30 novembro 2007

Vai ser um bocadinho Natal

quando elas chegarem hoje da Escola. E vão adorar!







Da minha estadia no Hospital

vamos saltar a parte em que esperei no quarto 40 minutos pela epidural que já podia ter levado há horas, mas que como decidi esperar em casa, quase me habilitei a não ter tempo de a tomar.

A parte gira foi a das rondas do pessoal de enfermagem. Os procedimentos da praxe. Medicação para as dores, medir a tensão, analisar os pontos. Passei o tempo a dizer que não tinha pontos e a ouvir: "Ah, você é que é a senhora do períneo intacto!", sempre seguido da pergunta: "Diga-me que não é o seu primeiro filho!", e ainda "Mesmo assim, é tão raro!" e o meu orgulho inchado de me levantar da cama como se nada me tivesse acontecido.

Calhou-me durante um dia inteiro um enfermeiro estagiário, com a idade do meu irmão mais novo, mais ou menos, muito sorridente e com um ar meio pateta, sempre disponível para ajudar e que à falta de pontos para ver me perguntou se estava a dar de mamar e me ordenou: "Agora vamos lá ver as suas maminhas!" e desatou a proceder a todo o tipo de estratégias de certificação se "Vamos lá ver se ainda é colostro, ou se já tem leite!".

Para rematar, mais hilariante ainda, foi o relatar deste episódio às minhas visitas e o ar de ofendido do meu sogro: "Então mas ele vem assim ao quarto sem mais ninguém a acompanhar?", como se por ser homem não o pudesse fazer como uma senhora enfermeira, como se eu não tivesse passado estas gravidezes em exames piores com rapazes da minha idade, sem ares patetas e giros, ainda por cima.

Pouco tempo depois de nascer

o bebé pequenino já tinha sido baptizado de velhote, velhinho e gafanhoto. Parece um passarinho, também, quando abre os braços perdido na imensidão do muda-fraldas. Tudo é um Universo enorme quando sai da alcofa que o acolhe.

O que não é intencional é que eu passe a vida a esquecer-me que a minha descendência já não existe só no feminino e o trate tantas vezes por filhota.

29 novembro 2007

Porque diziamos sempre que o Joaquim chegava pouco tempo antes do Natal,

a Maria pergunta:
"Se o mano já nasceu, porque é que ainda não temos a árvore de Natal?"

Os homens não se medem aos palmos



Irmãos






A barra lá em cima

diria que eu teria 36 semanas e 6 dias e afinal, o nosso Joaquim já conta com uma semana nos nossos braços. Saudável, por enquanto calmo e com vontade de se alimentar em intervalos de 3 horas, mas aos 15 minutos de cada vez.

Até agora, e exceptuando as clássicas dores da amamentação (já percebi que tenha quantos filhos tiver, a minha primeira semana tem de ser sempre assim), temos um bebé tranquilo. Se dissesse que me sentia extremamente cansada, mentia. Mas também sei que aquele cansaço grande de dormir aos pedaços vem ao fim de três semanas, um mês.

Os finais de dia, e com a Marta permanentemente a ir e não ir à Escola, são o mais difícil de gerir. O número ímpar de filhos, deixa sempre um de fora da atenção dos pais. A Marta ainda não percebeu bem o que vai acontecendo no meu quarto, a Maria quer ver tudo e participar. É uma irmã mais velha muito diferente de há um ano. Está crescida, pede explicações. Percebo que não posso deixar escapar esta enorme qualidade que ela tem que é a de se expressar sem vergonhas nos seus medos.

A Marta ainda é bebé mas sempre que pego nela me parece ainda mais gigantesca. Continua uma boa disposição que encanta qualquer um. No meio deste cenário todo, é quem menos se apercebe que algo mudou.

Somos cinco.

28 novembro 2007

Esta fotografia tem cinco anos


e foi tirada na semana em que recebemos as nossas gatas em casa. Esta era a Nuvem. Chegaram num tempo em que éramos só dois (tenho dificuldade em me lembrar como eram os mesmos dias de 24 horas) e em que me sentava no sofá e tudo era tão demorado. A Nuvem preferia o dono, mas não recusava qualquer demonstração de afecto. Com a chegada das filhas, nunca mais me demorei tanto no sofá, nunca mais entraram para dentro da minha cama, nunca mais tive tanta paciência para elas. (Culpo as hormonas, é claro.)

Há um ano, escrevia o post sobre o parto da Marta e a gata caía da janela do nosso quinto andar. A frincha era sempre aberta, todos os dias, logo após a saída da Maria para a Escola. Naquele dia, caiu. Perdemo-la, e embora tenhamos fracassado numa tentativa de a substituir, no fundo já deviamos saber que os gatos são como as pessoas: insubstituíveis.


