31 março 2008

Pijamas infantis perigosos

A Deco - Associação de Defesa do Consumidor detectou "substâncias perigosas", por poderem causar alergias, eczemas e irritação na pele, em cinco dos 15 pijamas infantis analisados. As marcas Billy Blue BG Folich, Chicco Chi by Night, Noddy Verbaudet), Ruca (Fábrica de Tecidos Jacinto) e Prénatal Giants Club apresentaram ftalatos. Esta substância plastificante encontra-se nos estampados e "estudos animais mostram que que pode prejudicar o fígado e os rins". O artigo publicado na "Teste Saúde" de Abril alerta ainda para o facto destes químicos serem "sobretudo perigosos em artigos de puericultura destinados a crinças pequenas, que os levam à boca por longos períodos." No pijama Prénatal Giants Club foi ainda encontrado formaldeído, um composto orgânico "reconhecido como cancerígeno" para o ser humano e "o contacto directo com a pele, em especial das crianças, pode provocar irritação".Sem propósito publicitário, mas com o intuito de sossegar os pais quanto às restantes dez marcas que passaram no exame, o JN faz questão de as mencionar. São elas as da Disney Tigger (H&M); Red Code; Oysho Peanuts Snoopy; Piratas das Caraíbas (La Redoute); C&A Disney Pixar, Zara Super Homem; Graipe de Rêve (Fabio Lucci); Benetton Red Wood Mall; Petit Patapon Bed Time e Disney Minnie Dance.
Por não haver uma lei reguladora para os têxteis infantis, a Deco avaliou o teor de químicos "com base na norma ÖKo-Tex Standard 100" e os ftalatos pela "directiva dos brinquedos e artigos de puericultura".A Deco informou os respectivos fabricantes do resultado do estudo, mas segundo Fátima Ramos, apenas a Billy Blue reagiu, garantindo que a próxima colecção já não conterá a tal substância. A Prénatal respondeu que os seus pijamas "estavam dentro da lei".Porque foi analisada a presença de corantes, formaldeído, ftalatos, benzeno e metais pesados e destas substâncias "apenas os corantes azóicos, que libertam compostos cancerígenos, têm limites definidos numa directiva"."A escolha foi aleatória. Procurámos marcas representativas e fomos a grandes cadeias de distribuição e hipermercados", explicou a técnica, que adiantou ao JN estar este resultado "dentro da média europeia". Ou mesmo acima, uma vez que em Portugal não foram detectados corantes.A quem compra roupa para crianças, Fátima Ramos aconselha a preferência pelo rótulo ecológico europeu ou Öko-Tex, como garantia de ausência de químicos nocivos e a lavagem obrigatória e prévia de qualquer peça têxtil (a elevadas temperaturas) "porque desta forma se elimina grande parte do risco.»
Fonte:Jornal de Notícias

No outro dia,

à vinda do Hospital, ao fim da tarde, pela Crel, estava um entardecer fantástico, cheio de nuvens contra-luz, algumas delas cinzentas, outras pretas. Um céu invulgar e bonito que tentei fotografar ao ritmo lento que conduzia. A máquina captou a sujidade do vidro do carro que não era assim tão visivel. Não se aproveitou quase nada.






Quase 4 anos

e dou-me ao luxo de não lhe corrigir as poucas palavras aldrabadas. As minhas favoritas:

sustinar = estacionar

pussissina = plasticina

28 março 2008

Uma tese de doutoramento, por favor

sobre os pós-partos e as reacções de quem nos rodeia.

Nos dias seguintes ao parto, os olhares de todos à espera do milagre de não parecermos ter tido um filho. Mas no meu caso, pareço sempre ter tido um bebé, que eu não tenho o genes da Catarina Furtado nem o dinheiro dela para andar na Metabólica. Depois, os comentários forçados dos que mentem descaradamente que estamos quase iguais, quando não estamos ou então dos que dizem que estamos com "cara de mamã", que é o mesmo que termos descido dez patamares (é o contrário do que acontece agora na novela da TVI. Passamos de Margarida Marinho para Alexandra Leite. Directo.)

