11 novembro 2009

Era uma vez um Serviço Nacional de Saúde.

Basicamente, fiquei pior que estragada quando soube que paguei o Tamiflu porque me foi receitado num Hospital Privado. Achei que, contas feitas a urgências, exames e medicamentos, que não me parecia razoável pagar por uma análise de Gripe A a que tenho direito, por causa da Marta se inserir num grupo de risco. Ainda menos confortável estava com o eu própria ter de tomar o Tamiflu, mesmo não tendo sintomas, só porque eventualmente estou em contacto com filhos que provavelmente têm. E nas grávidas, assim recomendam.

Hoje, peguei na mochila e lá fui eu, nauseada do medicamento, com duas criancinhas atrás, ao Centro de Saúde da minha zona. Instalações modernas, tudo muito limpinho, lá fiquei eu numa sala de isolamento à espera da minha vez. Uma hora depois, sou atendida e informada que terei de ir a partir das 16h, ao Serviço de Atendimento à Gripe criado na minha zona.

15h50. Chego ao tal Serviço, depois de acordar as crianças da sesta. Dezenas e dezenas de pessoas. Máscaras, desinfectantes e eu a tentar tirar uma senha e a explicar que estava sozinha com os dois e grávida. Que tinha de esperar a minha vez, foi a resposta que me foi dada (de salientar que o número de crianças à espera nem era elevado e todos bem mais velhos que os meus).

Uma hora e meia depois, tenho a sorte de ser reconhecida por uma funcionária do Pingo Doce aqui ao pé de casa que me pergunta porque é que eu não tinha ainda passado à frente e vai falar ao balcão e me dá a sua vez. Reclamei, pediram desculpas mas que não sabiam, volto a sentar-me.

20 minutos depois, triagem. 15 minutos depois, consulta médica. Que em princípio deve ser a Gripe A, mas que a análise vai demorar uma semana e que por isso eu e a Marta mantemos a medicação.

Queixas da médica e do pessoal de saúde, não tenho. Que são todos extremamente competentes, nem duvido. Mas que me chateia demorar uma semana quando sei que se pagasse em privado por cada análise, saberia já amanhã o resultado, chateia-me imenso.

Gostava de acreditar no Serviço Nacional de Saúde. Mas não dá.