30 junho 2014

Ilha da Armona

Para se chegar à ilha da Armona há barcos que partem de Olhão. A viagem dura cerca de 15 minutos e mesmo em dias de semana vai bastante cheio. Tem um parque da Orbitur apenas com bungalows (que têm muito bom aspecto, é de referir). A ilha tem um caminho até à praia que ainda demora uns 25 minutos a percorrer, mas não custa assim tanto porque as casinhas que nos cercam merecem a pena ser observadas. Foi à sombra da árvore de uma delas que fizemos o nosso piquenique. A praia tem a beleza que as fotos abaixo comprovam, só foi pena neste dia estar ventosa.



Ilha de Tavira

Chega-se à ilha de Tavira numa viagem de barco que leva pouco mais de 10 minutos. Logo à entrada tem um parque de merendas amplo com vista para a ria que acabámos de atravessar. Ao longo da ilha encontramos muito pinhal onde estender toalhas e dormitar, um parque de campismo com aluguer de tendas e, no fim, a praia. Vale a pena a visita, mesmo que seja só por um dia, como foi o nosso caso.










17 junho 2014

Férias, dia 0

Rumar ao nosso Algarve preferido, fazer um dia completo de viagem pelas nacionais, piquenicar em Melides e chegar mesmo ao final da tarde. Cabanas, já não nos viamos há um ano!







Wese

No sábado tive o privilégio de ser ilustrada pela Sara. Como pessoa feliz por esta generosa oferta, aqui estou a publicitá-la.



Façam as vossas encomendas aqui:

https://m.facebook.com/weseilustracoes?refid=13&ref=stream


16 junho 2014

85 anos

a importância de registar momentos, cada vez mais me convenço disto e de andar sempre com a máquina atrás, é semelhante ao que David fazia com os seus salmos. Quando a memória lhe falhava, estava mais desanimado, esvcrevia ou lia aquilo que Deus já tinha feito, para relembrar aquilo que na nossa cabeça facilmente se evapora.

Ontem a nossa Igreja, aquela a que nos juntámos há apenas ano e meio, completou 85 anos. E as imagens servem para recordar aos mais antigos e para mostrar aos mais novos do quanto já aconteceu, e do quanto Deus permanece fiel. Não importa o quê.








14 junho 2014

12 junho 2014

Convite


próximo sábado no Monsanto, Lisboa. A conversa andará ao redor da escrita e dos blogues, entre outras coisas. Os lucros da entrada revertem a favor do Centro de Desenvolvimento Comunitário em São Tomé.

11 junho 2014

Sapos, sapinhos...


No mundo em que vivemos é comum a ideia de que temos de nos fazer valer, que temos que provar quando nos sentimos injustiçados, de que temos que ter a última palavra. Mas não temos. Viver a cruz é, muitas vezes, aceitar o silêncio em paz, entregar nas mãos de Deus que Ele, sim, sabe o que se passa e tem um porquê para tudo. Basta olharmos para Jesus, o verdadeiro manso e humilde de coração. Uns chamam-lhe "engolir sapos". Deus diz que se trata de herdar a Terra.

Ténis












10 junho 2014

Puser-homem


Cá em casa Super-homem diz-se "Puser-homem" na versão 4 anos. Há semanas que este mini-super-homem insistia com os pais que já não queria usar fraldas à noite. As da sesta já tinham sido abolidas há um ano mas aqui estes progenitores teimavam em ignorar fraldas secas atrás de fraldas secas, com a desculpa que quando o bom tempo chegasse, então seria.

Mas aqui há largos dias, enquanto vestia este pijama que tanto gosta, o pai dizia: "Velocidade! Voo! Visão! Força! Audição!" enquanto a criança acompanhava o gesto na camisola. Até que se senta desconsolado na cama: "O Puser-homem não dorme com fralda!"

E pronto. Esta mexeu cá no íntimo. Temos um Puser-homem a dormir de cuecas durante a noite. Missão sucedida. 100% mérito dele.

09 junho 2014

Nasceu o João Miguel!


O João Miguel nasceu hoje. Ontem resolvemos registar este último momento dentro da barriga, a relembrar uma foto que tirámos bem no final de 2001. Esse bebé de 2002 mudará agora as fraldas a este de 2014. Não é giro? O tempo voa, mas agradeço a Deus permanecermos cá a testemunhar do tanto que Ele nos dá.

(Dezembro de 2001)


05 junho 2014

Os votos gastos e polidos.


Em praticamente uma dúzia de anos com esta aliança é bem visível a marca no meu dedo. Nunca foi preciso tirá-la, nem nas gravidezes ou partos. Lia há tempos que a rotina só entedia aqueles que estão cegos, porque aqueles que realmente vêem e observam sabem como compensa poder desfrutar do doce sabor dos votos gastos e polidos com o tempo. É verdade verdadinha.

Sombrinha



Gata Sombra.

03 junho 2014

Amigos



Só quem tem vários filhos com poucos anos de diferença (4 filhos em 6 anos no meu caso) sabe o peso que se sente quando chegamos a casa de alguém, o receio de que algo se estrague ou suje, que a excitação de estar se transforme rapidamente em caos, que eles se portem menos bem (para não dizer mal). Por isso, há sempre um descanso especial quando chegamos aqueles lugares em que a nossa preocupação não desaparece mas sentimos que não será um chão com mais migalhas que fará a nossa presença menos desejada. Chamam-se a esses lugares: casa de amigos queridos.





A felicidade de receber na Igreja o Pedro com 12 dias do lado de fora da barriga.

02 junho 2014

Sobre tudo e sobre nada.



com a Raquel, pela Maria.

Sardinha no pão


Cresci em Lisboa, e apesar de a torre onde vivíamos ter 14 andares e 4 apartamentos por piso, as ruas circundantes tinham prédios bem mais baixos e comércio local, onde todos nos conheciam. Na Rua do Montepio Geral, logo ali ao virar da esquina, tínhamos a Nia e o Augusto, que eram os donos da mercearia e nos levavam volta e meia a passar uns dias na casa da Malveira. Tinham uma paciência fora de série, deixavam-nos brincar às lojas naquele espaço minúsculo, fazer as contas e trocos. O talho mesmo ao lado, dava-nos rodelas de chouriço só porque sim.

Por isso, quando se aproximava Maio todos os miúdos da zona andavam a vender rifas ou pedir mesmo um tostãozinho para o arraial que se montava. Na mesma rua existiam dois, e por ali abaixo mais uns não sei quantos. As pessoas passavam de um prédio ao outro, pelos cabos de electricidade, todo o tipo de enfeites, e levava-se muito a sério a decoração. A Nia e o Augusto ofereciam as sardinhas, outros reuniam o pão e recordo a noite de 12 de Junho sempre com um sorriso, pelo bazar que se montava, as sardinhas a escaldar, a música de fundo e a lareira onde se saltava. Portanto, sempre que Junho se impõe no calendário, tenho vontade de passar noites agradáveis a comer sardinhas, a conviver numa saudável confusão de rua.

Há quem diga que é o santo António, eu que não acredito nesse tipo de santos. Para mim, são as festas de Lisboa, dos amigos, da vizinhança. Contem comigo para isso.