31 julho 2008

Quase quase de partida.


Logo que consigamos enfiar toda a tralha dentro da bagageira.

Há quanto tempo não cantava esta música.

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Foi o meu pai que se lembrou, enquanto passeávamos. Gosto tanto dela e traz-me tão boas recordações do Carrascal...


É bom saltar, correr e brincar
É bom, alegre e faz-nos crescer.
Porém parar, um pouco e pensar
Também faz bem e juízo ter.

É bom lembrar que Cristo nos vê,
nos ouve e sabe o que vai em nós
Assim devemos d'Ele aprender,
Segui-Lo, amá-Lo e escutar Sua voz.


29 julho 2008

Marta e tio Gi

quando a Marta se impacienta com alguém, manda parar a brincadeira. O tio gozava com ela.


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28 julho 2008

ah pois somos.




Sempre trabalhei mais com homens,

portanto a experiência de estar hoje numa sala com mais 24 mulheres, todas a falar muito e ao mesmo tempo, deixou-me azamboada.

Ainda por causa da tal planta, Loendro

Já seguiu mail para a Associação de moradores da nossa zona, a saber se por acaso têm conhecimento do perigo que isto é. Até da vista aérea da zona dá para ver as ditas plantas.

27 julho 2008

Quarto para 3.

O quarto tinha espaço e os brinquedos são de todos. Não fazia muito sentido separar o Joaquim só porque é rapaz. Lembro-me que até aos 8 anos partilhei o espaço de dormir com a minha irmã e dois irmãos rapazes. Entretanto nasceu o mais novo e aí, sim, fez-se a divisão.

Têm toda uma adolescência para se quererem isolar e embirrar uns com os outros. Até lá, que se divirtam muito juntos e que aprendam a partilhar, diariamente.

(Aguardamos só novas ilustrações com Joaquim incluido, para substituir estas feitas só com as meninas.)

Serviço público

Confesso: fiquei chocada. A árvore pela qual passamos todos os dias, na nossa volta de passeio depois do jantar, nem sequer deveria estar ao nosso alcance. A árvore que ainda há dois dias me trazia flores pelas mãos das minhas filhas e que cheirei até me cansar. Transcrevo o mail que a minha amiga Raquel me enviou. Os nossos passeios continuarão, a árvore será apreciada em termos de beleza, mas nela as miúdas não tocam mais.

Nas fotografias que puseste da Maria e da Marta a apanhar flores, elas estão a mexer num Loendro. É uma árvore meio arbustiva muito, muito venenosa. Foi dessa que escrevi aqui:
Acho escandaloso que as Câmaras continuem a plantá-las em sítios acessíveis às crianças, mas não têm dinheiro para pagar a técnicos e qualquer coisa serve. Evita que voltem a tocar no loendro ou certifica-te que lavam bem as mãos antes de as levarem à boca. Se calhar existem montes de casos de pessoas que ficaram doentes por causa da planta e nem fazem ideia, os médicos nem sequer pensam nessas hipóteses.
**Raquel
Consultei a Wikipedia, aqui há mais informações.


26 julho 2008

Parabéns

à sobrinha Rebeca!

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(este mini-filme está um bocadinho paradinho, era de manhã e comia-se o pequeno-almoço. Estavam todos meio anestesiados!)



Dia dos avós

Para os avós da nossa família um texto escrito também por uma avó. Só os seres humanos têm netos.

25 julho 2008

É.

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. 'Perdi tudo!' 'O que é que perdeu?' perguntou-lhe um repórter.
'Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem...' Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga 'quatro ou cinco euros de renda mensal' pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que 'até a TV e a playstation das crianças' lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam 'quatro ou cinco Euros de renda' à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a 'quatro ou cinco euros mensais' lhes sejam dados em zonas 'onde não haja pretos'. Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - 'ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos.' A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

JN 21/7/2008

Fazer parte das famílias numerosas,

é estar sempre à procura de eventuais descontos, e experimentar fazer compras no Recheio.

Voltinha do pijama.(*)

Agora que é Verão, que temos umas redondezas que amamos, saímos de casa logo depois do jantar, que nos esforçamos que seja pouco depois das 19.00. As minhas amigas, trabalhadoras fora de casa, espantam-se de o conseguirmos fazer. Eu sei, também já trabalhei das 9.00 às 18.00 de segunda a sexta feira, já mãe. Sei como é complicado.

