30 novembro 2015

Pray for a miracle...and even more so, for peace with His decision.

Queria ter escrito este post há umas semanas. Fui adiando.

O meu youtube é uma salganhada muito bem guardada do que me apetece ouvir. Há muita coisa que acho e ouço, e que vai à sua vida. Outras ficam sempre, mas têm períodos em que se ouvem mais.

Gosto muito da Joey (e do Rori) Feek. Depois de ela ter assumido - há cerca de dois anos- que ia ter uma filha com trissomia 21, num país onde se calcula que em menos de 10 anos não se verão mais crianças com este problema, tal é a taxa elevada de abortos, soube que tinha cancro. Tratamentos feitos, há pouco mais de um mês entrou na recta final, em que recusaram mais tratamento, mas ainda se ora por um milagre.

São pouco mais de 40 anos de uma voz que eu gosto tanto.

Uma das minhas preferidas, aqui:

A última gravada, em Agosto:

O blogue do marido, aqui.

27 novembro 2015

Esforços


É o terceiro ano lectivo num modelo escolar diferente. Entre muitas outras coisas, implica preparar refeições para a tropa toda levar para o almoço. Os meus filhos sabem o quanto isto me custa (eu sou refilona o suficiente para todos perceberem o esforço que coloco nas coisas).

Não é que eu não goste de cozinhar e receber pessoas em casa (gosto muito!), mas ter de obrigatoriamente comprar, planear, executar e embalar almoços todos os dias, é uma trabalheira desgraçada. De há umas semanas para cá, comecei a congelar para a semana inteira. O processo passou por tentar descobrir que coisas ficam bem no processo de descongelação e que coisas não ficam (ovos cozidos, não dá), e por largar ideias românticas de alguns pratos. Temos de ser realistas, práticos, e sobretudo económicos. A coisa faz-se, e alivia na canseira dos dias.

Pergunto-me muitas vezes se eles mais tarde se lembrarão do esforço que fizemos por eles (esta deve ser a questão mais frequente para mães e pais). Eu creio que nunca saberão com exactidão. Mas quando me pedem que repita um prato específico, ou um deles chega a casa e elogia o que comeu ao almoço, penso: vamos lá.

Oeste em Oeiras


"Por favor, Joaquim, deixa-me ser o bandido!"

26 novembro 2015

Acções de graças

J.R. Miller, em 1912,  dizia qualquer coisa como:

"Para um cristão, dar graças deve ser acerca de ter Cristo no coração, transformando a nossa disposição e o nosso carácter. Dar graças deve ser, antes de mais um hábito, antes de se tornar uma qualidade intrínseca. Acções de louvor passageiras no meio de anos de queixumes, não é isso que é suposto ser. Canções quando os dias são solarengos, e nenhuma canção quando os dias estão encobertos, isso não trará uma vida de gratidão. O coração deve aprender a cantar sempre.

Esta lição apenas é totalmente compreendida quando se torna um hábito que circunstância nenhuma pode abalar. Devemos persistir em sermos agradecidos. Quando não vemos razão nenhuma para louvar, devemos acreditar no amor de Deus e na sua bondade, e ainda assim agradecer. Só aí, dar graças terá tomado o lugar certo dentro de nós; quando se torna parte de todos os nossos dias e em qualquer momento."

24 novembro 2015

Ocupados.


A Maria escrevia no outro dia acerca da forma como vivemos tão orgulhosamente ocupados (aqui).

A maior dificuldade que sinto, tendo eu uma vida tão difícil de explicar em horários (não há um dia igual a outro, os trabalhos que faço em casa são encaixados onde se pode, a vida "profissional" de Igreja mistura-se com a pessoal) é conseguir gerir as prioridades. O que é realmente importante? A que é que vamos dizer que não? Não é fácil, e nem sempre é possível explicar.

A verdade, e nisto acredito mesmo, é que o que é realmente importante nós não nos esquecemos. Aquilo que nos enche o coração, vamos encontrar sempre forma de o vincar. Não vamos deixar passar. Da mesma forma que aquilo a que não conseguimos acorrer no imediato, é sempre compreendido por quem tem de esperar. Uma certeza, isso sim: o que é para ficar, está lá sempre. O que se dilui neste passar dos dias, tem uma resposta simples: não é importante.




23 novembro 2015

Gémeos falsos



A Marta fez 9 anos, o Joaquim fez 8. Continuam a querer chocolate no bolo, e cores por dentro. Também continuam a viver os dois dias seguidos de aniversário como se de um só se tratasse. Na verdade, nunca existimos sozinhos quando temos irmãos. Espero que esta seja a prenda que eles celebrem continuamente, ano após ano.