Uns meses depois. O agora. Começamos a parecer mais normais. As pessoas começam a respirar algum alívio (uma tese de doutoramento para os pais, por favor, que o meu santo pai pergunta sempre nas primeiras semanas pós-parto se as cintas já não se usam) e esboçam comentários repentinos e suspirados "Ah, agora sim, andas menos cansada" e outros que tais, que nos deixam verdadeiramente preocupadas de como estariamos há umas largas semanas.

Isto tudo, ao terceiro filho, já me permite rir. Agora, com licença, saio para o meu jogging da manhã.

27 março 2008

O IVA baixou (vai baixar)

e se eu estivesse a trabalhar estaria a maldizer a minha vida por tudo o que ia implicar esta mudança.
Portanto, ainda bem que não estou a trabalhar!

4 meses de cada um






Ainda da enfermeira da vacinação

(que se diga em abono da verdade, é um amor de senhora, já sabe o nome dos meus filhos, cumprimenta-me com dois beijos e tem sempre um sorriso na cara),

ela vive mesmo aquilo de fazer chorar as crianças. Como ia picar a Marta nos dois braços, explicou à Maria, que assistia, que um dia também já lhe tinha feito aquilo. Para que servia e que ia ter de dar muitos mimos à irmã. No final, ainda lhes ofereceu, a cada uma, carteiras cheias de produtos da A-derma.

26 março 2008

Há uma enfermeira da vacinação,

já bem entradota na idade, que se desfaz em suspiros sempre que prepara as injecções.

Aquilo faz-me confusão. Eu sou mãe. Não gosto de ver os miúdos a chorar, mas se tem de ser, que seja. Dêem-lhesas injecções e vamos embora.

Pois bem, demorei a perceber semelhante mistério. A senhora sussurrava sempre "Perdoa Jesus", no segundo antes de espetar com a seringa na pele dos meus filhos. Como tem um pin com a Nossa Senhora na farda, achei que era alguma oração que proferia, a condizer com os restantes rituais.

Mas não, a senhora chama-se Maria de Jesus. Ela pede perdão aos miúdos pelo mal que lhes faz. "Perdoa a Jesus, bebé."

25 março 2008





Consulta dos 16 meses - Marta.

Não ganhou peso desde Janeiro e cresceu um centímetro. A médica achou-lhe diferença, mais menina e desenvolvida. Não tenho essa noção, só me espantei ontem quando do nada, a vi pegar numa colher e comer sozinha massa com carne. Hoje, no placard da Escola, as fotografias à mesa e um recado: "Pais dos sapinhos: já comemos sozinhos."

Tem crescido tanto lá, também.

Não percebes nada do assunto, pá!

Resposta ao meu amigo Pitx:




Ao telefone, com a minha irmã:

"Sim, estou aqui mesmo a chegar à Estrela." (ao Jardim)

a euforia, repentina:

"O quê? É hoje que vamos ver neve? É isto a Serra da Estrela?"

Fórmula mágica

a minha filha mais velha + óptima fotógrafa + excelente máquina =








Ainda no hospital,

decido espreitar no piso dois se a minha médica obstetra se encontra, só para a cumprimentar. Quando a porta se abre e me vê de relance, a única pergunta que lhe ocorre dizer, com ar de pânico, é:

"O que é que estás aqui a fazer?",

perante a minha resposta que só quero dar mesmo dois beijinhos e uma consulta de ginecologia para breve, ela acha que daqui a uns tempos me fará nascer um Francisco.

Com o bebé no sling,

no hospital, são os pais que perguntam onde arranjei semelhante acessório.
"Olhe, a minha mulher viu-a passar ali na cafetaria e ficou curiosa com esse pano..."

Consulta dos 4 meses

tenho o percentil 25 mais sorridente de sempre e com uma assimetria na cabeça que explica um olho muitas vezes mais aberto que outro. Felizmente uma mania a dormir que teremos de contrariar nos próximos tempos.

