17 março 2011

"Comboio debaixo da terra"


Bem cedo pela manhã, o Joaquim tinha consulta de oftalmologia, mas já a caminho soubemos que a médica estava doente. A Maria tinha ficado com os tios que a levaram à escola à hora de entrada, a Marta e Caleb tinham ficado com os meus pais. Tinha-lhe prometido, que ao regresso da consulta, como o pai ficava em Lisboa, andaríamos de metro e de autocarro. E assim foi. Depois de um pequeno-almoço demorado no centro comercial, tratei de umas coisas que adiava há meses, e fartámo-nos de andar.

Aguardou com ansiedade o "comboio debaixo da terra" e no momento de entrar hesitou (peguei-lhe ao colo) mas depois já dentro da carruagem, procurou o cinto para se prender à cadeira e agarrou-se com as duas mãos, uma de cada lado da cadeira, observando tudo muito bem: "Isto anda muito depressa, yes! Faz muito barulho, mas eu não tenho medo!".

À saída, no Marquês de Pombal, o espanto na correria de tanta gente e a insistência que os autocarros amarelos da Carris são muito mais giros que o que íamos apanhar (Vimeca- branco, azul e vermelho).
No caminho, o cansaço era tanto que adormeceu ao meu colo.

Foi uma experiência e tanto, agora pergunta quando voltamos a andar de metro.


(foto com o tel.)