11 janeiro 2011

O Joaquim já está numa cama de crescido há largas semanas, mas nem por isso de manhã sai de lá sem nos chamar. Acontece que começa a chamar por um de nós, em queixume, depois vai levantando o tom, até à fase em que começa a chorar, mesmo que do outro quarto nós digamos que pode sair, que venha ter connosco.

Acontece que, pelo meio, acorda quem estiver ainda a dormir (felizmente ele ainda é dos últimos a acordar). Ontem, o pai tinha ido dar a corrida matinal, eu ainda estava na cama e disse o costume, para ele vir ter comigo. Nada. E ele aos gritos: "Papááááá...Papáááá´!".

Já meio chateada, levanto-me, abro a porta do quarto, acendo a luz e repreendo-o: "Quantas vezes já te dissemos que podes sair da tua cama e vir ter connosco, Joaquim?"

Responde, sentado na cama, completamente ofendido: "Eu não chamei por ti, eu chamei pelo papá."