30 setembro 2014

Cedo erguer.

 
Da janela da minha cozinha, o céu sempre a surpreender.

 - Todas as fotos com o tel.-


29 setembro 2014

"Não se partiu nada!"


- uma frase constantemente repetida, com dois rapazes dentro de casa. Ora ficam a um canto, cada um na sua brincadeira, ora resvalam em lutas e gritos, jogos de bola, aviões pelo ar ou concertos ensurdecedores. Querem ser em quase tudo iguais ao papá, já cheios de muitas certezas do que é ser um homenzinho. Mas na hora de deitar, nem os pais ou irmãs se esqueçam dos beijinhos de boa noite, porque senão os rapazes choram. Grandes mimadões.

25 setembro 2014

"Sou uma tola por estar a chorar num sítio tão bonito como este!"

O mar. O cheiro do pinhal. O céu de tantas formas. O calor depois de dias frios. A areia e as conchas. Não sou indiferente a estas coisas. Ando muitas vezes de máquina atrás porque perder a possibilidade de registar, além da memória, sítios onde a vista se alegra, me parece desperdício. A Bíblia também fala de como contemplar a natureza e as coisas boas que Deus nos dá ser uma forma de não só comprovar que Ele existe como de O adorar.

Acho até que me é muito fácil, em cenários que me agradam, agradecer a Deus pelo tanto que podemos desfrutar. Também penso que o caminho da gratidão é muito vasto, e que os olhos ainda me falham nesta descoberta de coisas boas, além das evidentes.

Neste primeiro episódio da série do Marco, a mãe preparava-se para se separar da família, para longe. Estava triste, ainda não tinha dito ao filho mais novo, e trocava umas últimas impressões com o pai. Desata a chorar: "Sou uma tola por estar a chorar num sítio tão bonito como este!", dizia a senhora. Parecia-lhe desperdício chorar de tristeza no meio daquele prado verde.

Também é possível sentir uma terrível angústia, nos cenários mais maravilhosos. Ou sentir alegria, em sítios feios ou catastróficos. Porque o que importa é em que reside a nossa alegria. Se depender constantemente do bom que os meus olhos alcançam, fico dependente do critério que eles definem. Se decidir que a minha alegria não está dependente do mar, do sol, nem de nada que seja exterior a mim, então estarei alegre. Ainda que haja lugar coisas menos boas, feias e difíceis, a alegria existe porque já lá estava. E não desaparece, se ela vier de Jesus.

Aguentaremos até Novembro?

Aguentaremos até Novembro.
Recusaremos ver a série online?
Recusaremos ver a série online.

T.P.C.




24 setembro 2014

Agradecer e confiar.



O ano lectivo que passou foi reflexo de uma caminhada de um par de anos de inquietações, oração e reflexão com outros pais acerca do ensino dos nossos filhos. Foi longo o processo de chegar a um projecto, de pensar e repensar nas implicações, e chegar a um consenso sobre o que pretendíamos. A escolha acabou por ser tomada e foi um passo de fé. Implicava deslocações diárias, despesas várias e, por último mas ainda mais importante, assumir perante o Estado que entrávamos num regime de ensino doméstico, sujeitando os nossos filhos a exames finais em cada final de ciclo, deixando de existir uma avaliação contínua reconhecida oficialmente.

Graças a duas famílias que consideramos também nossa família, a nossa pequena escola iniciou-se. Durante um ano, os esforços imensos que fizemos foram compensados com uma paz enorme: o difícil tinha sido feito, tomar a decisão.

O final do ano chegou e a nossa mais velha prestou 5 exames, entre eles uma oral, no agrupamento de escolas aqui da zona. Apesar de nestas provas não residir a nossa real avaliação sobre o desempenho dela, os resultados eram essenciais para um reconhecimento legal do ensino que estava a ter. As notas foram excelentes, a forma como todo este processo de avaliação se desenrolou não poderia ter sido melhor.

No sábado passado, foi tempo de agradecer. Agradecer pela forma maravilhosa com que Deus nos tem presenteado com pessoas de visão, pela forma como sentimos que Deus nos empurra a tomar decisões, e como nestes períodos difíceis de escolhas, Ele nos encoraja e nunca nos sentimos sós.

