31 maio 2007

Uma procissão curva a esquina

e nós somos mandados parar, para a deixar passar. Um altar, a ser carregado, muitas pessoas com velas nas mãos.

Ela: "Olha, que bolo tão grande, e com uma senhora em cima!"

(pausa)

Ela: "Porque é que as pessoas levam as velas nas mãos? Porque é que as velas não estão em cima do bolo?"

(pausa)

Ela: "Aquele bolo era muito grande. Quem é que faz anos?"

É difícil de descrever

o ar ternurento que ela tem, nesta cena.

Mãozinhas em concha, a simular um círculo:

"Olha, maninha, vês a Lua que está hoje? Redondinha, redondinha!"

(pausa)

"Mamã, hoje não há estrelas. A Lua está sem amigos? Será que ela está triste?"

30 maio 2007

Olhar de bebé


Olha-me como mais ninguém.

Adenda ao post abaixo

Sim, vamos no quarto dia sem ginástica respiratória e a miúda aguenta-se.

Ao quarto dia sem fazer ginástica respiratória,

a fisioterapeuta exige que ainda lá passe esta semana com a Marta, só para a ver. Descubro-me rodeada de pessoas fantásticas, neste processo de dias contínuos em que me vi tantas vezes desanimada. Pessoas que, mal me conhecendo, foram o meu suporte.

Nesta parte, a fisioterapeuta foi a pessoa que mais me surpreendeu nisto tudo. Orientou-me nos pareceres (foi ela que me aconselhou a ida à alergologista), quase adivinhou diagnósticos, trouxe-me palavras de esperança. Ao fim de meses (quando digo meses, foram 20 sessões de uma vez e mais 16 de outra, entre Março e Maio) descubro que a minha ida ao meio-dia, duas horas depois da Marta ter comido, lhe tinha roubado sempre a hora do almoço. Soube-o por outros, porque ela queria lá a minha filha, bem disposta e sem interferir com a sua hora de sono e comida. Descubro também que muitas das sessões nem sequer me foram cobradas e que de todas as vezes que a médica a auscultou e deu o seu parecer, também podia ter entendido cobrar consulta e nunca o quis fazer. No fim disto tudo, a minha filha ainda recebe prendas e eu recebo telefonemas de amizade.

Amizade, mesmo.

Gostar de coisas antigas e herdadas - 12

Manta de retalhos. Da avó (Maria dos) Anjos.


Mas que justiça é esta

que atenua uma pena por abusos sexuais a menores?
Que justiça é esta? Que justiça?

E nisto, embora não concorde com mais de 90% do que sai da boca deste homem, estou com ele:

Se eu mandasse, todos os pedófilos seriam compulsivamente sujeitos a castração química — e logo ao primeiro cometimento, porque não acredito na sua regeneração. As penas seriam cumpridas integralmente até ao final e seriam perseguidos judicialmente todos os utilizadores de «sites» e outro material pedófilo.

29 maio 2007

(Passar à frente os mais sensíveis)

Como se interrompe uma gravidez de 23 semanas? Já podemos usar o verbo matar? Anestesia-se o bebé e depois retira-se-lhe a vida? Sofre muito? Como se explica a uma criança de sete anos que por causa de uma deficiência o bebé não pode viver? Como se explica a uma criança que só é desejável que venham crianças perfeitas a este mundo? Como se esquece uma gravidez de 23 semanas? Como é um pós-parto sem bebé? Como se consegue dormir depois disto tudo?

Não são só minhas estas questões, são da mãe que resolveu que no dia 1 de Junho o seu rapaz com trissomia 21, que ainda hoje se mexia energeticamente na sua barriga, vai deixar de viver. Porque o pai da criança não o quer assim, porque todos acham que é melhor desta forma e porque ela não aguenta suportar tudo sozinha.

Suportará melhor depois? - questiono-me, de coração apertado.

Há 31 anos

casavam os meus pais.

E, por causa desta fotografia e outras do mesmo dia, sempre quis ser uma noiva sem véu. E fui.


