31 janeiro 2009

Fomos ver


Gostei.

30 janeiro 2009

Uma amiga dedicou-me esta música,


sem saber que ouvi este álbum no Verão de 92 até à exaustão. E de como gosto dele, obrigada Cat!

Three babies


Each of these
my three babies
I will carry with me
for myself
I ask no one else will be
mother to these three
and of course
I'm like a wild horse
but there's no other way I could be
water + feed
are not tools that I need
for the thing that I've chosen to be

in my soul
my blood + my bones
I have wrapped your cold bodies around me
the face on you
the smell of you
will always be with me

each of these
my three babies
I was not willing to leave
though I tried
I blasphemed + denied
I know they will be returned to me
each of these
my babies
have brought you closer to me
no longer mad like a horse
I'm still wild but not lost
from the thing that I've chosen to be

and it's 'cos you've thrilled me
silenced me
stilled me
proved things I
the face on you
the smell of you
will always be with me.

A nossa família

A Maria já me tinha contado que tinha feito na Escola um desenho da nossa família em cartolina preta, com um lápis branco. E que eu tinha de ver. Chegada ontem, qual não é o meu espanto quando em vez de nos ver aos 5, vejo 6.

"Então, esta és tu, este é o papá, esta sou eu, esta é a Marta, este é o Joaquim e este é o João Miguel que tu tens na tua barriga!"

Não só já decidiu como imagina coisas! A reacção da educadora: "Olha, sabes o poder que uma oração de uma criança pode ter? Prepara-te!"

29 janeiro 2009

Sempre que o pai não está em casa, a Marta pergunta por ele. Sempre, sempre. Hoje, como em todas as quintas-feiras ao fim do dia:

Marta: "O papá não está em casa?"
Eu: "Não, está na Igreja. Depois vem para casa."
Marta: "Depois vem para casa."
(pausa)
Marta: "De certeza."

Na frutaria, com o meu pai

a Maria tenta impingir a banana que afinal não quer comer:

"Come avô, a fruta faz bem à saúde!"

Refluxo urinário, Maria.


Consulta de cirurgia. Resultado do exame: o refluxo melhorou, desde há um ano. Das duas uma: ou melhora abruptamente nos próximos meses ou anda a melhorar e piorar continuamente. Vamos arriscar parar com a medicação que toma desde os 5 meses e esperar que o organismo reaja. Vamos andar em análises de urina nos próximos tempos, e se ao fim de 3 meses não tiver havido nenhum sinal de infecção, repetimos o exame, na esperança que esteja ainda melhor e que isto se resolva por si. Ao mínimo sinal de infecção, o médico acha que é de operar. Significará que o refluxo permanece sem querer melhorar e que já não desaparecerá.

Pode parecer um contra-senso mas este médico contraria todas as teorias que no privado só se quer ganhar dinheiro a fazer operações e apesar de não saber mais dele a não ser que é muito experiente na área, parece ter algo que lhe diz que podemos ter boas notícias. Nós acreditamos em milagres, e porque não? Vamos confiar.


28 janeiro 2009

Eu queria ter uma Wii Fit


mas não vou ter uma Wii Fit. Ainda antes de me lamuriar do preço, ele saiu-se com um: "Por acaso sabes o que significa ter uma consola de jogos em casa?". Por acaso sei, ainda me lembro das horas na sala e das guerras quando tivemos uma os cinco irmãos, ainda em casa dos meus pais.

A razão porque eu queria ter uma é simples: eu não quero ir ao ginásio, mas sei que preciso de fazer exercício físico (já nem falemos da forma, mas de saúde). Acontece que aqui em Oeiras, cada ginásio é mais deprimente que o outro: não me encaixo no grupo de aficcionados do exercício físico nem no das super-tias que vão ao cabeleireiro e compras quase todos os dias. E sou pésima a socializar, é verdade. Não sei fazer conversa de circunstância e não me apetece ter um personal trainer a tecer considerações sobre a minha performance ou meu aspecto.

No outro dia, experimentei uma Wii Fit de uma amiga. Descobri que tenho mais equilíbrio do que pensava mas que em termos de reflexos estou quase no dobro da minha idade (demorei a perceber a lógica daquilo, foi isso). Fiz jogging, tentei o Hula Hoop e diverti-me.

