31 janeiro 2007

Até dia 11 ainda é dia.

Voto Não, sabendo que a vitória do Sim é inevitável. Por argumentos tão absurdos como querermos ser um país moderno e civilizado, como já ouvi por aí. Defendo o Não, compreendendo muitos argumentos a favor do Sim.

Ouço-os a todos (à excepção dos que começam logo por partir para a ofensa de quem está do lado de lá da barricada). E ainda há os que pensam como eu, mas que explicam o porquê de não votarem igual. Gosto de textos com objectividade e este é um deles.

Recebo um mail:

Try the Diet Oprah Trusts.

(Assalta-me uma questão: A Oprah Winfrey está, por acaso, em grande forma física? Ou estou a ver mal? Ou nos EUA ela é elegante? Ou...pronto, já chega.)

Às vezes a consciência funciona

e os donos da tal casa reconsideraram no que tinham feito (graças ao elemento feminino do casal) e a casa é novamente nossa. Ou vai ser, dentro de pouco tempo.

:)

Se para alguns a imagem abaixo, ainda não é vida,

fica a pergunta.

30 janeiro 2007

Recebo um mail da Vertbaudet:

Qual é o presente que prefere: o jipe ou a lancheira? Grátis!

(O que eu preferia era que os senhores com quem fizémos negócio da nova casa na semana passada e com quem iamos assinar um papel esta semana, não tivessem voltado com a palavra atrás e comprometido com outros compradores sem nos avisar. Isso era o que eu queria. Mas pelos vistos, a palavra é um valor que não lhes é caro.

E cá para mim, secretamente, desejo que o negócio lhes corra muito mal, para não terem sido desleais).

29 janeiro 2007


(extraído do livro "Histórias da Bíblia para crianças"- da Sociedade Bíblica)



Breve amostra do meu estado

A mais pequena quer mamar mas descubro que está suja até ao pescoço. É enfiá-la na banheira, que a solução era gastar uma caixa de toalhetes e continuar a cheirar mal. Dar-lhe banho (com uma ajudante com menos de um metro a mexer em tudo o que não devia), vesti-la e dar de mamar (com a mesma ajudante a mexer em caixas e caixinhas, com brincos, pulseiras e afins...espalhados pelo chão, pela cama, por onde calhou).

Meia hora depois, tentar colocar a bebé na cama e cheira-me mal. Olho para a mais velha e está encharcada. A ideia de andar de cuecas em casa, quando estamos só as três, não resulta. Fez chichi, fez cocó, fez uma bela porcaria que também só se resolve na banheira. Siga. Duche, cremes, fralda, pijama (Eu não quero esta camisola, eu quero a camisola das flores...Eu não quero as pantufas, eu quero os ténis...).

De seguida, limpar o caos, as roupas sujas, estender as toalhas (e desistir, está a começar a chover), aquecer a sopa para o jantar. Ouve-se um choro e a bebé quer colo. Sling com ela e vamos ver se nos sentamos as três à mesa.

Pratos quentinhos, sopa de agrião com ovo cozido. (Ó mamã, a Maria gosta muito desta sopa e não deita nada fora!) À terceira colher, tosse. E mais tosse, e mais e mais e desata a vomitar. Chora com toda a força que tem e contagia o choro à irmã. Tirá-la da cadeira toda suja e mudar a roupa toda (que desta vez não vai para a banheira que já me começam a faltar as forças). Choram as duas em coro, calo a mais pequena com a mama e a mais velha encosta-se a soluçar e a chuchar no dedo. (Eu quero colo, eu quero ver o Conan, eu quero leitinho!)

Biberão de leite, medicamento da praxe, lavar os dentes e vamos para a cama. Oração, beijinhos e abraços de boa noite. Sento-me no sofá e a bebé (que entretanto tinha ficado na espreguiçadeira) chora. Quer colo. Adormece passados uns quinze minutos. Cama com ela.

Lavo os dentes. Desligo as luzes. Deito-me na cama. Por quanto tempo?

(De repente lembro-me de como era quando só existia só uma filha e parecia tudo tão simples, tão fácil...)

Sozinhas.
As três.
Quatro dias seguidos.
Doentes.
Sinto-me a enlouquecer.

