28 maio 2014

Pormenores





Este é um texto de saudade.


Completam-se por estes dias dois anos desde que o meu irmão e família voaram para o outro lado do Atlântico. Não sei se já se passaram dois anos, ou se ainda se passaram dois anos, fica a dúvida. Ao início, convenci-me de que a ausência deles se esbateria com o tempo, que no fundo o o passar das semanas diminuíria a ausência. E realmente habituamo-nos. O dia-a-dia impõe-se, já não telefonamos ou enviamos as sms do costume, fazemos planos sem os contar, os aniversários e dias especiais prosseguem.

Ao início achei o Skype a melhor ideia do século. Mas não foi, pelo menos para mim. O tempo mostrou-me que o "longe da vista longe do coração" pode ser mais verdadeiro do que imaginamos. Com a câmara no computador somos confrontados com a realidade que acontece, longe de nós. E isto foi para mim uma espécie de tortura psicológica. As saudades ampliavam-se mais e mais, sempre que os via. Arranjamos os nossos escapes, e eu também tenho arranjado os meus.

Diz que vamos a meio deste caminho. Aguenta, coração.

Tragam de volta as nossas meninas. #bringbackourgirls

 

Oramos pelas 223 meninas raptadas na Nigéria há umas semanas. Ontem surgiu a notícia que já foram localizadas e oramos para que se consiga que voltem a casa em segurança, embora as notícias que surgem na imprensa dão conta que o que se tem passado com elas durante este tempo é assustador... 



27 maio 2014

Soltem a Meriam! #freemeriam

Meriam Yehya Ibrahim foi presa no Sudão quando estava grávida de 5 meses, juntamente com o filho de agora 20 meses, denunciada pelo próprio irmão e condenada à morte por enforcamento, antecedida por 100 chicotadas pelo crime de apostasia. É acusada de adultério, e espantem-se aqui pessoas em pleno século XXI, porque casou e teve filhos de um homem cristão. É este o crime cometido, ser cristã num país muçulmano!

Por não renunciar à sua fé, enfrenta esta pena pesada, que assume hoje uma urgência ainda maior: a bebé de Meriam, Maya, acabou de nascer, fazendo com que a execução da pena esteja hoje mais próxima (em algumas notícias falam de um período de 2 anos para que o bebé seja amamentado, outros falam que pode ser a qualquer instante).

Não percam a oportunidade de assinar a petição aqui.

(aqui a bebé Maya ainda estava na barriga)



Arrependimento e ambição. Aos domingos.





26 maio 2014

22 maio 2014

Marta




Ter vários irmãos, muitos primos e bastantes amigos.

É nunca estar só. Nem nos desenhos.

21 maio 2014

Fase 5 de 5.




Hoje foi o último exame da Maria, desta vez de matemática, o quinto desta série. Que alívio, que sentimento de missão cumprida. Agora é só treinar um bocadinho mais a paciência e aguardar os resultados dia 12 de Junho.

Nestes dias de espera, com intervalos pelo meio, dediquei-me a reservar tempo para coisas que no dia-a-dia são sempre interrompidas com demasiadas coisas para fazer. O capítulo traduzido hoje vai direitinho para pessoas como eu: se têm dificuldade em dizer não, tentam fazer tudo e mais um par de botas e é comum sentirem ainda em cima dos ombros muita culpa porque não conseguem fazer ainda mais, vão aqui. É para vocês também

- fotos tiradas com o telemóvel-


Pedro, ié!

Lembram-se de ter dito que o Pedro estava quase a chegar? Pois chegou ontem à noite. Viva!

20 maio 2014

Fase 4 de 5.

Hoje foi dia de prova oral de Língua Portuguesa. Como era pública, pude assistir e devo dizer que correu muito bem.
Ai, só falta mais uma, já amanhã.

I&J

No sábado testemunhámos do primeiro dia do resto das vidas da Inês e do Jónatas.




 



19 maio 2014

Fase 3 de 5.

Hoje mais um exame, desta vez de Língua Portuguesa e em conjunto com os alunos de 4º ano do agrupamento de escolas. Diz que foi fácil. Eu instalei-me no centro de recursos da escola com a Marta, enquanto aguardávamos, e dediquei-me a mais um capítulo do livro. Fala sobre a forma como hoje vivemos enquanto pais. É irem aqui.

Domingos

O tempo do Pedro está-se a esgotar. Quase, quase a nascer. Sim, ali no meio daquelas letrinhas e um coração está um bebé de quase 40 semanas. E tantos colos para o receber!


(foto do Tracy)


16 maio 2014

Fase 2 de 5.


Mais um exame feito, desta vez de Estudo do Meio. Acordou mais cedo hoje, por iniciativa própria, para rever o índice da matéria, que não é pouca. Mas o balanço é positivo, no final a Maria saía animada, acabou a prova antes dos 90 minutos e ainda a reviu duas vezes.

Enquanto eu esperava no corredor, acabei por traduzir mais um pedaço do livro do momento. Se quiserem saber os perigos a evitar nesta vida sobreocupada, vão até aqui.

