29 setembro 2007

A Maria, com a idade que a Marta tem agora.





No carro, em casa,

não se cala com perguntas. "Mas porquê?"; "Continua..."; "Conta mais".

Maria: "Onde estão a Margarida e a Toty?"
Eu: "Estão nas casas delas."
Maria: "Fala como deve ser. A Margarida está na casa dela. A Toty está na casa dela. Está cada uma na sua casa."

(Ah!Bom!)

3 anos e (quase) meio

(a ver uma fotografia da prima Joana com um balão da Dora, a exploradora)

Maria: "Olha, um balão da Dora! É giro, não é?"

Eu: "É."

Maria: "Então podes ir agora comprar um!"

Aos dois anos não notei nada.

Digam-me que se enganaram e afinal são os "terrible three".

28 setembro 2007

No sofá, sem vontade de ir dormir,

encostada a chuchar no dedo (já agora, o dedo corta-se em que idade?):

"Vamos ficar aqui, és tão fofinha!"

Está tão crescida




tiradas pela Selma. Obrigada!


Às vezes

são as intempéries que nos ajudam a ganhar coragem para tomar a decisão que tanto queriamos, mas que nos parecia impossivel. Os momentos complicados, em que tudo está turvo, são muitas das vezes os que nos obrigam a maior precisão e rapidez na mudança.

No meu caso, foi uma terceira gravidez inesperada.

(para a minha amiga S.)

às 29 semanas

da Maria - Março 2004
da Marta - Setembro 2006

do Joaquim - Setembro 2007


Adorei

o amuo do Santana Lopes.

27 setembro 2007

Uma minorca de totós

entra pela cozinha com passos demorados, mão na cintura e outra no queixo:

- "Apetecia-me qualquer coisa."

Eram 16.00 quando cheguei ao recreio

e ainda não a avistava mas ouvi um grito que reconheci como dela. Parei quando a vi. O C. tinha-lhe tirado o chapéu e "fintava-a" no gozo. Ela gritava que o chapéu era dela, enquanto ele com o respectivo na cabeça, fazia macacadas.

Entretanto, os miúdos que estavam na estrutura de madeira, junto às costas dele, começaram a gozá-lo por outro motivo qualquer, até que ele se virou para se defender.

A minha filha apanhou-o distraído, tirou-lhe o chapéu, colocou na sua cabeça e desatou a fugir e a gozar ao mesmo tempo com ele, de língua de fora.

A minha filha aos poucos faz-se, sem a ajuda de ninguém.

(Há muito pouco tempo teria ficado a um canto à espera que lhe devolvessem o chapéu, muito infeliz.)

"O papá é muito tonto, mamã?"

a rir-se.

É a única reacção possível perante o repentino número de abdominais que o meu marido faz todos os dias de manhã no tapete da sala, antes do duche.

(ainda mais vontade de rir dá ao ver a foto dele de hoje no blogue.)

26 setembro 2007

Logo de manhã, depois de ver o que tenho vestido:

"Uau, mamã, estás tão gira!"

Tenho de contar

que a partir do instante em que mencionei aqui no blogue que o enxoval do Joaquim era praticamente inexistente ao sexto mês de gravidez, que surgiram mails a oferecer ou emprestar roupa de bebés de Inverno. Sei o gosto que me dá ver roupas que eram da Maria em outras crianças e sei o quanto podem ser úteis.

Tenho experimentado o privilégio de poder emprestar e poder receber emprestado também. Este círculo não é mais do que reflexos de amizade. Que sabem bem e ajudam tanto. Não tenho palavras para agradecer. Quero saber ser generosa, em dobro do que têm sido comigo. E estar atenta às necessidades dos outros, sempre.

Sopas cá de casa

com entulho.


24 setembro 2007

As saudades eram tantas

que voltei a colocá-la no sling. Ainda fomos comprar pão, mas a tarefa é quase impossivel. Não tanto porque a bebé está gigantesca (ando com ela ao colo todos os dias), mas porque o tamanho de sling foi comprado quando a minha barriga já estava a querer ser do seu tamanho normal.

Cravei a minha mãe para umas aulas de costura e quem sabe, eu não me entendo bem com a velha Singer que ela por lá tem e eu crio um sling do tamanho desta gravidez.

Vencer os medos

Tinhamos ensaiado no domingo passado e cá em casa, mas ontem a caminho da Igreja, choramingava que não queria "ir lá para a frente, tenho vergonha das pessoas". Sem muitas pressões, quando chegou voltou a ensaiar com os outros meninos, na hora de participar fê-lo com todas as sílabas e saiu de lá contente. "Eu gostei de ir cantar."

23 setembro 2007

Ao jantar:

Maria: "Mamã, sabes, eu gosto muito das tuas comidas!"

