17 novembro 2014

Aos domingos,

descansamos no Senhor, ainda que seja uma aprendizagem para toda uma vida, assim me parece. Porque ao domingo também servimos (e nos cansamos). Só ao domingo podem acontecer algumas coisas que apenas acontecem quando se é parte da Igreja: ensinamos aos nossos filhos a reverência da Casa de oração, aprendemos a amar todo o tipo de pessoas e não apenas aquelas com quem temos afinidade, louvamos a Deus a muitas vozes, ouvimos a Palavra lida e pregada.

Aos domingos, partilhamos a comida e limpamos o que está sujo. Acredito eu que, neste serviço, os mais novos também podem ver alegria no trabalho, e juntar-se a ele (umas vezes voluntariamente, outras vezes convocados, como em casa). Aos domingos, não se vêem só sorrisos, como nas fotos. Quase sempre também há dores, há lágrimas, há despedidas, há abraços, há arrependimento.

Aos domingos, quer-se que o centro seja Cristo e por isso ouvimos da Palavra. Paradoxalmente, ontem reforcei algo que na minha vida é um constante desafio, e que parece contraditório a tudo o que escrevi nos parágrafos anteriores: fazer coisas boas nem sempre é fazer as certas, ou as que Deus quer.

Assim Ele nos ajude. Aos domingos e no resto da semana.