29 novembro 2014

Oh!

Lord Merton: I state freely and proudly Isobel, that I’ve fallen in love with you. And I want to spend what remains of my life in your company. I believe I could make you happy. I should very much like the chance to try.

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Mrs. Patmore (about Daisy): Mathematics is one thing, she’s studying to be a revolutionary now.

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Daisy (to Molesley): You wanted to be First Footman. What did you think? That you’d spend all day with your feet up?

27 novembro 2014

Decorações de Natal.

Cá em casa, há uma pessoa particularmente entusiasmada com as decorações de Natal, e essa pessoa não sou eu. Juntamente com ele, 4 crianças altamente motivadas, que a cada luz e árvore que sabem decorada por aí, fazem questão de me recordar que por aqui ainda não há vislumbres. Eu, que sempre decorei a casa pelo 1º de Dezembro e chego mais ou menos a dia 27 com vontade de meter tudo de volta na arrecadação, sei que não me posso demorar muito mais quando a criança de 4 anos, à entrada do supermercado, aponta para o tecto cheio de barretes de pai natal e diz:

"Olha, que lindo! Está mesmo bonito. O papá tem de vir cá ver."



Downton!


Violet: Hope is a tease, designed to prevent us accepting reality.
Isobel: You only say that to sound clever.
Violet: I know, you should try it.

26 novembro 2014

Não sabemos esperar

Na fila do supermercado, era difícil não reparar na impaciência daquela pessoa. "Mas será que não há um dia em que venha aqui e não tenha de esperar? Detesto filas!".

A verdade é que hoje não sabemos esperar. Vivemos impacientes, o ritmo das vidas de todos é alucinante e o acto de ter de abrandar, forçados, parece-nos um mero desperdício de tempo. Temos de estar sempre a fazer qualquer coisa e, se não estivermos, é opção nossa. Não das filas ou dos outros.

Espantamo-nos que as crianças queiram tudo no imediato, quando de facto é isso que exigimos para nós próprios. Somos impacientes, custa-nos ter de aguardar e desistimos, no geral, quando o esforço parece pedir mais do que sentimos ser capazes de dar. Ora, na Bíblia, estamos recheados de esperas. Sara esperou por ser velhinha para poder ser mãe, Jeremias falava de como Deus é bom para os que sabem esperar n'Ele, já para não falar da quantidade de personagens que esperaram sem que lhes chegasse o objectivo da espera (Moisés, por exemplo).

Enviamos mensagens e aguardamos resposta breve, decidimos fazer uma coisa e tem de ser finalizada no tempo que idealizámos, não lidamos bem quando o outro nos diz que não consegue estar à altura dos nossos prazos.

Ora, a espera trabalha muito o nosso coração. Em especial, a paciência. A nossa confiança em Deus. A forma como gerimos a ansiedade. Como diz no capítulo 5 da carta de Tiago: "Observai como o lavrador aguarda o precioso fruto da terra, esperando com paciência, até que receba as primeiras chuvas de outono e as que encerram a primavera."

Sendo que, em última análise, a nossa vida também é uma espera. Até ao dia em que saiamos desta dimensão limitada que é o tempo.

25 novembro 2014

Viroses.

Este Outono tem sido chatinho.



Dia mundial das queixinhas.

Enquanto se sentavam à mesa e bombardeavam cada um as suas coisas, inclusivé relatórios dos irmãos (é sempre mais fácil apontarmos o que os outros fizeram de mal, certo?), o Joaquim relatava algo da Maria, pela segunda ou terceira vez.

Ela, já ofendida: "Joaquim, hoje deve ser o dia mundial das queixinhas, não?"




24 novembro 2014

Dias cheios e felizes

Os filhos do meio completaram 8 e 7 anos, a Raquel já nasceu e a cunhada Joana baptizou-se.





20 novembro 2014

Parir é um verbo.