Eu acho que uma Wii Fit seria a minha melhor amiga logo pela manhã. A sério. Mas pronto, não vou ter uma Wii Fit.

Gostar de

canónigos. Nham.



Ando pouco inspirada

Esta limitação de não poder sair de casa porque sim, nem que seja para ver que a vida continua lá fora, dá-me sempre cabo do sistema nervoso. A Marta parece ser igual e passa metade do tempo a ver as paisagens: o amolador, os homens do lixo, as crianças a sair da Escola. E a perguntar pelos irmãos.

Não sei como são as outras varicelas, mas esta pareceu-me muito ligeira. Não recorremos ao Atarax e não me lembro de ver a miúda a coçar-se. Devo ter-me coçado mais eu, a imaginar-me naquele estado, depois de a minha mãe me ter dito que não tem bem a certeza se eu tive a doença ou não em miúda. E penso que este blogue, se não servir para mais nada além dos meus filhos se rirem de mim, servirá para registo de febres, borbulhas e outras indisposições.

27 janeiro 2009

Nunca seremos ricos

Por causa deste post da Sandra, tão acertado.

"Nunca seremos ricos", diz o pai cá de casa. Pois não, sei eu. Não nascemos para o ser, nem acreditamos na sorte. Não jogamos e falta-nos ambição. Custa-me gastar dinheiro mal gasto mas não sonhamos com grandes contas poupança.

Ter medo do futuro é olhar para trás e ver que não transmiti aquilo que era mesmo importante aos meus filhos, que não estive com eles quando precisavam ou que me ausentei em momentos cruciais. Não tenho medo dos sacrifícios, não. Nunca me foi assim tão facilitada, a vida, embora nunca me tenha faltado nada. Tenho medo é de não ter saúde, de querer trabalhar e não poder, de nos faltar algum de nós. Disso sim, eu tenho medo. Mas enquanto houver dois braços e Deus tiver misericórdia de nós, nunca nos faltará nada. Nem no meio desta crise.

26 janeiro 2009

Gostar de coisas antigas e herdadas - 20


Conjunto diário de comer, da tia Lena em pequena.

25 janeiro 2009

23 janeiro 2009

Dias de varicela






O ar de pânico da pediatra

a fazer as contas aos dias que eu poderia ter de ficar em casa por causa da varicela, a multiplicar por três filhos. Mesmo dividindo com o pai, seriam muitos.

"Graças a Deus trabalho em casa." - foi só o que me ocorreu. Ainda me lembro da sensação de culpa por ter de justificar uma falta, da pressão das chefias para voltar, do desespero para encontrar soluções e do trabalho acumulado na secretária, que ninguém tinha feito, ao regressar.

Graças a Deus.

22 janeiro 2009

Varicela

is in the house.
E é esperar que se alastre rapidamente aos outros dois, para se despacharem desta.

14 meses


Está um rapazinho. Goza muito, diverte-se a entortar os olhos para o pai e a rir, sabendo que ele ainda é a única pessoa que lhe diz para parar. Gatinha a alta velocidade pela casa atrás das irmãs, destapa-lhes os bebés, destrói as torres de lego e basicamente as brincadeiras dele consistem em atirar com coisas e ouvir o som delas a cair. Depois de duas meninas, bem diferentes entre si, este é um rapaz e nisto há uma diferença abismal no que o satisfaz. Continua muito mimoso e é fã de mulheres africanas, ou não fosse uma das professoras preferidas dele uma respeitável senhora de 50 anos com trancinhas na cabeça. Desde que ficou doente em Dezembro que se recusa a beber leite, seja ele em biberão ou copo, com sabor ou sem sabor. Adora iogurtes e vingamo-nos por aí. De resto, come connosco à mesa e não aceita não comer de tudo o que nós comemos. É um caracoludo castiço.


19 janeiro 2009

Dramas das vidas das minhas filhas.

Por enquanto, cá em casa quem lhes corta os cabelos sou eu, sábado foi dia. A Maria, sempre a conferir a cada tesourada: "Por favor, não cortes mais, eu não quero ficar um rapaz!" e a Marta, sempre que via o cabelo a ser deitado no lixo: "Mamã, então? É o meu cabelo!"

Coisas simples:

passear.