Infinito particular

Marisa Monte
Composição: Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Carlinhos Brown


Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular


28 maio 2007

Assisto de perto

a uma decisão de eventual interrupção de gravidez com quase 23 semanas. Uma semana para decidir com uma platéia maioritária a achar que escolher ter um bebé deficiente é uma loucura, uma irresponsabilidade.

Assisto, perplexa.

Inspecção do gás

Sou uma traumatizada com inspecções do gás.

27 maio 2007

Ontem nasceu o Pedro,

um dos inúmeros bebés que em 2007 enchem o nosso círculo de amigos e família. E a minha bebé, a que completou seis meses há poucos dias e que ainda aprende a comer sopa e fruta, é simplesmente gigantesca ao pé de um recém nascido. A minha bebé que ainda no outro dia era uma recém nascida.

Pequenina, pequenina.

Desde a semana passada que me faz rir com caretas de bebé aborrecido quando saio do seu horizonte visual. Chega a chorar, de olhos fechados, a esfregar a cara, chateada.

25 maio 2007

Há um ano

saía de casa depois do almoço, com umas calças caqui cheias de nódoas, toda eu sem palavras, sem jeito, sem mãos e sem braços que chegassem para estar. Numa tarde de Sol e muito calor, a contrastar com o dia de chuva de hoje.

Pelo-me por promoções e descontos




e ainda hoje me intriga o porquê de os anteriores proprietários desta casa terem colado na caixa do correio aquele autocolante amarelo que rejeita a possibilidade de receber publicidade. Selecciono-a criteriosamente mas examino produto a produto e qualquer possibilidade de comprar um coisa habitual por preço inferior ao normal. Talvez por isso, a minha alegria mensal resida nestes cupões e na possibilidade de no final conferir que usufrui de desconto e que não foi assim tão pouco.



23 maio 2007

Vasculho os 6 meses da filha mais velha


que residem em cds, de tão longe que já me parecem.


Para além de ser a minha filha mais velha,

chamo-a filhota, feiosa gordurosa, chunga, croma, crominha, xavala, Maria Vanessa, ciganinha;

mas ontem, quando foi medida na médica, passou-se também a chamar metrinho de gente. Ou só metrinho.

22 maio 2007

Même

Misturando a onda da consulta com o desafio da Rita, um dos provérbios que aprendi com a nossa pediatra no meio ano da Maria e que se aplica desde hoje com a Marta:

Rabo no chão, pão na mão.

Consulta dos 3 anos, filha grande.

A roçar um metro de altura, mantém o mesmo peso desde os 90 centímetros, a miúda crescida só se despe na médica perante a promessa que depois do jantar pintamos desenhos com os dedos e que amanhã vai de saia para a Escola.

É uma menina, embora ainda seja a minha bebé quando se encosta ao colo e chucha no dedo.

Consulta dos 6 meses, filha pequena

Peso fora do percentil, altura também a querer sair da escala e uns brônquios permanentemente atacados. Inversamente proporcionais à boa disposição, que não há nada nem ninguém que lhe tire.

É uma filha muito boa onda, já me diziam no outro dia. É verdade.

21 maio 2007

6 meses









19 maio 2007

Quando pede:

Iogurtes das florinhas da avó Tina significa que quer comer iogurtes naturais açucarados.

Faz um mês

que a texuga pequena dorme directo das 22.30 às 7.30, e faz também mais ou menos duas semanas que alargou a noite até às 8.30. Que maravilha.

18 maio 2007

Na ginástica respiratória

uma adolescente, invisual, todos os dias encosta a cara dela à da minha filha, sussurra-lhe frases quase sempre imperceptíveis e diz que para além de querida, a minha filha "é mesmo bonita".

Comovente.

Antes da ginástica,

fazer análises. Pela primeira vez, alguém acha a minha veia à primeira picadela e também pela primeira vez o pessoal da Clínica ouve a badochinha chorar. E fazer beicinho. Todos em fila para lhe pegar ao colo.