Gosto muito do verbo parir. Encerra em si a rudeza do que significa trazer uma criança ao mundo mas rima com sorrir. Gosto muito de verbos acabados em ir. Admitir. Assentir. Bulir. Divertir. Redimir.Rir. Ruir. Submergir. Vestir.

Dêem-me o desconto. A semana é propícia a isso. Completam-se 8 e 7 anos que me nasceram os filhos do meio. Em que os pari. Em que lhes vi o rosto ao fim de tantos meses de os sentir aos pontapés a revirarem-me as entranhas, em que lhes peguei depois de horas de dor. O verbo parir é bonito porque se trata de um sofrimento bom. Quando os minutos de contracções não parecem mais acabar, o jogo emocional de mentalização: "isto é por uma coisa boa, vai nascer um bebé".

Dizia, há dias, que quando penso no passado e sinto alguma nostalgia, não é de estar grávida. Não. Sinto saudades dos momentos mágicos do nascimento. Da espera em casa, do silêncio que se instala quando só há dor, só nós os dois ao som de nada, o tempo a contar, os sons que restam, um calor enorme, a entrada no carro, a chegada ao hospital, o cheiro do internamento, as vozes, as campaínhas, o corropio.

Depois, a magia. Nasceu e já passou. O deslumbramento, a gratidão que não cabe no peito e a certeza que nada mais será igual. Nunca é mais nada igual. Nem o outro com quem vivemos e partilhamos a vida. Somos novos a cada instante, pertencemo-nos mais do que nunca e sabemos que isto tudo nunca é acerca de nós.


(E por não ser nada acerca de nós, em breve escreverei sobre como tudo na vida, e em particular na maternidade - gravidez, parto, amamentação - deve ser vivido na graça de Deus, tendo a noção de que tudo era muito bom quando Ele nos inventou, mas de como a queda de Adão e Eva tornaram todos estes processos imperfeitos.)

18 novembro 2014

Menos.

Foi preciso a Mara aparecer com umas panquecas numa destas semanas para me aperceber que a receita dela era igual à minha, sendo que a dela levava zero gordura. Nada de manteiga, margarina, óleo ou azeite. Mesmas quantidades de farinha, açúcar, ovos. Não tivesse eu provado aqueles pedaços fofos e jamais teria experimentado.

Exactamente como na vida. Não abdicamos por nada de algo que consideramos essencial, até que nos seja arrancado à força. E voilá, apercebemo-nos que não nos era imprescindível, pelo contrário. Ficamos ainda melhores.

17 novembro 2014

Aos domingos,

descansamos no Senhor, ainda que seja uma aprendizagem para toda uma vida, assim me parece. Porque ao domingo também servimos (e nos cansamos). Só ao domingo podem acontecer algumas coisas que apenas acontecem quando se é parte da Igreja: ensinamos aos nossos filhos a reverência da Casa de oração, aprendemos a amar todo o tipo de pessoas e não apenas aquelas com quem temos afinidade, louvamos a Deus a muitas vozes, ouvimos a Palavra lida e pregada.

Aos domingos, partilhamos a comida e limpamos o que está sujo. Acredito eu que, neste serviço, os mais novos também podem ver alegria no trabalho, e juntar-se a ele (umas vezes voluntariamente, outras vezes convocados, como em casa). Aos domingos, não se vêem só sorrisos, como nas fotos. Quase sempre também há dores, há lágrimas, há despedidas, há abraços, há arrependimento.

Aos domingos, quer-se que o centro seja Cristo e por isso ouvimos da Palavra. Paradoxalmente, ontem reforcei algo que na minha vida é um constante desafio, e que parece contraditório a tudo o que escrevi nos parágrafos anteriores: fazer coisas boas nem sempre é fazer as certas, ou as que Deus quer.

Assim Ele nos ajude. Aos domingos e no resto da semana.














15 novembro 2014

Todos convidados.