16 janeiro 2009

Na oração da noite,

para além do clássico: "Dá-me boa noite", a Maria agradece muitas coisas do seu dia. E às vezes arrasta-se e arrasta-se e a oração nunca mais acaba. Ontem:

"Senhor, obrigado pelo teu poder, pelo teu poder...tu tens poder no teu castelo..."

e pronto, tive de simular muita tosse para não me desmanchar a rir.

15 janeiro 2009

Esta já tem cerca de um mês.

À vinda da frutaria, em passo demorado, a Maria pergunta:

"Isto tudo aqui é o nosso quintal, não é?"

Eu: "Não filha, isto são as nossas traseiras, é um jardim público."
Maria: "Porque é que nós não temos um quintal como a avó Tina?"
Eu: "Porque só tem quintal quem mora numa casa, nós moramos num apartamento."

(Pára de andar e acena com a cabeça em tom de resignação)

Maria: "Eu sei...nós somos pobres, não é?"

Mãezinha pequenina e traquina

O Joaquim começou a chorar. Como é costume, a Marta vai ter com ele, segura-lhe docemente as bochechas e consola-o: "Que é que foi maninho, não chora! Tá ali o pai!"

O pai, que quer ser "papá" tal como eu quero ser "mamã" disse: "Mau! Aqui em casa eu sou papá!"

Marta, em tom de gozo, no mesmo gesto para o irmão: "Não chora maninho, tá ali o Tiago!"

14 janeiro 2009

Escrever o nome em todo o lado





Aos dois anos e meio,

sozinha comigo em casa, a Marta vasculha a gaveta dos DVD's, apanha o do Shrek 2 (que nunca viu porque a Maria tem um trauma de bebé com uma imagem do Shrek 1 em que aparecia fogo), pega-me na mão e diz:

"Anda mamã, Xeque...Xiu, a maninha não está cá!"

Não sei quanto tempo foi, mas mal se mexeu ao meu colo, enquanto viamos o filme do princípio ao fim.

Não tenho nada contra quem não quer ter filhos, mas este anúncio reflecte o país que nós temos. Aprenda lá sobre métodos contraceptivos e seja feliz para sempre.

(Imagem retirada daqui.)

13 janeiro 2009

A reler este livro

que comprei quando a Marta nasceu. Tanta coisa me parecia distante lá, inclusivé a existência de um irmão do meio. Agora sim, faz sentido. Aos quatro anos e meio, a Maria é uma pequena pessoa. Já não tem nada de bebé, à excepção dos mimos que requisita de vez em quando. Apesar de poder haver pequenas chamadas de atenção quando um irmão nasce, não é um bebé que coloca assim em causa o lugar do irmão mais velho. É agora. A Marta tem dois anos e meio, despoleta risos só pelo andar, fala pelos cotovelos e tem uma graça inerente à idade. Qualquer chamada de atenção da Maria, em público, já soa a "tontice". A beleza da Maria nesta idade está nas conversas, nos raciocínios que já tem, mas que não são assim tão visíveis. Tem ciúmes dos irmãos, sim. Anda sensível, responde com facilidade e atravessa neste momento o período mais exasperante da educação dela.

No grupo de amigos e família, é fácil as pessoas demonstrarem preferências e compararem-nos. Arrepio-me sempre com isso, lembro-me de ser comparada com os meus irmãos. Percebo as preferências de alguns amigos, eu também as tenho com os filhos dos outros. É natural. O que não desejo, de forma alguma, é que essas comparações se evidenciem ou se tornem obstáculos.

Com os irmãos, a Maria é a irmã responsável. Executa com perfeição aquilo que lhe pedimos, é cuidadosa com eles. Tem perfeita noção daquilo que pode e não pode fazer. Na Escola, sei que é idêntico, o comportamento. A educadora diz que é obediente, doce, muito disponível. Tem um defeito: quer agradar a todos os colegas e dispõe-se a ser comandada por eles. Sinto que muitas vezes, quando chega a casa, vem em modo de "panela de pressão", como que a dizer que agora quem manda é ela.

Na sexta-feira tive a minha filha calma novamente, um dia inteiro só com ela a conversar. "E porque é que andas tão respondona, Maria?" a resposta foi simples: "Eu gostava de ser bebé outra vez."

Releio outra vez o livro e tento encontrar respostas, talvez já as saiba todas, mas a prática é muito mais complicada de executar.

