28 maio 2014

Este é um texto de saudade.


Completam-se por estes dias dois anos desde que o meu irmão e família voaram para o outro lado do Atlântico. Não sei se já se passaram dois anos, ou se ainda se passaram dois anos, fica a dúvida. Ao início, convenci-me de que a ausência deles se esbateria com o tempo, que no fundo o o passar das semanas diminuíria a ausência. E realmente habituamo-nos. O dia-a-dia impõe-se, já não telefonamos ou enviamos as sms do costume, fazemos planos sem os contar, os aniversários e dias especiais prosseguem.

Ao início achei o Skype a melhor ideia do século. Mas não foi, pelo menos para mim. O tempo mostrou-me que o "longe da vista longe do coração" pode ser mais verdadeiro do que imaginamos. Com a câmara no computador somos confrontados com a realidade que acontece, longe de nós. E isto foi para mim uma espécie de tortura psicológica. As saudades ampliavam-se mais e mais, sempre que os via. Arranjamos os nossos escapes, e eu também tenho arranjado os meus.

Diz que vamos a meio deste caminho. Aguenta, coração.