31 julho 2007

A Segurança Social

anda a tardar pagar-me uma baixa médica de Maio e Junho. Já reclamei pessoalmente, já gastei muitos euros em telefonemas, já reclamei por mail e hoje, já em desespero, fui ao site deles e enviei a minha reclamação para todos os mails que lá apareciam, desde o Departamento de Informática, ao dos Recursos Humanos. Eram doze no total, todos me responderam que tinham encaminhado para quem de direito, menos o sector que realmente era suposto.

Últimos dias da minha filha na escola actual

"Vamos ficar sem a nossa Maria das couves", é o que me dizem a chorar.

Tenho de me conter sempre para não chorar também.

Primeira compra


assegurado está que o rapaz não veste fatos às florinhas na maternidade.

30 julho 2007

Tique-taque, Tique-taque




A escolha do nome.

Joaquim não é um nome da moda. Mas as modas são passageiras e isso era pouco importante, por aqui. Mais do que o significado do nome, achamos que prestigiar alguém que nos era querido, era bonito.

Neste caso, é uma pessoa que eu nem conheci mas que os meus pais conheceram: o avô materno do meu marido. Conheço-o de fotografias, do que ouvi falar. Foi uma pessoa importante na família e um homem dedicado ao Senhor, pastor evangélico. Teve seis filhos, foi um avô amoroso.

Por um acaso, pesquiso na internet e o significado do nome nem destoa da pessoa: Joaquim, o que Deus elevou.

Quando se escolhe um nome, parece-me pouco importante se é vulgar, se está muito usado, se os outros gostam. Isto são pormenores. A um nome, todos nos habituamos. Este filho poderá dizer que herda o nome de alguém especial. Há património mais bonito?

Pérolas desta gravidez- 5

(a propósito do nome que escolhemos para o rapaz, que já era hipótese desde a primeira gravidez!)

- "Mas ainda têm esse nome como opção?"

(do estilo: com tanto tempo para desistir, ainda insistem?)

Aumentar o som,


a fase final da eco.

29 julho 2007

A minha tensão de pássaro

é incompatível com este calor.
In-com-pa-tí-vel.

28 julho 2007

Quando me perguntam

se a minha filha mais nova não está demasiado gorda (mesmo sabendo que só bebe leite, come sopa caseira e fruta natural) eu respondo que não, que o peso e altura têm de ser proporcionais à simpatia.

Ainda não conheci bebé mais simpático que este.

Um ano depois,

a minha filha mais velha continua a ir a ecografias, mas a noção que tem é totalmente diferente. O médico simulou um adeus do irmão, mostrou-lhe pormenores e conversou com ela.

"Gostei muito de ir ver o Joaquim ao médico, mamã."

27 julho 2007

Joaquim


A terceira gravidez confere-me descontracção em muita coisa, mas no que toca a ecografias, creio que ansiedade só aumenta com a experiência. A probabilidade de sabermos muita coisa mal, é elevada. Talvez eu seja uma traumatizada porque tenha uma vez encarado este cenário, com uma barriga de 9 semanas e um corpo que não denunciava o pior. Ou de outra, que sem me saber grávida, soube que afinal já o tinha estado e deixado de estar.

Este filho surgiu sem o convidarmos e por ter sido descoberto tão tarde, implicado tantas mudanças, receei que o facto de não sabermos da sua existência o tivesse prejudicado.

Há duas noites, e ao contrário do que eu imaginava, sonhei que era um rapaz e que as minhas gavetas estavam apenas recheadas de collants às flores, camisolas com pintas e que era urgente comprar roupas decentes e quentinhas (Dezembro é frio, especialmente para um recém-nascido e eu não quero que se constipe cedo como a Marta). Há duas noites sonhei que tinha de passar a pensar em filhos e não filhas.

Esperámos uma hora na sala e quando o ecrã mostrou a primeira imagem, percebi que era um rapaz. Ri-me para dentro e esperei as medições, que a cada que passava (vivam os percentis 50, os corações a bater, os rins tamanho normal, os dedos dos pés e das mãos) ficava cada vez mais aliviada por saber tudo, mas tudo bem.

No fim, o contentamento e a tentativa de descobrir quem de nós lhe passou uma cova no queixo, denunciada pelo médico. Não sabemos, só sabemos que está tudo bem. Chega.

