28 fevereiro 2009

Recomeçou a chover

e finalmente deixo de ter pena de estar mais uma semana trancada em casa.

27 fevereiro 2009

O Joaquim é um rapazinho

e as irmãs riem-se com os ataques de violência dele com os brinquedos, com os gritos, com os amuos (recusa-se a olhar para quem o repreende e simula um beicinho de ir às lágrimas de tanto rir).

Hoje, ao fim do dia, enquanto lhe mudava (ou tentava) a fralda no tapete da sala, o miúdo foge-me, rabo ao léu a gatinhar furiosamente. E as duas irmãs, nervosas e às gargalhadas, no sofá, a assistir ao espectáculo.

A Marta, a pedir para sair de casa, a vestir o casaco.

"Tu não podes, filha, estás doente!"

Resposta: "Mamã, eu não estou doente!"

26 fevereiro 2009

Um dia inteiro no Hospital

para descobrir que a pneumonia na Marta veio para ficar. Não que a deixe prostrada, que deixe de brincar menos, comer menos, divertir-se menos. Isso provou-o hoje por lá, como faz em casa. Longas horas de exames e espera e nem por isso menos brincadeiras.

A médica estava espantada com o contraste entre o bom ar dela e o mau ar dos exames. Temos uma maleita nova: pneumonia com derrame (significa que tem líquido que tem de desaparecer e estivémos a milímetros de um internamento). Os próximos dias serão passados com medicação mais elevada e controlo apertado, em idas ao Hospital.

Estou cansada.

Veio para a nossa cama.

Estava choramingão e queixoso. Adormeço e acordo com um ressonar nas minhas costelas. Eu dormia de lado, o Joaquim sentou-se na cama e debruçou-se por cima de mim, como se eu fosse uma mesa e assim ficou, muito tempo. Eu fiquei dormente de não me mexer.

25 fevereiro 2009

2009 ainda mal começou

e já são 10 os bebés amigos para nascer ainda este ano...

Visitas queridas

As amigas do Verão passado. (Pascoais)


10 minutos depois de sairmos de Oeiras

Maria: "Como é que se chama esta terra?"
Eu: "Abóboda."
Maria: "E que língua é que as pessoas falam na Abóboda?"

A melhor prenda de aniversário de sempre?

A minha primeira viagem a Nova Iorque, Fev/Março de 2001, oferecida pelos meus pais.

O marido espanta-se

porque este ano já falei no meu aniversário umas 3 vezes, coisa que não é habitual. Há dois anos fiz 30 e estávamos a mudar de casa. Há um ano, tinhamos dois bebés demasiado pequenos e a primeira tentativa de sair só a dois foi um fracasso.

Este ano, só sei que quero ter o melhor bolo de chocolate do mundo, porque é o melhor, sim. E poder sair, sem bebés a chorar do outro lado da linha.
Nota-se muito que estou farta de me obrigar a estar em casa?

22 fevereiro 2009

15 meses

Nesta noite, acordámos várias vezes com um choro muito irritado do Joaquim, seguido de febre. De manhã, descubro-lhe dois molares a nascer. Apesar de a ala feminina de cá de casa nunca ter tido assim destes sintomas, esperemos que seja disto e nada de mais preocupante.
Perante o meu pedido de consulta de rotina para esta idade, a pediatra despacha-me com um "Deixe lá isso, já é o terceiro, venha só fazer as vacinas. Aos 18 meses logo o vemos, para avaliar a evolução da linguagem."
Tive de me esforçar para não desatar às gargalhadas perante esta afirmação. Que o miúdo é um rapazinho e parece esperto, sim. Mas a precocidade não é o forte dele. Por enquanto, aguardamos tranquilamente que ande (embora na Escola o ponham a comer sozinho também, coisa que cá em casa ainda me parece distante). Da linguagem, fica para mais tarde, ok?

20 fevereiro 2009

Pois foi.

Este blogue deixou de ser laranja, ao fim de praticamente 4 anos. Apeteceu-me.




4 anos, quase 5.

Pela manhã, o tradicional: "Despacha-te a comer os cereais, tens de lavar os dentes, fazer chichi, pentear, calçar e vestir o casaco."

Oiço um suspiro, a caminhar lentamente pelo corredor: "Bolas, mas tu só sabes dar ordens?"

O nosso frigorífico

que, como dizia a Tatas,

É sempre tão parecido com o que nós somos como família.

Eu organizo-o, os miúdos desorganizam-no, eu organizo-o.