Uma semana depois do começo da Escola,

a Marta fica em casa comigo. A grande diferença entre ficar com ela sozinha e com a Maria é que a Marta, apesar de se entreter muito tempo nas brincadeiras dela, estranha não ter a companhia dos irmãos, especialmente da Maria. Anda comigo pela casa a repetir: "A Maria? Foi à Escola?". Não se lembra da existência dela sozinha e aprecia a companhia. Já a Maria, filha mais velha e com reflexos disso mesmo, regozija-se quando é a única filha com a mãe.

12 janeiro 2009

E venham os sobrinhos!

A meio do ano já serei tia de mais dois rapazes (um do meu irmão Tiago e outro da minha cunhada Rute), se Deus quiser. Fui tia depois de ser mãe e tal como diz o B nesta música (clicar em Pior que tio, vale a pena ouvir.), "Pior que tio só mesmo avô", creio que ser tia deve ser um pequeno ensaio para ser avó.

Assim sendo, em 2009 conto com 4 sobrinhos rapazes do meu lado e com 3 sobrinhas e um sobrinho do lado do Tiago. Família grande, a nossa.

Na sexta-feira

a Maria andou pela primeira vez de comboio (quatro anos e meio, que vergonha...) e pela segunda vez de metro. Achou tudo emocionante e só queria repetir. Foi giro.

Ainda de sexta-feira




Sempre que lá vamos tiramos uma destas. Estas são apenas 3 das 7 que temos.


11 janeiro 2009

09 janeiro 2009

Mais um.


4 anos e meio e já fez 5 cistografias, 2 cintigrafias, inúmeras ecos renais, raio-x, inúmeras análises ao sangue e urina, inúmeras consultas. Tem ganho confiança em fazer diversos exames, mas no que toca ao de hoje, o medo dela só aumenta. Confesso que apesar de não transparecer, foi a vez que mais ansiosa fiquei, a ela tremiam-lhe os joelhos ao despi-la (o exame é bastante incómodo e demorado no caso dela) e eu só pensava como iria ser.
Chorou muito, agarrou-se como pôde a mim, debruçada a uma janela da maquineta, implorava aos médicos que a deixassem sair, tudo para no final sabermos que ainda tem refluxo e uma bexiga enorme. Só lá mais para o final do mês saberemos em concreto no que isto se traduz e eu só já conto pelos dedos das mãos quantas mais ela terá de fazer e como será quando tiver de ser operada.


08 janeiro 2009

Economizar




Entre amigas, decidimos há uns tempos criar uma "newsletter" entre nós, notificando as restantes sempre que víssemos uma boa oportunidade de compra ou outras formas de optimizarmos (esta palavra está na moda) os nossos recursos. Não sou agarrada ao dinheiro, mas sou poupada, creio que ter crescido numa família numerosa ajudou e muito. Sou consumidora do Minipreço, e temos a felicidade de ter uma frutaria boa e barata nas nossas traseiras e também um Pingo Doce.

Não sei se é assim em todos os supermercados PD, mas aqui no meu é comum os vegetais, iogurtes ou outros produtos de consumo com prazo de validade apertado serem vendidos a metade do preço. E apesar de sermos fãs de marca branca, o que é certo é que temos sempre iogurtes de marcas boas por menos preço do que os de marca branca. Graças a andar sempre em cima das promoções. Com alguns legumes, que assim ficam mais barato que na frutaria, aproveito para congelar, quando é possível.


Logo pela manhã,

o meu dia é confuso. Os miúdos para vestir e sair sempre em cima da hora (na Escola devem simplesmente ter desistido de esperar que cheguemos até às 9h30m, porque isso nunca acontece...) a casa num caos que não consigo entender como se gerou entre as 17h de ontem e as 9h de hoje, o trabalho no computador, o frio que se instalou e a minha resistência em ligar o aquecedor (devia ter incluido nos meus trabalhos os custos disto...) e a minha ida à arrecadação para enfiar por lá mais uma tralha que não serve para nada cá em cima.

Descubro nos últimos tempos que boa parte dos vizinhos, que nunca encontrei nestes quase dois anos, sabem quem nós somos. E que já perceberam que eu me cruzo na rua às mais diversas horas e por isso não cumpro horário de trabalho normal. Hoje dei comigo, como tantas outras vezes, a justificar-me. E lembro-me da querida amiga Guida. E das saudades que tenho dos textos dela. E de também um dia me ter alertado: "Não nos precisamos justificar a quem não precisamos que nos entenda."