Mas são estas minhas amigas, que quando sabem da vida que levo actualmente (compras-limpeza da casa-filhos-roupa para lavar e passar-e tudo o mais relacionado com a criançada) que me dizem que jamais seriam capazes de ter este dia-a-dia, sempre em casa.

Eu, sinceramente, já me habituei a estar só a maior parte dos dias (com o Joaquim) e a gozar do lado bom que é poder estar mais tempo com os meus filhos. Elas serem das últimas a chegar à Escola, e das primeiras a sair. Ando a estudar todas as hipóteses de conseguir manter a minha disponibilidade para a família o máximo de tempo possível, seja com que sacrifícios fôr.

Em tudo há um lado bom e o lado mau. Este é o lado bom, fazer o jantar cedo e passeios ao final do dia, a cinco.

(*) título carinhoso dado pela prima Ana, que adoptei logo no primeiro instante.

Ontem, na Fnac.


E vale a pena comprar. Bem sei que é um amigo, mas o Zé Mário gosta de nuvens como eu e consegue escrever sobre isso e outras coisas de uma forma que eu nunca serei capaz.

24 julho 2008

Não são poucas as vezes,

em que me apetece acabar com este blogue. Gosto dele laranja, mas acho que muitas das vezes só tem esta utilidade do "para mais tarde recordar". Gosto de o ter privado, por isso mesmo, e porque só faz sentido assim, para quem nos conhece. Só fico triste, às vezes, porque sei que o facto de nos lerem à distância, faz com que nos sintam próximos quando realmente não estamos. E por isso, talvez as pessoas se dirijam menos a nós, por irem lendo o que escrevo. E não sei se isto é assim tão bom, não sei se gosto quando vou relatar alguma coisa a alguém e me respondem: "Eu sei, já li no blogue."

Se calhar o blogue não nos devia substituir.

(Eu avisei que estava com sono.)

Sei que eu,

preciso muito de dormir. Sempre precisei, sempre me ressenti dos dias com menos de 8 horas de repouso nocturno. Quando tenho bebés pequeninos, anseio sempre que chegue a hora em que durmam noites inteiras, que felizmente tem chegado cedo. Acho que gostam todos de dormir, como eu.

Daí que o que me custe mais é ter uma casa em silêncio, ninguém a fazer barulho e eu acordar de madrugada e não conseguir voltar a pegar no sono. E precisar muito de dormir. Que neura.

23 julho 2008

Joaquim, 8 meses.


(post atrasado)

Que dizer deste filho pequeno, que nos enche os dias de sorrisos? Que talvez canalize todas as suas energias para ser feliz e para conversar muito, sozinho e connosco. É um rapaz e isso já se adivinha na forma como mexe as mãos, agarra nos objectos, nos repentes. É tão rapazinho, realmente.

É um pequeno reizinho preguiçoso e não faz nem metade das coisas que a Marta fazia há um ano com a mesma idade. Está comigo em casa e tem-me toda só para ele a maior parte do dia e não é por isso que desenvolve o mesmo que a irmã, nas mesmas circunstâncias. Nunca fui muito apressada em ver-lhes sinais de grande desenvolvimento ou prematuridade. Basta-me vê-los felizes, chega-me. Tudo o resto virá, a seu tempo.



O vestido

Custou um balúrdio (obrigada, Tia Lena) e foi o primeiro que experimentei. A minha mãe e cunhada garantiram no momento que era mesmo a minha cara e o meu marido quando me viu disse que eu parecia um jardim. Está guardado há seis anos em casa dos meus pais e duvido que alguma vez me volte a servir. Percebo a exclusividade que um vestido acarreta, mas dado o elevado número de elogios ao modelo, ofereço-me para emprestar a quem o quiser usar. Eu juro que não digo nada a ninguém e seria uma honra.

22 julho 2008

À tardinha,

nasceu o Sebastião.
Rita, já sabes, és a minha heroína.


21 julho 2008

Marta, 20 meses

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Não sei onde aprendeu isto mas chama "Mau" a alguém sempre que é contrariada ou a irritam. É uma espécie de ofensa em "Martês". Mas já vai falando muito português e faz-se entender de uma forma deliciosa.



