18 abril 2013

A tempestade era de Deus.


No domingo, falámos dos fenómenos da natureza que geralmente nos impressionam, pela sua capacidade de destruição. É fácil pensar que Deus se ausentou de um momento destes, mas Deus nunca se distrai, e não há rigorosamente nada que aconteça que Ele não tenha planeado. Ainda que para nós seja tantas vezes incompreensível e triste.

Contei aos miúdos a história abaixo, que os deixou de olhos fixos, e serviu como uma boa introdução ao que estaríamos de seguida a estudar.






ABRIGANDO-NOS DA TEMPESTADE DE DEUS
por Noël Piper

Apinhámo-nos todos muito juntinhos na casa de banho escura. Há dois dias tínhamos estado a brincar na praia mas ontem, quando saíamos de novo para a rua, não pudemos brincar. Tivemos de fugir rapidamente, de volta a casa, porque a areia que furiosamente se espalhava pelo ar parecia como que pequenas balas dirigidas à nossa cara, pernas e braços. Conseguíamos perfeitamente imaginar o que seria uma tempestade de areia no deserto do Sahara.

Estávamos a esconder-nos de um furacão mesmo a sério. Quando a chuva começou a cair tão violentamente que nem conseguíamos ver onde terminava o nosso terraço, as árvores inclinavam-se quase até ao chão e não havia electricidade, seguimos as instruções que ouvimos pelo rádio a pilhas: “abriguem-se numa divisão interior da casa, afastem-se das janelas, pois os vidros podem quebrar-se em mil pedaços”. Era aconchegante e excitante estarmos todos juntos sentados, vendo as sombras da lanterna e sentindo o vento a uivar lá fora, a ouvir na rádio as notícias sobre os efeitos da tempestade sobre toda a cidade.

De repente ouviu-se um enorme estrondo e a casa abanou como se fosse um terramoto. Não podíamos sair do nosso esconderijo para ver o que se teria passado, mas estávamos todos bem. Estávamos bem, sim. Mas já não nos estávamos a sentir aconchegados nem excitados. E nessa altura comecei a orar mesmo a sério. Aquele barulho tinha-me lembrado que Deus estava no controlo da situação. Eu não poderia dar como certo que, se eu seguisse exaustivamente todas as “regras de segurança”, então tudo estaria seguro. Deus estava a soprar esta tempestade e Deus estava a fazer tremer esta casa. Deus estava a agarrar-nos pela Sua mão e Ele decidiria se a nossa casa de banho era ou não um local seguro.

Depois de passada esta situação, descobrimos que um pinheiro com o tamanho de vários andares tinha partido e tombado sobre um dos cantos da nossa casa. Eu imaginei Deus a estalá-lo com a mesma facilidade com que eu conseguiria partir um lápis. E se Deus tivesse deixado o topo da árvore cair apenas uns 10 metros mais ao lado, isso teria esmagado o tecto mesmo por cima de onde se encontrava a casa de banho onde nos abrigávamos.

A tempestade era de Deus. E a árvore tombada era Dele e caiu onde Ele o permitiu. E o nosso local de abrigo dessa natureza que pertence a Deus não era a nossa casa de banho, mas era sim Deus, Ele mesmo.