30 junho 2008

Jó 28:12-28

"Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento?
O homem não lhe conhece o caminho; nem se acha ela na terra dos viventes.
O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo.
Não pode ser comprada com ouro fino, nem a peso de prata se trocará.
Nem se pode avaliar em ouro fino de Ofir, nem em pedras preciosas de berilo, ou safira.
Com ela não se pode comparar o ouro ou o vidro; nem se trocara por jóias de ouro fino.
Não se fará menção de coral nem de cristal; porque a aquisição da sabedoria é melhor que a das pérolas.
Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode comprar por ouro puro.
Donde, pois, vem a sabedoria? Onde está o lugar do entendimento?
Está encoberta aos olhos de todo vivente, e oculta às aves do céu.
O Abadom e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos um rumor dela.
Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar.
Porque ele perscruta até as extremidades da terra, sim, ele vê tudo o que há debaixo do céu.
Quando regulou o peso do vento, e fixou a medida das águas; quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões; então viu a sabedoria e a manifestou; estabeleceu-a, e também a esquadrinhou.
E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento."

"Por favor põe aquela música da senhora que fala espanhol com as janelas aos quadrados."

Demorei a perceber que era esta:



Passatempo do Joaquim:

retirar os adesivos das fraldas.
Solução: ter sempre calções vestidos.

28 junho 2008

Há 3 anos,


estávamos de férias em Cabanas e aguardávamos desde o dia anterior o nascimento da nossa sobrinha. Ao fim da tarde, a novidade. Umas horas depois uma mensagem que ainda guardo no telemóvel com uma fotografia de uma chinesinha, que era o que ela parecia.
Já se passaram 3 anos e a Joana é uma surpresa diária, um orgulho de ver crescer.

27 junho 2008

Expliquem-me


porque é que na H&M toda a roupa de menina tem Hello Kitty, Minnie e princesas da Disney e as roupas com o Spongebob são exclusivamente masculinas?

Um dia inteiro fora de casa só com o Joaquim

E,

tem medo do mar,
gosta de esplanadas,
gosta dos nossos amigos nas esplanadas,
dorme em qualquer sítio,
ri-se sem critério para toda a gente,
nunca chora.

Como prémio uma t-shirt: Everyone's favourite boy. É.

Gosto de linkar posts

Xana, é mesmo.

26 junho 2008

Há dias

em que se me coubesse a mim prescindir de um desejo meu e concretizá-lo a um amigo, que o faria sem sombra de dúvidas. Há dias em que desejamos o melhor, pedimos muito a Deus mas não sabemos se isto tudo é suficiente.

Há uns tempos,

uma educadora da Escola das miúdas assistiu, por acaso, a um concerto do pai de cá de casa e trouxe um cd (ver aqui).

Ontem, segredam-me que os rumores que por lá correm é que o pai da Marta e da Maria que lá vêem diariamente não tem nada a ver com a pessoa que tocou no concerto.

Lol.

Armada em crescida



Desdramatizando o conto de fadas dos dois posts abaixo

que esta casa ao final do dia é uma casa de loucos e é tudo menos um paraíso, a última moda da Marta quando é contrariada é deitar-se delicadamente no chão e começar a espernear.

Fez isto numa festa de anos no domingo, só porque não a deixei beber sozinha água pelo copo, perante uma série de gente a assistir e a minha amiga Sandra: "Opá, deixa só estar mais um bocadinho, é tão giro ver as birras dos filhos dos outros."

Tive uma reunião com a futura educadora do Joaquim,

(que é actual educadora da Marta, isto porque na Escola delas há uma sala de transição entre o berçário e a sala do 1 ano e a educadora é responsável por estas duas últimas salas. Ou seja, no próximo ano lectivo, a educadora do Joaquim e da Marta é a mesma, e eles estarão na sala ao lado um do outro),

e ela ao pegar nele, sempre a rir, ao perguntar pelos hábitos dele, conclui com um "Então ele é como a Marta, sempre bem disposto, não dá trabalho nenhum."