No dia dos avós

(ontem, às 20h40m)
nasceu a sobrinha Rebeca!

26 julho 2007

Desculpem-me lá os fanáticos por suor

mas o Verão, este ano pode não chegar. Ficamo-nos só pela Primavera, pode ser?
Já chegou o ano passado, de Abril a Novembro, sempre com calor.

Filhinha


(tirada pela Ana)

Enquanto

eu tento reclamar e resolver aquilo que a Segurança Social tem muito baralhado em papéis e computadores, no meio de uma confusão de gente e funcionárias cansadas daquele filme, a minha filha mais nova ri-se sem critério nenhum para qualquer pessoa. Mesmo aquelas com quem eu estou a tentar conversar e nem me querem ouvir.

25 julho 2007

Em 2 anos.

Maria, 14 meses, Julho 2005.
Marta, 8 meses, Julho 2007.

24 julho 2007

nós



Tracinho do sete.



Economização do espaço: dormir sobre a largura da cama.
Chama-se querer ser o tracinho do 7.

23 julho 2007

Governo anuncia novas medidas de apoio à natalidade

Ver a notícia aqui.

A ser, que se despachem. Já quando foi da gravidez da Maria, o mundo inteiro falava na licença dos 5 meses mas eu só usufruí de 4. Venham os incentivos, e rápido.

Não deve ser permitido ter mais do que três filhos, ou serem todos do mesmo sexo.

"Era bom que fosse um rapaz, assim ficavam já despachadinhos!"

Enrola, enrola.


Este cabelo nunca foi cortado.

Sem filhas, uma noite.

Entrar em casa, pousar a mala, ir à casa-de-banho sem ter de fazer barulho, para além de estranho, até sabe bem.
Por uma noite.

21 julho 2007

8 meses


com ela, sempre. Não os trocava por nada.

19 julho 2007

Especialmente nestas coisas da maternidade,

e apesar de já ter alguma experiência, vou tentando manter-me informada. Recebo mails do grupo das Doulas, consulto sites que me parecem úteis e vou fazendo os meus filtros, que com o passar dos anos, vou sendo cada vez menos fundamentalista (se é que alguma vez fui).

Uma das coisas que acho curioso é realmente as diferenças de opiniões e talvez por isso respeite cada vez mais quem não tem uma opinião como a minha. Os gostos são realmente todos diferentes e não há mal nenhum nisso.

Admiro quem escolha um parto domiciliar mas os motivos que levam estas pessoas a defendê-lo, são precisamente os que me levam a escolher um Hospital. Eu nunca me sentiria segura em minha casa, mesmo que muito bem acompanhada. Eu nunca estaria confortável debaixo da iminência de algo correr mal e não ter um pediatra, um aparelho necesssário, uma estrutura montada. Por último, e apesar de já ter passado por dois partos, preciso de ajuda para saber o que fazer e quando.

O nosso corpo tem o seu instinto é certo, mas nem sempre reagimos à altura nestes momentos. Gosto de ter alguém a dizer-me como agir, sempre com a liberdade de poder escolher o tipo de parto (a minha médica permitiu-me decidir ter um parto sem induções à segunda, que na primeira eu perdia líquido e urgia que a miúda nascesse) e a posição em que queria estar no nascimento.

Por último, acho que tudo na vida é uma questão de bom senso e alguma ponderação. Não sou das que acha que os médicos sejam a máxima autoridade e que nós devamos ir às consultas e acenar com a cabeça, mas também não acho que eles estão ali para ter pouco trabalho e por isso, nos complicar a vida, como se ouve por aí. Acima de tudo, há que confiar que um profissional de saúde está ali para nos ajudar e decidir, em caso de necessidade, pelo nosso bem. Felizmente, eu tenho-me sentido muito bem acompanhada nesta área, quer ao nível do nascimento, quer ao nível da saúde das minhas filhas.

Na rua

a convencer-me para entrar numa loja:

"Vamos entrar ali, mamã. É tudo mais barato!"

"Esta praia não tem algas, pois não?"



Coisas que gosto na praia

a nuvem que passa e que, temporariamente, encobre o calor e luz do Sol.

Indescritível

A súbita alegria da minha filha ao presenciar que uma miúda muito mais velha que ela também tinha medo das algas, na praia.

No jardim:

Ela:
"Aquele miúdo quer saber o meu nome mas não me apetece conversar com ele!"

