15 setembro 2015

Ter uma espécie de talento para ser doente

Cá em casa temos todo o tipo de doentes. Uns só têm febre acima dos 38 e alguma coisa, outros já estão com sintomas com pouco mais que 37º. Temos os que não perdem o apetite, outros que perdem mesmo o apetite. Os que perdem a disposição para qualquer tipo de entretenimento, e os que mal a coisa dá tréguas, fazem vida normal.

Pois que cá em casa circula uma teoria que para estar doente também é preciso ter alguma vocação. Uma espécie de talento. Uma capa que assenta em tamanho exacto, em que o estatuto é elevado ao seu máximo. E para essas pessoas, a quem a febre deixa pouquíssima margem de manobra para a vida no geral, basta dizer-lhes: "Deita-te na minha cama, e descansa". Pois que se deita na cama, descansa e por lá fica.



(Claro que estamos a falar de doenças corriqueiras, e que graças a Deus passam com pouco mais que Ben-u-rons, ultra-levures e afins).