(Encolhi os ombros, sei lá, são os meus filhos, acho normal que assim sejam.)

"Vê-se tão bem quando uma criança é feliz."

A semana passada

fiquei particularmente feliz. A educadora da Maria abordou-me com um "A Maria nunca esteve tão bem, está numa fase estável, dou com ela a rir às gargalhadas sozinha com a Clara (colega), aos segredinhos e outras brincadeiras e nota-se que está mais destemida"; eu concordei e disse que ela sempre tinha sido uma criança medrosa e pouco aventureira, mas a educadora acrescentou que a grande qualidade dela é a facilidade com que verbaliza os seus medos, aceita as explicações dos adultos e que isso é muito bom.

Fiquei tão contente.

25 junho 2008

Ao tomar conta de filho de amiga,

sei que ele está totalmente à vontade comigo quando não me obedece à primeira.
:)

23 junho 2008

Duas noites fora.

A mais pequena não percebia a ausência repentina do pai e à segunda noite ao perguntar por ele, a mais velha juntou-se em côro a chorar.

Não há nada, nada, nada






como um dia no campo.

22 junho 2008

7 meses


É fácil comparar os filhos, especialmente com este ano de diferença da Marta. É fácil relembrar-me de como era a Marta nesta altura. As diferenças entre os filhos são sempre tantas e nós somos os mesmos pais. Talvez a que note mais no Joaquim (e nisto não sei se se confirmam as teorias quanto aos rapazes) é que é mais dependente de mim do que eram as irmãs nesta fase. Está na idade de olhar para mim como se eu fôsse a única pessoa interessante no Mundo e eu adoro este olhar de bebé.

Parabéns afilhado mais lindo


António, 1 ano.

"O Senhor te abençõe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor levante sobre ti o Seu rosto e te dê a paz."

Números 6:24-26

21 junho 2008

19 meses


Por onde passa, toda a gente tem um comentário a fazer. É castiça, independente, feliz. Na Escola dizem que se vê nela "que a vida lhe corre bem". Mas ninguém lhe negue mimos ou tente apressar momentos em que ela exige colinho e festas. É que se os 18 meses são o começo das birras, esta filha está bem cronometrada com os livros dos especialistas. Já tem dificuldade em lidar com a frustração, se não consegue fazer alguma coisa (encaixar uma peça num jogo, por exemplo), temos grandes choros sentidos.

Fala pelos cotovelos, imita tudo o que a irmã e outros meninos mais velhos façam. Quer fazer tudo sozinha e come sem se sujar com uma habilidade irrepreensível. Pergunta por tudo, fala cada vez mais e sabe pedir as coisas com uma entoação de derreter qualquer um. A minha tia diz que tem "um mamar doce". Espertalhona.

Logo às 7.00 da matina,

para abrir a pestana:

"Cobiçar é muito feio, não é? É quando queremos as coisas dos outros. É feio."

20 junho 2008

Não fui à Feira do Livro, mas.



Recebo um recado da Escola,

cujo título: "Estamos a ficar crescidos!" nos informa que a seguir às refeições os pequenos sapinhos são sentados num bacio. Juntamente com isto, o plano das próximas semanas, que não inclui praia mas só piscina. A indicação do fato-de-banho, das fraldas de piscina e do uso obrigatório de touca. A minha Martinha de touca?

Eu quero-a bebé por mais um ano, por favor.



Frases que eu já ouvi mais do que uma vez:

"Essa tua mania crónica de te explicares a quem não precisas que te entenda."

Hoje estou nostálgica



Gémeos por um dia.


O meu sobrinho mais novo veio passar o dia comigo. É apenas dois meses mais velho que o Joaquim. Na prática constatei aquilo que já adivinhava. Não é difícil ter gémeos, depois de ter tido dois filhos com um intervalo de 12 meses. O timing deles é sempre o mesmo. Apesar de o David já gatinhar e ser um bebé muito mais activo, as atenções deles centram-se nas mesmas coisas, as necessidades são as mesmas. Até das mesmas graças se riem.

