29 fevereiro 2008

Breve (merecido) momento publicitário

Fujo ao uso de babetes fora das refeições como posso. Felizmente, tenho tido criancinhas pouco babonas, até agora. Mas fiquei fã dos babetes da Morgy logo que os vi, com a dobrinha para a comida cair. Um amor. O primeiro babete do Joaquim está comprado. Para quando comer a sua primeira papa.

28 fevereiro 2008

3 crianças no banco de trás de um carro

Leio a legislação sobre o transporte de crianças e converso com quem transporta três crianças no banco de trás de um carro como o meu, há anos. (entenda-se carro como o meu, um carro com alguns anos e sem espaço para caberem três cadeiras no assento)

Parece que a única forma, para quem não pode comprar um monovolume ou equivalente é colocar um banco elevatório no lugar do meio, tendo a criança mais velha peso ou idade suficiente para tal. Por enquanto e porque o Joaquim ainda viaja no ovo e no banco da frente, encaixo eu as minhas ancas no banco de trás. Lá para o Verão, assim será.

Nunca tinha ido ao British Hospital.

Não conto lá voltar.

Duas horas depois de ter esperado, num ambiente particularmente confuso, chamam-nos.Como a pressa é inimiga da perfeição, para além de não acharem algálias do tamanho do meu filho, o frasco do líquido de contraste entornou-se.

No momento em que a médica pensa que finalmente vai acelerar o processo e iniciar aquela história, o meu filhinho (o meu pequenino Ratatui de cinco quilinhos) resolve encenar uma erecção. Uma platéia inteira à espera para o algaliar.

Há momentos em que uma mãe se orgulha.

27 fevereiro 2008

Hoje, a feliz notícia:

o Joaquim não tem refluxo!

Dos sítios que são nossos

Ricardo Araújo Pereira in Time Out Lisboa,Novembro de 2007

Só quem cresceu em São Domingos sabe que é um bairro completamente diferente de Benfica. Benfica ficava lá ao fundo, na minha infância. A bom rigor, nunca lá íamos. Benfica é um sítio, São Domingos é outro. Eu cresci em São Domingos de Benfica.



25 fevereiro 2008

Vale tudo

para não ter de ir as seis vezes por dia à casa-de-banho.

"Mamã, queres mesmo ir? Olha que vai cheirar muito mal!"

Eu, num momento de embevecimento,

"ó filha, estás tão crescida. Tens quase 4 anos!"

Resposta: "Pois tenho, mamã. E vou continuar a chuchar no dedo!"

22 fevereiro 2008

3 meses


Este miúdo fará sempre meses (e mais tarde, anos) a reboque da Marta. São uns gémeos falsificados e espero que sejam grandes companheiros de crescimento. Que isto de terem idades tão aproximadas nestes primeiros tempos só nos tem trazido desgaste. Mas é sempre a melhorar, já me tem dito a Inês (quantas vezes me lembro de ti...).
São noventa dias. Temos um rapaz cá em casa. Por enquanto as diferenças maiores da última filha é que, com tem sido muito mais saudável (graças a Deus) as noites são muito mais tranquilas desde o nascimento. O mínimo são 8 horas, tem chegado às 10. Isto desde os dois meses. Durante o dia pouco chora, gosta de sling, de espreguiçadeira, do barulho da casa, da minha voz, das gritarias das irmãs.
Ri-se quando acorda, ri-se quando acaba de comer e até para a parede se ri quando muda a fralda.


21 fevereiro 2008

Marta, 15 meses.

Chego à Escola e observo-a em fila indiana a caminho do ginásio. Os milagres do trabalho de grupo, segundo o pai. Uma crescida, esta miúda. Quando repara que eu estou lá, parada no corredor a olhar para ela, paralisa e sorri com ar empático de "Então estás aí, não dizias nada?". Uma comédia, é o que esta miúda é.

Os finais de dia já são mais trágicos. Ali a partir das 18h só se entretém com atenção ou com comida. Deposita nas duas as suas maiores esperanças. Como bolachas e fruta não são horizontes muito alargados, descobri que se entretém a ver-me fazer bonecos de plasticina com a irmã. Suspira porque não os pode comer. Mete a chucha à boca e fica a ver, impaciente com sono. 20h é a hora limite para mergulhar na cama.

Consulta de cirurgia.

A bexiga da Maria deveria ter 150cc e tem 400cc. Até Maio, tem de aprender a ir à casa-de-banho 6 vezes por dia com sucesso. Se o conseguir, fazemos este tratamento, numa tentativa de evitarmos a cirurgia aberta. Mas até nos livrarmos do refluxo, ainda temos um longo caminho a percorrer.
A paciência é uma virtude.

20 fevereiro 2008

Quando as pessoas estão nas nossas orações

entram-nos pelos sonhos, diariamente.
Voltou a acontecer esta noite. Mas hoje foi bom.

