08 maio 2014

Não renunciar

Aquela cadeira pretende evitar que alguém estacione num lugar reservado à Igreja. Desde o ano passado andamos a reeducar a vizinhança acerca dos três lugares identificados e legalmente exclusivos de quem vem até à Lapa. Tem sido um longo processo, até porque a Igreja esteve sem ter  o afluxo de gente que agora tem (aos domingos estamos perto da centena de pessoas, às quartas-feiras chegamos a ser 12 mulheres, algumas com bebés de colo, outras grávidas. Às 5ºf à noite o grupo pode ter duas dezenas) e toda esta zona tem parquímetro. Alguém usar um dos nossos lugares, além do incómodo de termos de procurar outro, implica ter uma despesa  evitável, a dias de semana (sendo que o Tiago está por lá praticamente todos os dias).

Ontem esperava que chegassem as mulheres do costume e certificava-me que ninguém tirava a cadeira do lugar, e pensava que nisto da vida damos connosco tantas vezes a ter de relembrar aquilo que é nosso, a pedir pelo que já nos deveria ter sido concedido por direito, a reclamar do que não abdicamos.Convém nunca perder de vista aquilo que não queremos renunciar. E não falo de lugares de estacionamento, claro.