29 outubro 2007

(Maria) Ainda das histórias bíblicas.

Na Arca de Noé entra um casal de animais de cada espécie, mas ursos e leões está fora de hipótese. A minha filha tem medo.

(Marta ) No espaço de dois dias,

os dentes de cima a romper e completamente de fora.
Vamos com quatro. Para os tradicionais "Quantos dentes tem? Já anda agarrada às coisas? Já diz mamã?" e outras perguntas que tais que parecem indiciar que a precocidade nestas coisas os faz mais felizes ou inteligentes, um desejo:

Cresce devagarinho, gordinha. Cá em casa temos pouca pressa.

Na sexta-feira


foi o dia de começar a organizar e perceber, afinal, que roupas temos para Dezembro.
Separar por tamanhos e descobrir quantas peças pequeninas cabem num tambor de máquina de 6 kg. Abandonámos as florinhas e as pintinhas. Vamos ver quanto tempo resiste o rapaz a usar os collants das irmãs.



26 outubro 2007

Há uns dias,

tinha escrito isto para mim, a propósito do internamento do meu sobrinho com três semanas. Entretanto ele ficou bom, mas ficou internada a minha outra sobrinha e por isso me apetece publicar isto:

"Recuo no tempo, na noite em que a minha bebé de 14 dias tinha dificuldade em respirar e naqueles quatro longos dias presa entre paredes, dividida entre a angústia de a saber mal e a ausência da minha outra filha, em casa.

Já fiquei naqueles quartos, com muitos choros de crianças, por três vezes. Não tenho saudades, não quero regressar lá mais. A única coisa que posso assegurar é que não dói menos na repetição, mas a nossa resistência é outra.

Como falar daqueles casos em que na gravidez queremos escolher ter ou não um filho pelo facto de o querermos privar de sofrimento, quando ter um filho é ter sempre essa possibilidade de sofrimento?

Nunca mais a nossa vida é igual, nunca mais o nosso sono é o mesmo."

24 outubro 2007

As coisas valem o que valem

e para mim uma oração vale muito.

Saber na reunião de pais que a primeira coisa que fazem quando chegam à sala pela manhã, é falar com Deus,

vale tudo, mas tudo.


O melhor bolo de chocolate do Mundo,

aquele que é feito em Campo de Ourique e que não há igual (eu asseguro que não há, de facto).

Preciso de uma fatia disso, urgente.

23 outubro 2007

Ando há que tempos para falar neles.

Quando me vierem chatear que seremos uma família numerosa, eu mostro-lhes o que é uma família numerosa.

É mesmo ela.



Na Escola

a casa-de-banho das meninas fica mesmo em frente à sala da Marta. Consta que sempre que a Maria lá vai, a Marta se pendura na cancela aos guinchos de satisfação.

Enigmas da Segurança Social

Apesar de eu já descontar desde 1999 e o meu NIB (nº conta do banco) ser o mesmo desde 2001 e receber por essa via as baixas e o abono de família, o primeiro pagamento do subsídio de desemprego chegou hoje, mas por cheque.

E com uma advertência: Opte pela transferência bancária. Pagamento mais rápido e mais seguro. Evite atrasos e extravios.

Ao consultar o site, o meu NIB lá está registado e ninguém me sabe explicar o porquê do pagamento por cheque.

Há coisas fantásticas, não há?

22 outubro 2007

Saudinha!

Saudinha é um site onde se podem tirar dúvidas de pediatria, respondidas por uma médica da especialidade de quem tenho as melhores referências. É só registar e a Dr.ª Graça responde, muito bom!

Alegrias da maternidade



o meu filho a fazer chichi em directo para o monitor.


Joaquim, ecografia das 32 semanas

Peso: 2,317 kg

Comprimento: 38 cm

Virado de cabeça para baixo (iupi!).

21 outubro 2007

As únicas mensagens escritas

que teimo em não apagar do telemóvel, começam com um "Nasceu..."

Bem-vinda, Camila, uma vida feliz.

Marta, 11 meses,

e uma boa disposição que contagia.

19 outubro 2007

Ainda que temporariamente

e com sacrifícios assumidos, escolhi recentemente esta coisa a que chamam domesticidade. Coincidência ou não, foi por este mês que me tenho dedicado cada vez mais a usar linhas e agulhas, dobrar tecidos e alinhavá-los, sem qualquer tipo de pretensão de fazer disto futuro mas por puro interesse.