19 fevereiro 2008

Final da manhã, início da tarde

o fim da chuva, o começo do Sol.



Tive um pesadelo esta noite.

E hoje não há nuvens.
Nunca mais chega amanhã.


18 fevereiro 2008

A filha do meio,

voltou a ficar em casa desde quinta-feira. Depois do regresso à Escola, por apenas três dias. Receámos uma recaída das grandes e atacámos novamente com os aeróssois e companhia. A miúda dedica-se a destruir a casa como pode, aperfeiçoa o andar, faz as curvas do corredor como se sempre se tivesse movido assim.

Gesticula em protesto se a contrariamos e guincha como eu nunca vi. Sempre foi uma bem-disposta mas não lhe venham dizer um "não". A última vez que isso aconteceu, a pobre da irmã mais velha levou com um brinquedo de madeira na cabeça.

"Ops, acho que fiz asneira e é melhor disfarçar!"




17 fevereiro 2008

Para se perceber

o grau de não esquisitice com a comida da minha filha Marta,

ela refila comigo, esperneia, gesticula, quando eu lhe tiro da mão (e da boca) os biscoitos das gatas. A ração, meus amigos.

A minha cunhada avisou-me

que a Maria estava a explicar ao primo quem eram as pessoas das molduras, em casa da minha tia. Os meus avós, o meu tio. Os que ela me perguntou vezes sem conta quem eram.

Contei-lhe histórias da minha infância, que a avó Zé tinha as unhas muito compridas e vermelhas, que usava sempre xailes e tinha um colo muito fofinho. O avô Edgar, esse, tinha um barco e levava-nos a passear pela Arrábida no Verão, e andávamos por alto mar. O tio Luís, era o marido da tia Lena e tinha uma grande paciência para todos nós. Ensinou-me a andar de mota de água e sorria sempre, sempre.

Quando chegámos a casa perguntou-me se no Céu eles estavam com Jesus. Disse-lhe que queria acreditar que sim, que eles tinham tido Jesus no coração um dia e que por isso, estavam por lá, ao seu lado.

(Porque infelizmente, não sei.)

14 fevereiro 2008

Ontem,

rumámos à consulta de nefrologia, com o exame na mão e a confirmação que o refluxo da Maria agravou neste último ano. Passada a faixa etária em que tudo poderia ter desaparecido, teremos de optar por um tratamento endoscópico ou cirurgia. O primeiro tem uma taxa de sucesso mais baixa mas um pós-operatório muito simples, o segundo tem uma taxa de sucesso total mas um pós-operatório que me arrepia só de pensar.

De ontem a uma semana saberemos qual deles vamos fazer, o cirurgião dará o seu aval. Ficámos a perceber o porquê de a Maria aguentar desde sempre 12 horas de noite sem urinar, a bexiga dela é do dobro do tamanho para a idade, maior que a de muitos adultos. Isto não ajuda a fazer desaparecer o refluxo e pode trazer-lhe algumas complicações, mesmo de futuro.

Um coração de uma mãe (e de um pai) sofre.

13 fevereiro 2008

Há uns blogues atrás

escrevi que ser mãe me tinha tornado melhor pessoa. O que eu queria dizer é que me sentia melhor comparativamente ao meu estádio pré-mãe. Houve quem achasse que eu me estava armar e que queria dizer que era melhor pessoa que as outras, que não eram mães. Um disparate, obviamente.

Uns blogues depois, um post que me poderia ter surgido na altura, em vez de andar por aí a desmanchar-me em explicações.

Só hoje,

a regressarmos de casa da minha tia (e ao ver fotos em molduras do meu tio, que já morreu) é que a Maria reparou que ela vive sozinha. Depois de lhe ter perguntado porque é que ela não tinha marido (a minha tia ainda é nova), veio para casa e disse-me em tom de pena:

"Então mas a tia Lena dorme lá sozinha na casa dela? Só com a Molly (gata)? Coitadinha da tia Lena, eu gosto tanto dela!"

Recordar a minha infância

é ter sempre presente a minha tia Lena, que hoje faz anos. Entre muitas outras coisas que ainda fazem parte, sempre gostei da casa da minha tia, impecável e acolhedora. Talvez tenha sido ela a grande "culpada" de eu ser apreciadora de coisas antigas, já que ela é grande preservadora de pequenas relíquias de família. Nos cenários da minha infância, esteve sempre este presépio, que ainda hoje me encanta e permanece no mesmo sítio.

12 fevereiro 2008

Conhecemo-nos já crescidas.