26 novembro 2007

Agora que tudo passou,

posso falar destas últimas semanas de gravidez, aliviada com o seu desfecho.

Chegámos às 33 semanas quase sem darmos conta, e por essa altura, incomodada com um prurido que se alastrava pelo corpo há duas semanas, é-me detectada uma colestase gravídica, doença que eu pouco conhecia e que vim a perceber aos poucos os seus contornos e eventuais consequências.

Não foi bonito de ouvir que poderiamos ter um prematuro, que as complicações para mãe e filho poderiam ser algumas, que a medicação também tinha os seus riscos e que, mesmo aguentando mais uns tempos, nunca poderiamos passar das 37 semanas. Estava decidido que o parto seria induzido até essa data, se os valores se mantivessem dentro do razoável para esta situação.

Os valores foram subindo progressivamente, a medicação dava-me um desconforto crescente e a cada visita ao Hospital preparava um adeus às minhas filhas, a mala na bagageira e uma indução de parto. Depois de ter tido uma indução com a Maria (por perda de líquido) e um parto natural com a Marta, eu sabia que este não era o parto que eu escolheria ter.

Conformei-me aos poucos, ansiosa e preocupada. Precisamente no dia em que nos foi adiada a indução porque os valores finalmente tinham baixado, voltámos para casa felizes para comemorar o aniversário da Marta e o Joaquim decide dar sinais de querer nascer.

Madrugada adentro, em casa com contracções, adiei a ida para o Hospital até ao início da manhã, altura em que decidimos ir para lá. Mais ou menos 1 hora depois de me ter deitado na cama a receber a epidural, o Joaquim decidia nascer. Saudável como tanto pedimos a Deus. Minúsculo, tal como era suposto ser com este tempo.

Depois posso falar de como desejei escapar a uma episiotomia e consegui, e de como ter o meu nome associado à expressão "períneo intacto" desencadeia as mais diversas reacções em mães e enfermeiras.

O que eu sei, é que apesar de ser bom poder-me sentar sem qualquer tipo de dores, pegar nas minhas filhas como se nada fosse, não há coisa melhor no Mundo que assistir à misericórdia de Deus.

Há quem diga que foi tudo uma grande sorte, para mim foi a graça de Deus.
A imerecida graça.

Ele mesmo

o terceiro milagre.


22 novembro 2007

Comunicado

Minhas doces senhoras,
um ano e um dia depois estou de volta para dar conta do mesmo. A única diferença é que agora há entre as pernas deste bebé algo que retira o protagonismo aos mamilos da mãe.
Vão e aprendam. Ter filhos é uma rotina. Quero ver quem bate o meu recorde de 366 dias.
Cumprimentos do pai eficiente,
Tiago Cavaco.

Joaquim, o próprio.

21 novembro 2007

Foi há um ano




que passávamos a ser quatro.


20 novembro 2007

Na véspera do primeiro aniversário,

fiquei o dia com a Marta em casa.

Os brônquios continuam a ser muito sensíveis e uma porta aberta por poucos minutos no domingo na Igreja pode ter sido a causadora desta chiadeira, a que já nos habituámos, mas ainda nos incomoda.

Descubro-lhe, com as limpezas de nariz pela manhã, os caninos de fora. Vamos em seis dentes a a miúda a rir é irresistível. Repete os nossos sons mas vê-la excitada ou a dar às pernas e guinchos, é com a irmã. Cobra-nos a nossa comida e começa a saborear novos alimentos.

Gosta de clementinas, é ver a mão papuda a estender-se para receber os gomos e faz sons de satisfação com a gema do ovo. Encosta-se a mim quando tem sono ou quer mimos como não o faz com mais ninguém e eu acho muito bem. Avisa-me em gritos provocatórios quando se lembra que tirar as meias dos pés é divertido e aguarda sempre com excitação o momento do ralhete.

Chateia-se com alguns tons de voz e abana freneticamente a cara quando não quer algo. Afasta com a mão um colo não desejado e vira a cara, que por enquanto não é considerado falta de educação mas determinação. Sabe o que quer, ah pois é.

Abre as narinas em tom de gozo quando sabe que vem lá palhaçada e detesta gorros.

Um ano, 12 meses e pouco mais de 3 centenas de dias connosco.

Parece que sempre estiveste cá, filha.

Às vezes

os abraços apertados chegam-nos de quem menos esperamos.
Posso até nem ser apreciadora de surpresas, mas as deste tipo deixam-me reconfortada.

