29 dezembro 2007

Baby Swaddle

É como se chama este acessório que tanto tenho usado com o Joaquim. Parece que a cada filho que nasce, se descobre sempre algo novo. Com a Maria, nunca usei uma espreguiçadeira ou um sling (não se viam, estes acessórios). Com o Joaquim, herdo roupas da minha amiga Ana e com elas, este pequeno acessório que envolve o bebé, o aconchega e o aquece. Fiquei fã mal o vi e já somos dependentes dele, por aqui.

Desde o primeiro instante em que enrolámos o pequenino de menos de 3 quilos em semelhante mantinha, ele se acalmou e gostou.

Recomendo vivamente.


Do Natal,

ao terceiro embrulho, a prenda tão desejada. Depois, mais embrulhos para abrir, mas a resposta:
"Não quero, já tenho a Dora!"


24 dezembro 2007

Das minhas músicas preferidas de Natal

que nunca me canso de ouvir.



Breath of Heaven (Amy Grant)

I have traveled many moonless nights,
Cold and weary with a babe inside,
And I wonder what I’ve done.
Holy father you have come,
And chosen me now to carry your son.

I am waiting in a silent prayer.
I am frightened by the load I bear.
In a world as cold as stone,
Must I walk this path alone?
Be with me now.
Be with me now.

Breath of heaven,
Hold me together,
Be forever near me,
Breath of heaven.
Breath of heaven,
Lighten my darkness,
Pour over me your holiness,
For you are holy.
Breath of heaven.

Do you wonder as you watch my face,
If a wiser one should have had my place,
But I offer all I am
For the mercy of your plan.
Help me be strong.
Help me be.
Help me.

Breath of heaven,
Hold me together,
Be forever near me,
Breath of heaven.
Breath of heaven,
Lighten my darkness,
Pour over me your holiness,
For you are holy.

Breath of heaven,
Hold me together,
Be forever near me,
Breath of heaven.
Breath of heaven,
Lighten my darkness,
Pour over me your holiness,
For you are holy.
Breath of heaven.
Breath of heaven.
Breath of heaven.


23 dezembro 2007

Em nome de toda a família:


video

(clicar na seta.)



22 dezembro 2007

Joaquim, 1 mês

Pode ser confundido com um dos bonecos. Mas é o boneco de cá de casa.


Atchim, Cof-cof.

Parece que este mês de Dezembro não me quis poupar. Eu que nunca fico doente, ganhei uma tosse irritante e um nariz a pingar. A compra de uma máscara que me protegesse chegou tardia, o gafanhoto já pingava ligeiramente do nariz.

Entram em cena muitas seringadas de soro fisiológico, que eu cá sou daquelas mães insensíveis que não se importam que eles chorem a plenos pulmões, se isso evitar que tenhamos de ir ao Hospital.

Desde a bronquiolite com 14 dias da nossa Marta que nunca mais me esqueci o que fisiatras e enfermeiros me disseram: "Uma boa higiene nasal evita que a maior parte das constipações evoluam para infecções respiratórias. Mas a maioria dos pais prefere não o fazer, por ver os filhos a chorar."

Pois que chorem e é até se habituarem. A Marta surpreende tudo e todos quando vê o soro fisiológico e até se põe a jeito, de tão habituada que está a estes jactos de limpeza. O pequenino chora, pois. Ainda não sabe bem o que lhe está a acontecer.
A minha alergia a urgências e hospitais já é tão grande, que não arriscamos.

Felizmente este ano o Natal é na nossa casa e assim nos resguardamos de ganhar mais uns espirros.

21 dezembro 2007

Marta, 13 meses

Difícil de descrever, esta filha do meio que me calhou.

Se por um lado é uma bebé sempre bem disposta e pacata, por outro revela-se autónoma e despachada. Demonstra aos poucos alguma determinação no que quer e no que não quer e comunica, ainda que em sons imperceptíveis, constantemente. Diz "papá" muito mais vezes que "mamã" e faz o som da abelha na perfeição.

Persegue as nossas gatas, percorre a casa toda, impõe-se em tudo o que fazemos.

Na Escola, dizem-me que se entretém muito tempo a brincar sozinha, que há uma grande empatia entre ela e outro miúdo ( e é verdade, apanhei-os num abraço) e fala muito quando acorda da sesta, ainda no escuro da sala.

Desliza facilmente agarrada a tudo e quando não há onde agarrar, gatinha. Gosta muito de música, dança e bate palmas satisfeita.

É uma riqueza.


