23 outubro 2014

Preciso ser mais alegre. É uma obrigação.


Confissão de pecados: não sou uma pessoa naturalmente alegre. E quando penso em alegria à luz da Bíblia, não penso em pessoas sempre bem-dispostas, mas em pessoas que em qualquer circunstância têm a capacidade de espelhar a fé. De chorar e de animar. Falho muito na alegria e na forma como a demonstro. Mesmo quando sinto paz no meio da tristeza, acho que transparece mais a tristeza do que a paz. E se a alegria não depende de bem estar físico ou emocional, se não está até dependente da felicidade que sentimos, ela tem de saltar à vista.

É um bocadinho como a gratidão. Os dez leprosos curados por Jesus saíram dali felizes e curados. Mas só um voltou para agradecer. Com a alegria pode ser igual. Reconhecemos que Deus está no controle de tudo, que tudo o que Ele faz é para o nosso bem, mas nos intervalos do dia-a-dia parece que se esvai a alegria. No cartão multibanco que se perde (ontem), na imensa espera numa sala, numa doença que não passa, na ausência de alguém.

Preciso ser mais alegre. É uma obrigação.