Nunca sei quando é a última



Há precisamente um ano

as contracções já eram muitas, a Marta dava sinais de querer sair e eu sabia que a iria conhecer num espaço de 48h. Foi uma espera boa, em casa, tranquila, a contrariar as dores. Começava, tal como agora, a ficar frio e a chover.
Valeu bem a pena este tempo em casa, a contar contracções, a beber chá, a descansar nos intervalos. E conseguir chegar ao Hospital só na fase final.

19 novembro 2007

As minhas filhas deram-me baile.

É o único título possível para este post.

Domingo à tarde, pai na Igreja, eu estoiradíssima a lançar-me para uma bela sesta ao mesmo tempo das miúdas e o barulho ao fundo no meu quarto não parava. Gargalhadas, conversas, gargalhadas, sons de coisas a serem atiradas.
Levanto-me, faço cara de má e:

"São horas de dormir, não quero barulho nesta casa, nem quero ter de me chatear."

(Ainda gostava de saber como é que elas se vêem nesta escuridão, a mais pequena até brinquedos acha ao fundo da cama e atira com eles.)

Deito-me novamente e recomeça a guincharia:

Maria: (em tom de parvoeira)"Ai, socorro, tenho monstros debaixo da minha cama. Esconde-te maninha, eles vêm aí",

e só oiço guinchos e gargalhadas das duas, uma barulheira infernal e eu a querer dormir.

Uma hora e meia depois, um ultimato à Maria para se calar e não ligar à irmã e finalmente elas dormiram.

A mim, já me tinha passado o sono. Estou feita.

18 novembro 2007

Acerca dos testes lá em baixo,

é só trocar as fotografias e as miúdas são 4% mais parecidas com o pai.
Ahahahahahahah.

Porque o jeito também se aprende

e uma das minhas meninas já tem idade e gosto em participar, temos feito prendinhas com mãos desajeitadas mas com o coração. Resolvi registá-las aqui, à medida que as formos fazendo e oferecendo.

Ahahahahahah







17 novembro 2007

Correrias e concursos

a ver quem chega primeiro à avó.

16 novembro 2007

Quase a fazer um ano,

dizem-me na Escola que a Marta passa o dia a conversar. Brinca muito tempo seguido sozinha e só se queixa quando os mais crescidos a empurram, insegura que ainda anda pela sala, agarrada a tudo. É a segunda mais nova, mas todos frequentemente se esquecem disso. A miúda é enorme. Adormece sozinha por lá, agarrada a uma boneca que trouxe de casa e não há comida que recuse. Sempre que chego está entretida a brincar e quando me vê repete sempre o mesmo choro crescente, a fazer queixinhas. "Mas ela estava tão bem, só quando a mãe chega é que faz estas fitas." Acho bem que este cerimonial seja só meu, sempre a carreguei 39 semanas comigo.

Em casa, não pára. Gosta de ver tudo o que se passa e interfere em tudo o que fazemos. É despachada e desafia-nos no que não pode fazer. Delira com a irmã e olha-a com admiração. Acha-lhe graça, mesmo até quando a mais crescida vive os seus dramas e se atira para o chão a chorar.

É uma bem disposta. Não sei a que velocidade passou este ano, sei que tivémos as duas um pós-parto tão diferente da Maria. Com a mais velha era Verão, tinha tempo para tanta coisa e passeávamos mais do que uma vez por dia. A Marta nasceu no Inverno, recolheu efeitos colaterais de uma bronquiolite com 14 dias e até Junho não houve semana que não fizéssemos ginástica respiratória. Isto com uma mudança de casa pelo meio.

O tempo passou, a filha pequena cresceu e a boa disposição só aumentou. Um orgulho desmedido, é o que tenho com esta gordinha.

35 semanas

Tranquilidade.
É a palavra de ordem para a próxima semana.

15 novembro 2007

Há um ano


faltavam seis dias para conhecermos a que viria a ser a bebé mais cool que conheço. Sempre bem disposta, um encanto. A nossa Martinha estava para chegar. Desconheciamos-lhe os traços, hoje a nossa vida só faz sentido com ela.


3 dias sozinha com a Maria,

com umas febres muito isoladas, é fácil perceber como é ter uma só filha com esta idade: é simples. Ela entretém-se nas suas brincadeiras, inclui-me quando lhe apetece e aceita de bom grado o que lhe peço. Dá para entender o quanto uma irmã interfere na sua individualidade e o quanto aprecia estar só comigo. Ainda é tão pequenina e já tão crescida, não me canso de o pensar.

