30 abril 2010

29 abril 2010

Gostar de coisas antigas e herdadas - 21

Não é só porque é muito bonito que o uso em ocasiões especiais, mas porque já era de alguém antes de ser meu. A história, tão simples, contei-a há uns anos aqui.

Aos domingos cantamos juntos

Quando coloco aqui estes vídeos, a intenção é registar algumas das músicas que cantamos ao domingo e que gosto. Não porque eu cante especialmente bem ( com crianças ao colo ou ao redor que precisam de atenção, a coisa piora substancialmente). Por isso as partilho aqui.



Em momentos assim,
um canto me surge,
um canto de amor a Jesus.

Em momentos assim,
eu ergo as mãos,
eu ergo as mãos ao Senhor.

Cantando "eu Te amo, ó Pai!"
Cantando "eu Te amo, ó Pai!"
Cantando "Como eu Te amo, meu Senhor!"

28 abril 2010

34 semanas


Ultrapassámos a tão longínqua barreira das 33 semanas. Quando com apenas 20 eu tentava acreditar que aqui chegariamos e toda a gente dizia "mas é tão cedo, apenas 33", eu explicava que era o mínimo para nascer sem já haver muitas complicações. Nascer às 20 semanas não é nascer, é interromper uma gravidez. Adormeci e interrompi muitos sonos com isto na cabeça.

O calor chegou, as minhas comichões intensificam-se e eu sei que isto ainda não acabou nem é motivo para estar tranquila, quando ontem aviso cedo para o Hospital que não vou conseguir chegar por causa da greve que por aí anda, se esquecem de dar o recado à minha médica, e a tenho a ligar-me - em tom meio aflito na voz - pelas 14h, a saber se eu estava bem.

Agora a meta são as 36 semanas. 12 de Maio, mais umas quantas análises e um parto que acontecerá, provavelmente induzido. O cansaço que guardo nesta fase não é o de fim de gravidez, que esse conheço bem. É um cansaço que me deixa a pensar duas vezes se quero descer as escadas do 1º andar para ir ver o correio, por exemplo.

Estamos quase no fim. Aguardamos com a tranquilidade que nos conduziu até aqui: a que vem de lá de cima.

No casamento

cheio de muita cerimónia, depois de uma requintada sopa com cogumelos e natas, o meu filho Joaquim lambe-se e diz: "É bom, sopa de salsicha!"

Dança

E o que estes dois se divertem a dançar juntos?






Pirilampos

No sábado (*), vi tantos pirilampos juntos a piscar como acho que nunca tinha visto na vida. Um cenário maravilhoso, mesmo. Os arbustos pareciam árvores de Natal e os miúdos estavam encantados (a Marta ao início teve medo daqueles olhos a piscar no escuro). No fim, a Raquel conseguiu apanhar um e é mesmo engraçado, o bicho. O que vimos foi mais ou menos isto, embora eu não tenha conseguido fotografar o momento e tenha retirado esta imagem da net:

(*) num casamento a que fomos no Instituto Superior de Agronomia, Tapada da Ajuda - Lisboa.



23 abril 2010

Ainda hoje é 6ª feira

Mas o melhor dia da semana é o domingo.



22 abril 2010

Na semana passada

fomos visitar os meus avós (pai da minha mãe e a mulher, de há muitos anos). Estava cá uma das minhas tias com o marido, que vivem nos Estados Unidos. Já não a via há alguns anos, ela nem conhecia pessoalmente nenhuma das crianças.

Por causa de a minha avó materna se ter separado do meu avô era a minha mãe pequena, nós não crescemos com este avô por perto. Tento explicar isso às miúdas, porque é estranho nunca estarmos juntos. Mas é um facto, estas coisas são o que são e este avô sempre esteve distante, por causa da minha avó nos ser tão próxima e a minha mãe nunca ter crescido com ele.

Mas lá fomos. Conversa no carro para se portarem bem, que os avós estão doentes e já são velhinhos, que esta tia vem do estrangeiro e que por isso o marido só fala inglês, blá blá blá.