Já tive o prazer de recentemente dizer por aí que não estou a trabalhar, que sou uma desempregada assumida. Que sim, negociei com a minha entidade patronal a minha saída, seis anos depois. Que a família é neste momento o mais importante e isso teria de significar não estar a trabalhar fora de casa (já que cá dentro há muito que fazer, diga-se alto e bom som).

E que duvido que alguma vez me sinta diminuída ou menos realizada por estar nesta situação. Acho-a, muito sinceramente, que bem decidida é um privilégio. Fazem-se mais contas durante o mês inteiro, mas eu sempre vivi com elas, pacificamente.

Bom, tudo isto para dizer que há este post a ler.

Chega o Outono



lavam-se as lãs.

Na minha rua


assisto incrédula ao desaparecimento das duas árvores que me servem de cenário no café da manhã. Irónico é que sejam elas as sacrificadas para se instalarem ilhas ecológicas de reciclagem do lixo.

Depois de repetir umas 10 vezes

que gostou de ir a casa da amiga, a Maria repete mais umas dez que gosta muito da comida da casa da amiga, da mãe da amiga e dá especial ênfase que não tem vergonha do pai da amiga, que ele lhe deu a comida e que é amiga dele.

Lol.


18 outubro 2007

Um desenho de aniversário para o pai

e a descrevê-lo:

"O papá é o grande, tu és esta, aqui sou eu, esta é a Martinha, este é o Joaquim e este é o João!"

Eu, apreensiva:

"Mas quem é o João?"

Resposta imediata:

"É o que vai nascer depois do Joaquim!"

Ando ligeiramente ausente.

Na ausência de subsídio de Natal, a inventar/confeccionar o que se pode para lembranças festivas.

15 outubro 2007

Em conversa sobre o post abaixo,

a minha amiga Sandra trata de me recordar que pior que pertencer à sala dos ursos seria existir uma sala dos porcos.

Ai que eu não páro de rir.

14 outubro 2007

Ali, sozinha, no meio do recreio,

enquanto levantava o queixo e tentava descobrir no meu horizonte visual os caracóis da minha filha, tive um súbito ataque de riso e ninguém com quem o disfarçar. Toda eu ria, trincava os lábios, cruzava as pernas e simulava tosse, mas não conseguia parar de rir.

É que já me habituei que ali as salas têm nomes de animais, mas naquele instante em que oiço uma voz e alguém a gritar "Os ursos, da sala dos ursos!", eu não consegui esconder o hilariante que aquilo me pareceu.

Vim-me embora com dificuldades em dizer um "Até amanhã" porque quase me saltavam as lágrimas de tanto rir, eu de olhos postos no chão, a doer-me o peito de tanto me conter.

A minha filha mais velha é um pinguim, a mais nova um sapinho mas haverá um qualquer filho de alguém que, coitado, é um urso.

Pérolas desta gravidez- 7

"Então e agora? Aproveitas o parto e laqueias as trompas?"

Pérolas desta gravidez- 6

"Tanto tentaram que finalmente têm um rapaz!"

(Esta é a mais ouvida e a que me deixa sempre mais embasbacada!)

12 outubro 2007

Este crachá


tinha de ser meu. Sou tantas vezes a ovelha perdida, que precisa constantemente do seu pastor para a levar para casa.

(Parábola da ovelha perdida em Mateus 18:12-14)

31 semanas



Sinais dos tempos (3)

Uso um carrinho de compras cor-de-rosa, qual dona de casa na casa dos 50.

Sinais dos tempos (2)

sento-me ao serão a costurar sentada no chão da sala e ando viciada nesta série.

Sinais dos tempos

troco os nomes das minhas filhas.

11 outubro 2007

A bebé redonda tem uma coisa chamada Motricidade

às quintas-feiras, na Escola. Andam no meio de panos coloridos, insufláveis e bolas.
Hoje é dia de ginástica. Dos seres gatinhantes rastejarem com muita música. Queria estar lá para ver.

10 outubro 2007

Hoje de manhã:

"Ó mamã, tu trabalhas em quê?"

(soube depois que não tinha tido resposta a este assunto no dia anterior, na escola).

Descobri um blogue útil

sobre problemas renais. Não sei onde, o meu nome surge como referência de mãe que tem uma filha com refluxo vesicoureteral e é raro que passe um mês sem que alguém me envie um mail a perguntar pormenores. Este blogue esclarece bem e este post é elucidativo sobre o tema e sobre a eventual intervenção que a minha filha fará no próximo ano se a situação se mantiver.