Depois de ver a meia-hora de televisão habitual antes de ir para a Escola, peço-lhe que a desligue porque já chega. Não lhe apetece pintar e por isso acompanha-me nas tarefas domésticas. Fazemos as camas, arrumamos a roupa, lavamos a loiça, tudo a um ritmo relativamente rápido. Já no fim, enquanto ela me fazia o favor de arrumar os sapatos dela direitinhos na gaveta respectiva, cruza os braços:

"Já acabei! E agora, o que é que eu faço?"

14 novembro 2007

Por enquanto,


parece que as filhas herdam da mãe o gosto compulsivo por fruta. Nham!

Esta semana andamos numa de clementinas.




Eu ligo a pormenores

e por isso para mim não é irrelevante fazer tudo o que nos diz respeito no mesmo Hospital. Desde análises, exames, consultas. Acabo por ir lá às urgências, não só por já conhecer toda a gente, mas também porque sei que todo o historial de cada um de nós reside em rede nos computadores. Quando imprimem as minhas análises, vejo nas tabelas os valores comparativos desde 2003 e isso ajuda muito, em casos como o que vivo agora.

Saber que vou ter a minha médica comigo, como já tive uma série de vezes e a nossa pediatra a chefiar a neonatologia e a receber o meu filho, não é mais um pormenor. Faz muita diferença. E não é só na minha cabeça.

13 novembro 2007

Isto revela muito sobre a minha pessoa.

No domingo pintei os olhos.
A minha filha crescida entrou em pânico quando achou que eu estava a enfiar um lápis pela vista adentro. Engoliu em seco e quis saber que fenómeno era aquele chamado rímel.
Expliquei-lhe que era suposto ficar mais bonita, como as pessoas que põem baton, mas a resposta,

"Ó mamã, tu não pões baton!"

Fantástico.

Basicamente


o único sítio onde não tenho urticária é na cara.

O bom aspecto mantém-se, o mau estar agrava-se.


Na sala de espera do laboratório

a minha filha dá beijos no penso que tenho no braço, depois das análises e exibe orgulhosa um frasco com chichi que acabou de encher.

Dos cânticos que me fazem falta cantar

recordei-me dele hoje.

Andam procurando a razão de viver,
Neste mundo mau querem paz receber.
Fazem seus caminhos pensando achar,
Algo que na vida, valor possam dar.
Mas só Jesus pode dar a razão de viver.
Gozo, paz e amor, só Jesus pode dar.
Assim tu serás bem feliz com Jesus.


Como todo o mundo eu também procurei,
E agora digo que a paz encontrei.
Cristo me salvou, e eu quero falar,
Que uma nova vida, Ele pode te dar.

Mas só Jesus pode dar a razão de viver.
Gozo, paz e amor, só Jesus pode dar.
Assim tu serás bem feliz com Jesus.

09 novembro 2007




Uma amiga e o filho

vêm comigo buscar as miúdas à Escola. No caminho de regresso, no nosso carro, a Maria:

"Eles vieram conhecer a minha Escola, foi? São nossos amigos, não é?"

Desconfiamos

que uma vizinha nossa pode ser evangélica quando, à saída do elevador, em vez do tradicional "tenha uma hora pequenina", nos tocam no braço e ouvimos "Deus a abençõe."

08 novembro 2007

Decidi

fingir que estava a fazer outra coisa, mas observei-as apenas. A Maria tem amigos imaginários, gosta de colar autocolantes nos livros, de fazer puzzles e aprender o abecedário num brinquedo falante, herdado. Como quase 80% dos brinquedos que tem, reciclados. A Marta entretém-se a tirar peças de uma caixa mas mal a brincadeira da irmã fica apelativa aos ouvidos, gatinha a alta velocidade para lá chegar. A Maria vira-se bruscamente, quase que cai e dá um grito. A pequenina assusta-se e dá gargalhadas até se engasgar. A Maria repete a graça, a Marta ri.

E ficam assim largos minutos.

Dos diminutivos, que eu também dispenso.

"O cabeleireiro chega, por fim. Conheço-o. Chama-se Quim. É um nome tão patético, tão abichanado, tão mariquinhas. Como é que alguém que tem a sorte de se chamar Joaquim admite que lhe amputem, de forma tão grotesca, o nome?"

Aqui.

07 novembro 2007

caracoluda linda

a minha filha Maria.

(foto da prima Ester.)


pestanuda linda

a minha filha Marta.

(foto da prima Ester.)