Uma Igreja livre com raízes.
 Aos domingos, venham ter connosco à Lapa pelas 11h30 ou 16h00. Todos bem-vindos.

13 novembro 2014

Memória.

Às vezes basta uma foto. Um cheiro. Um nome. Um sítio. É fogo em gasolina.


Hoje foi aquele anúncio da Mango com uma camisola com torcidos precisamente como esta que aqui tinha. 1990. Delfim Santos no meio dos montes, que se atravessavam para chegar à aula de natação no Benfica. A primeira vez que saí na estação de metro das Laranjeiras e chegar à Estrada da Luz em menos de nada. Escobar, o nome que o J. me colocou - e que foi o meu primeiro endereço de mail, mais tarde - por ser uma realizadora das novelas que eu não via. A Guerra do Golfo com o Bollycao no intervalo grande, e o dossier que forrei a autocolantes "Tou". A minha miopia a aumentar de 5 para 7 dioptrias e os óculos redondos e castanhos iguais aos do Rui Veloso, que veria nesse Verão em Porto Covo ("Roendo uma laranja na falésia..."). As minhas primeiras - e únicas - calças de ganga Mustang. Chumaços nas camisolas. "O teu amor aos céus se estende" completamente na berra. Os panados com limão ali à saída de metro em Arroios. Bryan Adams em Alvalade. Espera. Isso já foi em 91.





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Marta Cavaco, quase 8 anos, depois de algumas lágrimas: "Nem acredito que nunca mais vou ver o Pastor João Rosa."  (pausa) "Estamos aqui todos tristes e ele tão feliz..."

11 novembro 2014

O céu.

Hoje foi o dia da despedida.

Uma cerimónia preparada por quem já não se encontra, um texto como último testemunho, homenagens sentidas. Como em qualquer outro dia, Deus não deixa nada ao acaso. O céu que pela manhã anunciava algo de imensamente bonito: mais um crente está em festa do lado de lá.

10 novembro 2014

"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé."


Partiu para o Senhor o Pastor João Rosa de Oliveira.

Queria poder contar a importância do Pastor e da irmã D. Lídia na vida da nossa família. Mas há dívidas de gratidão que não se saldam em palavras.

Uma das coisas que ele dizia aos nossos miúdos, numa doença que eles não lhe viam estampado no corpo:

- "Quando quiserem que eu morra, deixem de orar!". Ninguém deixou de orar, Pastor. Deus entendeu que estava na altura de gozar do lado da eternidade que tanto desejou, que tanto anunciou.

Até já.

04 novembro 2014

Uuuuuuhhhhhhh....

"Hollywood é uma moeda" ou "Magnitude um animal".

O disco do Manel - que pode ser descarregado aqui - por uma criança de 4 anos.

Vídeo que só foi possível filmar deixando a máquina em cima da mesa por tempo indeterminado e sem estar ninguém a olhar para ele.

03 novembro 2014

Novembro chegou mas eu já só penso em Dezembro





A última semana de Outubro viveu-se sem o chefe da família por casa. Em 12 anos de casamento nunca tínhamos estado mais do que 2 noites separados, mas 2014 trouxe duas experiências próximas de vários dias. Uma no Verão, outra agora. Se em Agosto a espera no meio das férias demorou a passar e trouxe grande estranheza aos miúdos, desta vez foi tudo mais simples. Nada como a rotina dos dias para imprimir normalidade na ausência.

Ir até ao aeroporto pelas 7 da manhã, ao terminal das partidas, poderia ser bastante deprimente. Haja sono para nos anestesiar. Quando vinha embora, nessa manhã de nevoeiro cerrado que não permitiu que ficássemos a ver aviões em acção, tive o meu coração confortado. A próxima vez que me dirigir ao aeroporto será para o terminal das chegadas. Os meus 5 do Mississipi vão chegar, contra todas as previsões. E só falta um mês! Está a contar!