15 maio 2014

A criança que há dentro de nós.

"O casaco do Papá a abraçar o casaco da Mamã! (risos) Mas quem fez esta brincadeira? (silêncio) Papá, foste tu, não foste?"

Dia da família

Se tiver de comemorar alguma coisa, não é o dia da mãe, nem do pai nem da criança.
Mas da família que Deus me deu.




-Árvore feita para a escola, a partir de rolo de papel de cozinha.-


14 maio 2014

Pormenores

O que gosto nesta foto tirada hoje com o telemóvel? O pequeno Guilherme a dormir profundamente nos meus braços e a mão em segundo plano, igual à minha, da querida Catarina. 


13 maio 2014

Fase 1 de 5.


- fotos tiradas com o telemóvel -

Hoje foi dia de prova. A nossa mais velha, 4º ano a chegar ao fim, presta provas nacionais. Quem não se encontra em ensino regular, como é o nosso caso, presta mais três provas além das duas nacionais de Língua Portuguesa e Matemática. Foi hoje a primeira e o balanço é positivo. Enquanto esperava, 60 minutos da primeira parte e depois mais 30 da segunda, traduzia partes de um livro que muita atenção e pensamentos me tem tomado nos últimos tempos. Veio mesmo ao encontro de algumas das minhas batalhas. Uma delas é acerca de estarmos muito ocupados com coisas com importância mas nem sempre ter as ideias certas, com as prioridades bem definidas. É irem aqui, e juntarem-se à minha leitura.

12 maio 2014

Dia das mães

Ontem assinalou-se este dia, não porque os evangélicos têm a mania de ser diferentes, mas porque este dia foi inventado no início do século passado por uma metodista, de seu nome Anna Jarvis (pesquisem no google e acham num instante a história). Não é um dia que me diga muito, mas creio que termos oportunidades de agradecer a Deus pelas mães que temos ou tivemos nunca é demais, e eu sou especialmente agradecida pela minha.

Neste último ano, foram algumas as amigas que se tornaram mães, mas pelo menos duas destas amigas esperaram mais do que o normal para terem filhos nos braços. Anos a aguardar por algo que é tão simples para algumas.
O meu coração alegra-se muito por elas, mas está neste dia em especial com essas outras amigas que ainda esperam, pacientemente, por este momento. O meu coração está convosco.




"Yes!"


talvez a expressão mais repetida ontem pelo Caleb, sempre que recordava que já tinha 4 anos, e a cada prenda recebida. Coração agradecido a Deus pela vida que nos entregou a cuidar, e o desejo que veja sempre em Deus o nosso maior amor, para que o deseje ter também.






08 maio 2014

Não renunciar

Aquela cadeira pretende evitar que alguém estacione num lugar reservado à Igreja. Desde o ano passado andamos a reeducar a vizinhança acerca dos três lugares identificados e legalmente exclusivos de quem vem até à Lapa. Tem sido um longo processo, até porque a Igreja esteve sem ter  o afluxo de gente que agora tem (aos domingos estamos perto da centena de pessoas, às quartas-feiras chegamos a ser 12 mulheres, algumas com bebés de colo, outras grávidas. Às 5ºf à noite o grupo pode ter duas dezenas) e toda esta zona tem parquímetro. Alguém usar um dos nossos lugares, além do incómodo de termos de procurar outro, implica ter uma despesa  evitável, a dias de semana (sendo que o Tiago está por lá praticamente todos os dias).

Ontem esperava que chegassem as mulheres do costume e certificava-me que ninguém tirava a cadeira do lugar, e pensava que nisto da vida damos connosco tantas vezes a ter de relembrar aquilo que é nosso, a pedir pelo que já nos deveria ter sido concedido por direito, a reclamar do que não abdicamos.Convém nunca perder de vista aquilo que não queremos renunciar. E não falo de lugares de estacionamento, claro.

"Eu tenho quase 4 anos, pois é?"




07 maio 2014

Família

Sempre que me refiro a alguém que é meu irmão na fé, custa-me dizer que é apenas amigo. Porque parece pouco para aquilo que nos une. A Igreja é o sítio por excelência em que aprendemos a amar todo o tipo de pessoas, incluindo aquelas por quem não teríamos afinidade, se as conhecêssemos noutro local qualquer. 
Na Igreja somos família, e somos parentes da eternidade. Dizer que não partilhamos o sangue roça quase a mentira. Porque partilhamos o sangue de Cristo. E isso faz toda a diferença.




06 maio 2014

As crianças dizem sempre a verdade. Really?

Ando há que tempos para escrever sobre este maravilhoso mito que muita gente afirma e acredita. Das duas uma: ou não são pais com crianças em idade falante, ou não trabalham com crianças, ou não se lembram de terem sido crianças, ou não acreditam que nascemos todos imperfeitos (e que isso incluir mentir, também) ou, pior ainda, que acham que nascemos todos bons e sem defeitos.