Eu devia ter filmado,

o ar de surpreso da Maria, um pé atrás, quando o tio-avô Joel lhe disse que tinha ido à casa-de-banho lavar os dentes e no mesmo instante tira as duas placas de dentro da boca e as bate uma na outra, sugerindo que fizesse o mesmo com os dentes dela.

24 março 2008

Saíu de casa, de manhã,

com a Inês e respectivo pai, sem vergonhas e com confiança. Ao chegarmos ao final do dia, a desilusão por nos avistar. O desgosto era tão grande por ter de ir embora que nem se queria despedir de ninguém. Vinha exausta e feliz.

(fotografia da Xana.)

23 março 2008

Hoje, quando vi esta jarra,

tive saudades da avó que só me deu colo até aos oito anos. Bordava uns naperons em linho para tapar as jarras da água, que eram um mimo. Herdei uns deles, um dia destes ponho-os a uso.

Eu ainda me lembro destas coisas.

Há dois anos regressávamos de um magnífico fim-de-semana em Tondela, quando resolvi fazer um teste de gravidez, já de noite. Deu positivo, era a Marta.

22 março 2008

4 meses

O Joaquim cresce e quase não damos conta. Felizmente estou desempregada e a minha licença de maternidade estende-se até Setembro. Os tostões esticam-se ao máximo, mas este é um tempo único.

21 março 2008

Era para ser, esta Páscoa,

o nosso regresso. No tempo em que ainda só contávamos com a Marta.
Ao terceiro filho, os meus horizontes sociais estão muito pouco alargados. Ao almoço, um casal amigo achava que ir jantar fora não era sair. Pois para mim, neste momento, se fôr jantar fora já estou a sair.
Vamos voltar a Nova Iorque, ainda não sabemos é quando.

16 meses

Não há filhos iguais e esta filha não é excepção. Revela-se uma pequena pessoa determinada, entretém-se muito tempo sozinha a brincar e temos de a avisar mais do que desejaríamos de todos os eventuais perigos que encontra. Ignora os avisos, se vai direita a um sítio que lhe interesse. Podemos gritar, chamar pelo nome dela, nada se atravessa no caminho. Sabe o que quer. Tem tanto de aguerrida como de dócil. Mas não lhe forcem beijos e abraços, que nisso sai à mãezinha dela. Só os dá quando quer.
Continua a ser uma miúda pouco esquisita a comer e a teoria do pai é que se lhe déssemos um novelo de lã a cheirar a bacon, que ela não se faria rogada.
É um encanto vê-la crescer.

20 março 2008

Foi há uns dias,

por causa de umas ilustrações muito explícitas, que a Maria teve o seu primeiro embate com a morte física de Jesus. A parte poética sabia. Que Jesus foi o filho de Deus, que veio à Terra por nossa causa. Que tinha morrido numa cruz e que tinha custado muito, não. Faz muitas perguntas desde então e não perde oportunidade para repetir que "Jesus era bom mas as pessoas pensavam que era mau e por isso morreu por nós". Uma mensagem ainda tão difícil de explicar a uma mente de quase 4 anos. Cresci assim também, mas lembro-me perfeitamente do dia, criança já bem mais velha, em que me apercebi do que implicava Jesus ter morrido por mim. Naquele dia, eu percebi que nada mais importava, Jesus tinha vertido o seu sangue por todos os meus pecados.

(ilustração de Salvador Dali, retirada daqui.)

Com a prima Ester, cá em casa.

"Sabes, não consigo dizer frigorífico!" (troca-se com as sílabas) "Mas digo muito bem Nickelodeon!" (e diz, correctíssimo, lol!)

19 março 2008

Ao telefone com o meu pai

"Estou, avô João, sabes que hoje é o dia do Pai e eu fiz um desenho muito lindo? (...) Fiz, pois foi...Olha, agora vou passar o telefone à tua filha! (...) À Rute, vou passar à Rute!"