(Dez 2001, grávida de 38semanas da Catarina)

Eu tinha 16 anos, ela 19. Ficámos amigas instantaneamente. Não me lembro onde começou, mas sei que nunca acabou. Acompanhámo-nos nos primeiros namoros, vimo-nos casar e ter filhos. Temos tido períodos em que pouco nos vemos, mas sempre falamos. Circunstâncias da vida. Últimamente, a vida quis que nos apróximássemos mais geograficamente e que as nossas filhas nos demarcassem mais proximidade. Ainda assim, não é a que eu gostaria, mas a que vida agitada nos impõe.

Há muito poucas pessoas de quem goste assim, que sempre me aceitaram como eu sou, em tantas alturas diferentes, com uma sinceridade e pureza únicas. Admiro-a pela sua capacidade de passar as adversidades da vida e chegar mais além, ano após ano.

Muitos, muitos parabéns minha amiga Marta. Gosto de ti!


Children See, Children Do (*)

"Mamã, rápido, vai ver o mano. Está a chorar, passou-se!"

(*) - da Xana

11 fevereiro 2008

Auto




10 fevereiro 2008

Sábado de manhã


e deixámos uma casa inteira em silêncio (um pai e dois bebés a dormir) para rumar ao jardim. Não sei o que se passou ontem, se ninguém acreditava que ia estar Sol, se pela janela não se percebia que estavam umas temperaturas primaveris, mas eram 10 horas quando lá chegámos e não se avistava ninguém.

A miúda faz 4 anos em breve e embora eu o perceba em frases como : "E que tal pormos os óculos, que hoje está muito Sol?", este crescimento é acentuado em larga escala quando estamos só nós. Sem irmãos nem mais ninguém por perto, a pequena criatura tantas vezes chata e facilmente chorona, converte-se na minha companheira de conversas, deliciosa, amorosa, afectiva.

Sair com ela de casa leva um minuto e eu já não estou habituada a sair assim. Pegar nas minhas coisas e simplesmente bater com a porta. Sem mochilas, sem fraldas, sem comida, sem mudas de roupa.

De repente, dá para entender quem tem saudades de um bebé, porque esta filha é já tão autónoma, cheia de iniciativa e curiosidade. Não a imagino única na nossa casa, agora. Mas faz-lhe bem ser única, de vez em quando.



09 fevereiro 2008

Que é feito? (2)

das bombocas? Ninguém tem saudades de bombocas? (Os "beijos" que o Pingo Doce imita estão a anos luz das bombocas da minha infância.)

Que é feito?

Dos suspensórios? Ninguém os usa a não ser os gordos? Eu gosto de suspensórios!

08 fevereiro 2008

Há aquelas pessoas

que escrevem e conseguimos senti-las. Gosto dos posts da Filipa, como este e este. Mas tanto!

07 fevereiro 2008

Quando é que é andar?

Eis a questão. É que há quem considere que andar é dar uns passos sem auxílio. Pois para mim, andar é quando eles se movem sem ajuda e com alguma segurança. Por isso, acho que o grande troféu que posso recolher destas semanas de clausura com a criançada foi o despertar pós-febre da nossa Martinha para uma nova forma de locomoção.



(clicar na seta e ignorar as conversas que se ouvem de fundo, da televisão)

Para se poder compreender

a importância que o sono sempre teve para mim, é relembrar que o meu então namorado fez uma música cujo título e letra era: "A Rute só sabe dormir".

Do amor pelos filhos.

Tenho um post em draft há meses. Um dia hei-de conseguir explicar porque é que a dimensão do meu amor pelos filhos é igual, mas a forma de os amar é diferente.

06 fevereiro 2008

Charme.

(clicar na seta)



Eu disse isto na semana passada

mas ninguém me ligou: eu quero chegar a este fim de semana com a família toda bem de saúde. É uma ordem.

03 fevereiro 2008

Apesar de nos terem dito

que lá na Escola não se comemorava o Carnaval (a Escola é evangélica), o que é certo é que alguns pais levaram os seus filhos mascarados. Quando o pai foi buscar a filha ao recreio, na tarde de sexta-feira, teve alguma pena dela porque a via olhar para a C., mascarada de Branca de Neve e ela também gostava de ser uma.

Nós somos evangélicos e obviamente não comemoramos o Carnaval, no seu sentido original, mas não achamos mal nenhum que a nossa filha se mascare. Aliás, todos os dias o faz cá em casa. O imaginário de uma menina terá sempre princesas, fadas, mães, médicas e por diante.
Embora não tendo saído de casa (a maioria da prole ainda está doente), ontem aproveitámos o fato que a tia Lena lhe trouxe da Madeira no Verão passado e fizémos a festa à nossa maneira.



01 fevereiro 2008

Ora bem,

Falta um mês e quatro dias.

Son prénom fête ses 31 ans dans 1 mois et 2 jours

E o que eu quero como prenda é um dia a fazer destas coisas. Ou destas e esta também pode ser.