18 julho 2007

Herança minha

esta mania da minha filha crescida: independentemente das temperaturas que estejam, temos de dormir tapadas.

Acontece de vez em quando

o pai não dormir em casa. Nesses dias, a mais velha dorme na minha cama, para grande excitação dela. De manhã, quase sempre acorda mais cedo do que o habitual, dá-me beijos na cara e: "Acho que já dormimos muito, vamos brincar?"

17 julho 2007

Das pessoas que escolhem caminhos difíceis

mas confiantes que foi Deus que as levou.
Aqui.

Gosto de patchwork, muito.


Daqui.



Daqui.


Daqui.


Daqui.


Como ando sempre com a Marta,

porque estou com ela a tempo inteiro em casa, a minha barriga ainda é sinónimo de ausência de recuperação do parto e nunca de gravidez.

De vez em quando

o meu marido droga-se:

"Devias usar umas calças de ganga Slim Fit, é o que está agora na moda."

(Ui, ui, Slim Fit  parece ter tudo a ver com as minhas perninhas.)

15 julho 2007

18 semanas já cá cantam


a única diferença do ano passado são duas semanas de gravidez.

Há um ano, sentia-me grávida há uma eternidade, este nem por isso. Há um ano já sabiamos que era uma Marta que aí vinha, este ano ainda não.

Há um ano tinha dúvidas de como se distribuia amor de igual forma por mais do que uma criança, este ano sei que nos adaptamos, escolhemos momentos, desdobramo-nos.

Há um ano achava que a diferença ideal de dois filhos era de dois anos e meio, este ano já não sei nada.

Há um ano achava que ia recuperar muito melhor à segunda gravidez, este ano deixei-me de tretas e vivo um dia de cada vez.

Há um ano queria muito conseguir ser sempre uma boa mãe, acompanhada do pai dos meus filhos, nesta família.

Este ano quero o mesmo.

Coisas que nunca me hei-de habituar

que pessoas com quem não tenho o mínimo de intimidade me esfreguem consecutivamente a barriga.

Ao domingo cantamos juntos

Sem Deus nada somos neste Mundo
Sem Deus nada podemos fazer
Nem as folhas das árvores se movem
Se não fôr pelo Seu poder.



14 julho 2007

Ao fim de uma semana,

de praia com a Escola, deu para perceber que a minha filha não foi feita para acordar às sete da manhã. Quero a minha filha bem disposta de volta, a tomar o pequeno-almoço e cantar.

13 julho 2007

No gabinete da sala de cuidados

a pesar-me (eu detesto estes rituais de gravidez) avisei que tinha de me despachar porque a miúda mais nova tinha de ir levar as vacinas.

De relance, a enfermeira olha para a Marta a dormir e pergunta se são as vacinas dos 12 ou dos 15 meses.

-"Não, são as dos 7 meses. Ela é matulona para o tempo que tem."

Resposta:

"Mas espere lá, você tá grávida de quantas semanas?"

Somos atípicos, eu sei, e gostamos.

Nas férias, no início da semana, as únicas velhotas portuguesas que estavam na piscina à mesma hora que nós, quase que se benziam com frases minhas como:

"Vamos embora, badocha.", "Irritas-me profundamente" (acompanhado de cócegas) e "Martosa gordurosa, Maria Vanessa tá na hora de ir comer."

No fim da semana, já se riam em nervoso miudinho e nos diziam adeus.

Contas de somar

Fui mãe em 2004, tia pela primeira vez e a triplicar em 2005, novamente mãe em 2006, tia a duplicar em 2007 juntamente com a renovação da experiência da maternidade e 2008 inicia-se com mais outro sobrinho.
Cheira-me que isto não vai acabar tão depressa.

12 julho 2007

A filha mais velha

depois de receber um livro como prenda, o observar de uma ponta à outra, diz-me:

"Sabes o que eu acho, mamã? O papá vai gostar muito de me contar esta história!"

O mais engraçado na minha médica

é que, acompanhando a minha gravidez, de uma cunhada e de uma amiga, dá instruções completamente diferentes a cada uma.
Não é engraçado, até é bom. Afinal, somos todas diferentes.

As minhas filhas vão para uma Escola nova,

em Setembro.