Actualizações

no nosso cantinho das prendas.

20 dezembro 2007

Duas noites sem o meu marido


com a minha mãe a substituir as vezes em que as coisas não são impossíveis de gerir mas são muito difíceis (uma criança a querer atenção, um bebé a chorar e outro a querer mamar) e a fazer-me favores que eu executaria mal e levaria muito tempo. Bom, tudo isto para dizer que tenho o meu sling quentinho, como imaginei.

(tecido a metro do ikea a 1,99€, cobertor do Ikea e as mãos habilidosas da minha mãe, na máquina de costura.)

Cortei-lhe o cabelo


pela primeira vez, aos três anos e meio.


"Não, por favor, eu não quero cortar o cabelo! Não quero ter o cabelo liso, quero ter para sempre caracóis!"

A Maria convenceu-se

que como quem faz anos no Natal é Jesus, vamos ter um bolo com velas para lhe podermos cantar os parabéns.

E porque não?

Vai com atraso.

Primeiro conheci a Karla, mas só depois a Carla. Há umas semanas, perante o ar boquiaberto e apreensivo dela, dizia-lhe que ela era muito diferente do que eu imaginava. E isto era um elogio, assegurei-lhe.

As amizades não nascem todas da mesma forma. Umas aparecem e são logo óbvias, outras crescem e surpreendem-nos. Não são menores, antes pelo contrário, tornam-se ainda mais saborosas de desfrutar.

A Carla (sem o K) revelou-se assim. Não conheço ninguém que, a cada conversa sobre os temas mais variados, tenha sempre algo a acrescentar, útil, oportuno, certeiro. Também não conheço ninguém com uma memória tão precisa, que nos consegue recordar como dissemos uma frase, palavra por palavra, ou como a escrevemos, pontuação incluída. Também é difícil encontrar uma pessoa com uma boa cultura geral. E isso dá sempre jeito, é rara a semana em que não aprendo qualquer coisa. Por último, é conveniente ter alguém que nos leia o blogue e nos corrija as falhas gramaticais.

Até agora são pormenores, mas a Carla é dotada de uma grande lealdade, amizade, simplicidade e humildade. E isto é muito difícil de encontrar numa só pessoa.

Por isso, quando semanalmente o meu marido me pergunta se eu vou almoçar com as minhas amigas dos blogues, eu penso para comigo que vou almoçar com as minhas amigas, que um dia conheci nos blogues.

Felizes 32 anos, (K) Carla.

17 dezembro 2007

Logo à chegada da Escola

que esta miúda mais velha tem a base de dados em constante processamento:

"Sabes, os meus dentes vão-me cair. (pausa) Mas não te preocupes, depois eu vou pôr uma placa e vou ter de ter muito cuidado a mastigar a comida. Assim, olha. (e exemplifica com o maxilar saído)"

Ainda das brincadeiras com a prima,

a Maria quer ser a mãe e trata-a por filha. Acontece que a prima, mesmo sendo mais nova, não quer ser mandada e quer ser a mãe também. Como a Maria não aceita que assim seja, a Joana corre para a mãe, agarra-se a ela e diz: "Vês, tu não és minha mãe, a minha mãe está aqui!"

A Maria, inconformada: "Ó filha, mas vamos brincar, eu sou a tua mãe!"

Com a prima Joana (14 meses mais nova),

no hall de casa dos avós, apanho-lhes a conversa a meio. A Maria muito séria, a Joana a gesticular:

Joana: "Ó Maria, mas tens medo porquê?"
Maria: "Eu não gosto dos Reis Magos. Não gosto!"
Joana: "Não tenhas medo, Jesus é amigo! Não é, tia Rute? Jesus é nosso amigo!"
(eu aceno que sim)
Maria: "Mas o que eu tenho medo é dos Reis Magos!"

É um facto

tenho sempre um aspecto muito fresco quando me visitam na maternidade e um ar cansado e outras coisas acabado em "ado", como inchado umas semanas depois.

Ao terceiro filho, evito olhar-me no espelho do quarto quando me levanto às cinco da manhã.

(Não sou eu. Não posso ser eu.)

De manhã, resigno-me ao aspecto que sei que melhorará dentro de largos meses (dar especial ênfase à palavra L-A-R-G-O-S), olho para a confusão que se instalou durante a noite (o roupão que escorregou da cama, a fralda ao lado do caixote por falta de pontaria e a caixa dos ganchos que caíu da mesa de cabeceira) e sei,

porque sei, que nunca fomos tão felizes.