17 maio 2007

Quando está com vergonha

ou roça a má educação, gesticulando e dizendo frases como:"Tu não és meu amigo", "Não quero prenda nenhuma", "Não quero saber disso para nada" ou faz este ar, que me derrete:



(fotografia da prima Ester)

Na ginástica respiratória

(desculpem-me só falar disto, mas últimamente a minha vida é ir para a ginástica respiratória!)

não acreditam que a minha filha pequenina saiba chorar. Nunca me tinha apercebido, até o dizerem, que nunca a viram mesmo chorar.

A comprovar que a mais velha já é uma artista


Maria e os Ninivitas

No outro dia,

na Escola, fomos a uma aula aberta de música. Contra todas as expectativas de vergonha da minha filha, fomos os últimos pais a chegar, mas a miúda estava na maior com uma mãe amiga, sentada ao lado do professor; respondeu a todas as perguntas, fez coreografias, cantou e ainda verificava como é que nós nos comportávamos. Surpreende-nos, quando menos esperamos. E eu estava tão embasbacada quem nem tirei fotografias nem filmei.

"Mamã, vou contar até dez em inglês!"

"Uane, tule, mim, fóre, faive, sixe, sében!"

Acho

que no dia em que a miúda deixar de fazer ginástica respiratória, deve passar por algum síndrome de privação por volta daquela hora. Só pode, nós passamos lá hora e meia todos os dias e a pessoa (sem ser eu, pai e irmã) para quem se ri mais, esperneia mais, delira mais, é mesmo a fisoterapeuta. Basta nem a ver, ouvir apenas a voz dela.

15 maio 2007

Nem

da primeira gravidez, nem da segunda, nem dos pós-partos, nem do aborto, nem em nenhuma altura de excesso de trabalho, nem em nenhuma fase menos boa,
eu me senti alguma vez cansada como me sinto agora.

Cansada.

Foi preciso

ir finalmente à Quinta Pedagógica com a Escola, para a minha filha saber o que é andar de autocarro.

Shame on us.

feeling blue

today.


14 maio 2007

Sábado

saímos de casa, como habitualmente: repartidos. Não somos quatro a fazer um programa fora de portas há já algum tempo. Na dúvida até quase ao último instante acerca de como nos iamos dividir entre a Marta em Oeiras e a festa e toda a gente no Alvito, tivémos uns avós voluntariosos a dispor-se a tomar a nossa vez.

Fui com as pernas cansadas, braços doridos, toda eu esgotada e sem vontade de grandes ajuntamentos, com a minha filha crescida, comemorar três anos. Uns três anos que se revelam ainda tímidos, a fugir de cumprimentos, abrir prendas debaixo de muitos olhares, agradecer e dar beijinhos, uns três anos a precisar de espaço, uns três anos sequiosos de muitas explicações para muitas perguntas, uns três anos a querer ainda muita atenção.

Juntamente com o primo a fazer dois anos, soprámos velas mágicas, comemos salgados e doces e estivemos com amigos e família.

Voltámos para casa ("A festa já acabou?"), abrimos calmamente prendas no dia seguinte, saboreámos restos de bolos, de gomas, de sumos. Regressámos a casa onde uma bebé com respiração ruidosa sorria, sem se aperceber dos motivos de separação. Regressámos e desejo muito que no próximo ano vamos a quatro, todos mais crescidos e felizes mas sobretudo, saudáveis.

(Dia da mãe)


do pai.




13 maio 2007

(Dia da mãe)

Só uma mãe sacrifica uma festa de aniversário de dois netos para ficar com outra neta doente: a minha mãe.

(Dia da mãe)




Ao pé da cruz

(Dos meus hinos preferidos, filmado na minha Igreja.)

Ao pé da cruz


Quero estar ao pé da Cruz,
De onde rica fonte
Corre franca, salutar,
Do calvário monte.

Sim, na cruz, sim, na cruz,
Sempre me glorio,
E no fim vou descansar,
Salvo, além do rio.