Maria: "Então mas que idade têm os avós?"
Eu: "Quase 90 anos."
Maria: "Epá, então estão mesmo quase a morrer!"

Depois da lavagem cerebral sobre as perguntas inconvenientes que nunca se devem fazer, nem 5 minutos tinham passado e a Marta dirige-se ao meu avô (que felizmente ouve mal e não percebeu nada):

"Vocês já estão muito velhinhos. Porque é que estão doentes? Vão morrer, não é?"


20 abril 2010

O meu filho Joaquim.

E o que dizer do homenzinho pequenino da família? Que ainda conserva muito daquilo com que nasceu: um lado pachorrento e meloso, dependente de mimos dos outros. 2 anos e meio e ainda adormece com facilidade ao colo de amigos, com festas no cabelo. Se alguém estiver sentado no sofá, contem que ele também se senta ao lado. Apesar de achar que no meio de duas meninas, ia ser muito influenciado nas brincadeiras, não resiste a bolas, carros, construções. Tem um bebé nenuco, das irmãs, que baptizou de Cândido ( o tempo que levei a decifrar o nome ) e que por acaso é outro pachorrento da sala dele, de quem é grande companheiro.

Fica muito sentido com repreensões e amua com facilidade. Damos-lhe a volta em três tempos, tem o seu lado gozão. A comer e dormir, sai aos seus: um descanso. Vai passar a ser o rapaz crescido dentro de poucos dias. Suspeito que sentirá a diferença, mas que será mais uma fase para crescer. É irresistível.

A minha filha Marta.


Esta é das minhas preferidas da sessão que fizemos com a Selma, especialmente porque representa bem quem é a minha filha Marta. É a minha segunda mãezinha e de todos os que queiram ser filhos dela. Está sempre pronta a colaborar e onde está um bebé, ela anda de certeza por perto. Tem uma incapacidade de estar parada muito tempo, coisa que compreendo muito bem.

Não tem paciência para tudo o que exija muita concentração, mas cede com facilidade em quase tudo. Fica muito sentida com algumas coisas, mas passa-lhe tudo muito rápido. É o elemento apaziguador no meio dos irmãos, brinca igualmente com um e com outro.

Toda ela gosta de companhia, de estar com os outros. Dêem-lhe a mão que está sempre pronta para um passeio.

A minha filha Maria.


Quando o Joaquim nasceu, tinha 3 anos e meio. Foi uma irmã mais velha ainda pequenina. Agora tem a noção de tudo e imagino-a a ser a perfeita ajudante, como o é noutras coisas aqui da casa e lhe pedimos. Tem gosto em aprender mas muito medo em falhar. Nisso somos muito diferentes, passo a vida a impacientar-me com as hesitações dela. Que não faz mal errar e voltar a tentar, é o que ela precisa de descobrir.

Há 2 anos e meio, etiquetei as gavetas todas de roupa para o pai não se enganar a vesti-las, deixei recados no frigorífico. Agora não é preciso. Quando o pai não encontra uma peça de roupa, ela vai direita à gaveta onde sabe que está. É só perguntar-lhe.

Ando com dificuldade em me aturar

cansaço excessivo (maldito fígado) + insónias + enxaquecas + impossibilidade de tomar analgésicos = eu alterada.

19 abril 2010

Ai que mistério curioso!



A formiguinha corta a folha e carrega
Quando uma deixa, a outra pega.
Ai que mistério curioso
A formiguinha ensinar um preguiçoso!

Deus não quer preguiçoso em Sua obra
Porque senão o tempo sobra!

Aos domingos cantamos juntos

Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti
Inda que seja a dor, que me una a Ti!
Sempre hei-de suplicar: mais perto quero estar,
Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!

Andando triste aqui, na solidão,
Paz e descanso a mim, teus braços dão.
Sempre hei-de suplicar: mais perto quero estar,
Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!

Minha alma cantará a Ti Senhor,
Cheia de Gratidão por Teu amor.
Sempre hei-de suplicar: mais perto quero estar,
Mais perto quero estar, meu Deus, de Ti!