Depois de muitos papéis entregues, notas de liquidação de IRS, conversas e perguntas com as mais variadas Instituições, entrevistas, depois de perdidas as esperanças ao saber que em oito sítios diferentes, não tinham ficado em nenhum, conseguimos vaga na organização que preferiamos e cuja mensalidade é calculada com base no nosso rendimento mensal. Uma mensalidade justa, portanto, como toda a gente devia ter direito.

Reside em mim o aperto do adeus à Escola que acolheu a Maria este ano (e que o fez tão bem), mas prevalece o alívio da carteira e as boas referências que tenho desta Escola (com estrutura evangélica).

Pérolas desta gravidez- 5

(a propósito de não me importar rigorosamente nada se vier uma terceira menina)

"Mas a gente quer sempre diferente..."

Pérolas desta gravidez- 4

"Vocês andam mesmo à procura de um rapaz, não é?"

(Sim, que ter duas meninas é de um desgosto brutal!)

11 julho 2007

No Pingo Doce,

uma miúda com mais ou menos três anos passeia-se no carrinho, com o pai.

Ela: "Pai, pai, compra-me manhãzitos!"
Pai: "Nem sei o que isso é!"
Ela: "Mas a mãe compra-me. Quero manhãzitos!"
Pai: "Tens de pedir depois à mãe que eu não sei onde isso está!"
Ela: " Ó pai, os manhãzitos: o meu pequeno-almoço mais divertido!"

10 julho 2007

Gosto

de acompanhar histórias de famílias com muitos filhos.
Como esta.

Grandes dramas da minha filha mais velha

Se constata, ao deitar-se, que ainda não coloquei à vista a roupa do dia seguinte.

Pérolas desta gravidez- 4

(uma senhora a roçar a meia idade)

-"Nunca ouviu falar da pírula?"

09 julho 2007

17 semanas e 3 dias






Pérolas desta gravidez- 3

(a saber da gravidez)

"Então como é que fizeste isso?"

Pérolas desta gravidez- 2

"Olha, deixa lá, antes isso que uma doença!"

(Comparar uma gravidez a uma doença é sempre lindo.)

Pérolas desta gravidez

às 12 semanas, a ecografista que não me conhecia de lado nenhum e me fez o exame a pedido da minha médica, perguntou:

"Quer levar isto para a frente?"

(Repito, às 12 semanas.)

Uma terceira gravidez

é sempre motivo de espanto para toda a gente. Não está na moda ter filhos.
Uma terceira gravidez, especialmente com tão pouco tempo de diferença, dá para observar muitas reacções.

À terceira, apetece-me rir. E por isso hoje se inicia a rúbrica: "Pérolas desta gravidez."

08 julho 2007

Ao domingo cantamos juntos

Olho em tudo e sempre vejo a Ti
Estás no Ceu, na Terra onde eu fôr
Em tudo o que me acontece eu sinto o Teu amor
Não posso mais deixar de crer em Ti Senhor!
É impossível eu não crer em Ti,
É impossivel não Te encontrar
É impossivel não fazer de Ti meu ideal.



06 julho 2007

Pelo segundo dia seguido em casa com as duas


apercebo-me que a criança mais velha está cada vez mais independente. Se nas férias, passámos o tempo espantados com a quantidade de respostas, associações de idéias e reacções, em casa entretém-se com brincadeiras por horas. Trata dos bebés, faz piqueniques e, quando me avisa que vai à rua mas "volto já, não te preocupes", é para ir ao Pingo Doce comprar azeite e cogumelos ou então à Farmácia.

Isto explica muita coisa.


17 semanas.

De-za-ssete semanas?12,5 cm e 100 gramas?
À terceira gravidez, ainda me surpreeendo com o milagre da vida.


05 julho 2007

F de férias



ou de felicidade.

Férias

- Peixe grelhado todos os dias, na varanda;
- Andarmos cerca de dois quilómetros todos os dias (Maria incluída);
- Sesta todos os dias;
- Andar de biquini o dia todo;
- Passear de barco para matar saudades;
- O cheiro da Ria Formosa, a brisa;
- O som dos aspersores a regar a relva pela manhã;
- As buganvílias;
- Camaleões junto à vedação;
- Nós.

Há uma semana

(precisamente no dia em que fomos de férias)

passei a manhã na empresa a assinar os papéis de demissão e a minha filha mais nova fez o exame que permitiu ver que não tem refluxo urinário como a irmã.

Fui de férias leve, levezinha.