No Pingo Doce,

vê uma Hello Kitty quase igual a uma que a minha mãe lhe deu.
"Olha, tão gira, parecida com a minha. Mas não me compres, a avó Tina de certeza que também me vai comprar esta. De certeza!"

Pintura da Escola, dia do Pai.





18 março 2008

Nas brincadeiras

a mais nova já guincha por antecipação se vê que a irmã lhe pode retirar algum brinquedo das mãos. A Maria esconde os brinquedos que não quer que a Marta mexa (a backpack da Dora, por exemplo), mas engraçado é que hoje, ao sugerir que fizesse um piquenique com comidas, ela chamou a irmã para cozinharem refeições. Brincarem juntas é costume, lutarem pelos brinquedos também. Mas a novidade é que cada vez passa mais tempo em que se distraem mútuamente sem intervenção nossa.

É giro.




Semana de férias da Escola,


aproveitamos algum Sol e as nossas redondezas para passeios.


17 março 2008

Chegam os filhos, vão-se os anéis

(Retirado da publicação de Janeiro da Ass. Port. Famílias Numerosas)

"Estou a meio filho de me poder inscrever na Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (o ter­ceiro vem a caminho), e desde que um estudo espanhol concluiu que criar um filho até aos 18 anos pode chegar a custar 310 mil euros, olho para a minha prole como se fosse um conjunto de casinhas do Monopólio. A Carolina, que foi a primeira, podia ser um apartamento ali para os lados da Graça, com vista para o rio. O Tomás, que já calça alguns sapatos da irmã, uma casinha de férias no Algarve. O Guilherme, que ainda está a banhos na barriga da minha mulher, uma quinta jeitosa no Alentejo. Ah, meu Deus, troquei uma vida dedicada à aquisição de imobiliário por fraldas malcheirosas e noites
em branco. Mas o pior de tudo não é isso. O pior é esta sensação que, além de ter filhos, também tenho de pagar impostos por eles. É que nós somos o país da Europa que menos cuida das crianças e das grávidas. Os meus filhos não são casas, mas o Estado trata-me como se eles tivessem de pagar IMI.
Até podia fazer sentido, se por acaso fôssemos um daqueles países em que saímos da porta e tropeçamos em criancinhas. Mas não somos. Actualmente, em Portugal, nascem em média 1,4 filhos por família, o que torna impossível a renovação das gerações. Se continuarmos por este caminho seremos 7,5 milhões em 2050, e se não fossem as vagas de imigrantes o problema seria ainda mais grave. E o que têm feito os sucessivos gover­nos para enfrentar esta situação? Ehhh... Nada. Nadinha de nada. Ah, é verdade, parece que o engenheiro Sócrates apresentou para aí um plano de apoio à família e à natalidade. Deixem-me só ir ali ao lado rir um bocadinho e já cá volto. Dar umas migalhas no abono de família a famílias que vivem miseravelmente é o essencial desse grande plano, que deixa de fora toda a classe média e os apoios que realmente contam: uma baixa significativa do IRS para famílias numerosas ( a diferença entre ter três filhos ou nenhum é de um por cento - uau! - no meu escalão de IRS), permitir uma dedução séria nas despesas de educação tendo em conta a vergonhosa inexistência de uma rede de infantários públicos, apoiar as grávidas no seu trabalho e expandir a sua licença de maternidade, tratando-as como merecem. Apenas um exemplo pessoal: enquanto médica, a minha mulher é obrigada a fazer bancos no seu hospital até aos sete meses de gravidez, nos quais chega a trabalhar 35 horas consecutivas e a esmagar dois ou três doentes com a barriga. É esta a atenção que o Estado dedica à natali­dade? Boa piada.
A verdade é que, à boa maneira portuguesa, nunca foram realmente tomadas medidas que apoiem quem quer ter filhos. Comparada com qualquer país civilizado, a situação em Portugal no que respeita às políticas de natalidade é de terceiro mundo. Quem opta por ter filhos não deve ser tratado melhor do que quem escolhe não os ter - mas convinha pelo menos não ser prejudicado por isso. Uma coisa é optar pelo Guilherme em vez de comprar uma quinta no Alentejo. Outra coisa é ser obrigado a vender uma quinta no Alentejo para conseguir criar o Guilherme."