16 abril 2010

Ter talento

Este é um momento claro de publicidade, com a parcialidade que me é permitida. A Selma sempre revelou que tinha futuro na fotografia. Há as pessoas que ganham qualidade com formações, e há aquelas que já possuem o talento e o aperfeiçoam com o estudo e a prática constante. A Selma é um dos casos evidentes de talento natural. Esta sessão é apenas mais um reflexo disso. Tenho pena de no meu casamento e primeira gravidez não a ter tido perto da nossa família. Mas desde que para lá entrou, todos os nossos encontros são sempre registados de uma maneira especial.

Para quem, hoje em dia, quer registar com naturalidade momentos significativos da sua vida, acho que este conceito de sessões faz muito sentido. Não é preciso ter jeito para poses (eu nunca tinha tirado assim tantas de uma vez e até estava receosa de não saber como colaborar).

Desta sessão há mais aqui. Todas as informações de preços no site oficial.






15 abril 2010

"E se pudesses voltar atrás... mudavas alguma coisa? "

- perguntavam no Facebook.

Quase todas as pessoas dizem que não se arrependem do que fizeram de errado, com a justificação de que isso lhes permitiu aprender e tornarem-se em quem são hoje. Outras, que há asneiras que devem ser cometidas no seu tempo, sob pena de serem desviadas para mais tarde, despropositadamente. Ainda os há mais radicais, os que não se arrependem de nada, a não ser do que não fizeram.

Se em certa medida concordo com as duas primeiras (a terceira não, de todo), a minha reposta é que sim: se voltasse atrás eu mudava algumas coisas. Porque as fiz afectando não só o meu percurso, e trazendo as consequências para muito mais tempo, mas porque no meio também se cruzaram pessoas. E há erros irreparáveis, e danos que provocamos nos outros também.

Sim, aprendi com muitos dos meus erros. Acontece que não sou assim tão perfeita que me olhe ao espelho e pense que sou o exemplo do que quer que seja. Poderia ter chegado aqui de outra forma, ou ser ainda melhor.

Se voltasse atrás, mudava de certezinha algumas coisas.
Vivia muito bem hoje sem o reflexo delas.

14 abril 2010

E porque não resisto mesmo à comparação

Este é o Joaquim acabadinho de nascer. Aquele nariz não engana.



13 abril 2010

Caleb, ecografia e novidades

Fomos espreitar o estado deste miúdo. A confirmar aquilo que o médico achava desde a anterior ecografia, ele tem menos uns dias de gestação do que o previsto até agora. Para quem anda a tentar ganhar dias neste campeonato, não é lá muito animador, mas pronto: é menos uma semana. Já corrigi a tabela ao lado. Chegar até aqui já foi uma vitória grande. O peso e tamanho no geral varia entre o percentil 50/75 e, segundo o mesmo ecografista, poderá abrandar por causa deste meu problema. Acompanharemos em eco dentro de duas semanas e nas respectivas análises para termos a certeza que, além peso, se encontra tudo a amadurecer como se quer, especialmente os pulmões.

No final da eco, tive o bónus de ver pela primeira vez um filho meu a 4D, em movimento. A bocejar, a meter a mão na cabeça e até a parecer sorrir, como abaixo. O pormenor engraçado é que me lembrei logo do Joaquim nos segundos a seguir de nascer. Não por ser rapaz, mas porque o nariz parece ser muito semelhante.


Entretanto, pelas medições da eco, o Caleb está exactamente deste tamanho. Ainda nem 2 kg tem e o fato que lhe comprei tamanho 50 ainda é gigante. Algo me diz que vou mesmo comprar dois fatinhos tamanho 45, ainda nasce mais pequeno que o irmão.



Um dia desses eu me caso com você.



Hoje em dia

relativiza-se muito quase tudo. Que o que conta é a intenção, o que nos vai na cabeça, o que pensamos. Por causa deste post do meu marido, e há tempos ter escrito que concordo cada vez mais com o provérbio "Longe da vista, longe do coração".

