28 outubro 2015

O Evangelho (não) é loucura

A história de mais um horrível martírio circulou pela internet no início deste mês. Onze missionários e um rapaz de 12 anos tinham sido brutalmente assassinados na Síria, por terem recusado negar a fé cristã. Os detalhes eram de um sofrimento inimaginável (mulheres violadas publicamente, o rapaz a ser mutilado, corpos decapitados e crucificados). Quem relatava a notícia, o responsável pela missão e longe da Síria, penalizava-se por não ter  ter conseguido convencer estas pessoas a que viessem embora mais cedo. Cada vez que os contactava, eles eram claros: "Queremos ficar. Cada vez mais pessoas se convertem a Jesus". Se foi emocionante (e quase incompreensível) saber que estes mártires cantavam e oravam enquanto estas barbaridades eram cometidas, o relato que se seguiu trouxe toda uma nova luz a este cenário:

Dias depois, um dos terroristas surge a um grupo de cristãos, informando-os: "A noite passada vim cá para vos matar. Mas algo me impediu. Vi Jesus. Falem-me acerca dele, que me impediu de tudo isto!". Um perseguidor transformado em perseguido - era por momentos milagrosos destes que os mártires sabiam que lá tinham que ficar. Testemunhos de vida que abalam, que confundem, que movem.

O cenário continua de horror, e cristãos teimam em permanecer lá:

"Este tempo de trabalho aqui na Síria não é um sacrifício, é um privilégio. Cada um de nós arrisca a sua própria vida, mas sabemos que esta é a nossa missão, e então tudo faz sentido" - Edward, líder cristão.

A mensagem da cruz parecerá loucura para muitos. Mas fará sentido para tantos outros.


[ Há uns anos que o site Open Doors e o Persecution são leituras diárias. Há largos meses que são das primeiras leituras que faço no telemóvel, pela manhã. Não nos serve de nada verter lágrimas se elas não forem vividas com intercessão. Orar todos os dias, deixo-vos o desafio. ]




27 outubro 2015

Descansar

nem que seja só por um bocadinho, da forma como nos apetecer. Assim acha a minha sobrinha (e eu também).

Pormenores


Geralmente escolhe uma esferográfica ou uma caneta com a ponta mais fina e faz desenhos pequeninos, como este.

26 outubro 2015

Quase 9.

Não sei se é a lagoa que assenta na perfeição na Marta, se é a Marta que assenta na perfeição na lagoa.
Marta, como é que estás quase a fazer 9 anos? Explica-me.

23 outubro 2015

Busy!


Tanto que haveria para dizer acerca disto. Mas agora não posso. Estou ocupada.

22 outubro 2015

O Bento tem um nariz "extranho"!


Este poderia apenas ser mais um desenho engraçado que o Joaquim fez, se a inspiração para o nome desta personagem não fosse de um bebé que completa hoje um mês. Já deixei de assinalar aqui no blogue os nascimentos de todos ao nosso redor (somos uns privilegiados, por estar constantemente a ver bebés a chegar), mas este merecia destaque. Não é todos os dias que vemos nascer um quarto filho, e a Sofia e Filipe são daqueles amigos que nos são muito queridos.

Despertar


O despertador toca às 6h50. São apenas dez os minutos de tolerância para começar a abrir estores, confirmar estado do tempo, e colocar as roupas do dia. Custa-me falar logo ao acordar, até a voz me sai com dificuldade. Não são os almoços a colocar no saco, nem o leite para  aquecer, as torradas para fazer que me cansam. São as palavras que temos sempre de repetir: "Vistam-se", "façam a cama", "colaborem, por favor". Depois, as vozes em simultâneo: "Não quero esta camisola", ou "Não acho a minha outra meia", ou ainda "Mamã, ele está a olhar para mim, pára com isso!". Depois, as eternas preferências entre torradas, pão fresco, ou cereais. "Vá lá, comam", "vão lavar os dentes", "têm o que precisam?"- São 8h05 e precisamos começar a sair. "Não sei onde está o meu casaco". Temos mesmo de sair. "Ponham o cinto, não pousem os casacos no chão do carro, por favor.".
Partimos. Colocar a música no rádio e finalmente alguma calma que se instala.

E o céu, sempre o céu, completamente indiferente a toda esta correria.








20 outubro 2015

Todos a bordo!

O sonho finalmente concretizou-se. Começa a ser moda aqui por casa vivermos algumas prendas de aniversário, em vez de as embrulharmos em papel. Foi a prenda dos 38 anos do Tiago, completados no sábado. Os dias previam mau tempo (que se concretizou) mas que em nada abortou o plano. Pelo contrário, tornou-se uma aventura intensa e que nos fez ficar por sítios que já conhecemos bem. Setúbal, Sesimbra, Arrábida, Carcavelos e Belém ganham toda uma nova cor quando pernoitamos em plena rua. E acordar, abrir a janela e ficar a apreciar? Ou parar o carro ao final da tarde e cozinhar castanhas junto ao rio, de porta aberta?


















13 outubro 2015

Fim-de-semana cheio, 3ª edição


O fim-de-semana foi realmente cheio, como se calculava. Cheio de pessoas, cheio de opiniões, cheio de trabalho, cheio de amigos, cheio de conhecidos, cheio de crianças, cheio de música, cheio. Mas no meio das inúmeras coisas que passaram pela minha cabeça neste cruzar de acontecimentos, também podemos dizer, é que este fim-de-semana foi cheio de paz. Vivemos tempos de liberdade religiosa neste nosso país. Podem ser tempos de apatia e de indiferença, mas foram muitas as vezes em que olhei em redor e pensei em tantos lugares do mundo em que isto não é possível.

Sou muito agradecida por todos os amigos, que mesmo não tendo as minhas convicções, aceitaram vir a esta comunidade da qual faço parte e amo, desejando que seja alargada mais e mais. Mas sou também muito agradecida pela liberdade, nunca esquecendo aquilo que um dos nossos convidados disse: "A discussão teológica é um privilégio dos que dormem tranquilos na sua cama." Um privilégio que quero aproveitar de forma sábia enquanto o tiver.

07 outubro 2015

Ainda do próximo fim-de-semana

os nossos mais novos vão dar um ar da sua graça:




06 outubro 2015

Outubro a não parar

Outubro chegou cheio de pressa. Os dias encurtam, com o muito que fazer. Nos intervalos, os anos que Deus acrescenta aos que são nossos. Os que estão perto e os que estão longe. A certeza que Deus cuida de todos aconchega o coração. Tal como uma mantinha que agora começamos a precisar de usar no sofá.

05 outubro 2015

Cenas favoritas

Os nossos amigos do Brasil sabem o que trazer para deixar 6 pessoas cá por casa satisfeitas.

02 outubro 2015

Deus nunca se cansa.



Chesterton dizia que, tal como uma criança que gosta de uma brincadeira e não se cansa de pedir mais, com Deus não há monotonia. Se é certo que a seguir a uma noite cremos que vem uma manhã, nenhuma é igual a outra. Que era possível imaginar Deus a ordenar ao sol: "Brilha de novo". Porque enquanto nós envelhecemos e nos cansamos na repetição de algumas coisas, Deus não envelhece. E, por isso, é fácil imaginar o gozo que tem na sua própria criatividade. "Vou fazer nascer mais um dia". E o dia nasce, em todo o seu esplendor. A janela da minha cozinha comprova isso todas as manhãs.