The terrible twos

(Depois de asneirar a manhã toda, dando-me cabo da paciência, dos nervos e da arrumação da casa, preparava-me para a colocar a dormir a sesta.)

-"Vamos lavar os dentes para ir para a cama!"
(silêncio, nada de se dirigir para a casa-de-banho)
-"Estou a chamar-te. Anda lavar os dentes!"
(silêncio)
-"Vou contar até três!"
Ela: (aparece, mão na anca, cabeça inclinada em gozo) "Um, dois..."

25 janeiro 2007

Ainda do aborto (porque penso muito nisto)

Se a pergunta do dia 11 fosse apenas a despenalização das mulheres que praticam o aborto, eu votaria sim, como explica aqui a Ana.

Mas não é só disso que se trata.

Eu: "A Marta tem de mudar a fralda".
Ela: (a inclinar-se para a cara da irmã) - "Deixa cá ver essas pernocas boas!"

O que a Maria adora este vídeo.



A voar

Tinha a Maria 3 meses, estava com a minha sogra a observar uma miúda com cerca de 3 anos, na altura. Falava pelos cotovelos, brincava, tinha imensa vida. Recordo-me de ela ter dito que era difícil imaginar que um dia a Maria também seria assim, que tudo parecia muito distante. Hoje, acontece-me o mesmo com a Marta. Mas com a noção que o tempo passa muito mais rápido do que imaginamos, agarro as duas como posso e tento congelá-las no presente, só mais um bocadinho.

Uma pergunta ainda, acerca do aborto:

Alguém conhece uma mulher que tenha escolhido não abortar e que com o filho nos braços se tenha arrependido?

Diferentes e iguais (6)

Com a idade da Marta e até bem tarde, a Maria adormecia ao som do aspirador, sentada na cadeira de refeição. A Marta, adormece profundamente na espreguiçadeira.

24 janeiro 2007

De manhã







Sozinhas, as três

eu na cozinha, elas na sala (a Marta na espreguiçadeira, a Maria a ver o Ruca).
Começa a pequenina a chorar. Vou para lhe colocar a chucha mas quando chego já se tinha calado, de chucha na boca. A Maria a chuchar no dedo, a ver televisão.
Eu, muito espantada a olhar para as duas.
Ela: "A Martinha estava a chorar mas a Maria pôs a chucha, mamã!"

(Tem jeito, é cuidadosa.)

À chegada ao elevador

muito carregada com compras, pouso os sacos e suspiro.
Ela: "Mamã, para que é que estás a respirar?"

No trânsito,

um senhor a empatar, muito.
Desabafo: "Sai do caminho, palhaço..."

(eu sei que palhaço não é propriamente um termo delicado que se deva chamar a alguém, mas eu estava a pensar alto)

Ela: "Mamã, não diz isso. Quem chama palhaço é o papá!"

O que eu gosto desta música

Heróis Do Mar - Paixão
Pedro Ayres Magalhães/Heróis Do Mar

Jurei ser eu
o teu luar
Brilhar só eu
no teu olhar

Paixão, paixão
não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim

Oh por favor
vá lá sorri
Dou-te esta flor
um beijo a ti

Paixão, paixão
não vais fugir de mim
Serás paixão até ao fim

Xarope de maçãs reinetas

milagroso, na barriga da bebé.

23 janeiro 2007

No comments

O meu irmão Tiago reclama constantemente por este blogue não ter comentários. E é por causa de observações como a dele, que tenho a certeza que é óptimo não os ter!

(Há dias o meu irmão aproveitou-se dos meus logins no pc e esteve a fazer comentários em meu nome no Flickr...)

A minha vizinha do 3º Dt.º

é grande fã da nossa família. Referiu-se uma vez ao meu marido como o rapaz magrinho e isso foi o suficiente para lhe perceber alguma graça. Ontem perguntou-me, entre o elevador e as escadas, se a pequenina mamava. Resposta, ao saber que sim:
-"Claro! Olhando para si e para ela vê-se logo!"

(Nem quis saber o que isso quereria dizer...)

21 janeiro 2007

2 meses

Fui ver o que tinha escrito quando a Maria fez dois meses.
Falava de transformação.
É mesmo isso.