Ontem.

Maria: "Mamã, porque é que te casaste com o papá?"
Eu: "Ora aí está uma boa pergunta. O que é que me passou pela cabeça naquele dia?"
Maria (a rir): "Ó mamã, tu estavas era apaixonada!"

No sábado

foi isto. E é das minhas preferidas.



20 julho 2008

18 julho 2008

Sopas cá de casa


a malta por aqui é fã de sopas com entulho. Cremes só para o Joaquim. Por enquanto.


Ajuda para comer a sopa?


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Com a Marta, isso não é preciso. Quer fazer tudo sozinha.



17 julho 2008

Não sei,

o que a vida me irá trazer. Se um dia saímos daqui para um sítio mais pacato, onde os dias são mais longos e tudo se faz com mais calma. Gostava disso. Mas vivo com sentimentos contraditórios. Não sou nada dependente de ajudas exteriores, sou talvez a pessoa na família que menos necessita de auxílio mesmo em alturas de aperto. Mas para mim, saber que os meus pais e irmãos, por exemplo, estão todos aqui ao lado e os vejo quando quero e eles a mim, traz-me uma segurança e um conforto indescritíveis. Não andamos sempre juntos, mas estamos sempre juntos quando queremos. Isto também é qualidade de vida.

Hoje,

na loja da amiga Xú (quem ainda não foi, anda a perder coisas muito giras) conheci uma super-tia acompanhada das filhas da minha idade. Uma delas nem queria acreditar que eu tinha um Joaquim. É o sonho dela, ter um filho chamado Joaquim. A parte hilariante foi quando disse o nome das minhas filhas. É que ela própria se chamava Marta Maria. Ahah.

16 julho 2008

4 filhos uma noite e um dia.



A sobrinha Joana veio cá dormir a casa. Depois de uma noite a mandá-las calar a horas altamente impróprias, decido sair sozinha com os quatro de casa. Para uma operação destas de sucesso são precisas várias coisas: Loucura q.b., lavagens cerebrais às crianças mais velhas sobre todos os eventuais perigos se não me obedecerem, escolher um local com pouca gente e a horas em que estejam todos ainda sem sono e,sobretudo, ter calma.

Almoço no Mac Donald's, mais de uma hora nos escorregas de lá e largos minutos a descansar na relva à sombra. Correu tudo lindamente.

Espantosa,

a quantidade de e-mails que recebi a comentar o meu último post. Gostei especialmente de uma frase: "Na cova do lobo não há ateus. Todos nós nos ajoelhamos um dia."

14 julho 2008

Ter ou não ter um baby blogue.

Já tanto se discutiu por aí, gosto de assistir a quem resiste à feroz ideia que tem um baby blogue e mete pelo meio dos posts das delícias dos seus pequenos, umas asneiras, uns cartazes culturais, umas opiniões sobre filmes, tudo porque "ai, não, eu não tenho um baby blogue, eu não sou só mãe, eu tenho outra vida para além desta". Isto tudo porque existe a ideia, estapafúrdia eu sei lá, que quem escreve só sobre a sua família não tem outra vida, é mais limitada, vê tudo cor-de-rosa.

O que eu gosto mesmo de assistir é ao antes e pós-maternidade. Que quem defendia anteriormente o escolher não ter filhos e relativizava a maternidade como qualquer outra experiência, é que quando chega a hora H, com mais ou menos palavreado, fica exactamente igual às outras mães.

É a vida, amiguinhas.

Reciclámos um velho calendário,



e fizemos postais para oferecer a quem cuida mais directamente das nossas meninas na Escola. Um pequeno gesto para agradecer a estas pessoas que Deus tem colocado nas nossas vidas.

Ciúmes, só para os de fora.

O único bebé que pode estar ao meu colo sem a Marta contestar atenção é o Joaquim.

11 julho 2008

A explicação da timidez

por uma criança de quatro anos:

"Eu quando estou zangada, não consigo ver as pessoas."

Meto-me com uma amiga,

que vai ter um rapaz ao fim de várias meninas:
"Preparada para ter um menino da mamã?"

a resposta certeira:
"Sempre quis ter um macho que me idolatrasse."

10 julho 2008

Cresci rodeada de pessoas generosas.