Quando escolhemos não estar em determinado sítio a determinada hora, muitas das vezes não há nada que possamos fazer para reparar o momento. Por mais que queiramos e tenhamos sido bem intencionados, há coisas que só podem ser feitas à hora exacta. Faz por estes dias 9 anos que, num impulso de um telefonema, decidi não ir ver um filme para voltar para casa. Graças a isso, agarrei a mão da minha avó nos minutos antes de morrer. Estive lá naquele instante e agradeço todos os anos, em Abril, por isso.

Wishlist para o aniversário

o que a Maria quer como prenda de anos:

Um diário;
Cadernos e folhas coloridas para escrever e fazer livros;
Muitas canetas;
Estojo completo (viu daqueles que se abrem com borracha, agrafador, tudo);
Sapatos de bailarina (sabrinas com atilho, também viu numa loja);

pela lista, acho que se nota muito bem que já faz 6 anos. Crescida, é o que está.

Pontos altos do dia do Joaquim

a chegada do camião do lixo à nossa rua.




Um dos blogues

que tenho como leitura diária é o da Laurinda Alves. Não há fotografia que não me atraia, e a facilidade com que de manhã está em Lisboa, à tarde na outra ponta da Europa, com a troca de culturas que isso implica, encanta-me. Não me vejo a gostar deste tipo de vida, mas gosto de a observar.

E ler cada episódio ao início da manhã.

12 abril 2010

10 abril 2010

Todos os domingos à mesma hora

Todos são convidados.
Às 10h30, Escola Bíblica Dominical.
Às 11h20 pausa para café, chá e bolos.
Às 11h30, o culto.




Joaquim e o bebé

Até agora, sempre achei que o Joaquim sabe que tenho um bebé na barriga mas não tem bem a noção ao certo do que isso vai implicar. Ouve as irmãs falar sobre o bebé, as fraldas, que eu vou estar no Hospital, mas dá a ideia de estar um bocadinho a leste.

Há uma semana, montei a nossa cama de viagem no escritório, para um dos primos dormir. Mas o Joaquim estava a dormir a sesta também e não o chegou a ver lá deitado. A cama ficou mais uns dias montada e o Joaquim, sempre que passava por lá, peguntava:

"Mamã, é a cama do Caleb?"

09 abril 2010

Mimos


Há pessoas que nos mimam com um jeito especial: discretamente, sem grandes alaridos e que nos deixam sempre a perguntar o porquê. Não fizemos mesmo nada para merecer o gesto.

08 abril 2010

A mala

Nunca fui de deixar as coisas para fazer em cima da hora. Em nada. Não convivo bem com isso, fica-me a martelar na cabeça. Mas desta vez, e dadas as circunstâncias, já deveria ter começado esta mala há umas semanas. Mas interiormente era como se aceitasse que ia mesmo para o Hospital muito antes do tempo. E nas minhas orações, Deus sempre me ia dizendo no meu coração que tudo ia estar bem, que esta mala podia esperar. Está quase pronta, agora sim.



Em Isaías

encontro sempre um texto, que reavivo por alturas da Páscoa, dos que considero poeticamente mais bonitos de se ler, de tão forte que é:

"Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. "

06 abril 2010

Cefálico

Foi a melhor notícia dos últimos tempos. A criança virou-se de cabeça para baixo. Agora fica aí sossegadinho e espera mais umas semanas.

05 abril 2010

Molengão

Este miúdo dorme uma quantidade parva de horas. Nas férias da semana passada, raro foi o dia que se levantou antes das 11h, mesmo deitando-se mais tardar 21h30. Neste dia, depois de chegar do cabeleireiro com miúdas, fui acordá-lo ao meio-dia, e o que é que ele faz depois de o vestir? Vai-se enfiar na cama da Marta, a relaxar.




Primeira ida ao cabeleireiro

Devemos ter sido as clientes mais rápidas de sempre neste cabeleireiro. Foi chegar, convencê-las a sentarem-se nas cadeiras (nunca tinham ido nem nunca me viram ir), escadearem um bocadinho os cabelos e vir embora, sem penteados adicionais. Estavam cheias de vergonha e só se riam uma para a outra pelos espelhos, enquanto cortavam os cabelos ao mesmo tempo.