A minha veia masoquista

faz-me pesquisar os arquivos deste blogue. Há um ano, por esta altura do Carnaval, tinhamos mais do que um elemento doente em casa e, por isso, cá ficámos. Há dois anos, a Marta estava doente, a mesma coisa.

Oeiras tem Sol, a Marta recupera muito lentamente e sei que não adianta de muito mas estou farta de doenças até à ponta dos cabelos. O bom tempo que chegue e a saúde também. Precisamos dos nossos passeios de volta.

19 fevereiro 2009

No Hospital,


enquanto esperamos converso com a filha de uma das professoras da Maria. A filha de 6 meses, também da Escola deles, teve varicela seguida de pneumonia. Recordando-me dos avisos da pediatra "É prepararmo-nos, porque a varicela abre caminho para infecções respiratórias", a alternar olhares para a bebé já boa e para a minha filha e a ver o que me esperava.

Algumas horas depois, exames, aerossóis, raio-x e o veredicto inevitável: princípio de pneumonia. Quem a via nos corredores do Hospital divertida e feliz, a conversar com quem passava por ela, a pintar desenhos, a espreitar por cortinas, não diria que está doente. Mas está. Quando saí de casa a minha Marta era outra, com febre e falta de ar. Vai-se abaixo e recupera como eu nunca vi. Mas a disposição quase ninguém a tira. Quis repetir o raio-x, achou divertido pular para cima de um banco e ter luz em cima dela. Despe-se para os exames, distribui abraços e beijos por todos os médicos e enfermeiros, quer ser ela a carregar os exames e as papeladas que a médica passa.

Se lhe perguntarem o que está escrito no crachá que lhe ofereceram, nem hesita: "A Marta portou-se muito bem!".

17 fevereiro 2009

O DVD das Canções da Carochinha,

que a Maria também gostava, para a Marta é o DVD "A barata diz que tem".

"Mamã, põe o DVD "A barata diz que tem"."

A Sónia tem razão.

A verdade é que quando tudo corre bem, tudo corre bem. O problema é quando as coisas correm mal. É aí que se vê. E desta vez tem-se visto. E o que se tem visto não é bom. Não é bonito.

Podemos gostar muito da obstetra ou do pediatra que nos acompanham, são simpáticos e tal e até dão o número de telemóvel e tudo, mas nisto a Sónia escreve e tem razão. Quando as coisas correm mal é que vemos se podemos mesmo confiar. Infelizmente, ou felizmente, já tive vários episódios suficientemente delicados para respirar fundo e saber que do lado de lá tenho gente que não facilita.

16 fevereiro 2009

Marta, na minha cama comigo,

2.00 da manhã.

"Mamã, tenho febre."

(E não é que tinha mesmo? 39.5º)

Coisas que nunca me hei-de habituar:

ver uma filha com falta de ar.

Já não tinha duas noites tão más há mesmo muito tempo. Ver a Marta prostrada e aflita é voltar sempre aos primeiros meses dela e aquela noite, com apenas 14 dias, em que conduzia na 2ª circular a uma velocidade exagerada, a imaginar perdê-la. Dói só de lembrar.

13 fevereiro 2009

Sexta-feira 13


A tia Lena faz anos. A tia que nos tratou sempre, aos cinco sobrinhos, como os filhos que desejou mas que nunca chegaram. Duvido que haja muita gente a poder dizer que tem, a seguir aos pais, uma tia como a minha. Se nos tratou como tratou, imaginem como trata os meus filhos. Parabéns, tia.





Pela manhã, vem ter ao meu quarto

e lembra-se que o pai não está:

"Pois é, dormiste sozinha, podias ter dito! Não tiveste frio?"

12 fevereiro 2009

Olha que grande novidade...




You Are a Summer Person



You are energetic, outgoing, and active.

You love to be out and about... hanging out with friends or getting things done.

Summer is the perfect time for you to be as hyper as you want to be.

In fact, during the rest of the year you feel half-asleep!



Ser feliz com tão pouco.

Um passeio ao fim da tarde com os miúdos, pelas redondezas aqui de casa, com um Sol maravilhoso e uma temperatura amena. Chega-me tão pouco.

A caminho da Escola,

depois de se terem despedido do pai, que só volta no domingo, a Maria:

"Eu vou ter muitas saudades do papá."

11 fevereiro 2009

Rapazinho

video

atirar com objectos, fazer barulho e gritar. O maravilhoso mundo dos rapazes, depois de duas meninas.