Sei que sou uma privilegiada, porque acredito plenamente que a generosidade é uma virtude, é algo com que se nasce ou se aprende a ser. Não são as circunstâncias da vida que o ditam, são as pessoas que se tornam assim. Desde a minha avó materna que guardava os trocos quando vinha da padaria para as nossas prendas de Natal, ao meu avô paterno que nos dava as prendas de sonho, à minha tia que fez dos sobrinhos os filhos que nunca teve, eu vivi a observar como se pode ler a alegria nos olhos dos outros quando, simplesmente, se dá.

A alegria de ver quem recebe ou tão sómente o estar atento a uma necessidade de alguém, é para mim o melhor que pude ver e que sempre almejo ser. Aprendi com os meus pais, em primeiro lugar nesta lista de gente, que ser generoso não é para quem pode, é para quem quer ser.

Eu só sei rir.




Faltam 3 semanas

falei abaixo no acampamento e relembrar Água de Madeiros é ter a certeza que me dá um ataque de nostalgia. Ir todos os anos lá acaba por ser essencial. Quem cresce a ir a acampamentos (continuam-se a chamar assim, embora estejamos alojados em casas de madeira) depende deles o resto da vida. Porque partilhar uma semana destas, num pinhal como este com o mar ali a poucos metros, é revigorante.

Pouco importa se a comida não é sempre do agrado (só o facto de não ter de cozinhar é para mim motivo de grande alegria), não importa se partilhamos a casa-de-banho com mais alguém, se nem sempre faz tempo de Verão. O acampamento é isso mesmo: estar lá, com pessoas que muitas das vezes só reencontramos nesta altura do ano. E ver os meus filhos no meio dos filhos dos outros. Ai, mal posso esperar.








A Marta começou a chorar na sala

e eu perguntei, da cozinha, à Maria o porquê do choro. Resposta:

"Está armada em bebé! Só os bebés é que choram à toa."

No nosso passeio pelas redondezas,

depois do jantar, cruzamo-nos com gente que também o fazem à mesma hora, encontramos as mesmas pessoas a andar de cadeira de rodas (graças a este Centro ao pé de nós, temos toda uma área de destaque na estrada para andar a pé) e há muita, muita gente a andar de skate ao pé da rocha onde a Maria gosta de escalar. A zona ainda é uma espécie de pinhal e cheira a acampamento.

A Maria e a Marta correm livremente e sei que daqui a um mês, quando estivermos em Água de Madeiros, vai ser um sarilho encontrá-las. A Marta é uma menina-bebé que só pede colo quando tem vergonha de alguém ou já está muito, muito cansada. O que ela gosta de andar.

09 julho 2008

Quem é a pessoa, qual é ela,


que às 39 semanas da quarta gravidez ainda faz prendas e as envia por correio?
A Rita, claro.
(és completamente maluca, mulher.)

"Mau, mau, mau!"

é o que chama a quem a contraria, de dedo no ar, mesmo sabendo que não gostamos que o faça.

"Como é que te chamas, gorducha?"

"Mata."

Deliciosas




7 meses e meio



meio ano depois.

À noite, a fazer a oração:

"Eu falo com Jesus mas Ele não fala comigo..."

08 julho 2008

De ver um filho internado.

Para a Dora.

Uma vez o pai de cá de casa escreveu-me assim: "Há uma bizarra sensação de conforto ao levar a Maria às urgências: existem sempre crianças num estado mais preocupante."

De manhã



Década de 90

quem é evangélico conhece de cor esta música. Eu continuo a gostar dela, pelo seu significado, porque alguém me dedicou numa altura específica e porque eu gosto de a dedicar, em alturas também importantes, aos meus amigos.
É para ti, amiga.




When you feel the sunlight
Fade into the cold night
Dont know where to turn
I dont know where to turn
And all the dreams youre dreaming
Seem to lose their meaning
Let me in your world
Baby, let me in your world
All you need is someone you can hold
Dont be sad, youre not alone

I will be here for you
Somewhere in the night
Somewhere in the night
Ill shine a light for you
Somewhere in the night
Ill be standing by
I will be here for you

In this world of strangers
Of cold unfriendly faces
Someone you can trust
Oh theres someone you can trust
I will be your shelter
Ill give you my shoulder
Just reach out for my love
Reach out for my love
Call my name and my heart will hear
I will be there, theres nothing to fear


07 julho 2008

Antes de irmos para o concerto do pai,

olha-se ao espelho, feliz, por levar uma camisola que mostre as costas. Chamo-a, temos de ir embora.