A tremer ao pé da cruz,
Graça eterna achou-me;
Matutina estrela ali
Raios seus mandou-se.

Sempre a cruz, Jesus, meu Deus,
Queiras recordar-me;
Dela à sombra, salvador,
Queira abrigar-me.

Junto à cruz, ardendo em fé,
Sem tremor vigio,
Pois à terra santa irei,
Salvo, além do rio


11 maio 2007

Eu sei que já é Primavera

mas não posso hibernar até ao Verão?

10 maio 2007

Intimidade

O grau de intimidade com o pessoal da ginástica respiratória já é tão grande que hoje cheguei lá e tinham comprado duas túnicas para a Marta.

O meu cérebro está a funcionar tão bem

que na ginástica respiratória, em vez de me rir de uma observação da fisoterapeuta, disse: "Lol!".

(Portanto, se começar a cheirar a queimado, são os meus fusíveis que fizeram curto-circuito.)

08 maio 2007

Estou cansada, estou fartinha até à ponta dos cabelos,

destes dias feitos de ginástica respiratória, médicos, aerossóis, ventilans, atrovents, soro fisiológico.

Estou farta de as melhoras durarem sempre tão pouco tempo, independentemente se saimos com a pequenina de casa ou não, se está frio, se está calor, se está vento, se toma banho de manhã, à noite, se não toma, se come mais ou menos, se temos visitas, se não temos, se.

Estou esgotada.

Afinal,

esta manhã, toda a gente se atrasou: até o autocarro que levava os miúdos à Quinta Pedagógica. Mais uma vez adiado.

Eu: "Então o que fizeste hoje na Escola?"
Ela: "Chorei!"

(E consta que chorou bastante tempo quando soube que afinal não iam!)

É muito raro acontecer

mas hoje levei a filha mais velha à escola, mais cedo que o habitual. Havia um acidente qualquer e por isso os habituais vinte minutos levaram hora e meia. Logo hoje que iam à Quinta Pedagógica, logo hoje que eu tinha de ir ao Centro de Saúde a seguir, logo hoje. A meio do percurso, o desespero: a minha filha quer fazer cocó. Andar por caminhos e atalhos onde não há cafés não é boa ideia, mas inventam-se músicas e parvoíces para adiar a vontade. Resultou.

(Ai, mamã, que malucas! Tu e eu, que malucas!)

O site meter

envia-me mails com relatórios das visitas. Hoje alguém perdeu 40 minutos e 6 segundos a ler este blogue. Acho que nem eu tenho pachorra para me ler durante tanto tempo. 40 minutos e seis segundos?

07 maio 2007

A Madeleine desapareceu

e o primeiro pensamento que me ocorreu e que não parei de dizer foi o porquê de os pais terem ido jantar com os miúdos a dormir. Depois, pensei em todos os momentos em que, mesmo sem querer, posso ter sido negligente.

Por isso, tou com o Pitx.

.

Agora que as minhas idas ao ginásio são apenas para ginástica respiratória, cruzo-me todos os dias com duas mães a tentar recuperar a forma pré-gravidez. Com a mesma resignação com que lá andei, a correr na passadeira, a pedalar na bicicleta. Desisti de o fazer no mês passado por falta de paciência, por eventual falta de tempo num futuro próximo e porque sim: andei por lá com o interesse de perder o peso que precisava e não por prazer. Embora no final me sentisse sempre melhor. Os três quilos que ainda me sobram perdem-se um dia destes, na rotina do dia-a-dia. Ou não se perdem nunca, quem sabe. São os 30, são duas filhas, é a vida.

Ainda só come uma refeição por dia

e é sopa. Ontem, porque ficámos as duas o dia todo em casa, dei-lhe a sopa ao almoço, em vez do jantar. Hoje acordou mais cedo duas horas. Não troco mais as refeições.

Adio por uns dias

o regresso ao trabalho e acumulo este aperto com a incerteza das melhoras da Marta. A minha segunda casa é a clínica onde faz ginástica respiratória e cada dia que passa parece melhorar, para no dia seguinte piorar. Foram dois anos e meio de maternidade sem saber o que era uma bronquiolite. À segunda filha, tudo também pode ser diferente.