20 novembro 2015

Filhos do meio



2006 e 2007 regressam sempre por estes dias com mais força. Há muita coisa de que já não me lembro com exactidão (e que agradeço ter aqui registo neste blogue e num caderno que é só meu). Quando os filhos nos são entregues, na verdade não acreditamos muito nisto. Achamos que nos pertencem. No meu caso, eles geraram-se dentro de mim, e depois foram sendo arquitectados na minha cabeça. Muitas ideias e certezas que se esbatem com o passar do tempo. Os filhos não são nossos, embora se gerem dentro dos corpos das mães. Eles crescem e vão-se formando, às vezes temos de recuar e constatar que o bebé que nasceu em tão pouco condiz com a criança que hoje cresce.

Começam a aproximar-se do final da primeira década de vida, estes meus gémeos falsos. São os dois tão diferentes, como todos os filhos são. Surpreendem-me todos os dias, tiram-me do sério quase todos os dias. Queremos ajudá-los a crescer, mas percebemos que somos muito pouco do grande cenário que Deus já planeou. São projectos inventados muito antes de alguma vez os sentir na minha barriga. São criação de Deus.


19 novembro 2015

Planos preferidos


As famílias maiores facilmente se identificarão com isto: há poucos planos em família que reunam consensualidade total. Aqui não é diferente. Mas há um que é sempre garantido e que todos se entusiasmam, que pode ser realizado horas a fio e com muita regularidade. É rara a semana em que os nossos miúdos não passem umas horas na biblioteca de Oeiras.

É vê-los chegar, cada um se encaminhar para a sua área de interesse e instalar-se o silêncio.Há uns dias não foi diferente, sendo que estávamos noutra biblioteca, onde passei muitas horas na minha juventude, mas que no nosso passeio deu para perceber que já não era exactamente no mesmo local. Lá andámos nós por Algés.

Os miúdos chegam, investigam, sussurram e nunca se permitem levantar o tom de voz. Como sempre acontece na biblioteca, algo de maravilhoso se dá: não discutem, não chamam por nós, ficam na deles. Podem imaginar o paraíso que isto representa para uma mãe de vários? Pois bem. Eu até li um pedaço de um livro. Mas depois o único som que ouvia era o das páginas serem viradas, a respiração deles, e um dos poufs enormes no chão pareceu-me demasiado confortável para não me instalar. Este ambiente de paz como que gerou música de embalar, e dormi uma sesta. Daquelas sem interrupções, impensáveis durante o dia. Ah, gosto tanto de ir à biblioteca!







17 novembro 2015

Tia Nieta


No dia de hoje é possível imaginar a tia Nieta chegar ao céu e ouvir: "Serva boa e fiel, entra no gozo do teu Senhor".

Uma vida com largas décadas dedicada à evangelização de crianças em Portugal tem estilhaços de recordações por todo o lado. Na minha própria família, entre tantas outras.

Aqui há uns tempos, escrevi sobre a forma como é possível vermos no exterior de alguém marcas bonitas do trabalho que Deus faz no seu interior (aqui). A tia Nieta tinha umas mãos bonitas como vi poucas. Era impossível não reparar. Dedos longos, mãos elegantes, uma espécie de representação cada vez mais esculpida de toda uma vida disponível para os outros e as crianças em particular.

Somos tão agradecidos pela vida da tia Nieta.

16 novembro 2015

O sangue dos"infiéis"


"A vingança é minha!", diz o Senhor (Romanos 12).

O critério é apenas um: espalhar o terror. Não foi numa Igreja, ou em território proibido, como podemos ler diariamente na internet. Foi aqui à nossa porta, e em sítios onde facilmente nos identificamos (é difícil não o fazermos, quando ainda há duas semanas estávamos divertidos a assistir a um concerto no Coliseu).

É derramado o sangue de inocentes, como as notícias divulgam. Sim. Mas não só o destes, mas também de todos os outros, a quem o auto-proclamado estado islâmico arrasa diariamente pelo mundo. Serão esses culpados de alguma coisa? Só se for de crerem no único e verdadeiro Deus.

Em dias assim, intensifica-se o desejo: "Ora vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22).