(Marta ) É frequente,

faz isto quando a vou buscar à Escola e fez hoje, depois de um dia separadas. Chego, ela brinca pacíficamente, mas quando me vê desata num pranto, num queixume irresistível.

Com a Marta doente,

para além do óbvio desgaste para ela e para todos cá em casa, o que mais me custa são os planos que temos de alterar, ou a família que sai repartida. Entre os que vão, e os que ficam em casa com ela. Custam-me os momentos especiais em que não estamos todos juntos.

21 setembro 2007

10 meses de Martinha

e voltámos ao estado "panela de pressão". Em menos de nada, uma simples constipação pode converter-se em dificuldades respiratórias. Uma noite sem dormir nada, mais um dia completo nas urgências com um bebé atacado e uma filha mais velha a encontrar em cada esquina um manancial de asneiras para fazer, dedicamo-nos a aeróssois e companhia.

O Inverno ainda nem começou.

28 semanas

O meu filho deixou de estar sentado para se atravessar.

Na consulta não tinha nada para dizer à médica, e dado que fui acompanhada pelas minhas filhas (uma pequenina muito queixosa e outra com perguntas sobre todo o material constante no gabinete), a resposta que obtive foi:

"Ó rapariga, mas tu nem tens tempo para pensar que podes ter alguma coisa, pois não?"

(Pois, acho que não.)

20 setembro 2007

19 setembro 2007

Tenho saudades

de quando a slingava.





Ela gostava tanto.





Com a mão na testa,

a abanar a cabeça com ar crescido:

"Ai, mamã, eu às vezes faço umas fitas..."

18 setembro 2007

Não ando de Carris,

nem de metro, como andava a minha mãe com a prole toda atrás. Mas começo a ouvir as mesmas perguntas que ela ouvia:

"Tão nova! São todos seus?"

Hoje,

a caminho da Escola, disse à Maria que o primo já tinha nascido. Depois das perguntas do Hospital onde estava a tia com o bebé, que o outro primo (irmão mais velho) tinha ficado em casa com a avó, não queria ficar na Escola. Perguntava-me se o Joaquim também ia nascer e mesmo explicando que ainda faltava muito, não ficou convencida.

Deixei-a a chorar no recreio.
Ninguém disse que ser a irmã mais velha é fácil, pois não?

O dia amanheceu colorido

Eram 3h08m, nascia o quinto sobrinho, o David.
A família está feliz!

17 setembro 2007

Estranhou ela

e estranhei eu. A pequenina, também a usar bata da Escola.



Da Escola






pela Maria




Tentativas




Dois dentes em baixo,

muito saídos mas que só se vêem quando coloca o queixo para fora, mimada.

De manhã,

a Maria vê os desenhos animados em pé, numa tentativa de evitar que a irmã ultrapasse a barreira, ligue o DVD e estrague o programa que ela anteriormente via, nas calmas, com a bolinha pequenina sossegada ao lado.

Afinal há coincidências

a Catarina Furtado também vai ter um Joaquim.

14 setembro 2007

Fins de tarde no jardim






Há quatro anos

a Maria era o nosso feijãozinho.


13 setembro 2007

Sozinhas em casa

e depois do jantar, arrumo a cozinha enquanto vou espreitando para a sala. Deixo a Maria a brincar, a Marta no tapete.

Uns tachos depois, reina o silêncio. Volto a espreitar. A Maria dorme, a Marta já percorreu meia sala e descobre o insondável mistério das gavetas empenadas da cómoda velha.

Como é que ela as consegue abrir?


Das minhas preferidas

maçã bravo de esmolfe.


A nova medida

de abono pré-natal e abono em duplicado(*) para agregados com dois ou mais filhos já entrou em vigor no início do mês.

Reúno os papeis exigidos, dirijo-me à Segurança Social, espero 1 hora em pé e no fim sou informada que apesar da informação constar no respectivo site, às secções e funcionários ainda não chegou.

"Talvez no próximo mês a gente já saiba como isso vai ser." - foi a resposta.

(*) - ou em triplicado a partir do nascimento ou integração, no respectivo agregado familiar, de uma 3.ª criança e seguintes.

12 setembro 2007

Entre deixá-las na Escola

e apanhá-las, o tempo voa.

Têm lá ficado das 10.00 às 15.30. Por enquanto não há necessidade de mais e começo a apreciar os dias assim. O Joaquim deixa-me fazer tudo quanto preciso em casa, tratar de assuntos fora dela, pesquisar (e sonhar) sobre o meu futuro quando ele se juntar às irmãs na Escola, para o ano.

Aproveitamos enquanto o tempo nos permite ir ao jardim e permito-me sentar no chão ao final da tarde, com elas, sem muitas pressas.

