05 fevereiro 2010

Ter o direito a pensar no pior.

Creio que ninguém fica indiferente a este artigo. Por causa disto, e também de um artigo na Sábado da semana passada (uma escritora que escreveu um livro anti-positivismo, na sequência de ter passado por um cancro na mama e só querer poder chorar à vontade, quando todos à sua volta diziam que se ia curar e acreditavam que o facto de pensar no melhor a ajudaria no processo), penso seriamente no que Deus pensa e pede de nós nestas alturas.

A fé não tem de ser um acreditar que tudo vai ser ultrapassado da forma mais bonita e que no fundo todos desejamos, mas é pedir que Deus realize a Sua vontade, e que nos ajude a saber aceitá-la.

E lembrar sempre: Jesus também chorou.

Excerto de uma parte desse texto (já traduzida):

"No entanto, Chandler lutou com a tensão entre a fé num Deus todo-poderoso e aquilo que ele, enquanto mero mortal, pode fazer quanto à situação. Acredita que tem responsabilidades: usar o cérebro, aproveitar a tecnologia, caminhar na fé e esperança, orar pela cura e depois "ver o que Deus pretende fazer".

"Saber que Deus existe fora do tempo e eu existo dentro do tempo coloca sérias limitações à minha capacidade de descodificar todos os códigos", diz. "Quanto mais estudo mais penso 'Sim, Deus é soberano e pede-nos que oremos... e muda de ideias'. A maneira como tudo isso funciona é, em alguns aspectos, um mistério.""