30 maio 2008

Para a praia/piscina com a criançada

afinal quero um tanquini.



29 maio 2008

Há 32 anos.


Com a parcialidade que me é permitida, duvido que na década de 70 tenha havido casal de noivos tão bonito. São os meus pais, claro.

Em três anos,

estreei-me como tia, sendo que para o final do Verão nasce o meu sexto sobrinho, que neste caso é a Júlia.
Três sobrinhos e três sobrinhas! Avisem-me, caso ande por aí a rolar algum concurso de tios, que eu sou bem capaz de ser eleita a super-tia. A mais babada sou, de certeza!

Eu sei que ainda nem começou

mas já estou fartinha do Euro 2008.

28 maio 2008

É inevitável,

vemos sempre nos filhos dos outros oportunidades para emenda, erros crassos cometidos, defeitos insuportáveis. Não sou excepção. A minha maternidade também é feita de comparações, com outras mães. Não são poucas as vezes em que acho que poderia ser bem melhor, mas vou sendo aquilo que consigo. Há a graça de Deus, que sem ela acho que nada seria assim tão possível.
Revejo fotografias de quando só tinhamos a Maria. Vida diferente, essa. Mãe diferente, aquela. Não sou a mesma, com tudo o que isso contém.

O meu marido costuma fazer uma ilustração engraçada acerca de ter mais do que um filho. Quando temos só um, o "balão" de preocupações (e tudo o mais) enche-se só daquele. Com dois e três, esse balão não duplica nem triplica mas é repartido. Na doença de um, permitimo-nos a nunca ficar tão ansiosos porque há mais filhos para cuidar. Só o amor se multiplica e é alimentado em função das necessidades de cada um. São todos tão diferentes que pensar que poderiamos fazer tudo igual com todos (aquela ideia de ser justo) seria tremendamente desproporcionado e inadequado.

Olho para os meus filhos e percebo que cada um tem necessidades completamente diferentes, pela sensibilidade que cada um detém num ou noutro defeito. As escolhas, minhas enquanto mãe, fazem-se em função de cada um mas sempre com o conceito de grupo. É difícil explicar-me, às vezes, a quem não tem mais do que um filho. Ter estes três, neste momento, toma-me as energias que eu tenho e tudo o mais. Neste momento é como se só existissem eles.

Comparo-me com outras mães e justifico-me. Como se as justificações tornassem mais simples o que de tão complexo me vai na alma. O bom senso, esse não se encontra em manuais, nem em pediatras, nem noutras maternidades. Encontra-se na nossa.

Dou comigo a querer ser perfeita, mas não sou.

Sou só mãe.

Fã do Ruca

é o "Uca" ou "Cuca", como calha.


27 maio 2008

Irmãos




26 maio 2008

Curiosidade (das boas)

O Joaquim é o meu primeiro filho que, com seis meses, nunca esteve internado nem doente com nada.

Consulta dos 3 ao mesmo tempo.

Na sala de espera, oiço ao longe alguém dizer que a seguir são os Manos Cavaco na sala de pesagem e que não cabe lá mais ninguém.

Vacinas, Marta e Joaquim

a Maria faz um interrogatório à enfermeira durante as vacinas e assegura-se que ainda faltam muitos anos para as próximas picadas dela. O Joaquim ri-se depois de ser picado duas vezes e a Marta chama "Má!" à enfermeira.

Joaquim, consulta dos 6 meses

Peso: 8,485 Kg (percentil 75)
Altura: 69,5 cm (percentil 75)

Marta, consulta dos 18 meses

Peso: 14,285 Kg (fora do percentil, claro)
Altura: 84 cm (percentil 95)

Maria, consulta dos 4 anos

Peso: 17,800 Kg (percentil 75)
Altura: 1,05 m (percentil 75)

Consulta dos 3 filhos

dos 4 anos, dos 18 meses e dos 6 meses. Tão bom sabê-los bem!

