25 outubro 2013

Saber acordar


Elogiam-me frequentemente a serenidade, seja aqui pelo blogue, pelas fotos, ou até pessoalmente. Lamento desapontar-vos - e digo isto sem ponta de orgulho - mas eu não sou propriamente a pessoa mais serena ao acordar. A menos que achemos que serenidade é a ausência de comunicação, largos minutos. Sou uma espécie de múmia ambulante quando me levanto da cama, e este modo de estar era compatível quando não tinha filhos: só tratava de mim.

Com o passar dos anos, tenho vindo a mudar. Ainda peço muitas vezes a Deus que molde a minha atitude ao despertar, porque obviamente não sou só eu que existo no planeta, e há pessoas que de uma forma geral acordam bem dispostas, e eu tenho mais do que uma aqui em casa.

Adoptar estratégias para a mudança foi um dos meus planos. Pensar em coisas agradáveis (e não apenas no relógio a cumprir, nas camas por fazer ou nas crianças por vestir).

Uma coisa bonita e que vale a pena reparar: o sol no meu quarto, bem cedo.