João Miguel Tavares, Jornalista

A Páscoa,

trouxe da Escola. Todas as manhãs espreita para ver se já cresceu alguma coisa, mas ainda nada. Desde sexta-feira que trouxe a semente mergulhada na água e no algodão e que me certifico que apanha luz e permanece húmida. Já não me lembro quantos dias isto demora, a Maria vai aceitando a espera.

O mal de ir a um ginásio só frequentado por mulheres

é que as mulheres têm sempre muitas coisas para dizer.

Eu chego acompanhada do meu minúsculo e todas me falam em pós-partos. Subo para cima da balança, usufruo de uma aula gratuita do ginásio que acaba de abrir na minha zona. "Até nem está muito mal" é logo a frase-brinde quando o número pisca com o meu peso. Todas me relatam casos de insucesso nos meses que se seguiram aos filhos, histórias que não quero ouvir falar. Só penso que me quero despachar, experimentar os aparelhos, ver como funcionam as aulas e ver se vale a pena a inscrição. Insistem com a flacidez, a celulite, o segundo filho que não veio porque, imagine-se só (isto existe, em Portugal) já tinham deformado muito o corpo.

"Então e se tivesse 3 filhos em 3 anos e meio?" foi a frase que paralisou uma multidão. Sou uma heroína, afinal estou fantástica.

14 março 2008

A filha ainda não sabe o pai que tem,

ou a filha poderá vir a ser igual a ele.

Pai: (com ar muito entusiasmado) "Um dia destes dormimos aqui na sala, queres?"
Maria: (sem perceber muito bem o que poderia vir aqui de divertido) "Sim..."
Pai: "Pomos os manos a dormir, preparamos aqui as coisas, deitamo-nos e vemos televisão até cair para o lado!"
Maria: "Até cair para o lado como?"

A primeira vez foi há umas semanas,

apontou para o copo do principezinho e soltou um som que mais tarde percebi, pelo ar com que engolia o líquido, que queria mesmo água.
Agora, pede sempre com um ar muito desesperado (mesmo que tenha bebido nem há meia hora), de braço esticado, a apontar para o jarro, torneira ou copo:

"Bábua!"

Filha do meio


ainda é tão bebé.



Levo a Maria à Escola,

já não acontecia desde as vésperas do nascimento do Joaquim. A Marta fica em casa, levo o ovo com o bebé lá dentro. Entra orgulhosa na sala, quando os colegas se aproximam para ver o irmão, assegura o espaço ao lado e dá instruções. Não admite que alguém lhe toque com um dedo que seja.

"Está a dormir e não vamos gritar."- ordena.

Logo a seguir, para uma das colegas: "Vês, é a minha mãe. Uma autêntica princesa."

(Gostei da ênfase na palavra "autêntica".)

13 março 2008

Voltámos à ginástica respiratória,

com a Marta, claro.
A parte boa é que todos discutem entre si sobre quem vai pegar nela ao colo. A parte má é que ela já não quer ser pegada, quer andar à solta. A parte boa é que ela ao fim de uma sessão parece outra a nível respiratório. A parte má é que ameaça bater na fisioterapeuta se o exercício em questão não lhe agrada. A parte boa é que a Médis ainda continua a ser a única seguradora que não pede autorizações para estes tratamentos e leva ninharias por eles. A parte má é nós ainda termos de continuar a recorrer a eles.

Sair à rua sozinha,

com a Marta pela mão e o Joaquim no ovo, gera todo o tipo de comentários.
Incrível mesmo, é que ninguém se ofereça para ajudar.

Entra no nosso quarto às 8.00 da manhã

(sabe que quando o faz ainda de noite, volta para a cama dela)

e pergunta:

"Já é de dia?"

Eu: "Sim, é."

"Ah. É que estava na minha cama a pensar..."