Há quem diga mal

das relações da net, da sua ilusão de estarmos perto das pessoas quando realmente não estamos. E se em parte é verdade, por outro lado é a única forma de não perder contacto com quem está realmente mais longe e que podemos raramente ver.

Uma amiga minha com quem falo diariamente, vive fora do país. Como estamos tão próximas em termos de notícias uma da outra, demorei a fazer as contas de há quanto tempo não nos abraçávamos. Pensava eu que era há dois anos, mas afinal não nos víamos há quase 4 anos. Parece um tempão, mas graças a esta ferramente fabulosa que é a internet, revimo-nos como se só tivesse passado uma semana. Graças à internet e à nossa amizade. Com os verdadeiros amigos, o tempo é uma contagem relativa.

23 maio 2008

Ultimamente,

pede para lhe escrever nomes e tenta imitar.





22 maio 2008

Joaquim, 6 meses.

Como as irmãs, este filho tem muitas alcunhas. A mais recente é alentejano, porque continua um pachorrento de primeira. Costumo dizer que se alguém se oferecer para andar por ele, que ele é capaz de aceitar, porque por enquanto é muito observador, tranquilo e carente de mimos, a toda a hora. Desfaz-se em sorrisos, chega a interromper um choro de queixume para rir. Entretém-se com brinquedos na mão, mas se o ponho de bruços muito tempo cansa-se, desiste e adormece naquela posição. É um autêntico cordeirinho manso, como diz uma irmã da nossa Igreja.


21 maio 2008

Marta, 18 meses.

Comecei por fazer uma lista de palavras que já diz, mas quando me apercebi já não era assim tão pequena, e com muito pouco interesse para quem aqui pára e não pode ouvi-la a dizer. Por incrível que pareça, a palavra mais perfeita que diz neste momento é Paula, com as letras todas. A Paula é uma das auxiliares da sala dela, e embora se esforce por também dizer Rosário (a outra auxiliar), Maria e Joaquim, este nome é o único que diz com as sílabas correctas. Quase me comovi a primeira vez que ela o disse.

Um ano e meio desta miúda redonda.

Às vezes dava jeito ter dois colos,

quatro braços e paciência a dobrar.




19 maio 2008

Pode parecer pouco

mas às vezes o melhor que podemos fazer por um amigo é simplesmente ouvi-lo.

A Maria tinha medo

de andar na Ponte Vasco da Gama. Agora fica-se pelo receio, a apreensão durante a viagem. No fim-de-semana, a viajar pela Marginal, avistámos a Ponte 25 de Abril. Muitas perguntas sobre quem viaja em cima da ponte, para onde vai, etc. À vinda, de noite, a ponte bem iluminada e a exclamação, embevecida:

"Olha que gira que está a ponte, já viste bem? Que ideia tão engraçada, está mesmo gira."

(Parecia uma pessoa mais velha a dizê-lo, pela entoação)

16 maio 2008

Tenho andado, em versão caseira, a imprimir autocolantes e a espalhar pela casa. São mais práticos que papel de parede, não exigem tinta, não estragam nada e feitos em casa ficam baratinhos . À medida que saco desenhos e figuras giras de vários sites, dou com esta sugestão, bem engraçada e útil. Os homens esquecem-se sempre de fechar a tampa da sanita, certo?(*)

(*) excepto o meu marido, claro.

15 maio 2008

A vida de mãe em casa

é solitária. Fico com um filho enquanto as miúdas estão na Escola, trato dele, vou às compras, trato de assuntos no banco e onde é preciso, arrumo a casa, trato da roupa. Na maior parte das vezes olho em volta e parece que fiz tanto mas que nada é assim tão visível. É ingrato, este papel.

O meu único hobbie, além dos passeios a pé nas redondezas, é a internet. Tive a sorte de neste percurso criar duas amizades (já com mais de 2 anos) que têm uma vida semelhante à minha. Almoçamos juntas todas as semanas, desabafamos e rimos. Embora as amizades não se substituam, agradeço a Deus por estas minhas amigas que tenho sempre presentes. São especiais.