Todos os dias faço ainda mais contas que o habitual, que estas escolhas pesam essencialmente na carteira. Mas não há nada que pague o tempo a passar e eu poder demorar-me um pouco a vê-las crescer.

A consciência disto tudo ser passageiro alerta-me para saber apreciar o momento.

De manhã

ainda se lembra que teve medo da trovoada, repete que já não vai mais chover e diz que gostou muito que uns nossos amigos tivessem cá jantado,

"Eu gostei muito, mamã".

A necessidade que tem de afirmar, depois de as coisas terem acontecido, que gostou do momento, é comovente.

Este ar




Hoje,

pela primeira vez, a Maria teve de dormir connosco porque nada acalmava o pânico com que ficava com os relâmpagos e trovões.
Eram quatro da manhã quando me virei na cama e ela me agarrava, ainda, a mão.

11 setembro 2007

As brincadeiras da Maria

ainda incluem colegas da outra Escola. Mistura elementos novos desta, mantém alguns da outra.Estava a pensar que sempre tive uma ideia muito feliz do infantário, porque a minha experiência foi realmente boa.

Uma semana depois, acho que o sucesso desta adaptação também se deve a um ano lectivo passado muito bem sucedido. Ir à Escola foi sempre bom.

Ainda bem.

A pequenina pertence à sala dos sapinhos

e todas me dizem que não há bebé mais pacato que este, sempre de bem com a vida.
:)

Agradeço muito a Deus

esta adaptação pacífica que as miúdas têm feito à nova Escola. Aos poucos, fui descobrindo que a estrutura evangélica nota-se mais nas pessoas do que eu imaginava. O ambiente é agradável, a minha filha diz que ora "ao Pai do Céu" juntamente com a auxiliar e a sensação que eu tenho, pela familiaridade com que me cumprimentam e sou sempre recebida, é a de que as estou a deixar na Escola Dominical. Em família.
Não há consolo maior que este, senti-las felizes e bem entregues.

10 setembro 2007

5º dia de Escola

Maria

Chego na hora do lanche. Sentada no refeitório, com uma das mãos apoia a cabeça, com a outra enfia bocados de pão que tardam em ser mastigados na boca. Bebe o resto do leite, ensonada. Um miúdo entorna o leite dele sem querer, desata a chorar e ela comove-se com o momento e quase chora também. Apreciei tudo sem ela me ver mas no instante em que os nossos olhos se cruzam, pergunta à educadora se se pode levantar e vem a correr, feliz. "Hoje brinquei muito com a Clara."
Parece que finalmente se desprendeu dos adultos e começa a querer fazer amizades. Veio feliz para casa, a contar-me que os pinguins vivem num sítio muito frio e que lá também há focas.

Marta

Arrastava-se pela sala, a deslizar com as calças. Não é bem gatinhar, move-se como pode pelo piso escorregadio. Fez um riso soluçado quando me viu, muito engraçado. Come bem, dorme bem e consta que começa a dançar quando a música toca.

Eu já devia estar vacinada

mas nem com uma barriga mais que visível, uma filha pequenina no carrinho e uma tagarela de três anos ao meu lado, me dão prioridade na longa fila do supermercado.

Eu não devia dizer isto

(mas já ontem aconteceu, com horários para cumprir na Igreja)

São 9.00 e as minhas filhas não acordam para ir para a Escola. Já tomei banho, estou vestida e elas não acordam.

09 setembro 2007

wishlist
































Primeira ida ao cinema



e depois dos anúncios as luzes apagam-se e só se ouve o grito desesperado da minha filha:

"As luzes apagadas não!"



11 dias


é o tempo que falta (ou não) para nascer o meu quinto sobrinho!


Lenços dos namorados


Tenho um serviço de chá e uma toalha inspirada neste tema, mas o que eu gostava de ter mesmo era um lenço dos namorados, dos verdadeiros.


07 setembro 2007

26 semanas

É uma vergonha, eu sei, mas a esta altura do campeonato ainda só tenho dois fatos para o Joaquim. Andei a vasculhar caixas e caxinhas e embora ele não se vá livrar de usar collants femininos por baixo da roupa, tenho de começar a pensar no enxoval. Ando a contar com a visita de umas amigas que me passarão roupas usadas (o que eu gosto de receber coisas com o cheiro das casas das outras pessoas) e depois deste período de adaptação da Escola das miúdas, dedicar-me-ei a fraldas personalizadas e afins.
Vai nascer um rapaz, mas a piroseira reinará. Tem de ser.


06 setembro 2007

Percorrer a Serra da Arada

sempre debaixo do perigo eminente de cairmos no abismo, não tem grande graça. Durante as nossas passeatas tentava imaginar o que seria andar por ali com neve, já que com nevoeiro experimentámos várias vezes e não foi bonito de sentir.