12 março 2008

Do que semeamos e poderemos colher, de bom.

Recebi um convite certíssimo, lisonjeador, bonito. Mas na altura errada.
Guardo-o e espero que retorne, mais tarde. Voltará.

Prendas de anos

da Ana, Carla, Sandra e Xana:

140 minutos de massagens para gastar + uma amiga a tomar conta do Joaquim durante este tempo todo.

Prendas de anos

do meu marido.






Faz hoje um ano

que nos mudámos para esta casa. Em mais ou menos 12 horas estávamos aqui. Durante os primeiros tempos, persistia no ar o cheiro do produto que tinham colocado para tratar o chão velho e as portas. Ainda acho que um dias estas portas castanhas vão deixar de o ser. O escritório é a divisão mais descaracterizada da casa, e segundo a nossa filha é onde reside a cama do Sami (um amigo nosso que dorme cá com frequência), continuamos a não conhecer ninguém da vizinhança (à excepção da velhota do 2º esq.) e ir buscar o correio à casa velha já soa a estranho.

Um ano depois, pertencemos aqui. Já tive pesadelos connosco os 5 a termos de nos reajustar na casa antiga.

Quem ri para quem




11 março 2008

Quando uma mãe

em licença de maternidade se desfaz em desculpas à minha frente, que o bebé recém-chegado lhe tira todo o tempo que antes tinha, que tem a casa de pantanas, que afinal o dia já não tem 24 horas, que chega ao meio-dia de robe, que não limpa a casa, não faz comida, que, que, que,

que eu não recambie para a Rita. Ao quarto filho, é a minha heroína.

10 março 2008

Sábado à tarde

as minhas filhas e os primos.


(fotografia da Selma.)


06 março 2008

Uma mensagem a todos os casais com um filho só

(e que planeiam ter mais)

saiam à noite enquanto podem. Vão de fim-de-semana enquanto têm com quem deixar a criancinha. Ao terceiro filho, um serão é missão impossivel. Adolescentes voluntariosas como eu fui já não existem (anos a fio tomei conta de filhos de amigos a troca de prendinhas da loja dos trezentos. Tudo porque gostava de crianças, vejam só) e os avós vêem os netos multiplicar-se como formigas.

De repente, a ida a um concerto implica rondar as agendas e ver onde e como despejar a prole e a que horas regressar. Jantar fora é um sonho por concretizar (ontem fiquei à porta do restaurante, o meu filho mais novo devorou o leite que andei a tirar com a bomba e berrava como podia, para desespero da minha mãe).

Sonho com o dia em que possa pagar a uma baby-sitter uma noite inteira e em que saia, sem peso na consciência, por sobrecarregar alguém.

Por isso, amigos de um filho só que se alongam em desculpas de "ai não vale a pena deixá-lo a dormir sem nós porque ele até se aguenta bem no restaurante",

não sejam palermas e vão sair descansados enquanto podem.

05 março 2008

Faço 31 anos,

e embora não quisesse escrever um post a denunciá-lo, hoje de manhã tinha as duas caixas de correio (a electrónica e a de metal) cheias de coisas bonitas. O telemóvel também não escapou. Cinco anos de blogues só me surpreendem. Como na vida. Eu não mereço isto tudo, garanto-vos.


04 março 2008

Por estes dias, há dois anos

engravidava da Marta. Há um ano, começava a querer reorganizar o meu roupeiro para voltar a vestir a minha roupa. Chegou a acontecer em parte. Mas também foi por estes dias, há um ano que engravidei do Joaquim.

Resumindo: há dois anos que tenho demasiada roupa guardada! Dois anos!

03 março 2008

Disco cá em casa

video

(clicar na seta)

Eu não aprecio particularmente esta música (a bom rigor, eu detesto esta música). Mas ao final das tardes fazem-se muitos sacrifícios cá em casa, quando o sono começa a atacar e o jantar ainda não está pronto. E chegar à sala e dar com elas sozinhas e divertidas é do melhor.