Uma das coisas que me tem intrigado em três anos disto, é o porquê dos manipulados que estas crianças têm de tomar serem ausentes de comparticipação. O único que tinhamos comparticipado, deixou de o ser. Neste momento, prevenir infecções urinárias, custa-nos 80€ mensais e estamos à mercê de farmácias que se disponibilizem a fazer este medicamento.

Já agora, para quando uma petição sobre isto?

Tinha-me esquecido de contar esta.

De quando caíu no recreio, o pai a perguntar-lhe em casa acerca do episódio: "Então caíste?"

e ela:

"Pois foi, que estupidez!"

Mais 1 hora e meia na Segurança Social

e depois de mais de três meses à espera, ainda nem acredito que vejo deferido no respectivo site e me vão pagar o que devem.

09 outubro 2007

No Outono

tenho sempre uma sensação de perda. Os dias mais curtos, o céu muitas vezes cinzento, a incerteza em vestir um casaco, menos gente nas ruas. Não que seja amante do calor, mas o regressar a casa já de noite, quando é ainda tão cedo, deixou-me sempre um pouco mais silenciosa.

Veio a maternidade. As estações vêm e vão muito mais depressa. Casei-me aos 25, caminho apressada para os 31 e 3 filhos nos braços. E aquele Outono em que a minha primeira bebé adoeceu pela primeira vez e todos os Outonos que vieram depois. Com a maternidade, eu sinto-me todos os dias a perder alguma coisa. Não na minha vida, mas como se o tempo não me deixasse demorar-me no que quero. Os filhos crescem depressa.

Depois lembro-me dos pormenores e como é importante, cada vez mais, saber apreciá-los. Olho para o Outono e gosto das cores das ruas, das folhas a estalar debaixo dos sapatos, da brisa fresca, do edredão na cama.

Não tarda é Inverno. Demora-te, Outono.

08 outubro 2007

Vários dias as duas doentes,

com elas em casa, a pergunta constante:

"O papá foi onde?"

Resposta minha: "À Igreja."

"Porque é que o papá está sempre na Igreja?"

Resposta parva minha e já cansada de tantos porquês: "Porque o papá é muito espiritual."

(de mão na anca, a censurar-me) "Ó...não gozes com o papá!"

No carro, cansada.

Maria: "Diverti-me imenso!"
Eu: "Foi, divertiste-te?"
Maria: "Imenso!"

Curtas da filha mais velha

"Está a chegar a prima Joana, YES!"

O meu estado normal,últimamente.

Acho que estou tão habituada a estar permanentemente cansada, que responder que estou bem já me parece razoável.

05 outubro 2007

Sempre achei isto,

agora acho mais:

Todos os filhos deviam ter o direito a ser únicos por algum tempo. Eles são únicos pelo que são, pelo que representam em nós, mas precisam de se sentir únicos e especiais, sem interrupções. A minha filha mais velha não evidenciou grandes sinais de ressaca quando nasceram três primos de uma assentada nem quando nasceu a irmã. Nota-se agora, quase um ano depois, em que a pequenina gordinha lhe toma o espaço, os brinquedos e, inevitavelmente desde que nasceu, os pais. Em casa exige que alguém se sente no chão com ela enquanto vê os desenhos animados e últimamente quer muito a nossa companhia ao deitar, nas pequenas coisas.
Ressente-se quando estamos com outras pessoas. Este tem sido o capítulo mais complicado. Desafia-nos constantemente. Não é fácil ser a mais velha, eu fui uma.

Em menos tempo ainda, a minha ainda bebé passará a ser a filha do meio. Sim, acho esta diferença de idade para o terceiro excessivamente curta. Terá de partilhar o colo com outro irmão demasiado cedo. Não vou poder estar sempre debruçada com as duas mãos para a acompanhar nos primeiros passos. Não sei como será o sono dela nos próximos meses, como reagirá a uma mudança destas.

Hoje completo 30 semanas. Nunca pensei vir a dizer isto, mas esta gravidez tem passado depressa demais. São só mais 10 semanas e eu quero que elas passem devagar. Desejamos todos ver se o Joaquim será a versão masculina das irmãs, mas temos tempo. Todo o protagonismo que ele terá nos meses que se seguem, quero dá-lo às irmãs.