Da festa de Natal da Escola

as minhas filhas fizeram de ingredientes do bolo Rei.


A mais velha, esteve largos minutos em pânico a chorar ao meu colo perante o auditório cheio de gente, mas na altura de entrar, alapou-se à Minnie, enfiou o dedo na boca e dançou ao som da coreografia, vestida de figo.


A mais nova, vestida de ovo, esperou vários minutos no chão da sala, feliz e sorridente para quem passava (eu via-a mas ela não me via a mim) e na hora de se sentar no palco, observou tudo muito compenetrada.


13 dezembro 2007

3 semanas de gente

e temos um bebé ainda calmo. A querer estar mais tempo acordado, a manter o mesmo ritmo de alimentação, a chorar pouco. Não sei se a barulheira que as irmãs fazem o embala, se ser o terceiro filho ajuda muito, mas este bebé não dá trabalho nenhum.



confirma-se

é muito mais simples mudar as fraldas a um rapaz.

A frase que mais oiço nos últimos tempos:

"Até foi bom ter já este, assim já estão despachadinhos."

Começo agora a perceber a sensação que as famílias numerosas têm sempre que decidem ter mais filhos. Uma vez assisti a uma conversa de um casal com um único filho, ao saber da quinta gravidez de outra família, sussurrando que eram irresponsáveis e que a vida não estava para isso.

Como se as pessoas andassem com um mealheiro na mão a viver à conta dos outros e como se as famílias que querem ter filhos se tivessem de justificar perante as que escolhem não ter.

Vivam e deixem viver.

"Ai, o seu marido é tão engraçado"

dizia a educadora da minha filha mais nova e eu, não sei porquê, percebi logo que devia ter dito disparate.

Desculpou-se com a não participação na festa de Natal por causa do nascimento do Joaquim e terminou com a promessa de participar para o ano "se não tiver mais nenhum filho para nascer."

"É realmente muito engraçado, o meu marido."

Ahah.

12 dezembro 2007

Dramas da minha filha mais velha

Descobriu que não consegue piscar um só olho, de cada vez.

No carro, o rádio ligado,

a música a tocar, mas a minha a cabeça a pensar noutras coisas.
A voz dela: "Muda essa música, não gosto desses miúdos!"

(João Pedro Pais e Mafalda Veiga)

Eu: "Realmente, nem dei por eles. Também não gosto destes miúdos, filha. São uma seca."

Resposta: "Uma seca, pois é."

O meu marido traz o recado da Escola:

"A Marta amanhã tem de levar bodie e collants brancos para a festa de Natal."

(pausa)

"Vai fazer de ovo!"

(lol!)

É triste perceber

quando alguém, simplesmente, não nos faz falta.

11 dezembro 2007

Como em tanta coisa neste meio,

(Marta, Dez 06)

foi através da Rosa que soube da existência dos slings, há um ano.
Entretanto, meses depois, já não é difícil cruzar-me com alguém na rua, com semelhante acessório. Na altura, ainda nem ela os comercializava e o único site que o fazia a preços acessíveis e a curto prazo era este. (de onde mandei vir o meu e recomendo)

Pouco tempo depois, a Rosa passava a fazer slings com grande sucesso, descobriamos mais uns sites ( este e este são os que gosto mais e cujas referências são boas) e sinto-me tentada, eu, a fazer um sling um pouco mais quente para estes dias gelados, forrado a malha polar.

Resta-me seduzir a minha mãe, mestre da máquina de costura, a acompanhar-me nesta tarefa. Gosto tanto de slingar e os meus bebés gostam de ser slingados.



(Joaquim, Dez 07)



Com Nuvens.

Ofereceram-me um blogue. E como agradecer?

Primos



Eu não tive primos da minha idade, por isso encanta-me que os meus filhos tenham.

(fotografias da Selma)

10 dezembro 2007

Este fim-de-semana


estreámo-nos em saídas a cinco. Tentar encaixar as minhas ancas entre as duas cadeiras do banco de trás é uma tarefa que merece ser filmada. Isto e o ar da condutora do carro ao lado, em pára-arranca nos semáforos, a contar o número de cadeiras do nosso carro. Neste país, não somos poucos. Um dia destes, quando o Banco aceitar que precisamos mesmo de um crédito extra para um monovolume usado, colamos o nosso novo autocolante das Famílias Numerosas e desejamos, que entre outros descontos, a Brisa nos cobre a taxa de ligeiros, já que no nosso caso somos mesmo forçados a comprar um veículo diferente.