Com uma urticária há três semanas

que me tira parte da disposição e me entrega a dois banhos diários com tudo o que seja oleoso e hidratante, já só desejo que depois do miúdo nascer a minha normalidade retome. Tenho comichões na cabeça, nos braços, nas pernas e na barriga e já estou na fase em que dou comigo a arranhar-me em público. É feio, eu sei, mas estou cansada. Não me chegavam os quilos, as crianças para carregar, as noites mal dormidas, ainda tenho comichão.

Posto isto, no Serviço de Identificação do Bilhete de Identidade, a funcionária pergunta-me se as minhas machas são as culpadas e informa-me que ao contrário do que eu pensava, não meço 1,68m mas sim 1,66m.

A gravidez, só pode ser também da gravidez.

Na Segurança Social

o número de pessoas com senha para o atendimento prioritário era tão alto que me despachei mais cedo indo pela via normal, ou seja, tirando a senha não prioritária.

Quando vou ao Centro de Saúde,

agradeço-me pelo dia de 2002 em que tive o discernimento de me subscrever como segurada da Médis.

E por não depender deles para mais nada que não para uma baixa médica.

06 novembro 2007

Começada hoje



ainda inacabada.


Depois do post abaixo,

passei o dia em consulta e análises. Às vezes quando contactamos com os piores dos cenários é que nos apercebemos do que temos sido poupados. Não gosto do Hospital, da espera e das pessoas desejosas de conversar. Deixa-me impaciente, mas como os meus pais me deram alguma educação e nisto não são nada como eu, deixo-me estar entre "pois," "que chato", "sim,sim." Nos dias melhores, que não era o caso de ontem, acho que chego a conseguir parecer simpática.

Respiro de alívio sempre que venho para casa. Depois do segundo filho, imaginarmo-nos no Hospital com outras partes de nós em casa, é angustiante. Venho cheia de saudades delas, agradecida por ter voltado. Encontro-as cansadas de mais horas na Escola que o habitual, chorosas, a pedir atenção mas a fadiga leva-me a contar os minutos para as ver a dormir na cama e me poder deitar.

Mais tarde, vejo-as na penumbra a descansar e respirar profundamente.

As saudades delas, o meu cansaço.

A mãe que nunca sentiu isto que atire a primeira pedra.

05 novembro 2007

34 semanas e 3 dias

hoje. Sempre senti que as 35 semanas são o limiar. Quase, quase. E devem ser, embora nas outras gravidezes me permitisse dormir mais do que o habitual, cansar-me e queixar-me que por mim este cenário todo acabava pelas 30 semanas, desta vez tudo é diferente.

Canso-me ainda mais, carrego diariamente com o peso da gordinha mais nova e todo o tipo de tarefas que a englobam são dolorosas, mas ganhei calo. Esta gravidez cresceu com ela, bebé de colo. Anda agarrada às coisas mas ainda é um bebé pequenino (tão grande mas tão pequenina).

A minha médica não acredita, por diversas razões, que eu vislumbre as 40 semanas desta vez. A Maria nasceu às 38, a Marta nasceu (segundo a médica) às 40s e 1 dia, mas para mim nasceu às 39s, que das duas filhas eu sabia quando é que o óvulo tinha sido fecundado.

Desta vez não sabemos nada disso, mas acreditamos que as ecografias batem certo e que o Joaquim vai ser um menino lindo e que vai querer brilhar no Natal e dar-me mais umas semanas de preparação para o caos que vai ser este final do ano.

A partir de agora temos consultas e análises semanais, que o meu fígado anda a ver se me agrava as dores de cabeça. Caramba, que não me livro delas.

Ainda faltam 6 semanas, não é?

Ao domingo cantamos juntos

parte de um dos meus hinos preferidos.




Finda a lida terreal.
Quando já do rio além,
Nessa vida tão gloriosa me encontrar,
Sei que lá meu Redentor
Finalmente eu hei-de ver.
E com hinos de louvor hei-de o saudar.

Hei-de ver meu Redentor;
Redimido, junto dele eu hei-de estar;
Hei-de ver meu Salvador;
Os sinais dos cravos hei-de contemplar.

Oh, que enlevo divinal;
O seu rosto a contemplar,
Desde a aurora desse dia perenal;
Como então meu coração
Haverá de o exaltar,
Pela graça e compaixão celestial!

Hei-de ver meu Redentor;
Redimido, junto dele eu hei-de estar;
Hei-de ver meu Salvador;
Os sinais dos cravos hei-de contemplar.


01 novembro 2007

Sim, ando ocupada.

Nunca mais acabo as lembranças de Natal. Mesmo as coisas simples dão muito trabalho e tomam tempo.

(e é já no próximo mês que nasce o Joaquim. Glup.)