20 janeiro 2007

Quero fotografar-lhes as bocas,



que são tão iguais, tão perfeitas, tão recortadas. A mais crescida, foge-me com tarefas inadiáveis (dar banho à Panca, mudar a fralda ao Nenuco) e a mais pequena, observa tudo o que se passa em redor e só ri, só sabe rir. Quero-a séria para lhe apanhar os traços. Mas só sabe esboçar sorrisos, de satisfação.




Ao telefone, num semáforo,

sem auricular. Atrás de mim um carro azul.
Eu: "Tenho de desligar, tenho a polícia atrás!"
Ela: "Mamã, o que é que foi? O polícia não faz mal!"

Marta e Maria, duas irmãs na Bíblia










19 janeiro 2007

Da Escola




Casas com nomes




Para a Ana.

(Tiradas em Queijas)

18 janeiro 2007

A timidez é das coisas mais chatas que alguém pode sofrer. Para a disfarçar (se é que alguma vez se disfarça), é-se capaz das figuras mais idiotas. No domingo passado, eu não estava triste, nem chateada, nem amuada. Mas olhando para as fotografias, parece que sim.

Grrr...

Entro na sala, manhã, muito ensonada, muda.

Comentário da cara pequenina feliz, irónica:
"Bom dia!"

(em jeito de "Acorda que já é dia!")

O que eu gosto mais onde vivo,

é deslocar-me a pé para qualquer lugar. Compras ou simplesmente passeio, tudo fica à distância dos nossos passos.
Os vizinhos acarinham as nossas filhas, a mercearia tem sempre fruta da que gostamos, a praia é ali em baixo. A nossa casa é velha, mas é a falta de espaço que nos obriga a mudar. Custa-me, por egoísmo do mais puro, imaginar estas paredes habitadas por um outro casal mas agarro-me a todos os instantes de fúria em que quero arrumar as nossas coisas e tudo está desorganizado, para me mentalizar que tem mesmo de ser.
Sonhamos ficar perto daqui e acreditamos que será possível. Noutra casa velha, é certo. Mas aqui.










Fotografado de "Tantas mãos, a mesma Primavera"

Tão bom.

Uma senhora de idade (a mesma que todos os dias, a observar a minha filha no ovo a dormir, repete "tadinha" e "benza-a Deus") consola-me, pelos quilos a mais:
"Deixe lá, tem uma cara engraçadinha e essa já ninguém a tira!"

(Ah, pronto, estou muito mais confortada...)

17 janeiro 2007

Antes bimba do que bimby

parece-me um excelente título para um blogue.

Razões para gostar de cabelos lisos








Laetitia Casta, Gwyneth Paltrow, Monica Bellucci e Scarlet Johansson.

Duas filhas

Ia eu escrever que o giro, giro (ou chique, chiquérrimo) de ter duas miúdas é dizer a terceiros: a minha mais velha ou a minha mais nova. O marido antecipou-se.

16 janeiro 2007

Na Escola, no espaço de uma semana,

deixou de usar fraldas. Nos primeiros quatro dias gastava todas as mudas de roupa que lhe enviava, nestes últimos dois dias vem com as mudas por usar. Em casa, ainda nem sempre pede.

Quase todos os dias fiscaliza o saco das mudas. Descubro-lhe a verdadeira motivação, a falar ao telefone com a prima:
-"Joana, tens cuecas? A Maria tem cuecas com corações, cuecas muito lindas!"

(Lol!)

Depois de se estatelar no meio do chão,

quando tentava segurar numa mala cheia de canetas e num livro ao mesmo tempo:
"Bolas!"

(De braços no ar, a olhar-se ao espelho).

Eu:"Está na hora de deitar!"
Ela:"Agora não posso, estou a dançar!"

Diferentes e iguais (5)

(A Marta acalma-se, tal como a Maria com esta idade, com esta música)

Oito Anos
Paula Toller


Por que você é Flamengo
E meu pai Botafogo
O que significa
"Impávido Colosso"?
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme
Por que os dentes caem
Por onde os filhos saem

Por que os dedos murcham
Quando estou no banho
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo
Quanto é mil trilhões
Vezes infinito
Quem é Jesus Cristo
Onde estão meus primos

Well, well, well
Gabriel...
Well, well, well
Well

Por que o fogo queima
Por que a lua é branca
Por que a Terra roda
Por que deitar agora
Por que as cobras matam
Por que o vidro embaça
Por que você se pinta
Por que o tempo passa

Por que que a gente espirra
Por que as unhas crescem
Por que o sangue corre
Por que que a gente morre
Do qué é feita a nuvem
Do qué é feita a neve
Como é que se escreve
Reveillón


!

