02 janeiro 2014

Chegou ao fim. Ou recomeçou, apenas.

2013 encerrou, simbolicamente, como ele próprio foi: difícil.

Foi o ano em que a palavra gratidão ganhou um revestimento enorme na minha própria vida. Os 12 meses do ano que passou foram feitos de separadores em movimento: as contrariedades chegavam e, algumas, eram escandalosamente derrubadas mal eram deixadas aos pés de Deus, em oração. Outras, enormes e intransponíveis, tornavam-se minúsculas, pouco tempo depois. E outras nunca desapareceram, nem talvez nunca encontremos sentido para elas.

É um ano marcado pelos outros. Carregar fardos e assim cumprir a lei de Cristo ganhou todo um novo sentido para mim. Passei a ver as pequenas coisas do dia-a-dia mais como elas são: pequenas coisas. A ideia de anteriormente me aborrecer com essas pequeninas contrariedades é agora isso mesmo: passado. Não estou nem aí.

Eucharisteo embarca três ideias que Deus me trouxe em 2013: alegria, gratidão e graça. Tudo o resto que saia fora disto terá o seu espaço, mas nunca se sobreporá. Poderá vir a tristeza, a dor, a doença, a contrariedade. Mas a alegria no coração, a gratidão pelo que Deus me dá, a graça que abunda, essa nada nem ninguém me poderá tirar.

2014 já foi minuciosamente planeado por Deus antes da fundação dos tempos.
Há lá maior descanso que este?


 - Junho de 2013, Cabanas de Tavira, foto da Maria -