06 janeiro 2014

Guilherme e Clara.

Esta fotografia não denuncia as parecenças que tenho com esta amiga-irmã que ganhei bem no início de 2012. Partilhamos os caracóis no cabelo, o vitiligo no corpo, e mais umas tantas coisas curiosas. Aqui há umas semanas, em visita ao hospital a esta barriga a crescer e prestes a explodir, alguém comentava que pensava que éramos irmãs. Dissemos que não. "Mas não são da mesma família?". A Catarina respondeu que da mesma família éramos, sim, e não adiantou mais. São assim estas coisas caricatas de sermos parentes, sem partilhar o sangue.

No sábado passado nasceram dois bebés que não têm o meu sangue, mas que lá está: são como meus sobrinhos. Orei por estes bebés quando ainda eram uma espécie de sonho que parecia demorar em se concretizar. O melhor de se chorar com alguém é quando chega o dia de se poder chorar de alegria. E o dia chegou.

(Chegaram a 4 de Janeiro pela tarde, a Clara com 3125g e o Guilherme com 3000g. E não, não me enganei nos pesos!)