10 fevereiro 2009

Às refeições

agradecemos pelos alimentos, a cada refeição é um diferente. A Marta já o faz há algum tempo, mas até agora um dos mais velhos ajudava-a e ela repetia. Ontem começou sozinha:

"Senhor, obrigada pelos alimentos e obrigada pela Dora. Amén."

(A Dora é uma boneca dela.)

Duas filhas, tão diferentes.

Creio que quando se tem um filho e uma filha, se tendam a atribuir as diferenças entre eles ao facto de serem de sexos opostos. Com filhos do mesmo sexo, neste caso filhas, as diferenças saltam à vista de uma forma impressionante.

Em casa, a Marta impacienta-se. Não perde uma oportunidade para perguntar se podemos ir à rua, vestir o casaco e passear. Apesar de brincar sozinha e dar pouco trabalho, quando os irmãos não estão ela anda muito atrás de mim, fala pelos cotovelos, não liga a desenhos animados, exige brincadeiras comigo e quer variar rapidamente do que está a fazer.

A Maria gosta de estar em casa. Está há uma semana nisto e ainda não perguntou quando vai à rua. Se eu deixasse, ficava o dia todo em frente à televisão. Entretém-se em brincadeiras, dá aulas de música, faz cada vez mais coisas sozinha e durante muito tempo.

Nisto, a Maria tem muito do pai e a Marta tem muito da mãe.

09 fevereiro 2009

Colar


Feito pela Sara. É bonito, não é? É meu.

Quando fôr grande,

a Maria diz que quer ser professora de música. E que letras ela inventa todos os dias, com microfone na mão a fazer solos ou a fingir que ensaia um grupo! Demais. Ontem ao som de uns cds de músicas da Dora, inventava: "Abana o teu corpinho, abana o teu corpinho também. Abana o teu corpinho até Jerusalém."
O que nos rimos...

Ontem,

enquanto o pai e a Marta iam em direcção à Igreja e o Joaquim dormia ainda mais do que o habitual, fizémos a nossa Escola Dominical cá em casa. Uma das histórias que a Maria mais gosta é a de Moisés e recapitulámos tudo e entretivémo-nos a fazer o bebé Moisés na sua cesta (uma casca de noz) e a irmã, Miriam.



A varicela



só agora começa a dar tréguas. A Maria sofreu com as comichões, chorava e queixava-se e o Joaquim queria colo o tempo todo. Agora as borbulhas começam a secar e eles ficam em casa mais uns dias, os obrigatórios por lei para poderem voltar à Escola. Tiveram os dois mais febre do que a Marta mas ainda assim acho que o período forte foi curto e começam a mostrar sinais de melhoras em pouco tempo. Creio que ser Inverno deve ajudar muito (o calor com comichões deve ser um filme complicado) e o medicamento que o Joaquim tomou por ser ainda pequenino também me parece ter ajudado a atenuar os sintomas.

05 fevereiro 2009

Varicela, take 3.

E também já temos o Joaquim com febre e borbulhas. Se ontem à noite a Maria andava apenas cabisbaixa com a febre, hoje a cada descoberta de nova borbulha tínhamos um drama. "Ai, agora não me posso sentar com esta perna assim!" ou "E como é que eu vou dormir com as minhas costas com altos?".

O Joaquim...bom, o Joaquim quer colo habitualmente. E mimos, e colo. E beijos, e atenção. E colo, já disse? Doente é assim um exigir disto tudo a triplicar.

Os dois juntos, neste filme, promete. Ai se promete.

04 fevereiro 2009

Varicela, take 2.

8h10m, a levantar a camisola:

"Acho que tenho borbulhas. Tenho varicela, não tenho? Vou ficar em casa contigo, não vou? Yes!"

03 fevereiro 2009

Ontem foi um dia um bocado esquisito.

De repente, toda a gente tinha visto o Jornal da noite do dia anterior. Amigos com quem não falava há anos, a senhora da frutaria, o arrumador do Centro Comercial, entre outros. Acabo por ter de acrescentar sempre alguma coisa quando me comentam o aspecto na televisão (os amigos mais sinceros dizem que parecia ter mais 30 kg ou gozam com a minha "naturalidade"), que isto de fazer sacrifícios pelo marido é coisa que dava pano para mangas.

Por fim, houve quem achasse que o Joaquim era estrábico! A brincadeira de entortar os olhos para o pai e rir-se deve ter sido o momento mais hilariante de toda a notícia.