Diferentes e iguais

Aos 5 meses,

a Maria adorava banana;
a Marta detestava a textura e simulava o vómito;
o Joaquim prefere banana a qualquer fruta.

Hoje,

a Maria continua a gostar muito,
a Marta come-a à dentada e delira.

Mil argumentos que lhe apresento

para deixar de chuchar no dedo, mas sei que a batalha está perdida, não conheço ninguém que tenha deixado de chuchar com 4 anos. A resposta dela, impaciente, cheia de sono:

"Mas eu preciso, sabes?"

14 maio 2008

Lindinho






Ia-me engasgando de tanto rir.

Na fila do pingo doce, no meio do leite, fraldas e fruta, uma caixa de pastilhas elásticas. A velhota atrás de mim confirma o que aquilo é e acrescenta:

"Olhe, sabia que já não tem idade para estas coisas, que devia ter juízo?",

e foi o descalabro. Tinha acabado de meter duas pastilhas à boca e quase me engasguei a rir. A senhora, a falar, eu a rir, a rir, a rir. Ainda esbocei que não sabia que as pastilhas elásticas tinham idade, mas ri-me até doer o estômago.

13 maio 2008

As minhas amigas do coração,

com quem tenho uma amizade já longa e com muitos percursos difíceis partilhados, vivem longe. Isto acaba por ser uma saga na minha vida. As pessoas em quem mais confio, não estão perto de mim fisicamente. Falamos muito de muitas formas, e embora eu não seja de beijos e abraços constantes, o que me custa mais é precisamente essa ausência de toque, nestas amizades. Aturam-me as indisposições, partilhamos angústias, comemoramos alegrias, mas sempre ao longe. Há dias em que isto me custa mais que outros, hoje é um deles.

Felizmente, Deus envia mensagens telegráficas para lá e sou consolada logo de manhã, assim:

Tão bom.

12 maio 2008

Parece que já foi há muito mais tempo.

A Marta era um bebé muito calmo e sempre sorridente. Não me esqueço das idas diárias à ginástica respiratória e da sua sempre boa disposição, mesmo com falta de ar. Esta miúda foi sempre um doce. Com a entrada para a Escola, em Setembro, o nascimento do irmão e o normal desenvolvimento da sua personalidade, esta bebé dá luta. É reguila, trocista, refilona, mas sempre sempre uma querida. Esquecemo-nos facilmente do quão calma era, pelo tão despachada que hoje é.

No outro dia, fiquei mais tempo a conversar com a educadora e descubro que a minha filha Marta, na Escola, ainda é aquele bebé. Ninguém dá por ela, brinca sozinha, não chateia ninguém e, imagine-se, no recreio fica sentada ao lado das auxiliares e educadoras a ver o Mundo a acontecer. Esta foi a parte que mais me surpreendeu. É que quando vamos à rua com ela, não quer saber de ninguém, solta as mãos e nem olha para trás quando a chamamos. Quer largueza. Na Escola não, ainda se submete a tudo e fica calmíssima a olhar para os colegas a brincar.

(Quando a descrevi às auxiliares nos acessos dela de mau feitio, elas não queriam acreditar. "A Martinha? Mas ela é tão querida, nunca levanta a mão a ninguém, só quer mimos". Ahahah.)


Para uma das bonecas:

"Matilde, deixa-te de tretas!"

Gostar de autocolantes




11 maio 2008

Dia das mães

a minha filha mais velha surpreende-me de manhã com esta música:

Se eu fôsse gente crescida
E soubesse falar bem,
Num abraço, que diria?
Que te adoro, minha mãe!
Mãe, querida mãe!

(aprendeu na Escola)

09 maio 2008

Digam-me,por favor,

que os biquinis estão completamente démodé.
Cheira-me que este ano, com a quantidade de criancinhas que levo atrás para a praia/piscina e com este corpinho (o meu, não o desta fotografia), que vamos a banhos assim:

A música preferida na Igreja,

os parabéns.




