sabia quando é que o óvulo tinha sido fecundado.

Desta vez não sabemos nada disso, mas acreditamos que as ecografias batem certo e que o Joaquim vai ser um menino lindo e que vai querer brilhar no Natal e dar-me mais umas semanas de preparação para o caos que vai ser este final do ano.

A partir de agora temos consultas e análises semanais, que o meu fígado anda a ver se me agrava as dores de cabeça. Caramba, que não me livro delas.

Ainda faltam 6 semanas, não é?

Ao domingo cantamos juntos

parte de um dos meus hinos preferidos.




Finda a lida terreal.
Quando já do rio além,
Nessa vida tão gloriosa me encontrar,
Sei que lá meu Redentor
Finalmente eu hei-de ver.
E com hinos de louvor hei-de o saudar.

Hei-de ver meu Redentor;
Redimido, junto dele eu hei-de estar;
Hei-de ver meu Salvador;
Os sinais dos cravos hei-de contemplar.

Oh, que enlevo divinal;
O seu rosto a contemplar,
Desde a aurora desse dia perenal;
Como então meu coração
Haverá de o exaltar,
Pela graça e compaixão celestial!

Hei-de ver meu Redentor;
Redimido, junto dele eu hei-de estar;
Hei-de ver meu Salvador;
Os sinais dos cravos hei-de contemplar.


01 novembro 2007

Sim, ando ocupada.

Nunca mais acabo as lembranças de Natal. Mesmo as coisas simples dão muito trabalho e tomam tempo.

(e é já no próximo mês que nasce o Joaquim. Glup.)

29 outubro 2007

(Maria) Ainda das histórias bíblicas.

Na Arca de Noé entra um casal de animais de cada espécie, mas ursos e leões está fora de hipótese. A minha filha tem medo.

(Marta ) No espaço de dois dias,

os dentes de cima a romper e completamente de fora.
Vamos com quatro. Para os tradicionais "Quantos dentes tem? Já anda agarrada às coisas? Já diz mamã?" e outras perguntas que tais que parecem indiciar que a precocidade nestas coisas os faz mais felizes ou inteligentes, um desejo:

Cresce devagarinho, gordinha. Cá em casa temos pouca pressa.

Na sexta-feira


foi o dia de começar a organizar e perceber, afinal, que roupas temos para Dezembro.
Separar por tamanhos e descobrir quantas peças pequeninas cabem num tambor de máquina de 6 kg. Abandonámos as florinhas e as pintinhas. Vamos ver quanto tempo resiste o rapaz a usar os collants das irmãs.



26 outubro 2007

Há uns dias,

tinha escrito isto para mim, a propósito do internamento do meu sobrinho com três semanas. Entretanto ele ficou bom, mas ficou internada a minha outra sobrinha e por isso me apetece publicar isto:

"Recuo no tempo, na noite em que a minha bebé de 14 dias tinha dificuldade em respirar e naqueles quatro longos dias presa entre paredes, dividida entre a angústia de a saber mal e a ausência da minha outra filha, em casa.

Já fiquei naqueles quartos, com muitos choros de crianças, por três vezes. Não tenho saudades, não quero regressar lá mais. A única coisa que posso assegurar é que não dói menos na repetição, mas a nossa resistência é outra.

Como falar daqueles casos em que na gravidez queremos escolher ter ou não um filho pelo facto de o querermos privar de sofrimento, quando ter um filho é ter sempre essa possibilidade de sofrimento?

Nunca mais a nossa vida é igual, nunca mais o nosso sono é o mesmo."

24 outubro 2007

As coisas valem o que valem

e para mim uma oração vale muito.

Saber na reunião de pais que a primeira coisa que fazem quando chegam à sala pela manhã, é falar com Deus,

vale tudo, mas tudo.


O melhor bolo de chocolate do Mundo,

aquele que é feito em Campo de Ourique e que não há igual (eu asseguro que não há, de facto).

Preciso de uma fatia disso, urgente.

23 outubro 2007

Ando há que tempos para falar neles.

Quando me vierem chatear que seremos uma família numerosa, eu mostro-lhes o que é uma família numerosa.

É mesmo ela.



Na Escola

a casa-de-banho das meninas fica mesmo em frente à sala da Marta. Consta que sempre que a Maria lá vai, a Marta se pendura na cancela aos guinchos de satisfação.

Enigmas da Segurança Social

Apesar de eu já descontar desde 1999 e o meu NIB (nº conta do banco) ser o mesmo desde 2001 e receber por essa via as baixas e o abono de família, o primeiro pagamento do subsídio de desemprego chegou hoje, mas por cheque.

E com uma advertência: Opte pela transferência bancária. Pagamento mais rápido e mais seguro. Evite atrasos e extravios.

Ao consultar o site, o meu NIB lá está registado e ninguém me sabe explicar o porquê do pagamento por cheque.

Há coisas fantásticas, não há?

22 outubro 2007

Saudinha!

Saudinha é um site onde se podem tirar dúvidas de pediatria, respondidas por uma médica da especialidade de quem tenho as melhores referências. É só registar e a Dr.ª Graça responde, muito bom!

Alegrias da maternidade



o meu filho a fazer chichi em directo para o monitor.


Joaquim, ecografia das 32 semanas

Peso: 2,317 kg

Comprimento: 38 cm

Virado de cabeça para baixo (iupi!).

21 outubro 2007

As únicas mensagens escritas

que teimo em não apagar do telemóvel, começam com um "Nasceu..."

Bem-vinda, Camila, uma vida feliz.

Marta, 11 meses,

e uma boa disposição que contagia.

19 outubro 2007

Ainda que temporariamente

e com sacrifícios assumidos, escolhi recentemente esta coisa a que chamam domesticidade. Coincidência ou não, foi por este mês que me tenho dedicado cada vez mais a usar linhas e agulhas, dobrar tecidos e alinhavá-los, sem qualquer tipo de pretensão de fazer disto futuro mas por puro interesse.

Já tive o prazer de recentemente dizer por aí que não estou a trabalhar, que sou uma desempregada assumida. Que sim, negociei com a minha entidade patronal a minha saída, seis anos depois. Que a família é neste momento o mais importante e isso teria de significar não estar a trabalhar fora de casa (já que cá dentro há muito que fazer, diga-se alto e bom som).

E que duvido que alguma vez me sinta diminuída ou menos realizada por estar nesta situação. Acho-a, muito sinceramente, que bem decidida é um privilégio. Fazem-se mais contas durante o mês inteiro, mas eu sempre vivi com elas, pacificamente.

Bom, tudo isto para dizer que há este post a ler.

Chega o Outono



lavam-se as lãs.