Porque sei que o maior desafio está do nosso lado. A eles, esta diferença até será bastante positiva, pelos casos que conheço iguais. Mas todo aquele sentimento que já está presente no segundo filho, o de não prestarmos a atenção a pequenas coisas como quando foi do primeiro, eu tenho-o também em relação ao terceiro. Não quero olhar para trás sem saber quando cada um fez o quê em primeiro lugar, ou como se isto fosse apenas uma linha de montagem.

Escolher estar em casa estes meses foi o melhor que podia ter feito. Demoro-me a vê-las crescer, na sua rapidez.

04 outubro 2007

Consta que hoje é o dia do animal

e para comemorar gastei 44€ num spray e numas ampolas, que as gatas cá de casa convidaram pulgas para jantar.

wishlist




A espreitar pelo ventilador

da parede da casa-de-banho.

Eu: "O que é que estás a fazer?"
Maria: "Estou a ver se vejo o Ratatui."

No outro dia,

quando chego ao recreio pelas 16h, vejo-a inchada e vermelha junto ao olho e pergunto o que aconteceu. Com o ar mais desenvencilhado do mundo diz-me que caíu com o P.M. e reproduz em câmara lenta a queda, até voltar a encostar com a cara no chão, no sítio onde caíu.


"Depois levantei-me e fui brincar."


(Sem choros, sem dramas?)

Gostar de coisas antigas e herdadas - 14

Caneca. Do meu pai, quando era pequeno.


Acerca da objectividade dos avós

e deste post da Lia.

O meu pai, a olhar para a Marta:

"Eu vejo-a e só me lembro das minhas fotografias de bebé!"

03 outubro 2007

Cá em casa

as duas relaxam e eu estendo-me no sofá e quase adormeço com isto.

Grávida,

em casa com duas filhas (uma delas em estado carente e febril) só me ocorre que era tão, mas tão fácil quando era só uma.

À chegada à consulta de nefrologia

(depois de lhe ter explicado, mais uma vez, que nestas consultas vamos só falar com a médica)

Médica: "Olá Maria Ana, hoje vem sozinha? A mana e o pai estão bons?"

Resposta, a entrar no gabinete, a sentar-se de livro na mão:

"Olha, fala com a Ana Rute, ela quer conversar contigo!"

02 outubro 2007

Costurei hoje pela primeira vez.

A minha mãe, que o faz desde os nove anos, tem alguma dificuldade em explicar o mais elementar a quem não sabe sequer o que é uma canela e como se coloca na respectiva máquina, mas depois de umas horas a alinhavar e tirar medidas, acabei por coser uns cortinados às riscas.

Fiquei com a sensação que com tanto "Ai que isto está a sair torto, vem cá depressa que está a fugir" a minha mãe soube o que foi há uns tempos eu explicar-lhe do zero como se liga um computador, se pega num rato e se acede à Internet.

Estamos pagas.

Mais do mesmo

Ao meio-dia, à chegada à delegação da Segurança Social de Paço de Arcos, a inexistência de senhas.



"Encerraram por hoje, tanto as normais como as prioritárias. Volte amanhã."

Contradições do nosso sistema de Segurança Social

Espero há mais de três meses que me façam o primeiro pagamento do desemprego, eternamente adiado por papéis e papelinhos, mas no entretanto tenho de me apresentar quinzenalmente no Centro da minha zona e ir fazendo provas de procura activa de emprego.

No site da Seg. Social estão todos os dados sobre como obter o abono pré-natal e a majoração do abono para os restantes filhos, mas na delegação de Paço de Arcos continuam sem ter essa informação por lá e não podem receber os papéis todos que eu tenho e são necessários para o requerer.

Ninguém tente ligar para o número de atendimento porque corre sérios riscos de gastar todo o saldo do telefone e no final ainda ser maltratado pela senhora do lado de lá da linha.

Uma vergonha.

01 outubro 2007

"Ó Clara,

(leia-se : Cuara)

vês esta menina linda aqui? É a minha mãe querida."

Lol.

Se estamos num dia,

em que queremos passar despercebidos sem encontrar ninguém conhecido, o melhor é não ir ao Ikea.

Contraste

na Marginal.


É bom

quando alguém que conhecemos nos blogues deixa de ter a designação do seu nome associado ao do blogue, e passa apenas a ser aquela pessoa.
Amiga, portanto.