Pois eu não concordo. Partir do princípio que as crianças contam sempre a verdade é partir de vários princípios que se desmontam em três tempos:
o primeiro é que as crianças observam a realidade e a interpretam tal qual ela aconteceu;
o segundo, que vem na sequência do primeiro, é que interpretando bem a realidade, a conseguem reproduzir com igual grau de fidelidade;
o terceiro é que, no seu íntimo, mesmo contra todos os sentimentos, são fiéis ao que dizem.
O quarto é que não usam a informação como lhes convém.
 Não acredito em nada disto, e com o passar do tempo, mais certezas ganho.

Poderia dar-vos vários exemplos. O primeiro, do meu filho Joaquim. Por altura do dia do pai era suposto dizer algo que o pai gostasse muito de fazer. Ora bem, o que estava escrito em pleno placard da escola? "O MEU PAI GOSTA MUITO DE BEBER CERVEJA." Quem leia isto vai pensar que o pai do Joaquim bebe imperiais como quem bebe água. Errado. O pai do Joaquim bebe, geralmente, uma mini quando chega a casa por alturas da primavera. Isto para o Joaquim, é gostar MUITO de cerveja. Iá. Agora vão lá explicar isto na escola!

Também podia dar outro exemplo: temos uma frequência de ida ao MacDonald's que ronda uma vez por mês. Aqui há uns meses, passámos largas semanas sem ir e, aos nos pedirem uma terceira vez num curto espaço de tempo e recusarmos ouvimos a seguinte afirmação da Marta: "VOCÊS NUNCA NOS LEVAM AO MAC DONALD'S". Coitados dos meus filhos, toda uma geração de crianças a comer happy meals menos eles...

Outra que acontece com frequência. Uma das crianças pede ajuda para uma coisa absolutamente urgente (colocar o cabelo do playmobil no boneco, por exemplo) e o pai ou a mãe não podem e sugerem que vá ter com o outro progenitor. O que acontece: "Mamã, o papá disse para tu pores o cabelo do meu boneco no sítio". O pai sugeriu que visse a disponibilidade do outro, logo eu posso dizer que o pai mandou fazer.

Uma que também é um clássico: contar só a parte da história que interessa. "Porque eu estava no recreio e a professora X não me deixa andar no escorrega". Coitado do meu filho, então agora é discriminado? Esqueceu-se de contar que deixou de andar de escorrega naquele dia porque passava à frente e empurrava os outros meninos e que a proibição era resultado, não a causa.

Poderia continuar com os exemplos. Talvez agora desse jeito entrar aqui em cena um sociólogo para nos explicar a importância que a criança ganhou na sociedade no último século e a forma como interiorizamos este tipo de coisas. Se enquanto cristã recordo que Jesus disse que deveríamos ser como crianças (e acredito, sim, que quanto mais tempo passamos neste mundo, mais o pecado penetra em nós, e que nesse aspecto as crianças estão mais poupadas disso), a Bíblia também nos diz que todos nascemos pecadores e todos necessitamos de salvação (e isto inclui crianças).

Tendo nos meus filhos os meus bens mais preciosos aqui na terra, quero honrar isto que a Bíblia me diz. Amá-los é também duvidar deles e ensiná-los a pensar. E não apenas acreditar que tudo o que lhes sai da boca é verdade. A verdade deve ser confirmada, sempre.
"Porque as crianças não têm filtro, elas dizem tudo como é." Não acreditem nessa treta.




05 maio 2014

Na casa-de-banho

eu separava a roupa para lavar e o Tiago entrou para apanhar pasta de dentes. Comentávamos alguma coisa os dois quando se ouve uma voz do lado de fora:
"Namoro na casa-de-banho!".



Meninas




Os tão ansiados 10 anos.



Sábado passado completou-se a primeira década de vida da Maria. Imaginar que a grande fatia da infância já passou, leva-nos aquele lugar-comum de que o tempo voa e nós estamos cá para comprovar. Também dei comigo a imaginar que não serão muitos mais aniversários ainda a brincar com bonecas e a querer bolos com princesas. Somos agradecidos pela presença soberana de Deus nestes anos, e o que Lhe pedimos é que a faça crescer em estatura, graça e sabedoria.

02 maio 2014

A temperatura a subir

Caleb: A mamã tirou o cobertor da minha cama porque eu ficava todo "raspirado".

A história que se repete.

Eu e a Sara tínhamos um pacto: andarmos grávidas à vez. Podem rir. Não mandamos nada neste capítulo (como em nada da vida, na verdade) mas aconteceu que desde 2006 ora estava eu pançuda, ora estava ela.
Em 2008 tivemos um interregno, que foi retomado em 2009. Começámos a brincar com isto, e sempre que chegava o final da gravidez de uma, a outra perguntava: "Tens alguma notícia para me dar?".

Mas em 2010 o Caleb nasceu e o ciclo foi cortado. A novidade chegou em Agosto do ano passado, e hoje nasceu o Tiago! Viva!


(A foto acima é de Agosto de 2007.)