21 abril 2014


Há 13 anos, Deus chamava para Si de uma forma muito pacífica, após anos de muito sofrimento, a minha avó materna. As previsões médicas apontavam para uma partida difícil, sendo que a avó dependia de oxigénio nos ultimos anos de vida. Deus quis contrariar este cenário quase garantido e permitiu que os momentos antes de a levar para junto dele fossem tranquilos e rodeada dos seus.

Ficar junto a alguém que amamos no momento em que o seu corpo deixa de ter vida é uma dor muito grande, mas também um grande privilégio. Choro sempre que me recordo da avó que tive, porque foi um exemplo de simplicidade como ainda não encontrei em mais ninguém. Mas agradeço muito a Deus porque ainda a tive na minha vida 24 anos, pela forma como escolheu levar a minha avó nesse 21 de Abril de 2001 e porque nesse dia desisti de ir à Gulbenkian ver um filme de animação e estava em casa.