08 maio 2008

Uns amigos nossos

insinuam que se inspiraram nos meus pais (com cinco filhos) e por isso estão no sétimo. Ninguém tem sete filhos, pois não?

Adiante. Estar na casa deles é um desfazer de um mito, deita abaixo todas as teoriazinhas que é impossível ter sete filhos hoje em dia. Acima de tudo, é preciso querer-se e ter-se muita disponibilidade mental. Esta mãe é assim aquele exemplo máximo de paciência no meio do caos. Com o Joaquim nos braços, aprecio o som de fundo da casa (não cheguei a perceber exactamente todos os que lá estavam de momento) e vejo o quadro com o horário diário de cada um, por cores. Basicamente, a mãe é motorista dos filhos grande parte do dia. (Todos aprendem um instrumento e têm uma modalidade desportiva extra-aulas)

A cozinha tem uma janela que dá para a zona de comer, a arrumação é uma coisa muito relativa. O barulho de fundo, esse reconheci-o da minha infância. Eu cresci com o ruído.

Inspiração mesmo é perceber a felicidade no meio do essencial, sem luxos.

Vem ter connosco à cama de manhã,

(bendita cama de grades em que esteve até quase aos três anos. Não existem camas de grades até aos 10?)

mete-se nos nossos lençóis, repete mil vezes que quer ir para a sala ver os desenhos animados, nós repetimos-lhe mil vezes que ainda é muito cedo (em nossa casa, 7h30m é cedo), agarro-me como posso a ela e só sinto ossos, pelas costas, pelas pernas. Estou habituada a refegos de bebés, a Marta só tem carninha, o Joaquim também, e ela tem 4 anos e não lhe sobra nada de bebé.

É uma menina, com mais de um metro. Incomoda-se com as festas, arrepia-se, ri-se. "Agora vamos para a sala, está bem?"

07 maio 2008

A ver se ponho aqui um vídeo

que comecei a filmar tarde demais (é quase sempre assim) da Marta, cheia de vergonha, quando vê a cara do pai sem óculos. É lindo.

Parabéns na Escola



06 maio 2008

Comovente,

é na festa de anos da minha filha, eu receber prendas do dia da mãe - para mim- vindas de amigas.

Festas

no Alvito, com família e amigos (e o meu sobrinho Rúben, que fazia 3 anos);

na Escola.

03 maio 2008

02 maio 2008

Mentalmente, pensar no nascimento da Maria,

é ter estas duas imagens sempre presentes. O nosso primeiro meio dia e noite separadas, a ida para o quarto connosco. Descobri-la.


À primeira gravidez,


descobri o que não sabia em mim. A imensa alegria, misturada num constante turbilhão de sentimentos, com o meu corpo a transformar-se sem ter forma de o controlar. Uns dias extremamente feliz, outros só em modo de baleia inconformada. A gravidez é uma imensa dádiva dos céus, mas vivida com o eterno desejo de ter antes o bebé nos braços.
Não, não gostava de estar toda uma vida grávida. Não, não me sinto mais bonita. Sim, nos dias em que o roupeiro e outros incómodos me deixavam a falar sozinha, precisava de me concentrar nos benditos pontapés. "Isto tudo é um filho"- interiorizava constantemente.
Na primeira gravidez podemos andar cansadas e sentar-nos no sofá com sono ao fim do dia. Na primeira gravidez adiam-se limpezas em casa e fazem-se muitas compras novas.
A minha primeira gravidez terminou há quase quatro anos. Por esta altura ria-me com a minha mãe, tinhamos dado um passeio de quatro horas e os meus pés tinham absorvido a tinta azul dos sapatos. Deitava-me na cama dos meus pais e a minha mãe fazia-me massagens nas pernas.
Ah, a primeira gravidez.
(fotografia com 29 semanas de gravidez da Maria, na praia de Santo Amaro)