06 maio 2007

Eu não ligo muito a estes dias

mas para os evangélicos o dia da mãe é só no próximo domingo. Isto faz alguma confusão na cabeça de algumas pessoas, mas quem cresce evangélico em Portugal, habitua-se a algumas diferenças nos hábitos de vida. O dia da mãe acaba por ser dos menos relevantes, mas um bocado chatos para uma criança: na escola faz-se a prenda para se dar naquele domingo, na Igreja só se comemora no outro a seguir. A minha filha mais velha ainda não se apercebe de nada.


Ela:"Porque é que não vais?"
Eu:"Porque a Martinha está doente."
Ela:"Quero ficar contigo."


Mais um domingo

entregue à máquina de aerossois com ventilan, atrovent, soro e água destilada.
Isto cansa.

Numa ida às urgências

eu tenho de ressalvar logo no início da consulta que, independentemente do seu estado, a bebé redonda só sabe rir.

05 maio 2007

Depois de já lhe ter dito que sim

e cansada de a ouvir repetir que queria dormir com as cuecas da Kitty, suspirei e disse:
"Vais repetir isso quantas vezes mais?"

Ela: "Cinco vezes, pode ser?"

(Silêncio)

Ela: "Mamã, vou dormir com as cuecas da Kitty tá bem? Vou dormir com as cuecas da Kitty tá bem? Vou dormir com as cuecas da Kitty, ouviste?"

Sexta-feira à tarde,

"Papá, onde é que está a prenda que eu fiz para o dia da mãe?"




04 maio 2007

Provavelmente por causa do dia da mãe

os miúdos lá na escola fizeram cada um, um desenho da sua mãe, acompanhado de uma descrição. A minha filha não conseguiu desenhar-me sem se desenhar a ela própria ao meu lado, apesar da educadora ter insistido que era só um desenho das mães.

E realmente, um desenho meu sem ela (sem elas) não faria mesmo sentido. O meu eu é uma espécie de conta de somar de eu+ele+elas e outras tantas pessoas.

3 anos é muito tempo

e passa demasiado rápido.
Quando os meus sobrinhos que nascem este ano fizerem 3 anos, a Maria está a entrar para a Escola Primária. A aprender a ler e a escrever. A minha primeira bebé.

No dia dos 3 anos


divertiu-se. Não foi à Quinta Pedagógica com a Escola, por causa do mau tempo, mas cantou os parabéns a ela própria, soprou as velas mais do que uma vez e cheia de disposição, recebeu uma prenda do pai que lhe encheu as medidas o dia todo.

É tão fácil fazê-la feliz.



03 maio 2007

02 maio 2007

Chove muito na minha rua

e um casal de adolescentes conversam divertidos, indiferentes à ausência de chapéu, encharcados.



Da obesidade

Acho bem a preocupação actual. Nas crianças. Evitei e ainda evitamos que a Maria coma doces e "coisas" sem valor nutritivo nenhum. Comemos legumes a todas as refeições, só cozinhamos com azeite e o pão é geralmente com fibras. A fruta, essa, abunda sempre.

Com a Marta a preocupação será igual. Tenho pena que por ser gordinha não possa provar o doce das papas que os bebés tanto gostam e por isso ainda só come uma sopa por dia e fruta de dois em dois dias.

É frequente a pergunta: "A médica não acha que ela está muito gorda?", e embora ao segundo filho eu já me esteja a ralar para a maioria das observações que me transtornavam aquando da Maria, não deixo de me inquietar. Os números da obesidade assustam todos e vão até aos bebés. Mas como se faz dieta a um bebé que mamou exclusivamente até há pouco tempo? Que nunca comeu uma papa, que só come fruta fresca e sopa caseira? Recusa-se a comida quando chega a hora de comer?

A registar:

Ontem conheci um bebé da idade da Marta, maior que ela.

01 maio 2007

De bicicleta

a aprender.