10 novembro 2015

10.Novembro.1999


Vale a pena assinalar o dia em que começámos a namorar. Aqui nesta foto já na nossa primeira casa, nos últimos preparativos e limpezas de obras, antes de casarmos. Acho engraçado a quem se diz "para sempre namorado" ou se refere a "namorar" como algo que deve ser mantido eternamente. Percebo a ideia. Mas a rigor, nunca mais namorei desde que me casei. O namoro é uma coisa, o casamento é outra. E esta última é tão melhor que não tem comparação. Especialmente para pessoas para quem o namoro não se dita pelas mesmas regras do casamento. O meu caso. No namoro, somos apaixonados. Passeamos, saímos, comemos fora, ocupamos o tempo juntos, e parece ser sempre insuficiente. Aborrecemo-nos e depois cada um na sua casa, remói a chatice, e questiona-se acerca da certeza dos sentimentos que tem pelo outro. Se o amor vai sempre chegar, quando já não houver saídas à noite, surpresas e comidas românticas. Uma parvoíce. Na verdade, hoje ponho-me a pensar e o namoro é fixe por poucos meses. Não tem o melhor do casamento, e não tem aquilo porque realmente vale a pena chatearmo-nos.

Tinha uma ideia um bocado parva, quando namorava, de que uma vez comprometida e a casar, nunca mais experimentaria o arrebatamento de me apaixonar por alguém. Viria aí o amor e coisas óptimas, mas que nunca mais viveria esse estado de deslumbramento. Era uma ideia idiota, pensar que Deus não me daria a possibilidade de experimentar isto tudo ampliado, à medida que o tempo passa. À medida que somos fiéis, que nos sacrificamos, que estamos, voltamos sempre a esse primeiro estado, mas mais alicerçado.

De vez em quando eu e o meu marido saímos para passear. Um concerto, um jantar fora, um filme no cinema. Mas não saímos para namorar, porque no fim voltamos juntos para a mesma casa. O lugar onde nos pertencemos e somos família. Muito, muito melhor.

Foi há 16 anos que arranjei este namorado. O meu marido.

09 novembro 2015

Rostos


Há dias, a Open Doors fez este pequeno mosaico. Ajuda muito a quem vive neste pequeno lugar seguro à beira mar, a visualizar faces da perseguição pelo mundo. Eles pedem as nossas orações. O trabalho que a Open Doors faz não é de apenas divulgar a povos como nós o que se passa em muitos cantos do mundo, mas a estar lá. A encorajar, a ajudar, a sustentar. E por isso, é a vez de quem está do lado de cá passar também uma mensagem:

A ideia é linkar todas as fotos com #IDOP, para que possam ser facilmente achadas e coleccionadas.

Existe, também, a possibilidade de ir enviando mails para alguns lugares. Desta vez, para os cristãos no Quénia. Vão aqui.

#persecutedchurch

05 novembro 2015

Tem mesmo de ser?



É comum a conversa do "tem de ser". Chegámos a uma era em que nos debatemos por tantos direitos, mas depois resignamo-nos com a maior das inevitabilidades a estas três palavrinhas. Tudo porque "o patrão assim deseja", porque "todos fazem", porque "são os tempos modernos", porque "não temos alternativa".

Achamos que conquistámos uma grande liberdade em relação ao século passado, mas vivemos determinados pelo que os outros decidem e nos impõem. E não falo de questões essenciais à sobrevivência ou à saúde. Falo de questões e princípios. Parece que os tempos modernos não se compadecem. Pois não, não se compadecem. Mas temos mesmo de nos conformar?

É que esta semana estudava um salmo particularmente difícil (137) sobre o povo de Israel, exilado na Babilónia. Há gerações que só viam guerra e destruição. Questionavam-se se alguma vez veriam de novo a sua terra, e se alguma vez celebrariam o sábado em paz ao redor de uma mesa. Os seus inimigos queriam fazê-los cantar as suas músicas em terra estranha, porque isso era de uma enorme humilhação, e o que é que eles fizeram? Recusaram-se. Pousaram as harpas e recusaram-se a cantar. Podiam ter cantado, encolhido os ombros com um: "teve de ser, fomos obrigados". Este salmo humilha-me. Trata de não nos conformarmos com tudo o que o mundo nos impõe. Tantas vezes digo que "tem de ser" quando não tem que ser nada. Tem que ser se eu quiser. Se Deus quiser.

Oh!

 Mr. Carson: I want a real marriage, a true marriage, with everything that that involves.


Mrs. Hughes: You misunderstand me. I was afraid I’d be a disappointment to you; that I couldn’t hope to please you as I am now. But if you’re sure ...

Mr. Carson: I have never been so sure of anything.

Mrs. Hughes: Well then, Mr. Carson, if you want me, you can have me! To quote Oliver Cromwell, “warts and all.”





02 novembro 2015

Mais vale nunca




Coliseu, GNR, 31.Out.2015

Conhecer a Alice Vieira?

Check!