"Espera só um bocadinho. Que giro,com esta camisola parece que tenho mesmo maminhas."



Filhos

O Joaquim passou a sua primeira noite fora de casa, juntamente com a Marta pela sua quinta vez. A Maria foi única por um serão e uma noite, numa ida a um concerto do pai. Sou suficientemente galinha para ter sempre no pensamento que os meus filhos não estão durante a noite debaixo da minha alçada, mas já sou suficientemente desprendida para dormir tranquila e gozar do momento.

Já não me lembrava muito bem o que era levar uma filha só pela mão e conversarmos muito tempo sem interrupções. A minha filha mais velha tem 4 anos e quando chegámos a casa à noite não deu trabalho nenhum. Gosto que ela ainda se sinta única de vez em quando, numa tentativa de a compensar dos momentos em que tratamos dos outros dois bebés, mas sinto que o melhor que eles têm é terem-se uns aos outros.

Ao deitar, ela não queria dormir sem a irmã no quarto, choramingou por ela. A Marta, ao acordar em casa dos avós, não perguntou nem pela mãe nem pelo pai. "A mana?", foi só o que lhe ocorreu.

04 julho 2008

Eu gosto da existência de silêncio numa amizade.

Estar com um amigo e não sentir nenhuma obrigação de dizer nada é sinal de que só por si a sua presença é perfeita. Isso tem significado muito para mim tanto em alturas de dor como de felicidade. Tento nunca me esquecer que as palavras não são assim tão importantes, se simplesmente estivermos.

Apreensão com as ondas do mar



A Maria na idade da Marta

também gostava de brincar com bolas e também era uma menina rechonchudinha e "comestível".




03 julho 2008

Saio com os 3 filhos à rua,

está um dia lindo, há Sol (eu sou sempre mais feliz com Sol), não tenho pressa para ir a lado nenhum e tenho compras para fazer. Já me habituei a levar duas filhas pela mão e um no sling e ao facto de as pessoas fazerem comentários na rua (gosto tanto quando vou sozinha e ninguém repara mim), mas o que ainda me aborrece (e muito) é quando me dão, praticamente, os sentimentos pelo fardo que carrego, pelos três lindos filhos que me acompanham.

Ou é porque a vida está muito difícil,
ou porque dão muito trabalho,
ou porque é um cansaço,
ou porque é tão novinha e ninguém ajuda,
ou porque.

Eu, que gosto muito pouco que desconhecidos me abordem na rua com conversas parvinhas, respondo a sorrir que eu o meu marido ainda queremos ter mais três.

Não me macem mais, por favor.

Redondezas.

No Verão tomamos banho cedo, jantamos e vamos com elas (de pijama vestido) dar uma voltinha. Sabe bem.


A minha amiga Sandra

vai à minha ginecologista e avisa-a que como deixei de amamentar, que quero marcar consulta com ela. Observação da minha médica: "Até tenho medo do que se segue quando a Ana Rute deixa de amamentar."

(Lol.)

Gostar de coisas antigas e herdadas - 16



vestido que a Tia Lena levou ao casamento dos meus pais.


01 julho 2008

Domingo,

saímos da nossa Missão em S. Domingos de Benfica, onde eu cresci. Ao contar os andares para a janela que foi do meu quarto durante 14 anos, verifico que o andar está à venda.

O sítio onde eu cresci vai ser vendido, e eu não descansei enquanto não achei na internet as fotografias do dito. Pondero a hipótese- masoquista quiçá- de me fingir eventual compradora só para revisitar a minha casa.

Ainda me custa que aquele sítio (minúsculo para sete pessoas, é certo) já não seja nosso.

Desde que nasceu

que procurava encostar a cara nos cantos da alcofa. Durante semanas, o pai achava que ele assim não conseguia respirar, mas lá se conformou. Ele gosta mesmo de dormir assim.

Na Escola de manhã

já não usam bata, a maioria tem chinelos calçados, alguns que vão passear vestem uma t-shirt igual, está Sol,

cheira a férias.