Eu, ao telefone: "Ok, ok."

Ela, aos gritos: "Mamã, porque é que não estás a falar português?"

Quando durmo a sesta,

sonho sempre coisas muito esquisitas e que me recordo ao acordar.
Hoje, uma amiga que nem gosta que façam totós à filha, tinha-lhe feito madeixas louras, para grande espanto meu.

(A miúda ficava mesmo mal...lol!)

À espera da nossa vez na loja das fotocópias,

com a Marta no sling em pé, com a Maria ao lado, farta de esperar há 30 minutos, vale tudo para lhe pegar ao colo:

"Mamã, dói-me a barriga!"

(não respondo)

"Mamã, doem-me as mamocas!"

(God...)

Invenções

Na hora da sesta, depois de dormir:

-"Mamã, mamã, a Panca acordou-me!"

(a Panca é uma das bonecas)

15 janeiro 2007

Prisão de ventre rima com sorridente

mas eu já disse à miúda que deve ser engano. Ela parece não acreditar.



Dedicação ao Senhor

A Dedicação de uma criança ao Senhor não é mais do que uma declaração de intenções dos pais, perante a comunidade religiosa de que fazem parte em como a pretendem educar mediante os princípios em que eles próprios acreditam. Não baptizamos crianças (com todo o respeito por quem o faça) nem achamos que este acto tenha alguma capacidade de a salvar.

Tudo não passa de um símbolo da fé que os pais têm. E quando a educação já vem dos avós, bisavós e por diante, torna-se um acto ainda mais bonito, com mais significado.Foi o que nós ontem fizemos com a Marta e que a 11 de Julho de 2004 já tinhamos feito com a Maria. A vida de ambas traçará o destino que elas entenderem. Mas enquanto dependerem de nós, faremos questão de lhes apresentar a via que para nós tem feito significado, até hoje.

Ainda sobre o aborto

(e os comentários no post da Inês).

Duvido que quem vota NÃO, tenha como principal motivação ver as mulheres que praticam o aborto serem presas. Eu não tenho e longe de mim apontar o dedo a quem já tomou semelhante decisão. (Sinceramente, acho que não é possivel ter escolhido fazê-lo e não viver o resto da vida com o peso dessa decisão.)

A questão do referendo não é a humilhação das mulheres ou as condições criadas para essa decisão.

A verdadeira questão é se, ao abortar, terminamos uma vida ou não. E eu creio que sim.

12 janeiro 2007

Ó ié!

Cá em casa de manhã, canta-se assim:

"Sou uma bebé moderna, ó ié.
Vou à ginástica com a minha mãe, ó ié.
Sou moderna, muito moderna.
Um bebé muita moderno."
Se a letra é o que é, imaginem a qualidade da melodia.

(A amostra de gente acha o máximo. E desfaz-se em sorrisos.)

11 janeiro 2007

Eu voto NÃO no referendo do aborto.

E voto sem querer humilhar as mulheres que já o fizeram-conheço mais do que uma (*). Voto sabendo que a lei já prevê situações que considero razoáveis para a prática do mesmo, e ainda assim, por muitos discutíveis.
Voto NÃO, sem me considerar retrógrada e falsa moralista.

É Deus quem dá a vida e cabe a Ele decidir quando a tira.


(*) É possível discordar de opções, sem misturar pessoas.

Tal como as Nuvens,

os instantes, pedaços não se perpetuam senão na memória. Falham-nos muitos segundos que não se guardam de forma nenhuma. Que esquecemos e tão importantes que foram. Mais tarde, numa sensação de dejá vu regressam para lhes darmos valor. Sempre as coisas pequenas, os instantes simples, os segundos demasiado rápidos.

Depois de ter encontrado uma vizinha enfrascada em calmantes no Talho e ela, no auge da sua depressão, ter exclamado um sincero "Está aí toda rechonchuda!", chego à ginástica e o professor tinha avisado a colega que "a grávida chegava sempre por volta das 10.00".

