27 novembro 2015

Esforços


É o terceiro ano lectivo num modelo escolar diferente. Entre muitas outras coisas, implica preparar refeições para a tropa toda levar para o almoço. Os meus filhos sabem o quanto isto me custa (eu sou refilona o suficiente para todos perceberem o esforço que coloco nas coisas).

Não é que eu não goste de cozinhar e receber pessoas em casa (gosto muito!), mas ter de obrigatoriamente comprar, planear, executar e embalar almoços todos os dias, é uma trabalheira desgraçada. De há umas semanas para cá, comecei a congelar para a semana inteira. O processo passou por tentar descobrir que coisas ficam bem no processo de descongelação e que coisas não ficam (ovos cozidos, não dá), e por largar ideias românticas de alguns pratos. Temos de ser realistas, práticos, e sobretudo económicos. A coisa faz-se, e alivia na canseira dos dias.

Pergunto-me muitas vezes se eles mais tarde se lembrarão do esforço que fizemos por eles (esta deve ser a questão mais frequente para mães e pais). Eu creio que nunca saberão com exactidão. Mas quando me pedem que repita um prato específico, ou um deles chega a casa e elogia o que comeu ao almoço, penso: vamos lá.