24 março 2010

Agora chamam-lhe bullying.

(Ontem cá em casa vimos a reportagem da Sic).

Sempre fui miúda pacata, nunca me lembro de ter andado à tareia com alguém ou de ter problemas de maior com colegas da Escola. Mas no 6º ano tive uma colega africana, já com os seus 14 anos, que entendeu a dada altura que eu haveria de lhe fazer recados. Como não lhe fazia recados nenhuns e a deixava a falar sozinha, uma vez empurrou-me, outras ameaçou-me e chegou mesmo a dar-me um estaladão num intervalo. Umas semanas depois, e porque aquilo se estava a tornar perseguição, contei à minha mãe.

No dia a seguir, entra a minha mãe pela Escola, avisa a Directora de Turma do que se tinha passado e depois dirige-se à miúda, em pleno intervalo grande, e diz-lhe que vai falar com a mãe dela se ela me continuar a chatear e que se não lhe dão umas palmadas em casa, ela própria se encarregaria de lhas dar.

Até hoje. A Ângela nunca mais me ameaçou.

As coisas eram muito mais simples em 1988.