Há dias piores. Podia estar outra vez a chover.

À saída do Minipreço

coloco as compras no tapete rolante e a senhora da frente ajeita as dela e as minhas, colocando aquele separador para não as misturar.
Quando reparo, tenho a criança de dedo apontado, meia envergonhada, mas a falar alto e bom som:
-"Mamã, aquela senhora está a mexer nos meus Yocos..."

À chegada ao Minipreço

um senhor à nossa frente segura a portinhola da entrada para o nosso carrinho, com a miúda mais velha lá dentro, passar. Eu agradeço e ela pergunta:
"Mamã, dizes obrigada porquê?"

09 janeiro 2007

Gatas


("Mamã, a Sombrinha está aborrecida, está?")

Fomos ao encontro do SOS Animal em Cascais, sábado. Objectivo: encontrar uma gata pequenina (de preferência amarela, como gostava o pai) para fazer companhia à Sombra. Não resistimos a uma gata de 5 meses, ternurenta, toda preta, com ar de quem precisava de dono. Cá por casa, ainda estamos em processo de adaptação. Nos entretantos, vão estando separadas.


Imaginação

As brincadeiras dela são tão, mas tão reais, que mesmo nelas me pede autorização para fazer as coisas.
(Ontem, a fazer o nosso jantar, ela a brincar com as louças. "Mamã, posso fazer mais café?")

Marta

O peixinho cá de casa (também conhecido por pulga, clone, bebé, crominha, mana, passarinho, laranjinha, etc. ) ri-se a toda a hora, todo o instante.

Diferentes e iguais (4)

Ambas sempre mamaram bem. Mais ou menos o mesmo tempo, meias horas. A primeira engordava a custo 150g por semana, a segunda já chegou a engordar 400g.

Diferentes e iguais (3)

Com seis semanas, a Maria começou a dormir períodos nocturnos de 6 a 8 horas. A Marta dorme 6. A diferença é que a Maria adormecia ao peito profundamente e a Marta não. Adormece na cama.

Diferentes e iguais (2)

A Maria não gostava de grandes ajuntamentos, nesta idade. Para a Marta, dormir no meio do barulho é perfeitamente aceitável.

Diferentes e iguais

Tanto uma como a outra na fase inicial do sono, dormem com os olhos meios abertos. E reviram-nos. (Herança do pai)

xmx

Anda por aí um adolescente convencido que o meu número de telemóvel é o de uma adolescente por quem ele está apaixonado. O miúdo anda tão contente que ainda não tive coragem de lhe responder.

Anteontem recebo esta sms:
Oi tdo bom?bjx

Depois esta:
Ontem mandax t en de vexex ax msmax xmx! N tenx xmx gratix?bjx

E ontem esta:
FW:comexou o jogo d beijo...ken devolver e pk t ker bjar.E x krerbrarx a korrent n bjarax durant 8mses.Paxa15 pexoaxe serax bejad pela pexoa k amax na sexta

*

"Blhef, mamã, cheiras mal. Que horror!"

As vantagens de ser uma puérpera, ou a consulta pós-parto

A médica é a mesma, o gabinete é o mesmo mas já ninguém nos manda subir para cima da balança.

08 janeiro 2007

Percentil 75

Habituada a uma primeira filha percentil 25 até aos 6 meses, ainda me espanta a facilidade com que os números na balança aumentam de dia para dia.
(Consulta hoje: óptima.)

07 janeiro 2007

*

Eu, irónica, depois de ela se ter portado bem a tomar o medicamento: "Ai, minha rica filha, tu és uma queridinha!"

Ela: "Mamã, não gozes!"

No carro (2)

espirra e suspira:
"Ó, céus!"

No carro

"Papá, pára. Vai para a direita! Não é por aí! Tiago!!!"

06 janeiro 2007

Das roupas (e comp.ª) usadas


para além da indicutível utilidade, o mais giro é recordar.



Com uma bebé nos braços

é comum ouvir: "Como é que alguém consegue fazer mal a uma coisinha destas?".