Felizmente não se lembraram de chorar ao mesmo tempo (são os dois igualmente bem dispostos) e até dormiram as sestas da manhã e tarde na mesma altura.

Ah. E eu gosto muito de tomar conta dos meus sobrinhos e vê-los brincar com os primos.

19 junho 2008

O drama logo ao acordar

porque vai vestir uma t-shirt para ir para a Escola e não uma camisola de alças nem uma de mostrar as costas.

"Eu assim vou ter imenso calor!"

Chego à Escola

e vejo a desgraçada da auxiliar da sala da Maria, em pleno recreio, sentada numa cadeira a enfiar missanga a missanga o que seria a pulseira da Maria mas que se rebentou. O alívio quando me vê, "ai que bom assim a mãe arranja, já não a podia ver chorar".

What? Com estas já não me surpreendo que cada coisa que corre mal cá em casa eu tenha de ouvir um Eu vou chegar à Escola e contar à Bela!

Irmãos



Gosto tanto da Escolinha delas

Gosto das pessoas, gosto de fazerem oração antes das refeições, gosto da forma como aprendem histórias bíblicas, gosto do bom ambiente, gosto do ar que se respira e gosto de terem uma época de praia/piscina durante 5 semanas que não nos obriga a madrugar.

(Vantagens de a Escola ter piscina e ser mesmo em frente à praia.)

18 junho 2008

Aconteceu mais do que uma vez

a minha tia vasculhou na mala e vestiu-lhes as roupas que pareciam ser delas. Trocou peças várias vezes e o que mais estranhei foi ver peças trocadas a ficarem bem no corpo errado. Observava-as da varanda e percebi perfeitamente: neste momento a grande diferença nelas é só a altura. A Marta ainda acumula a gordura de bebé, a Maria já é uma menina esticadinha. A largura delas está quase igual e por isso não espanta que estejam de calções trocados e nenhuma parecer ridícula.


Frequentemente:

"Tens consciência que a tua filha mais velha é uma brasa e vais ter problemas com isso?"

Resposta: "Receio bem que sim."




Gosto de linkar posts de outros blogues

Aqui mais outro.

16 junho 2008

Há que trazer um souvenir de férias.

Este ano arranjei - literalmente- algo com que me coçar.

Uma aparente urticária, mas pior, reacção alérgica da minha pele ao repelente das minhas crianças. Incharam-me os braços a ponto de o meu marido dizer que pareço a avó dele, inchou-me o olho (a minha filha mais velha olhava para mim com pena), nas urgências uma senhora levantou-se mal me sentei ao lado dela (imagine-se o aspecto contagioso da coisa) e hoje, quando mostro ainda os vestígios do desastre pelo meu corpo à minha amiga Ana, ela desata-se a rir: "Por favor jura que tiraste fotos de como estavas".

E eu rio-me, ainda drogada pelas doses cavalares de Atarax.

Gosto de linkar posts

Este vale a pena ler.

Outras línguas estrangeiras.

Pai para a filha: "Ó Mariana, você está a brincar que é o Nemo? Nada muito bem, você."

Maria
: "Porque é que aquele pai está a falar assim para a filha?"

Na piscina

os miúdos estrangeiros entram todos de crocs dentro de água, o que faz sentido à saída, o piso escorrega ligeiramente. A Maria estranha tamanho hábito e a forma como comunicam entre si:

"Ó mamã, eu não percebo nada do que aqueles miúdos estão a conversar!"

Se férias é,

descansar e dormir muito, eu não fui de férias.

Se férias é comer o que nos apetece, mudar de ares, fazer o que se faz no dia-a-dia mas com menos preocupação, então estou de regresso.

06 junho 2008

Cabanas

Cabanas é um bocadinho minha pelos anos que já partilhámos. Conheci a Ria Formosa de uma forma que já não existe, o mar tragou parte do areal, da mesma forma que as pessoas com quem andava pelo alto mar se foram da minha vida. É inevitável recordar os Verões passados de mota de água e no barco amarelo, porque esses dias nunca mais voltarão. Eram dias completos de Sol, longas sestas no areal, jantares tardios.