Das resoluções de ano novo: dar menos justificações.

07 janeiro 2009

Seduz qualquer um.

E sabe tirar partido disso.


06 janeiro 2009

Os nossos domingos são uma maratona.

Costumo dizer. De fora, muitos olham com estranheza (mesmo os evangélicos) à forma como nos repartimos ao domingo. Saímos de casa às 9h15m, tentamos chegar a Moscavide pelas 10h, almoçamos na Igreja ou nos sogros depois das 13h e às 15h30m já temos que estar em S. Domingos de Benfica. São raros os domingos em que regressamos a casa antes das 20h.

Seria fácil duvidar da possibilidade deste plano, com 3 crianças atrás, se não me lembrasse tão bem de como era na minha infância. Éramos cinco irmãos e quase todas as famílias da Igreja onde eu cresci tinham pelo menos dois filhos. Saíamos de casa também cedo, os 7, almoçávamos quase sempre em casa de amigos ( eu ia com a Sara e o André ou com a Miriam e o João Paulo) e voltávamos a reencontrarmo-nos todos às 16h. Os dias eram na Igreja e não fazia sentido de outra forma, até porque a família também lá estava.

Os meus domingos são na Igreja. Já me habituei ao esforço físico que isso implica, mas quem corre por gosto não cansa. E só eu sei a falta que sinto quando tenho de faltar e uma das crianças está doente.

(fotografia tirada com o telemóvel no domingo passado, a aproveitar a sesta deles minutos antes do culto começar em S. Domingos)

05 janeiro 2009

Maria João,

Idem aspas: deito-me às 23.00, mais ou menos. Bocejo muito sempre que tento sair à noite.

Imitar o pai.

Quando ensaia telefonemas no seu telefone de brincar, a Maria começa-os assim:

"Estou! Companheiro!"

Gracinhas gozonas

(Para grande desespero do pai que tem medo que o filho fique permanentemente estrábico com a brincadeira.)

O Joaquim entorta os olhos, espera que o mandem parar e volta a entortar os olhos e ri-se.

13 dias depois,

de umas férias escolares em que não passeámos, não fomos ao cinema, nem fizemos o que seria suposto tentar fazer com este tempo, eles vão à Escola. Saudáveis, bem dispostos, com alguma estranheza.

Eu tento repor o caos que se armazenou, retiro as decorações natalícias (nesta fase já nem as posso ver), trabalho no computador sem ser interrompida.

Vamos ver quanto tempo dura.

03 janeiro 2009

Marta, dois anos - continuação.

Eu: "Vá, toca a arrumar os brinquedos todos!"
Marta, a gesticular com a mão: "Calma..."

Marta, dois anos.

Reacção quando me vê com um vestido:

"Uau, mamã, mas que linda!"

Pingo Doce, demasiada gente na fila.

Maria, em tom elevado: "Porque é que os pipis das mães esticam para os bebés nascerem?"

01 janeiro 2009

Na entrada da nossa casa,


uma fotografia de 2002, a dois. Uma de 2004, a 3. Uma de 2006 a 4. E uma de 2008, a 5.

Este ano voou.

2008 amanheceu feliz. Com um recém-nascido muito tranquilo e uma filha do meio ainda a adoecer com facilidade. O bom tempo trouxe melhorias e aprendemos a viver no meio de mais desarrumação e barulho. Foi um ano cansativo com alguns desafios. Aprendi muita coisa e a relativizar outra tanta. Estudei o livro de Jó meses a fio e consegui colocar em perspectiva a importância do que as coisas e pessoas têm na nossa vida. E de como Deus existe, independentemente disso.

Para 2009 tenho anseios, como todos. Desejo que o problema renal da Maria seja finalmente resolvido, que tenhamos todos saúde e que continue a receber trabalho em casa que me permita continuar nesta modalidade muito mais tempo. Também gostava de ver amigos meus a visitar a nossa Missão (Igreja) em S. Domingos e a fazer parte deste corpo. Gostava muito de estar mais perto de outros que vejo menos vezes.

Ainda assim, não me sinto com capacidade de pedir nada para o ano que se segue. Já temos muito mais do que merecemos.

O primeiro post de 2009

é alegre: nasceu a Joana, filha de uma boa amiga que se encontra longe mas com quem partilhei uma gravidez. Pena Braga ser tão longe, Sara!