Por último, estou expert em condicionar os apetrechos que ter dois bebés implica, numa só mochila. Isso e compreendo tão bem agora o porquê de o Natal da minha infância ser sempre comemorado na casa dos meus pais: sair com várias crianças de casa dá mesmo trabalho.


O parto do Joaquim

Costumava dizer que depois do parto da Marta, quase sem levar pontos e a chegar ao Hospital muito em cima do tempo, que desta vez é que ia ser, ia chegar na mesma altura ou mais tarde e ia evitar ser cosida.

Com o tempo, com a possibilidade de indução por causa da colestase, todos os meus sonhos se desvaneciam e preparava-me para ser remetida a uma cama ainda quando nem sentisse qualquer dor. E esperar, debaixo de todas as monitorizações e protocolos estabelecidos para as induções.

É caso para dizer que Deus escreve direito por linhas tortas e precisamente no dia em que soubémos que tinhamos mais uns tempos com o Joaquim na barriga, ele decide nascer. No jantar de anos da irmã (o que me custou este serão, com tantas dores). Deitei-me nesse dia convencida que algo se passava, mas ainda não muito claro. Às duas da manhã tive a certeza. O intervalo entre contracções diminuía, as dores eram as mesmas que já conhecia tão bem e a lógica foi aguentar ao máximo. Eram 6.30 quando decidi que era prudente ir para o Hospital. As contracções espaçavam em 5 minutos, 3 minutos e a hora que se aproximava era de trânsito.

Chegámos ao Hospital eram 7.30, fui vista pela médica já perto das 8.00. Confirmou-me que no máximo, o bebé nasceria em 2 horas. E tinha razão. Fui para um quarto e avisei a enfermeira que só me deitava na cama quando levasse a epidural (que já podia ter levado a meio da noite). A passagem de turno deu-me cabo das costas e da paciência. A enfermeira que voltaria com o (mau) testemunho passado, não sabia que era para chamar a anestesista. Conclusão: eram 9.00 quando me deitei na cama e senti os tão desejados choques eléctricos pelas pernas e o paraíso no meu horizonte, uns 20 minutos depois.

O tempo passou sem darmos por isso, a minha médica apareceu para me avisar que voltava em breve e voltou. Eram 10.00 e iamos para o bloco. Fui sentada, como sempre quis e quando lá cheguei na mesma posição me coloquei, também como desejava.

O parto foi tão simples que não há como o complicar. A minha médica afasta a mesa dos instrumentos, pergunta-me se ainda me lembro de tudo e diz: "Desta é que vai ser, não vais levar ponto nenhum, já na Marta merecias isso." Era o que eu precisava ouvir.

Não me perguntem como se faz aquela força repetida sem respirar durante muitos segundos seguidos, que eu não sei. Sei apenas que na minha cabeça interiorizei que se respirasse me podia rasgar, e isso eu não queria. Fiz força uma vez, parei para descansar, à segunda ia nascer mas é descoberto o cordão enrolado à volta do pescoço. A médica pede para parar, pergunta ao pai se o quer cortar neste momento (mas a visão de um bebé metade nascido não parecia ser muito agradável) e à terceira nasce.

Chora, muito roxo e branco como é suposto. Fica um minuto connosco, é levado para ser vestido e desta vez não há separações. Fica em cima de mim enquanto oiço: "Eram 10h22m, 2680g, sexo masculino, períneo intacto." (E eu só penso: não vou levar pontos, não vou levar pontos!)

Vamos para o recobro, foi tudo tão rápido, foi tudo maravilhoso.

06 dezembro 2007

Momentos que não se fotografam

o ar da Marta a pressentir brincadeira;
a chegada de mansinho à nossa cama pela manhã, da Maria;
a respiração do Joaquim.

Entretanto

recebo sms, e-mails de pessoas de todas as idades e feitios, com e sem intimidade, a perguntar-me como estou dos "peitos", das "mamas", das "maminhas" e os mais discretos, da "mastite".

É sempre bom imaginar que todos desejam a boa recuperação das nossas mamas.

Sabia interiormente

que aqueles febrões esquisitos que tive e me deixaram quase a delirar não podiam ser mastite. Já tinha tido um princípio de uma, há 3 anos, e isto não tinha nada a ver. Dei o desconto à médica que cá veio a casa porque um dia antes tinha levado um monumental pontapé da Marta, no muda-fraldas e, isso sim, tinha-me deixado dores.