Nunca me esqueço das sandes de ovo mexido que preparava de manhã com os meus tios e de a minha tia me ensinar a temperar a salada. A mesma tia que hoje me deixa para mim a salada para temperar, porque "tu tens uma forma especial". Não se lembra ela do dia em que o meu tio me disse "aprende com a tia, que ela não dura sempre". Mas a minha tia dura, o meu tio é que se foi. Não por um acaso, mas ali em Cabanas também.

Cabanas continua a ser um Algarve especial, embora agora já não seja necessário explicar a quem não conhece que é mesmo ao lado de Tavira. Mas ainda é tão campo, este recanto. Ainda é tão calmo, tão bom. A praia ainda é tão nossa, a 1 minuto de barco.

Volto a Cabanas sempre com sensação de propriedade e de reconhecimento. Pertencemo-nos e saio sempre revigorada de lá. Está quase.

Sozinha com os três,



tenho quase sempre ideias peregrinas, soa-me sempre mais fácil sair do que permanecermos em casa em final de dia. A fórmula mágica é o jardim, principalmente com as festas de Oeiras a decorrer. Carrosséis, farturas e bom tempo. Numa fase inicial, a Maria assustou-se com o barulho, mas passado um bocado já só queria andar num carrossel, com a Marta a infiltrar-se também.

Com três filhos sozinha, faço lavagens cerebrais às miúdas dentro do carro, "que nem pensem em fazer fitinhas do arco da velha em plena rua", e tudo corre bem. Cansativo, mas bem.

A frase que mais oiço de estranhos é: "Mas são todos seus?"

04 junho 2008

Foi há um ano.



Já devia ter voltado ao trabalho mas as sucessivas bronquiolites da Marta, na altura com 6 meses, adiavam este regresso. Sentia-me esgotada a todos os níveis. Dirigia-me sozinha a uma consulta de rotina, a adivinhar anemia e a ansiar um suplemento vitamínico qualquer quando,

"Você está é grávida e não é de pouco tempo"

e vira o monitor e vejo um bebé às cambalhotas, algures entre as 12 e as 13 semanas.

Os dias seguintes foram os mais contraditórios de toda a minha vida. Pela primeira vez entendi a sensação de alguém que descobre uma gravidez e que não a deseja, porque mesmo depois de ter visto este bebé, eu não queria que ele existisse. Fiquei revoltada, num egoísmo de querer a minha barriga só para mim, uma disponibilidade para as minhas filhas.

Depois chorei, chorei muito.

Com o tempo, pedi perdão a Deus por ter tido estes sentimentos e decidi que este bebé merecia ter tanto quanto as irmãs tiveram, já em gestação.Fomo-nos aceitando aos poucos. Percebi que o amor não tem de nascer sempre à primeira vista, mas que nem por isso é menos forte.

Hoje temos o Joaquim, longe da ideia de um bebé desconhecido num monitor ecográfico e a nossa vida só faz sentido com ele. Todas as barreiras económicas têm sido ultrapassadas, não com facilidade, mas com a ajuda de Deus e aprendemos a ser cinco há seis meses.


03 junho 2008

Vencer o medo

Do nada, a minha filha cheia de vertigens a poucos centímetros do solo, decide trepar uma rocha mesmo aqui ao pé de casa. Do nada, com o pai, que chegava a casa incrédulo, da altura que ela tinha subido sozinha.
Orgulhosa, só repetia que era uma "aranhiça inteligente" e que eu tinha de lá ir ver. E fui, e também não queria acreditar. Ela costuma entrar em pânico com pequenos levantamentos do chão, mas crescer deve ser isto: vencer os medos por nossa livre iniciativa e sem precisar de ajuda de ninguém.






02 junho 2008

Chegados a casa

depois de passeios no sling.