Num dos percursos de regresso a casa apercebemo-nos que não vamos bem porque nos dirigimos para uma subida com barreiras protectoras (ver imagem), coisa inédita e que só tinhamos encontrado numa outra curva mais abaixo.

Fazemos inversão de marcha e a explicação era clara: aquele caminho ia dar ao Portal do Inferno. Não quisémos ir lá.

A Marta na Escola

fica no colo de quem a tem recebido, vai para o tapete brincar e eu digo-lhe adeus, tranquilamente. Quando chego, fica meia estranha quando me vê, porque é quase sempre acordada. Depois vem no carro e ri-se quando assobio, ao mesmo tempo que palra e faz umas queixinhas ternurentas.

Ontem, em conversa com a minha amiga Lia, ela explicava-me que os bebés guardam o choro para os pais, facto que eu desconhecia mas que acaba por fazer todo o sentido. Dizem que ela fica muito bem por lá, atenta a tudo e séria. Os sorrisos distribui-os por toda a gente, mas quando está ao meu colo.

Terceiro (meio) dia de Escola

e mesmo numa multidão de miúdos ranhosos e chorões, a minha filha mais velha fica no recreio com um "Adeus, até logo, guarda a Minnie que eu vou andar de escorrega" e quando chego à hora do costume brinda-me com um "Então, já chegaste, mamã? Eu agora ia dormir a sesta na minha sala...".

Ainda nem acredito que isto está a correr tão bem.

A desfazerem-se em algodão

tirada em Manhouce.


05 setembro 2007

Segundo (meio) dia de Escola

Maria

Levantou-se pacificamente sabendo que ia para "a Escola dos pinguins" (a sala dela tem este nome e por isso ela acha que a Escola também tem de ter) e perguntou-me se lá ficava um pedaço no recreio. Saiu do carro confiante e chegou para brincar. Ao fim de cinco minutos despediu-se sem grandes demoras, sentada no "sobe e desce". Quando lá cheguei, ainda acabava a sobremesa no refeitório, foi lavar as mãos e dar beijinhos à auxiliar. Veio para casa a contar-me a história da manhã e deitou-se para dormir a sesta.

Marta

Chegou e distribuiu sorrisos por todas as pessoas por quem passou ( o que a faz ser já um pouco conhecida pelos corredores), segundo as auxiliares arrastou-se muitas vezes a querer gatinhar pela sala, comeu a sopa e fruta do almoço e quando lá cheguei dormia tranquilamente, a suar da cabeça.

Até agora está a ser simples e pouco doloroso.

04 setembro 2007

Consulta dos 9 meses

tem mais 1500g e 3 centímetros que a irmã com esta idade (e por isso rebenta com as escalas dos percentis em ambas) mas no que toca a perímetros cefálicos, está dentro do normal, com menos 2 centímetros que a Maria.

Esqueci-me de mencionar

que a minha bolinha pequenina, também conhecida por Marta, quando me viu pela parede forrada a espelho, ao chegar, fez-me queixinhas e começou a chorar.
Deliciosa.

A Escola nova das minhas filhas.

Fomos hoje dá-la a conhecer. Receei sempre pela Maria, no auge da timidez dos seus três anos (e ainda no rescaldo de quatro intensas semanas de férias) e pouco pela Marta, que embora denuncie que há colos que aprecia menos, é um bebé muito fácil de cuidar.

Era para ser uma visita, mas ao assistir à facilidade com que a pequenina ficou a brincar no meio de outros seres gatinhantes e ao perceber o interesse que a Maria revelava com a história de introdução na sala, resolvi sair e voltar mais tarde.

Chorou quando a história acabou e foi hora de revisitar o recreio, ainda tão gigantesco e com tantas crianças cheias de à vontade naquele espaço. Mas quando cheguei, seguia as instruções da educadora juntamente com os outros meninos e a Marta brincava novamente, depois de ter almoçado sopa e fruta.

Depois disto, seguimos tranquilamente para a consulta dos 9 meses da Marta.

A vantagem de fazer agro-turismo

ou turismo de montanha, também se usa, é que a probabilidade de encontrarmos no meio dos hippies e casais de meia idade com auto-caravanas bem apetrechadas, um casal com dois filhos pequenos e uma mãe grávida é elevada. Mesmo na casa ao lado da nossa, foi assim.

Viva a criançada.



Fazer férias

e escolher ter companhia numa ou noutra semana, não é uma decisão fácil.

Uma coisa é estar num sítio só nós e pontualmente receber visitas ou ir até casa de alguém (acontece todos os anos e desta exclusividade não abdicamos), outra é decidir ter gente permanentemente por perto, a repartir o espaço connosco, a aturar as fitas das crianças, a cozinhar, a ir passear, a estar.

Temos sido felizes, neste capítulo.