Entretanto, voltei a ter urticária (tão bom, estar sempre a coçar-me outra vez) por reacção ao medicamento e lá fui eu, percorrer os mesmos corredores de sempre e ser atendida nos intervalos dos partos, pela minha médica.

A colestase já zarpou para parte incerta, a urticária vai desaparecer e o meu problema afinal está no útero. E desaparece nos próximos dias, nem tem outra hipótese.

05 dezembro 2007

Antes do Joaquim nascer

as pessoas todas diziam que seria óptimo que a Marta já andasse, que era menos um trabalho.
O Joaquim nasceu, a Marta não anda e eu dou graças a Deus porque prefiro tê-la na sala a gatinhar e brincar pelo chão do que imaginar-me sozinha com os três (acontece pelo menos os serões de quinta-feira), ter de dar de mamar no sofá e vê-la a chocar com móveis ou a cair.
Leva o tempo que quiseres, filha, dá-me tanto jeito.

Este filho que me nasceu há uns dias


é minúsculo. Pequenino, delgadinho, mini-mini-mini. Todo ele nada nas roupas (benditos tamanhos zero que eu tinha por aqui), as perninhas são magrinhas, todo ele inspira mantinhas e ninhos aconchegantes. E vejo a vantagem de se ter um tamanho assim tão mais pequeno (que diferença que faz da Marta com este tempo), é que a probabilidade de o gozar assim mini prolonga-se umas semanas.

É aproveitar agora, é aproveitar agora, enquanto o povão não me pergunta:

"Então e o que a pediatra diz de ele ser assim tão gordo?".


04 dezembro 2007

A miúda é um bocado obsessiva, é verdade.

No outro dia chateou-se com o pai porque lhe deu uma clementina e tinha separado o primeiro gomo. Embirra com bolachas partidas, com a comida misturada (quer escolher a ordem porque come os alimentos), para tomar o medicamento tem de ser com a colher mais pequena que há na gaveta, e podia continuar com as paranóias. Vale-me a paciência que se esgota e renova todos os dias, que isto de ter filhos e descobrir neles manias que não lhes pomos, é do caneco.

O último dos dramas na brincadeira com as bonecas, é repetido até à exaustão e reflecte uma pobre criança que deve com ela conviver no recreio da Escola. E todos os dias grita assim para as bonecas:

"Descansa que a tua tia Paula deve-te vir buscar que a Aurora foi dormir a casa do pai." Todos os dias, ela repete esta gritaria em tom de impaciência, alto drama e sem se cansar. Há semanas.

Eu juro que não tenho nada a ver com isto. Quando eu era miúda as minhas brincadeiras eram um bocadinho mais tranquilas.

A Marta em cima da nossa cama

e o Joaquim no muda fraldas. De repente, ele começa a chorar a sério, a cabeça dela vira-se, franze o sobrolho e fica muito apreensiva a olhar para onde vem o som. Com uma expressão de: "Mas essa coisa que anda por aí a circular também emite sons?"

Indescritível, o momento.

Isto representa muita coisa

As listas de compras que a minha filha rabisca nas suas brincadeiras são sempre para idas à Farmácia.

Vinha feliz da rua,

as pessoas com quem me cruzei perguntaram-me se o bebé estava bem, como tinha corrido. Pessoas que eu não sei o nome nem exactamente onde moram, mas que compram a mesma fruta que eu, vão ao mesmo supermercado, pisam a mesma calçada. Pessoas de quem pouco ou nada sei (excepto que aquele senhor tem um neto de dois anos, o outro velhote tem um cão salsicha).

Vinha das compras, feliz e pouco cansada (ai que bom carregar com as compras no saco de alças e arrastá-las no carrinho e não chegar ofegante), abro a porta de casa, a minha filha cumprimenta-me, levanta-me a camisola e:

"Mamã, tens aí outro mano? Como se vai chamar este mano?"

E pronto, toda a poesia deste pequeno passeio matinal resvalou pela ribanceira abaixo.

Minha rica filha Maria.

ou: até choro com um anúncio destes, ou ainda: a culpa é das hormonas, e eu sou também irmã mais velha.




Via Sophie.

A última vez que me lembro de ter 39º

de febre e de ter ficado na cama a alucinar, devia ter 10 anos e estava num acampamento de Verão, no Carrascal. Os meus pais foram chamados para me ir buscar, fui ao médico e estava com amigdalite.

Desta vez, e só com Benurons a valer-me, demorei três longos dias a conseguir levantar-me da cama. Quem diz que as mães não ficam doentes?