(Não sei. Não entendo. Não dá para explicar. Fazer mal a uma bebé pequenina ou fazer-se mal a uma filha de dois anos e meio. De cada vez que a minha filha mais velha abre a boca, encanta-me. A idade é de descobertas, de fascínio, de aprendizagem. Não sei o que leva uma mãe a perder o controlo sobre a sua própria filha. Entristece-me imaginar a cabeça de uma criança debaixo da autoridade de um adulto desiquilibrado, descontrolado. E ninguém estar lá para a ajudar.)

E, geralmente, não respondo.

04 janeiro 2007

Do Livro do Êxodo

O deserto alongava-se até à idade
De uma geração
Nós éramos a única planta das areias
A partida contínua e adiada. Quantos
E quantos passos não estivemos descalços
Procurando nos pés gretados a nesga
Para o regresso
As crianças perguntavam o que era a nata e o leite
Perguntavam se as mães eram semelhantes aos favos
As mulheres calculavam em pensamento
A altura que teriam os filhos entre as árvores
Quando chegassem à terra distante do mel.

Daniel Faria-Dos líquidos

Vasculho Sebentas de 1999/2000






































e recordo-me que nunca nos tratámos nem por amor, nem por querido/a, mas sempre tivémos uma imaginação muito fértil.

O meu lado parolo (2)

pinta os cabelos brancos em casa.

Amigos

Eu preciso de me rodear de pessoas simples e de pessoas complicadas. As primeiras, porque me ajudam a ver as coisas boas da vida. As segundas, porque me ajudam a pensar.
Mas destas duas, reparo que do núcleo de pessoas chegadas, a maioria aceita o silêncio como resposta para muitas coisas. De facto, muitas perguntas não têm resposta e não há mal nenhum em aceitar isso.

(para uma amiga que é simples às vezes, complicada outras tantas e vê muitas coisas como eu).

O meu lado parolo


faz updates na carteira.


Esta noite


sonhei com a gata Nuvem. Foi um sonho tão bom que acordei muito triste.
(Lamento todas as vezes que passou por mim e não lhe fiz uma festa.)


Ao jantar

estende um braço na minha direcção, outro na direcção do pai e, gozona:

"Meninos, pouco barulho!"

(Risos)

"Bem, bem, papá!"

03 janeiro 2007

Do referendo que aí vem

(Para quem tem paciência e tem dúvidas).

aconselho este post.

Ginástica-aula nº 2

Depois de constatar que o meu equipamento desportivo para além de desactualizado, não é o meu tamanho actual, dizem-me que tenho a gordura bem distribuida pelo corpo.
Foi uma forma simpática de me dizer que preciso emagrecer em todo o lado.

02 janeiro 2007

O avô apropria-se de um exemplar destas.
"Avô, quem mandou comer das minhas bolachas preferidas? Acabou-se!"


Sozinha com as duas

Mudo a fralda da pequena no quarto, debaixo de um choro de fome.
Correria pela casa, chega esbaforida:
"Mamã, o que é que se passa aqui?"

A pequenina chora

e ouve-se um suspiro, num cruzar de braços:
"Martinha, o que foi desta vez?"

6 semanas


o tempo escapa-se como areia por entre os dedos.


Coloco um cd que me ofereceram no Natal

e oiço uma vozinha de rabinho a abanar:

"Esta música é gira, mamã!"

2006-2007

Iniciei o ano a conversar com amigos, sem contagens decrescentes. Estávamos todos distraídos e a final do Dança Comigo não ajudou. Nunca fiz resoluções de ano novo e este avizinhou-se igual, mas apenas com umas horas a menos de sono.

Finda hoje o puerpério, com seis semanas de Martinha. A balança, essa diz-me que este estado permanecerá mais uns tempos e que o meu roupeiro continuará a circunscrever-se a dois pares de calças e umas camisolas mais compridas. Haja esperança nas idas ao ginásio, começadas na sexta-feira (comentário do meu marido: "Mas o que é que te deu agora para te meteres nessas coisas?"- já se tinha esquecido da febre que me assaltou há dois anos e meio atrás).

A minha filha mais velha diz-me que eu sou linda, mesmo de pijama. A mais nova, essa, contempla-me com a certeza que sou a sua subsistência. Os diálogos de uma, os olhares da outra e 2007 só pode ser mais um ano feliz.

Ainda no último dia do ano

um amigo meu comenta ao olhar para a televisão:
"A Catarina Furtado desde que foi mãe está uma cavalona!"

(Ui!)