Amanhecer no domingo de Páscoa


da janela da minha cozinha.



04 abril 2010

Um jardim feliz


"Cedo na manhã de domingo, as mulheres levaram as suas especiarias cheirosas para o jardim onde Jesus foi enterrado.Mas quando chegaram lá, viram que a pedra grande e pesada tinha sido afastada e que o túmulo estava vazio.

Dois anjos brilhantes estavam sentados ao lado da caverna.

Jesus já não está aqui, disse o anjo. Vão e digam a toda a gente que Ele está vivo outra vez!

As mulheres choraram de alegria! Elas correram para contar a Pedro e aos outros amigos de Jesus, mas não percebiam o que tinha acontecido.

Pedro e João correram para o jardim e viram com os seus próprios olhos o túmulo vazio, mas não conseguiam perceber o que tinha acontecido.

Porque estás a chorar? - disse uma voz atrás dela.

Levaram Jesus, chorou. Levaram-no embora, onde é que o puseram?

Quando Maria se voltou para olhar para o homem, ela apercebeu-se que era Jesus! Maria não conseguia acreditar no que estava a ver. Ela estava tão, tão feliz.

O sol nasceu e os pássaros cantaram. Maria correu de volta para ir ter com Pedro e com os outros amigos de Jesus e disse-lhes:

Jesus está vivo!

Foi o dia mais feliz que alguma vez houve."


in A minha primeira Bíblia, idbooks.


03 abril 2010

Um jardim triste


"Um homem bom chamado José e outro homem que Jesus tinha ajudado chamado Nicodemos, levaram o corpo de Jesus para o seu lindo jardim.

O aroma das flores, do orvalho na relva e da folhagem das árvores flutuava pela noite húmida. O jardim parecia cinzento, pacífico e calmo.

Enterraram Jesus numa caverna pacífica e escura. Depois empurraram uma pedra muito grande e pesada na entrada.

Ninguém conseguia entrar. Ninguém conseguia sair. Era um facto.

A mãe de Jesus estava muito triste. João, o amigo de Jesus estava muito triste. Eles tomavam conta um do outro. Todos os amigos de Jesus estavam muito, muito tristes. Eles sabiam que nunca mais íam ver Jesus.

Foi o dia mais calmo que alguma vez houve."


in A minha primeira Bíblia, idbooks.


02 abril 2010

Três cruzes


"Num monte solitário, Jesus foi morto. Ele foi crucificado numa cruz entre outras duas cruzes.
Três cruzes - um ladrão, um assaltante e entre eles, Jesus, o filho de Deus, que tinha dado visão aos cegos, que tinha dado audição aos surdos, que os amou, que os ajudou e que lhes deu saúde.
Jesus pediu ao seu Pai Deus para perdoar os soldados, os ladrões e toda a gente no mundo por tudo o que fizeram de errado.
Então, houve um terramoto. Ficou escuro a meio do dia. A cortina no templo rasgou-se em duas partes.

O sol desceu e Jesus morreu. Foi o dia mais triste que alguma vez houve."

in A minha primeira Bíblia, idbooks.


01 abril 2010

É um blogue especial

que acompanho com muito carinho desde há largos meses. Em Dezembro, e com apenas 27 semanas de gravidez, nasceu a terceira filha deste casal, a Violet. (aqui)

Na semana passada, quase 4 meses depois do nascimento e semanas cheias de imprevistos, soube que finalmente a família deixaria de estar separada e a bebé teria alta. Foi uma súbita alegria que me encheu o peito, sem os conhecer, sem fazer ideia de quem são. Porque os acompanho com intensidade, e porque estas coisas são mesmo assim: desde que me vi confrontada com a possibilidade de viver um problema semelhante, fiquei ainda mais sensível a ele. Hoje vejo as 3 irmãs, juntas em casa.

A lágrima no canto do olho, não a consigo evitar. Nem quero.

São 2 cromos da minha caderneta.




Até parece mentira.

mas já estamos mesmo em Abril. Maio é daqui a 30 dias.

(A Primavera instalou-se mesmo no meu bairro).