14 setembro 2015

Das saudades e dos dias mais frescos


 Com a chegada de Setembro, as praias ao pé de casa começam a esvaziar. Os dias começam por ser instáveis, e há uma luz diferente no ar. Setembro é tão bonito que me chega a comover. Não dá para separar muita coisa. Em Setembro agravam-se algumas saudades. Saudades essas que podem ser despoletadas por coisas tão ridículas como uns azulejos de casa-de-banho em sítio alheio, restos das obras da nossa casa.

As saudades também se fazem por ser tão óbvia a ausência em algumas circunstâncias. Foi também em Setembros passados, esses demasiado próximos, que vi partir duas pessoas muito queridas para mim. Mas também foi em dois Setembros que me foi dada a possibilidade de gerar vida. Dias mágicos, esses.

Houve um tempo em que me sentia a perder coisas quando o Outono chegava. Como se no calor e nos dias bonitos residisse a plena felicidade. Já lá vão. O Outono traz consigo aquela promessa do profeta Isaías: "Seca-se a erva e cai a flor, mas a palavra de Deus permanece para sempre" e por isso estamos bem. Com uma luz bonita no ar, com as folhas que caem, com mais uma manta na cama. As promessas de Deus nunca falham, e isto chega-me para tudo o resto. E para encontrar no Outono cada vez mais beleza, com o passar do tempo.

(fotos tiradas com o telemóvel)