03 janeiro 2013

2013


Chegou 2013. 
Se estivesse inspirada, escrevia sobre como 2012 se iniciou com surpresas que foram sendo desembrulhadas durante o ano. De pessoas que chegaram, se impuseram e bem, e nos invadiram a vida, orações, sonhos. De como todos os dias me questiono o porquê do que faço e como faço, de como duvido se é mesmo isto que devo fazer, se tenho capacidades, que tipo de mãe sou, que tipo de filhos estou a educar, que mulher, que vizinha,que filha, que irmã, que amiga. 
De como me dou o devido desconto e descanso logo a seguir que se estou onde estou é porque Deus assim me vai reposicionando, e que não se trata de habilitações, mas de fé. Que os meus filhos são um privilégio para ajudar a crescer, e nunca um fardo. Que a vizinha pode ter na minha cara o único bom dia com paciência. Que os amigos merecem o cuidado, quando nem sempre estão à altura dele. Que devo tratar bem quem me trata mal (ouch! esta é muito complicada!). De como vejo o futuro e sei que ele vai mudar em tanta coisa, mas ainda não sei como. De como sinto que sempre que ganho certezas, alguém ou algo me traz dúvidas, a testar. De como logo a seguir vêm novas certezas, acrescidas ao músculo que se ganha com estas desilusões, desapontamentos, tropeções. 

Recebi nuvens, a começar o ano, da mão do Guilherme. Que diz que somos a "família de Lisboa". E com o começo de 2013, é preciso um miúdo de 7 anos vir relembrar-me que  as coisas não são como são. São como as queremos ver. E eu quero ver mais alto, Deus a iluminar-me o caminho. 
Só assim fará sentido 2013.