Com um coração agradecido, novo ano a começar e cheia de expectativas para tanto quanto Deus já preparou. Vamos a isto!

23 setembro 2014

O Outono começa hoje e começa muito bem


7h30 da manhã, o amarelo intenso a invadir-nos a casa. Tiradas com o tel.

22 setembro 2014

Domingos.











Deus tomará conta da semana que aí vem, tal como tomou conta da anterior. Aprender a descansar mais e mais no Senhor.

18 setembro 2014

1º ano, here he goes.



Com o terceiro filho a entrar no ensino primário, resta-nos apenas um no infantário. Diz que está cheio de vontade e a aprender "coisas difíceis". Que eles crescem depressa já todos sabíamos, embora quando temos vários bebés num curto espaço de tempo parece que nunca vamos sair dele, mas nós já saímos e vê-los pequenas pessoas tem os seus desafios, mas é bom.

17 setembro 2014

Socialização



"Temos tendência a esquecer de que não há nada de sacrossanto em aprender em grandes salas de aula, e de que organizamos os alunos deste modo não porque é a melhor forma mas porque é a mais económica, e que faríamos nós com as crianças enquanto os mais velhos vão trabalhar? (...) O propósito da escola deveria ser o de preparar os miúdos para o resto das suas vidas, mas muitas das vezes o que os miúdos precisam ser preparados é sobreviver ao próprio dia de escola."
- Susan Cain, em "Quiet" 


Este excerto deste texto foi uma lufada de ar fresco para o que senti toda a vida no meu percurso escolar. Sempre detestei trabalhos de grupo. A ideia de termos de combinar encontros, irmos para as casas uns dos outros e chegar a um acordo sobre o que iríamos trabalhar, deixava-me em ansiedade. Além de que todos saberão que isso do trabalho de grupo é uma ideia inclusiva muito bonita mas o que acontece, na verdade? Há sempre alguém que trabalha mais. Pois.

Creio que hoje a própria ideia de socialização gira toda em torno de grandes massas. Como se para adquirirmos os hábitos e convivências necessários à cultura onde nos inserimos fosse urgente, desde cedo, convivermos no meio da multidão. A ideia de que um bebé tem de perceber rapidamente que não é só ele que existe no planeta passar por ter de entrar cedo no modelo escolar que nos foi imposto, por exemplo. O contacto com a diversidade não envolve necessariamente grandes números, acho.

Pode parecer um exagero para quem nunca teve estes combates interiores, mas sabem o que é saber fazer um exercício, mas a simples pergunta: "Quem quer vir ao quadro?" ser um obstáculo imenso? Não foram os anos que passei em turmas de 30 alunos que me ajudaram a ser diferente. Aliás, eu não tinha que ser diferente. Ter pudor em estar à frente de dezenas de caras não é um problema a ser combatido. Chama-se timidez.




Ah...




16 setembro 2014

A reutilização no regresso às aulas.








Foi mais de uma semana a conferir as canetas que ainda pintavam, as esferográficas que estavam funcionais, os lápis que podiam ser afiados, os estojos que tinham aproveitamento. Quanto aos manuais, compram-se novos apenas os que não se acham entre amigos, site de manuais escolares, banco de troca de livros usados. Fica mais ou menos equilibrado (que eu também gosto muito do cheiro novo dos livros) mas se estamos numa época em que tanto se fala em ensinar o valor das coisas aos miúdos, há que fazê-lo desde cedo.

Não é fácil, dá trabalho, mas as coisas que valem a pena nunca são simples.





12 setembro 2014

Silêncio na casa


Quando cada um se dedica ao seu afazer, se instala um silêncio que não tem preço. Ah...

O que acontece

quando uma mãe exausta adormece um pedaço no sofá?
- foto com o tel. -

11 setembro 2014

9/11



Estivemos duas vezes em Nova Iorque. Antes e depois do 11 de Setembro. Além do cheiro doce das ruas, o conforto de nos sentirmos seguros num meio de uma imensa e tão diversa multidão que circula por todo o lado, da hospitalidade da família Jordão e dos doces da Jordan's Bakery, também tenho muitas saudades das caminhadas intermináveis e de tudo em formato XL. Ah, Nova Iorque!






10 setembro 2014

Dias



Um livro para todos os dias, Planeta Tangerina